PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTA SEXTA-FEIRA

Por G1

 

O Rio segue em estágio de crise após o temporal que matou 6. As investigações da tragédia em Brumadinho: geólogo da Vale diz que o sensor da barragem que se rompeu indicou ‘anormalidade’ 15 dias antes do desastre. O IBGE divulga a inflação de janeiro. Novo juiz da Lava Jato: tribunal anuncia hoje o substituto de Moro em Curitiba. A Polícia do Reino Unido confirma que o corpo achado nos destroços do avião no Canal da Mancha é do jogador argentino Emiliano Sala. E o G1 ouviu o 5º álbum de Ariana Grande, cada vez mais leve e solta: “Thank u, next”.

INTERNACIONAIS

Jogador morto

A polícia de Dorset, no Reino Unido, confirmou ontem à noite que o corpo encontrado nos destroços de um avião que caiu no Canal da Mancha é do jogador argentino Emiliano Sala. A aeronave desapareceu em 21 de janeiro entre a França e o Reino Unido. Sala viajava da cidade francesa de Nantes até Cardiff, no País de Gales, quando o avião sumiu.

Venezuela

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, assinou carta aberta dirigida ao povo dos Estados Unidos pedindo pela paz em seu país e pedindo que o presidente americano, Donald Trump, tire suas “mãos” do país.

NACIONAIS

Depois da tempestade

Mais de 24 horas após o temporal, o Rio de Janeiro continua em estágio de crise, e deve continuar assim pelo menos até a liberação da Avenida Niemeyer. A via segue bloqueada após deslizamento de terra soterrar um ônibus e matar 2 pessoas.

Maju Coutinho explica a tempestade que caiu sobre o Rio de Janeiro

Maju Coutinho explica a tempestade que caiu sobre o Rio de Janeiro

Incêndio no Rio

Um incêndio deixou 10 mortos e três pessoas feridas no Centro de Treinamento do Flamengo, em Vargem Grande, Zona Oeste do Rio, nesta manhã.

Tragédia em Brumadinho

blog da Andréia Sadi obteve os depoimentos dados à PF pelos três funcionários da Vale que deixaram a cadeia ontem. O geólogo da mineradora, Cesar Grandchamp, afirmou que o sensor da barragem que se rompeu no dia 25 de janeiro reportou “anormalidade” 15 dias antes da tragédia que matou 157 pessoas. Veja trechos exclusivos dos depoimentos.

Filho do presidente

Flávio Bolsonaro é investigado pelo núcleo de combate à corrupção do MP

Flávio Bolsonaro é investigado pelo núcleo de combate à corrupção do MP

A TV Globo confirmou que o senador Flávio Bolsonaro é investigado pelo Núcleo de Combate à Corrupção do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro. Os procuradores apuram a evolução patrimonial do parlamentar desde que ele começou a carreira política. A investigação começou em maio de 2018 e teve origem na denúncia de um advogado sobre as negociações de imóveis realizadas por Flávio. A assessoria do senador informou que “ele é vítima de perseguição política”.

Novo juiz da Lava Jato

Luiz Antônio Bonat — Foto: TRF-4/Divulgação

Luiz Antônio Bonat — Foto: TRF-4/Divulgação

A confirmação do juiz que ocupará a vaga de Sérgio Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba sai hoje. Luiz Antônio Bonat, natural da capital paranaense, deve ser anunciado para o cargo, de acordo com o critério de tempo de serviço. Vinte e cinco candidatos se inscreveram, e ele era o mais antigo. Apenas juízes da 4ª Região, que abrange o Sul do país, podiam participar da seleção.

Inflação

IBGE divulga hoje o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Ampo (IPCA) de janeiro, considerado a inflação oficial do Brasil. Em dezembro, a inflação foi de 0,14%, menor taxa para o mês desde 1994. O IPCA fechou 2018 em 3,75%, abaixo do centro da meta fixada pelo governo, que era de 4,5%.

‘Thank u, next’

Ariana Grande no clipe de 'Thank u, next', inspirado em 'Meninas malvadas' e outros filmes dos anos 90 — Foto: Divulgação

Ariana Grande no clipe de ‘Thank u, next’, inspirado em ‘Meninas malvadas’ e outros filmes dos anos 90 — Foto: Divulgação

Se “Sweetener” impulsionou Ariana Grande como uma das grandes cantoras de sua geração ao se assumir “estranha”, o passo seguinte dela, “Thank u, next”, reforça essa posição, desta vez mais segura de si. Ariana vai do pop reflexivo ao consumista sem se constranger. Ela faz o que quiser. Sendo mais direto: se “Sweetener” era muito bom, “Thank u, next” consegue ser ainda melhor. Leia a crítica do G1 sobre o 5º álbum da cantora americana.

