PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTA SEXTA-FEIRA

27 de abril, sexta-feira

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INTERNACIONAIS

Em feito histórico, Kim Jong-un cruza divisa para cúpula com sul-coreano

É a primeira vez desde a cisão da península que um líder do Norte atravessa zona desmilitarizada

O líder norte-coreano, Kim Jong-un, cumprimenta o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, ao chegarem à vila de Panmunjom, na zona desmilitarizada entre os dois países – Reuters

PANMUNJOM

De mãos dadas, o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, e o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, cruzaram nesta sexta-feira (27, noite de quinta no Brasil) a linha demarcatória na zona desmilitarizada na península Coreana para a primeira cúpula entre os países em 11 anos.

Em encontro cheio de símbolos em Panmunjom, a vila de casas azuis na zona desmilitarizada que serve de sede às negociações intercoreanas, os dois se cumprimentaram às 9h20 (21h20 de quinta em Brasília), até que Kim puxou Moon de improviso para o lado norte-coreano para cruzar a linha de volta com ele.

Foi a primeira vez em que um líder norte-coreano atravessou a divisa desde a Guerra da Coreia, iniciada em 1950 e nunca oficialmente encerrada (em 1953, os dois países assinaram um armistício).

“Fico feliz em conhecê-lo”, disse o presidente sul-coreano ao ditador. Ambos sorriram.

Os líderes foram acompanhados por uma banda militar até a Casa de Paz, onde foi assinado o armistício de 1953. No livro de visitas, Kim escreveu: “Uma nova história começa agora, o ponto de partida de uma era de paz.”

Posaram para fotografias e entraram em uma sala, onde fizeram declarações rápidas à imprensa antes de iniciarem a etapa das negociações de portas fechadas, que não havia terminado até a conclusão desta edição.

“Estamos na linha de largada, onde uma nova história de paz, prosperidade e relações intercoreanas é escrita”, disse Kim, pedindo a Moon que não se repitam os erros de negociações passadas: “Em vez de criar resultados que não seremos capazes de manter, devemos ter resultados vindos de uma conversa franca sobre diferentes temas de interesse”.

“Espero que sejamos capazes de falar francamente e chegar a um acordo que dê um grande presente aos coreanos e às pessoas em todo o mundo que desejam a paz”, respondeu Moon.

A última cúpula das Coreias ocorrera em 2007, com o sul-coreano Roh Moo-hyun e o norte-coreano Kim Jong-il, pai do atual ditador, em Pyongyang. Antes, o mesmo Kim recebera, em 2000, o então líder sul-coreano Kim Dae-jung.

O principal ponto da negociação entre os governos é o programa nuclear da Coreia do Norte. O regime comunista diz ter interesse na desnuclearização da península Coreana e se comprometeu no sábado (21) a não realizar mais testes atômicos, mediante garantias ainda não especificadas.

A cúpula serve ainda de preâmbulo a outro encontro histórico, de Kim com o presidente americano, Donald Trump, em cerca de um mês em local não definido. A expectativa de Pyongyang é que as cúpulas e a suspensão de seu programa nuclear levem à retirada de sanções contra a combalida economia do país.

Em nota, o governo americano afirmou ter esperanças de que as negociações progridam e levem a um futuro de paz e prosperidade em toda a península, reiterando a reunião com Trump.

O encontro deste 27 de abril é o ápice da distensão iniciada com um discurso de 1º de janeiro por Kim e continuada com a participação de atletas do Norte e de uma equipe mista na Olimpíada de Inverno no Sul, na qual Kim Yo-yong, irmã do ditador, assistiu à cerimônia de abertura.

O movimento segue-se a um 2017 em que o regime fez o mais potente de seus testes nucleares e lançou um míssil de alcance intercontinental, causando temor em Seul e levando os EUA a reforçarem suas tropas na região.

Apesar do bailado diplomático, o chefe de gabinete sul-coreano, Im Jong-seok, prevê uma negociação difícil. “Chegar a um acordo com os programas [nucleares] tão avançados será diferente do tipo de acordo dos anos 1990 e 2000.”

Nesta quinta (26), Trump disse que ainda não está claro se haverá encontro dele com Kim. “Poderia ser que essa reunião não chegue a se realizar. Quem sabe. Mas eu posso dizer agora que eles querem se reunir conosco.”

Horas depois, a Casa Branca divulgou duas fotos do secretário de Estado americano, Mike Pompeo, quando ainda era o diretor da CIA (a agência de inteligência americana) apertando a mão de Kim Jong-un em Pyongyang.

NACIONAIS

Temer lavou propina em imóveis da família, sugere investigação da PF

Primeira fase da apuração pelo órgão levanta suspeita sobre propriedades de familiares do presidente da República; emedebista nega irregularidade

O presidente Michel Temer, em evento no Palácio do Planalto, na quarta (25) – Adriano Machado/Reuters

Camila Mattoso
BRASÍLIA

Seis meses após o Supremo Tribunal Federal determinar a abertura de inquérito sobre a edição de um decreto para o setor portuário, uma das principais suspeitas de investigadores da Polícia Federal é de que o presidente Michel Temer tenha lavado dinheiro de propina no pagamento de reformas em casas de familiares e dissimulado transações imobiliárias em nomes de terceiros, na tentativa de ocultar bens.

