PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTA SEXTA-FEIRA

Por G1

 

Mais impacto no rombo das contas do governo. Os gastos com servidores passarão de R$ 302 bi para R$ 326 bi no ano que vem, segundo a proposta orçamentária enviada ao Congresso. Eleições 2018: em 5 semanas de campanha, 5 voltas ao redor da Terra. É o que equivale os quase 200 mil quilômetros percorridos pelos candidatos à Presidência em campanha. O interesse dos brasileiros pelas Eleições aumentou, segundo último levantamento do Datafolha. O número dos que têm grande interesse pelo assunto, por exemplo, subiu de 35% para 43%. E quais as ropostas dos economistas dos presidenciáveis para a reforma trabalhista? Leia hoje no G1:

NACIONAIS

Pé na estrada

Quantos candidatos cada estado recebeu em 5 semanas — Foto: Karina Almeida / G1

Quantos candidatos cada estado recebeu em 5 semanas — Foto: Karina Almeida / G1

Os candidatos à Presidência rodaram, juntos, cerca de 197 mil quilômetros nas 5 primeiras semanas de campanha, entre 16 de agosto e última quarta-feira (19). Veja quantos quilômetros cada candidato já rodou.

Interesse pelas Eleições

Pesquisa Datafolha de 20/9/2018: Grau de interesse de interesse pelas eleições presidenciais (em %) — Foto: Roberta Jaworski / G1

Pesquisa Datafolha de 20/9/2018: Grau de interesse de interesse pelas eleições presidenciais (em %) — Foto: Roberta Jaworski / G1

O Datafolha apurou que o grau de interesse dos brasileiros pela eleição aumentou com relação à pesquisa anterior, de 22 de agosto. Antes, 35% dos entrevistados disseram ter grande interesse pela eleição e 33% disseram não ter interesse. Agora, 43% disseram ter grande interesse e 25% disseram não ter interesse.

#FATO ou #FAKE

 — Foto: Editoria de Arte / G1

— Foto: Editoria de Arte / G1

Candidatos à Presidência foram entrevistados pelo G1 e pela CBN de 4 a 20 de setembro. Veja o que é #FATO ou #FAKE nas entrevistas.

Entrevistas nos estados

G1 e CBN entrevistam, a partir das 11 horas, Rogerio Chequer, candidato do partido Novo ao governo de SP. Envie sua pergunta.

Propostas dos economistas dos presidenciáveis

G1 segue com a série sobre as propostas dos economistas dos candidatos à Presidência. São 5 temas que dizem respeito à economia do país e também mexem com o seu bolso. Na 5ª reportagem, o assunto é reforma trabalhista.

Contas do governo

Gastos do governo com servidores
Resultados desde 2015
Em R$ bilhões250,2250,2265,6265,6292,4292,4302,1302,1326,9326,92015201620172018 (estimativa)2019 (estimativa)0100200300400
Fonte: Ministério do Planejamento

governo federal prevê gastar no ano que vem R$ 326,87 bilhões com os servidores públicos, segundo a proposta orçamentária enviada ao Congresso Nacional. A despesa é 8,2% superior à deste ano que, segundo o governo, está prevista em R$ 302,1 bilhões.

Na telinha e na telona

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LULA e candidatos inelegíveis terão de devolver recursos públicos de campanha

 

Todos os candidatos julgados inelegíveis pela Justiça Eleitoral terão de devolver os recursos públicos usados na campanha deste ano. A interpretação é da Procuradoria Geral da República e inclui o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teve o registro da candidatura negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Conforme dados disponíveis no portal do TSE, a candidatura de Lula arrecadou R$ 20,6 milhões, sendo R$ 20 milhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e contratou despesas no valor total de R$ 26,2 milhões. A assessoria do TSE informou que será necessário fazer uma prestação de contas separada da candidatura de Fernando Haddad.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que também é procuradora-geral Eleitoral, disse que a devolução dos recursos do fundo especial aos cofres públicos não é surpresa aos candidatos, uma vez que foi amplamente divulgado antes da realização das convenções partidárias. “Necessário é o ressarcimento dos cofres públicos dos recursos do fundo de campanha utilizado por candidato inelegível”, disse.

egundo Dodge, a Procuradoria espera que os candidatos inaptos devolvam espontaneamente os recursos utilizados na campanha eleitoral. “Caso não acolham, iremos a juízo pedir o ressarcimento do erário público”, afirmou a procuradora. Ela disse que antes das convenções foram feitas reuniões com os procuradores regionais eleitorais para esclarecimento dessa questão.

Neste ano, a Procuradoria Geral Eleitoral editou quatro instruções sobre o processo, incluindo o financiamento público, a destinação de recursos para as campanhas das candidaturas e o ressarcimento, por exemplo. O intuito, segundo Dodge, foi dar transparência à aplicação da verba pública para custeio da campanha eleitoral, que chegou a R$ 1,7 bilhão.

A procuradora disse que o momento de cobrar o ressarcimento será no julgamento das prestações de contas dos candidatos. A primeira parcial foi feita na semana passada e abrange a fase inicial da campanha – entre 16 de agosto e 8 de setembro.