Carnaval em SP

Curtas e Rápidas:

 

Quadro de Bolsonaro requer cuidado após série de imprevistos, dizem médicos

Médicos ouvidos pela Folha dizem que a detecção da pneumonia em Jair Bolsonaro, confirmada nesta quinta (7), integra um quadro de complicação da situação clínica do presidente que inspira cuidados.

O novo diagnóstico ocorre após outros imprevistos também terem sido verificados na saúde dele depois da realização da cirurgia, em 28 de janeiro.

A infecção no presidente —no caso, a pneumonia— é agravo que costuma se manifestar depois de 48 horas de uma internação, geralmente com mais de sete dias.

Mas os médicos dizem que, pelas informações divulgadas no boletim, não dá para apontar com precisão o que estaria acontecendo de fato.

Após 11 dias de internação no hospital Albert Einstein, em São Paulo, Bolsonaro teve febre na noite de quarta-feira (6), e uma tomografia detectou a pneumonia.

A detecção da pneumonia prolongará ainda mais a internação do presidente, por no mínimo mais sete dias, devido ao aumento de antibióticos, conforme disse à Folha Antonio Luiz Macedo, cirurgião que é um dos responsáveis por cuidar da saúde do presidente da República.

Inicialmente, a equipe responsável pela operação estimava alta após dez dias, completados na quarta. Agora, na hipótese mais otimista, ele completará 18 dias de hospital.

Várias hipóteses poderiam explicar o surgimento da pneumonia. O fato de estar com o intestino parado e o estômago com acúmulo de líquido pode ter levado a microaspirações do conteúdo gástrico, que foi direto para o pulmão, causando a infecção.

Outra possibilidade é a chamada pneumonia por contiguidade, ou seja, relacionada ao abscesso que ele teve diagnosticado no sábado (2). Se o foco infeccioso estiver na parte superior do abdome, perto ao diafragma, por proximidade pode afetar o pulmão.

Outro meio de causar uma pneumonia é por via sanguínea —a bactéria entra no sangue e vai parar no pulmão. A internação prolongada é outro fator de risco. Um organismo debilitado, recém-operado, com cateteres, sonda, nutrição parenteral, tem portas de entrada para bactérias.

Três médicos ouvidos pela Folha estranharam o relato de pneumonia viral feito pelo porta-voz da Presidência, por avaliarem que não haveria razão para mudar o antibiótico, que mata bactéria.

Pelas previsões iniciais, Bolsonaro já deveria estar em casa, retomando trabalhos burocráticos, sem esforço físico.

Os imprevistos começaram na própria cirurgia. O plano original da equipe médica era religar as duas pontas do intestino grosso que estavam separadas. A previsão era que isso durasse três horas.

Mas, no final, por causa da grande quantidade de aderências (partes do intestino que ficam coladas), foi retirado o cólon direito e construída uma ligação direta entre o intestino delgado (íleo) e o intestino grosso (cólon transverso). A cirurgia levou sete horas.

No sábado passado, ele teve episódios de náuseas e vômitos, causado por infecção intra-abdominal, que necessitou de drenagem. O quadro levou à paralisia do intestino delgado.

A assessoria da Presidência tentou amenizar a gravidade do episódio, tratado como uma reação “normal” do organismo. O cirurgião Antônio Macedo, que operou o presidente, alegou que era resultado da manipulação cirúrgica.

Na avaliação do cirurgião Carlos Sobrado, professor de coloproctologia da Faculdade de Medicina da USP, a causa da infecção pode ter sido duas: um pequeno vazamento na costura cirúrgica (fístula), feita com a técnica de grampeamento. “Algum pontinho pode ter aberto e vazado um pouco de secreção. Isso acontece com frequência.”

A segunda causa pode ter sido eventuais microperfurações ocorridas no momento de desfazer as aderências (alças intestinais grudadas) encontradas durante a cirurgia.

“Separar uma alça da outra é muito difícil, mesmo em mãos extremamente habilidosas. Isso é muito comum também.”

Para Sobrado, o fato de o presidente ainda estar usando sonda nasogástrica 12 dias depois da cirurgia indica que a situação inspira cuidados.

“Se fossem só questões referentes à manipulação cirúrgica, só um abcessozinho, se as alças estivessem totalmente íntegras, qual o problema de se dar para ele suco, canja, sagu, gelatina, sopa? É sinal que deve ter alguma coisa que não está tão bem”, afirma. Ele diz que a distensão abdominal também pode ter comprimido o diafragma, formando secreção na base do pulmão.

Para o cirurgião Diego Adão Fanti Silva, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), a maior preocupação agora são infecções hospitalares.