Marcela Temer, s ua mulher, e o filho do casal são donos de alguns desses imóveis.

Até agora, a investigação aponta que o presidente recebeu, por meio docoronel João Baptista de Lima Fillho, ao menos R$ 2 milhões de propina em 2014.

Neste mesmo ano, quando Temer foi reeleito vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff, duas reformas foram feitas, em valores semelhantes, em propriedades de familiares do emedebista, da filha Maristela Temer e da sogra, Norma Tedeschi.

Como mostrou a Folha, um dos fornecedores da reforma de Maristela afirmou ter recebido em dinheiro vivo pagamentos pelos produtos, todos das mãos de Maria Rita Fratezi, mulher do coronel Lima.

A origem do dinheiro das obras são, para investigadores, a JBS e uma empresa contratada pela Engevix.
Executivos da JBS afirmaram em delação que repassaram R$ 1 milhão a Temer, com intermediação do coronel, em setembro de 2014.

Um dos sócios da Engevix, José Antunes Sobrinho, em proposta de colaboração, disse ter sido procurado por Lima com um pedido de R$ 1 milhão para a campanha do emedebista, também em 2014.

Pela linha de investigação do inquérito em andamento, o esquema no setor portuário começou há mais de 20 anos e chegou até os dias atuais, ou pelo menos até o mês de maio do ano passado, quando o presidente assinou um decreto prorrogando contratos de concessão e arrendamentos portuários, beneficiando companhias ligadas ao MDB.

O coronel Lima é tido como o principal elo dos supostos esquemas de Temer, por aparecer em casos diferentes que beneficiariam o presidente.

Em uma conversa gravada na delação da JBS, Lima é citado pelo executivo Ricardo Saud como alguém que já tivesse recebido dinheiro.

“Eu já entreguei dinheiro demais para o coronel lá. Nunca deu problema”, afirmou o delator, como consta na decisão de abertura do inquérito.

Em seguida, Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor de Temer, respondeu: “Esse é o problema… o coronel não pode mais”.

A PF enviou ao Supremo nesta quinta (26) um pedido de prorrogação do prazo do inquérito, por mais 60 dias.

Nesta segunda fase, o objetivo dos investigadores é aprofundar a conexão entre os serviços prestados aos familiares de Temer e concluir a análise de material apreendido com alvos da operação Skala, deflagrada no fim de março.

O depoimento de outro amigo de Temer, José Yunes, também está sendo considerado importante.
Ele disse à PF que um dos imóveis vendidos por ele a Temer foi doado ao filho do presidente três ou quatro anos atrás. Afirmou também que a casa que vendeu a Marcela foi paga com valores que pertenciam ao presidente.

Os investigadores vão tentar ainda rastrear a origem dos recursos para as compras de imóveis.
Para advogado, valores são compatíveis com os rendimentos

OUTRO LADO

O advogado de Temer, Brian Alves Prado, afirmou que “valores transacionados a partir de doações, aquisições de imóveis ou investimentos, são absolutamente compatíveis com seus rendimentos declarados à Receita Federal” e que “os tributos e taxas sempre foram devidamente recolhidos ao erário”.

A defesa disse que uma “simples consulta ao histórico de sua evolução patrimonial evidencia a paridade entre os valores de salários e ganhos de aplicações financeiras e as transferências realizadas”.

Alves Prado ainda afirmou que “a tentativa de envolver sua família em notícias de suspeita de lavagem de capitais, inclusive quanto a doações declaradas, com impostos recolhidos, ao seu filho de apenas 8 anos, se revela aviltante, desrespeitando a honradez do presidente em sua vida pública e pessoal”.

A defesa de Lima afirmou que seu cliente “nega veementemente qualquer irregularidade em sua conduta e participação em atos ilícitos”.

O advogado Cristiano Carvalho disse que a Engevix já negou publicamente qualquer relação ilícita com Lima. Sobre a delação da JBS, a defesa afirmou que “é improcedente e não encontra corroboração em elementos de prova”.

O advogado de Yunes, José Luis Oliveira Lima, disse que o cliente não tem relação com o coronel e que “jamais praticou qualquer espécie de ilícito”.

Coronel Lima Coronel reformado da PM de São Paulo e amigo de Temer

Fonte: Folha de São Paulo

Precisamos conversar sobre suicídio

Suicídio é a segunda maior causa de mortes entre adolescentes, segundo a OMS (Foto: Frédéric Cirou / AltoPress / PhotoAlto / AFP / Arquivo)

Suicídio é a 2ª maior causa de mortes entre adolescentes, segundo a OMS. Mas como entender os motivos e lidar com o fato que preocupa pais e educadores?

  • Saiba como se pode trabalhar a prevenção.
  • Familiares de pessoas que tiraram a própria vida contam como lidam com a dor.

Fonte: G1

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