“O fato de o paciente estar recebendo antibióticos de amplo espectro e internado em um ambiente onde existem bactérias resistentes e fungos [hospitais e UTIs, de um modo geral] aumenta o risco de apresentar uma infecção adquirida no hospital por germe multirresistente. Esse risco é ainda maior quando o paciente possui dispositivos invadindo seu corpo, como sondas e cateteres”, afirma.

O risco de infecção adquirida no hospital é próximo de 10% em internações que passam de sete dias, sendo maior quanto maior o tempo de internação, os dispositivos invasivos e a fragilidade do sistema imune do paciente.

Mesmo que tudo evolua bem e Bolsonaro receba alta, ainda há mais riscos pela frente. O de aderência, por exemplo, ficará com o presidente para sempre.

“Toda vez que o abdome é aberto, o paciente passa a ter risco de desenvolver uma aderência no intestino delgado ao longo da vida. Estima-se que esse risco seja de 10% em três anos. Não existe nenhuma medida profilática agora para evitar que isso aconteça”, diz Fanti Silva. A maioria dos quadros de aderências pós-operatórias tem resolução espontânea, não necessitando de nova cirurgia.

Nos próximos seis meses, há risco de 15% de hérnia incisional na parede abdominal, consequência do tecido fragilizado em razão de três operações seguidas. Será fundamental que Bolsonaro evite grandes esforços nessa fase inicial, como levantar peso.

O diagnóstico de pneumonia levou Bolsonaro a usar as redes sociais para tranquilizar seus seguidores. Ele compartilhou vídeo no qual seu porta-voz fala sobre a situação e escreveu. “Cuidado com o sensacionalismo. Estamos muito tranquilos, bem e seguimos firmes.”

FOLHAPRESS

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Pacote Moro e Previdência provocam divisão sobre qual proposta deve ser votada antes

A primeira semana de trabalhos no Congresso externou ruídos do governo do presidente Jair Bolsonaro na formação de sua base parlamentar. Além de disputas internas, o núcleo mais próximo doPlanalto deixou claras divergências na definição da agenda prioritária no Legislativo .

Nos últimos dias, enquanto parlamentares alinhados a Bolsonaro defendiam o empenho imediato do governo na aprovação do pacote anticrime apresentado pelo ministro da Justiça, Sergio Moro, outros aliados do presidente foram na direção contrária, pregando a necessidade de se discutir primeiro a ainda desconhecida proposta de reforma da Previdência.

Nesta quinta-feira, o próprio Moro tentou encontrar um meio-termo na discussão, ao dizer que as propostas poderiam tramitar ao mesmo tempo:

— A reforma da Previdência é prioridade, mas as duas questões podem ser tratadas em paralelo.

A equipe econômica evita comentar eventuais divergências e nega que exista uma disputa.

Na quarta-feira, uma das primeiras manifestações favoráveis a Moro veio do filho do presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que defendeu a priorização do pacote anticrime como uma espécie de primeiro teste para a articulação política do governo na Câmara. No mesmo dia, porém, o filho de Bolsonaro recebeu sinal contrário do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Ele defendeu o foco dos parlamentares na reforma da Previdência.

Na mesma linha foi o líder do DEM, Elmar Nascimento (BA), que disse ontem considerar contraproducente dar celeridade ao pacote neste momento:

— Minha opinião é a mesma do presidente Rodrigo Maia. Não se pode contaminar um ambiente quando precisamos arrumar um consenso para a reforma da Previdência. Portanto, o assunto tem que vir depois.

A falta de sintonia na condução da agenda política não é exclusividade da Câmara. Dentro do próprio governo os auxiliares do presidente aguardam a saída de Bolsonaro do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, para definir a melhor estratégia a seguir.

Enquanto alguns assessores do presidente corroboram a ideia de começar pela pauta de Moro, outros ponderam que esse caminho pode ser “uma faca de dois gumes” porque, se uma vitória pode dar força para enfrentar a reforma da Previdência, uma derrota pode prejudicar a aprovação. Na avaliação desses integrantes do governo, a reforma da Previdência merece esforço concentrado por dar a resposta aguardada pelo mercado e fôlego para apresentar outras pautas. Na Casa Civil, o discurso é que a sequência dos projetos a serem apresentados está sendo discutida e só será revelada mais adiante por “uma questão de estratégia”.

O presidente, que retirou a bolsa de colostomia, não tem data para ser liberado pelos médicos. Antes da internação, havia a expectativa de que os ministros fossem a São Paulo despachar em um gabinete improvisado. Com o adiamento da alta, no entanto, as visitas dos ministros foram suspensas.

Enquanto Bolsonaro está distante, a base se envolve em disputas. O líder do governo na Câmara, Vitor Hugo (PSL-GO), por exemplo, não consegue reunir os líderes de bancada para discutir uma agenda de votações. Seu nome foi indicado à revelia da Casa Civil de Onyx e sem qualquer consulta a líderes no Congresso. Ele tem sido boicotado no PSL e por outras siglas. No convite à reunião, chamou líderes “do apoio consistente e apoio condicionado”, termos que viraram piada entre parlamentares, que ficaram sem saber do que se tratava.

Apenas um apoio formal

Líderes também têm se queixado da falta de diálogo com o ministro da Casa Civil. Segundo eles, Onyx mantém pouco contato com os representantes das legendas e não faz questão de fazer ligações para apresentar um caminho para as pautas do Congresso. Nesta semana, o ministro da Secretaria de Governo, Santos Cruz, foi avisado por parlamentares que há uma “desarticulação política”. Até agora, apenas o PR anunciou apoio formal ao governo.

Com o governo à procura de foco, Maia vai preenchendo o vácuo político que se formou. Nos últimos dias, o presidente da Câmara conversou com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o secretário especial da Previdência, Rogério Marinho. Ouviu de Marinho que será o “grande articulador” da reforma. Maia, inclusive, tem viajado aos estados para negociar o texto com governadores. Ontem, esteve com Camilo Santana (PT), no Ceará. Estará hoje em São Paulo, onde encontrá João Doria (PSDB). Na próxima semana, quer conversar com Wellington Dias (PT) no Piauí e Paulo Câmara (PSB) em Pernambuco, além de Ronaldo Caiado (DEM) em Goiás e Mauro Mendes (DEM) no Mato Grosso.

O GLOBO

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Após rebelião de partidos, governo barra nomeações

Na tentativa de conter uma “rebelião” de aliados, o governo suspendeu nomeações e dispensas de cargos comissionados e funções de confiança para exercício em qualquer repartição federal nos Estados, por tempo indeterminado. Em comunicado enviado aos ministérios, o chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, diz que estão “vedadas” todas as nomeações regionais “até segunda ordem”.

A medida para barrar as indicações do segundo escalão foi motivada por queixas que chegaram ao Palácio do Planalto, dando conta de que vários Estados, como Bahia, Pernambuco, Minas, Ceará e Pará, ou trocaram superintendentes do Incra ou fizeram ameaças de exoneração, sem qualquer motivo concreto.

Alguns dos demitidos eram ligados a deputados de partidos como o DEM, que tem três ministros no governo, entre os quais o próprio Onyx. O DEM também está no comando da Câmara, com Rodrigo Maia (RJ), e do Senado, com Davi Alcolumbre (AP).

Embora o principal problema tenha sido identificado no Incra, subordinado ao Ministério da Agricultura, houve descontentamento com substituições sem critérios em várias áreas, do Norte ao Sul do País, passando até mesmo por cima da análise técnica do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

A determinação para que o preenchimento dos cargos regionais e até de assentos em conselhos de estatais fosse suspenso partiu do próprio presidente Jair Bolsonaro, que, desde o fim de janeiro, está internado no hospital Albert Einstein, onde foi submetido a uma cirurgia para reconstrução do trânsito intestinal.

A avaliação no Planalto é a de que comprar uma briga com partidos aliados ou dispostos a apoiar o governo, neste momento, põe em risco a votação de propostas prioritárias, como a da reforma da Previdência, um tema considerado árido, com muitas resistências no Congresso.

Na prática, aproximadamente 70% dos cargos federais nos Estados ainda não foram trocados e há vagas em universidades, diretorias regionais e superintendências do Incra, Ibama, Funasa, Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), entre outras.

Dados de dezembro do Painel Estatístico de Pessoal, ferramenta produzida pelo Ministério da Economia, revelam que existem, espalhados pelo País, 18.386 cargos de Direção de Assessoramento Superior (DAS), sigla usada para os comissionados, além de outras 55.837 funções e gratificações, que são ocupadas apenas por servidores. No total, são 74.223 vagas em órgãos federais nos Estados, excluindo o Distrito Federal. A lista inclui institutos, fundações, universidades e até agências reguladoras.

Programa. A Casa Civil e a Secretaria de Governo finalizam agora um programa de computador contendo uma espécie de “quem é quem” sobre todos os deputados e senadores. A ideia é mostrar quem são os padrinhos políticos de cada um dos nomeados, além das atribuições de cada cargo.

“Estamos fazendo uma radiografia do governo e do Legislativo”, afirmou o ex-deputado Carlos Manato, secretário especial da Casa Civil para a Câmara. “A normatização técnica para as indicações nos Estados ainda não está pronta, mas posso garantir que não haverá mais porteira fechada nos ministérios. Quando o presidente retomar suas atividades, as nomeações sairão normalmente.”

No jargão político, porteira fechada significa o direito de um mesmo partido preencher todos os cargos de um ministério, repartição ou até mesmo autarquia. Depois de Bolsonaro ter formado os 22 ministérios consultando frentes parlamentares, os partidos estão ávidos para ocupar espaços na máquina pública e não são poucos os que reclamam da “falta de articulação” do Planalto no Congresso.

“É preciso que o governo converse com todos, e não apenas com frentes parlamentares ou individualmente, no varejo, com os deputados. Se não houver diálogo, será difícil aprovar os seus projetos, principalmente a reforma da Previdência”, disse o deputado Paulo Pereira da Silva (SP), o Paulinho da Força, presidente do Solidariedade. A legenda também teve demitidos no Incra e acusou uma “caça às bruxas” nas repartições.

“Os ministros têm autonomia para fazer nomeações e montar o segundo escalão como bem entenderem, sem dar ouvidos para as bancadas nos Estados. Mas será que o presidente Bolsonaro acha que só eles conhecem técnicos no País?”, provocou o líder do PRB na Câmara, Jhonatan de Jesus (RR).

Para o deputado Arthur Lira (AL), líder do PP, a falta de “alinhamento” do Planalto mostra que o governo está perdido. “Não existe clima no Congresso para aprovar nada. Nem a bancada do PSL, partido do presidente, está unida”, comentou Lira.

Na próxima semana, a Casa Civil terá um “gabinete” na Câmara para despachar com os deputados. “Queremos todo mundo bem tratado”, insistiu Manato, auxiliar de Onyx. O núcleo político negocia com a equipe econômica um plano de pagamento das emendas parlamentares individuais, em dez parcelas de no mínimo R$ 750 milhões, o que totalizaria R$ 7,5 bilhões, como mostrou o Estado. O discurso oficial, porém, continua sendo o de fim do toma lá dá cá. 

ESTADÃO CONTEÚDO

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Militares aceitam regras mais duras na sua previdência

As Forças Armadas aceitam participar da reforma da Previdência e já têm pontos de acordo com o Ministério da Economia para endurecer as regras de concessão de benefícios aos militares da reserva e também pensionistas. As áreas técnicas estão em intenso contato e o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, avalia que “será possível chegar a um entendimento de 100%”. O ministro disse ao Estado, que a aproximação para evitar divergências entre as duas áreas foi feita sob orientação do presidente Jair Bolsonaro.

A participação dos militares é um ponto sensível no envio dessa nova reforma, já que o presidente é capitão reformado do Exército. A equipe econômica insiste que é preciso que eles sejam incluídos para “dar o exemplo” de que todos terão sua “cota de sacrifício”. Ao chegar a um consenso, antes do envio da proposta ao Congresso, o governo espera apresentar a medida como algo fechado, sem racha dentro das áreas militar e econômica.

Entre as questões que estão em discussão e que devem ser modificadas, está a cobrança de contribuição das pensionistas, dos alunos das escolas militares e dos ocupantes dos primeiros postos, incluindo os recrutas que estiverem prestando serviço militar obrigatório.

Outro ponto que deve ser levado adiante é elevar de 30 para 35 anos o tempo de serviço antes de o militar passar para a reserva. Para isso, a categoria defende a criação de um novo posto para acomodar os mais graduados.

Há também discussão sobre a contribuição dos militares. A minuta obtida em primeira mão pelo Estadão/Broadcast fala em alíquotas iguais à do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), de 8% a 11%. Hoje, a contribuição dos militares é de 7,5%. Eles alegam, porém, que recolhem outra contribuição obrigatória, para gastos com saúde, de 3,5%. Dessa forma, afirmam, a alíquota já é de 11%.

“Os militares vão conosco na reforma, mas não na Proposta de Emenda à Constituição (PEC)”, disse na quinta-feira, 7, o ministro da Economia, Paulo Guedes, num café da manhã com investidores. A afirmação reflete entendimento em um ponto importante para os militares. Eles não querem ser incluídos na proposta de reforma da Previdência que altera a Constituição. O general Eduardo Garrido, assessor especial do ministro da Defesa, foi destacado para tocar as negociações com a equipe de Guedes e vai diariamente ao ministério para despachar com os secretários Rogério Marinho e Leonardo Rolim, que cuidam das modificações na Previdência.

“O regime deles é diferente e regulado por lei, não pela Constituição”, disse Guedes, repetindo um argumento que Azevedo e Silva vem usando nas discussões internas. Os militares alegam que não têm sequer um sistema de Previdência, e sim um “sistema de proteção social” para o pessoal da reserva e pensionistas. Ainda assim, a área técnica da Economia avaliava incluir pontos dos militares na PEC.

“Tiro de canhão”

Para o ministro Fernando Azevedo e Silva, as Forças Armadas têm sido sacrificadas em prol do ajuste fiscal desde os anos 1980, com forte achatamento salarial e seguidas reformas que retiraram benefícios da carreira. Ele citou a Medida Provisória de 2001 que cortou o adicional de tempo de serviço de 1% ao ano, que dava ao fim da carreira uma gratificação de 35% ou 46%. O auxílio-moradia para a categoria e a contagem de tempo em dobro para quem não chegou a se beneficiar de licenças especiais. “Nosso sacrifício foi muito grande. Foi como um tiro de canhão”, afirmou.

Ele defende que os militares não têm regime previdenciário e que essa é uma característica da carreira, em quase todos os países do mundo.

No Brasil, as regras atuais permitem que militares, homens e mulheres, se aposentem com salário integral após 30 anos de serviços presados. As pensões para dependentes são integrais, mas deixam de ser pagas aos 21 anos. Na reforma mais recente, feita em 2000, ficou extinta a pensão vitalícia para filhas a partir daquela data. Todos os militares que ingressaram antes de 2000, no entanto, puderam manter o benefício vitalício para as filhas com contribuição adicional equivalente a 1,5% da sua remuneração.

Em países como Estados Unidos e Reino Unido, os benefícios só são integrais em caso de morte em serviço ou de aposentadoria por invalidez. Nos Estados Unidos, por exemplo, após 30 anos de serviço, o benefício pago ao militar representa 60% da remuneração mais uma parcela de contribuição complementar. No Reino Unido, após 30 anos de serviço, o benefício será de 63,8% do salário mais uma parcela complementar contributiva.

Como peculiaridades da carreira, o general Fernando Azevedo e Silva citou a disponibilidade permanente, dedicação exclusiva, sem direito a hora extra, a adicional noturno, a fazer greve ou a Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), além do risco de vida. “Essas são características da essência da profissão militar e não queremos que elas mudem”. Os estudos feitos na Defesa mostram que 30 anos de serviço de um militar correspondem a 45 anos no serviço civil, com um acúmulo médio de 29 mil horas extras, que não são pagas.

Segundo ele, a média de um tenente hoje é prestar quatro serviços por mês, ficando seguidas 24 horas no quartel. No dia seguinte, volta para seu trabalho normal, sem direito a ir para casa descansar. O mesmo não ocorre nas Polícias Militares, onde existem o PM que trabalha 24 horas, tem direito a um seguido descanso de 48 ou 72 horas, dependendo do regime do Estado.

Segundo o ministro, se as horas extras fossem pagas às Forças Armadas, custariam R$ 22,5 bilhões por ano. Ele afirmou que se esse valor fosse descontado do rombo da Previdência das Forças Armadas, o resultado negativo seria reduzido para algo em torno de R$ 20 bilhões.

De acordo com o ministro, essas mudanças no sistema de aposentadoria dos militares, precisariam vir junto com a reestruturação das Forças Armadas, em várias das suas legislações, inclusive em relação à questão salarial, que diz estar “completamente defasada”, em relação às demais carreiras.

Em um dos slides que o ministro apresentou ao seu colega da Economia, ele compara o salário de delegado da Polícia Federal , que começa com R$ 22 mil, ao de um coronel, último posto da carreira militar, que recebe algo em torno de R$ 18 mil. O ministro disse que não quer discutir o salário de outras categorias, mas apenas deixar registrada a diferença entre vencimentos de diferentes carreiras do Estado. “Tem alguma coisa errada nisso”, afirmou.

Pontos em discussão

– Universalização: cobrança da contribuição dos pensionistas e dos alunos em escolas de formação.

– Tempo de serviço antes de passar para a reserva: subiria de 30 anos para 35 anos.

– Alíquota de contribuição: dos atuais 7,5% para entre 8% e 11% (como no INSS).

Instrumentos para as alterações

– Previdência do INSS: tem itens previstos na Constituição; é necessária Proposta de Emenda à Constituição (PEC).

– Proteção social dos militares: os itens estão previstos em lei ordinária; é necessário Projeto de Lei (PL).

ESTADÃO CONTEÚDO

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LOCAIS

“A governadora precisa respeitar os servidores e pagar os salários atrasados”, diz o presidente do PSL

O presidente estadual do Partido Social Liberal (PSL), Coronel Hélio Oliveira, juntamente com o secretário-geral do partido, General Araújo Lima, concedeu entrevista ao programa Cidade Notícias, da 94FM, nesta quinta-feira (7). Na ocasião, o presidente da legenda no Rio Grande do Norte abordou o atraso dos salários dos servidores do Estado e criticou a não-utilização do saldo financeiro obtido pelo Governo Estadual para o pagamento dos débitos com o funcionalismo.

O presidente lembrou que há um desencontro entre os números divulgados pelo governo e exibidos no Portal da Transparência. “A governadora tem que entender que ela governa para toda a população e representa o Estado. Os débitos da gestão passada são da responsabilidade dela e precisam ser colocados em dia da forma que for possível. O que não dá é para fazer caixa com o dinheiro devido do funcionalismo e pagar os meses atuais como se os anteriores fossem deixados para lá. A governadora precisa respeitar os servidores e pagar os salários atrasados”, pontuou Coronel Hélio.

Questionado sobre a relação dos governos Federal e Estadual, no caso do Rio Grande do Norte, uma vez que as ideias pregadas por ambos são nitidamente opostas. “Ao longo do Governo Bolsonaro vai ficar muito claro que ele é um homem de Estado e, não, de Governo ou de partido. Recentemente nós tivemos em Brasília e levamos, junto conosco, algumas pessoas responsáveis por áreas de excelência no nosso Estado e, muitas vezes, pouco reconhecidas. O Professor Ricardo Valentim, do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS), foi um deles. Percorremos vários Ministérios e, em nenhum momento, foi perguntado qual o partido destas pessoas ou a ideologia que seguiam porque o que interessava era o que ele estava trazendo de bom para o Governo Bolsonaro”, recordou o secretário-geral do PSL, que também abordou a expansão do Partido no Rio Grande do Norte e a preparação para as eleições de 2020.

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CURSO CIÊNCIAS APLICADAS: Como uma descabida e desastrada cobrança de mensalidade terminou com aluno barrado e funcionário demitido

Do BLOG DO DINA

Uma desastrada cobrança de mensalidade terminou impedindo que um aluno do Curso Ciências Aplicadas pudesse assistir às aulas preparatórias para o ENEM nesta quinta-feira (7).

O curso leva o nome do colégio. Ambos funcionam no mesmo endereço, no Tirol e tem o mesmo proprietário.

De acordo com o relato do pai, que encaminhou mensagem ao Meio-dia RN e ao BlogdoBG, seu filho o ligou por volta das 9h da manhã para dizer que havia sido barrado.

O filho explicou ao pai que o motivo apresentado pela instituição era o de que sua mensalidade estava atrasada. Mas ela vencia nesta quinta-feira (7).

O pai contou que foi resolver o problema e se indignou pelo constrangimento a que o filho foi submetido. “Enquanto todos entravam meu filho estava barrado pelo senhor Carlos Anísio”. Ele pagou a mensalidade, em dinheiro, porque ainda informou que no cursinho não existe boleto. “Tudo lá em espécie”.

O funcionário envolvido(Carlos Anísio), no caso foi demitido na tarde desta quinta.

A informação foi confirmada ao blog por Alexandre Pinto, que responde pelo colégio Ciências Aplicadas. Ele também é um dos sócios do curso pré-vestibular e pediu que a confusão entre as duas personalidades seja desfeita.

“Peço para que não faça essa confusão. Não confundir escola e cursinho, que funcionam no mesmo endereço. O colégio não tem nada a ver com essa história. Aconteceu esse episódio. O pai se chateou e eu entendo”, afirmou Pinto.

“Estão falando de minha escola. A minha escola está limpa. Não tem nada a ver com isso”, disse ele, após o blog pedir então que pudesse indicar quem responde pelo cursinho pré-vestibular.

Pinto informou que a pessoa responsável pelo cursinho seria indicada para falar sobre o assunto, o que deve acontecer nesta sexta-feira (8).

DO BLOG DO BG: O Blog ficou assustado com os relatos recebidos após a publicação desse fato no programa MEIO-DIA RN nesta quinta, na tarde de ontem 4 pais e mães de filhos que estudam no colégio Ciências Aplicadas nos narraram situações constrangedores dos próprios e até dos filhos por atrasos de mensalidades na escola, e um caso sequer a mãe sabia que existia debito e foi dado um prazo de 48 horas para quitação dos atrasos ou o filho perdia a vaga na escola “já que tinha uma lista de gente querendo entrar”. São relatos impressionantes que infelizmente não podemos nominar porque os Pais tem medo dos filhos serem perseguidos dentro da instituição.

Dança das cadeiras: 12 senadores trocam de partido e novas legendas ganham poder

Mesmo após uma eleição marcada pelo discurso de novas práticas políticas, 12 senadores já trocaram de partido desde outubro do ano passado. O troca-troca partidário mudou a dinâmica de forças entre as bancadas da Casa, diminuindo a importância de siglas tradicionais, como o PSDB, e colocando em destaque novos grupos partidários, a exemplo do Podemos e do PSD.

A forte renovação obtida em 2018 – apenas 8 dos 54 senadores foram reeleitos – não evitou que uma parcela significativa desses parlamentares protagonizasse ‘traições’ partidárias ou acordos envolvendo 12 partidos. A dança das cadeiras envolve tanto figuras tradicionais, como o ex-presidente Fernando Collor (AL), como os estreantes Jorge Kajuru (GO) e o Capitão Styvenson (RN). Com as mudanças, cinco siglas foram “expulsas” do Senado: PTC, PRP, PHS, PTB e Solidariedade. Todas saíram das urnas com pelo menos um senador, mas começaram o ano legislativo esvaziadas.

PTB, partido do ex-deputado Roberto Jefferson, conhecido pelo envolvimento no caso do “mensalão”, é o mais prejudicado. A legenda elegeu dois novos senadores em outubro e, como já tinha um parlamentar em meio de mandato, terminou 2018 projetando uma bancada de três parlamentares, o que lhe garantiria uma estrutura de liderança partidária – com gabinete próprio e cargos em comissão. Nesses 90 dias, porém, a sigla perdeu seus três senadores, sendo dois deles para o PSD, e perdeu representação na Casa. O Broadcast Político apurou que Roberto Jefferson, irritado, tentou reverter as saídas, mas não conseguiu.

Na outra ponta está o PSD, de Gilberto Kassab. O ex-ministro articulou a ampliação da bancada durante o recesso e conseguiu atrair três nomes, elevando de sete para dez o número de senadores filiados ao partido que criou. Os novatos na legenda são Nelsinho Trad (MS) e Lucas Barreto (AP), ambos originários do PTB, além do Carlos Viana (MG), do PHS. Em compensação, a sigla perdeu o senador Lasier Martins (RS) para o Podemos. Ainda assim, o PSD ultrapassou o PSDB em tamanho e força. Os tucanos não conseguiram seduzir nenhum novo senador e permaneceram com uma bancada de oito parlamentares, contra nove do PSD.

A ofensiva de Kassab serviu para que o partido pudesse requisitar mais espaço no Senado, devido à regra da proporcionalidade. Nas negociações, a sigla conseguiu garantir a primeira-secretaria do Senado, além da presidência de uma das mais importantes comissões, a de Assuntos Econômicos (CAE).

O Podemos, partido do senador Álvaro Dias (PR), também se fortaleceu. A sigla filiou, além de Lasier Martins, o senador Eduardo Girão (CE), que era do PROS, e o Capitão Styvenson (RN), ex-Rede. Com isso, a legenda subiu de cinco parlamentares, após as eleições, para oito nomes agora. O crescimento fez com que Álvaro Dias garantisse a indicação para a segunda vice-presidência do Senado, um dos cargos mais importantes da Mesa Diretora.

O assédio dos partidos sobre os eleitos foi tanto que houve quem atuasse para evitar uma debandada. A articulação de Álvaro Dias representou um duro golpe, por exemplo, para a Rede, partido de Marina Silva. A saída de Styvensson foi a segunda baixa na sigla, que já havia perdido o Delegado Alessandro Vieira (SE) para o PPS. As mudanças enxugaram a bancada da legenda, que deixou de ter cinco senadores, como definido pelas urnas em outubro, para reunir apenas três parlamentares.

Um dos principais aliados de Marina, o senador Randolfe Rodrigues atuou para evitar que a debandada fosse maior. Se perdesse três senadores, a Rede não teria direito, por exemplo, a uma estrutura de liderança na Casa. A chamada cláusula de barreira, válida para a eleição da Câmara dos Deputados, explica as mudanças. Como o partido não alcançou o número mínimo  de cadeiras exigido pela legislação eleitoral, perdeu o direito de ter acesso a fundos públicos com verbas para financiar as atividades partidárias e eleitorais.

Renovação histórica

Em outubro, o Senado renovou 2/3 de seu plenário – 54 parlamentares foram eleitos. Foi a maior renovação desde o fim da ditadura militar, com a entrada de 46 novos senadores. Dos 32 parlamentares que tentaram a reeleição, somente oito conseguiram novo mandato, entre eles Renan Calheiros, do MDB de Alagoas, Ciro Nogueira, do PP do Piauí e Humberto Costa, do PT de Pernambuco.

Nomes tradicionais como Romero Jucá (MDB-RR), Valdir Raupp (MDB-RO), Eunício Oliveira(MDB-CE), Roberto Requião (MDB) do Paraná, o ex-líder do governo Michel TemerLindbergh Farias (PT-RJ) e Magno Malta (PR-ES) ficaram de fora.

ESTADÃO CONTEÚDO

DO BLOG: A Senadora Zenaide Maia se viu obrigada a mudar de partido porque o partido que ela se elegeu, o PHS não atingiu a clausula de barreira.

Fonte: Blog do BG

 

 

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