A reportagem entrou em contato com a assessoria do PT em Brasília e em São Paulo, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.

DIÁRIO DO PODER

Suicídio aumenta no Brasil: são 31 casos por dia

Suicídio
Foto: Susana Vera/Reuters

 

Brasil registrou um aumento de 16,8% na taxa de mortalidade por suicídioentre 2007 e 2016. Dados divulgados nesta quinta-feira, 20, pelo Ministério da Saúdemostram que, no ano mais recente da série, ocorreram 5,8 óbitos a cada 100 mil habitantes. Em 2007, a proporção era de 4,9. O crescimento está relacionado sobretudo ao aumento de casos entre homens. No período analisado, foi de 28%.

Ao todo, foram registrados, em 2016, 11.433 casos de pessoas que tiraram a própria vida no País. Isso equivale a 31 óbitos por dia. A estimativa, no entanto, é de que os números sejam ainda maiores.

“Consideramos que cerca de 20% das mortes não têm a causa registrada”, afirma a diretora de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis, Fátima Marinho.

O trabalho conduzido por Fátima mostra que a taxa de mortalidade é expressivamente maior entre homens: 9,2 casos por mil habitantes. No grupo feminino, a taxa é de 2,4. Embora as taxas de morte sejam superiores entre homens, indicadores de tentativa de suicídio são maiores entre as mulheres.

Para Fátima, a diferença pode ser um indicativo de que as mulheres muitas vezes buscam com o ato chamar a atenção para o sofrimento, não necessariamente morrer.

“E isso geralmente por questões familiares. Muitas são chefes de família e sabem o impacto que a morte poderia provocar para filhos.”

Fátima afirma que a meta agora é aprofundar os estudos sobre os fatores de risco para o suicídio. Avaliações preliminares já dão pistas importantes. Um deles é o desemprego. Na análise dos casos de tentativas, cerca de 40% dos casos não trazem a informação sobre a situação profissional da vítima. Mas nos casos em que o registro é feito, 52% indicavam que a pessoa estava desempregada.

“Ele desponta como fator associado. Também vemos que as mulheres vítimas de violência têm risco muito maior”, completa.

Para a diretora, isso explicaria, por exemplo, o fato de um grande número de meninas tentarem suicídio. “Temos casos de tentativas em faixas muito novas, de meninas com 12 anos.”

Fátima afirma que o suicídio é um problema de saúde pública, não apenas no Brasil como no mundo. “Isso traz a necessidade de discutirmos o tema, os vários determinantes que levam ao sofrimento na população.”

Ela observa ainda que os dados devem ser analisados de forma a traçar estratégias de prevenção. “Precisamos ver as ações que podem ser adotadas para prevenir novos casos”, diz.

Prevenção

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Receita Federal suspende cobrança de imposto de renda sobre auxílio-moradia

A Receita Federal decidiu suspender as notificações que vinha fazendo desde o dia 4 de setembro a magistrados e membros do Ministério Público nas quais apontava a incidência de imposto de renda sobre o auxílio-moradia. O recuo veio após um despacho da Advocacia-Geral da União (AGU), desta quarta-feira, 19, informar que o benefício, por ser indenizatório, não deve ser tributado.

A mudança de posicionamento foi comunicada em reunião nesta tarde entre o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, e representantes da Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público (Frentas). O órgão encaminhou um comunicado interno destacando a suspensão das notificações. No início da noite, a Receita confirmou a informação.

O entendimento da Receita era o de que as liminares concedidas pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), garantindo o benefício de R$ 4,3 mil a magistrados e procuradores de todo o Brasil, não deixavam claro que esses valores não deveriam integrar a base de cálculo do imposto de renda.

“A Receita Federal elaborou comunicação aos contribuintes com o objetivo de orientar que todo o valor que excedesse ao efetivamente comprovado com o pagamento de aluguéis e moradia deveria ser acrescido aos demais rendimentos tributáveis para fins de incidência do imposto de renda”, disse a Receita. Ao mesmo tempo, todas as Declarações de Imposto de Renda das Pessoas Físicas foram reprocessadas para aguardar as retificações.

A Advocacia-Geral da União, então, encaminhou um parecer ao Ministério da Fazenda dizendo que a verba tinha caráter indenizatório e por isso não deveria ser tributada. A Receita Federal pediu esclarecimento adicional sobre essa informação, e a AGU reforçou esse ponto, em novo despacho assinado pela Consultoria-Geral da União e encaminhado nesta quarta-feira, 19, pela ministra Grace Mendonça. A Receita, então, decidiu voltar atrás.

O auxílio-moradia custa, em média, R$ 139 milhões por mês aos cofres públicos, segundo a consultoria da Câmara dos Deputados. Se fossem cobrados os 27,5% do imposto de renda sobre o benefício, isso significaria o retorno de R$ 38,2 milhões por mês aos cofres públicos, ou R$ 458,7 milhões por ano.

Pressão

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PSL põe freio em falas de General Mourão e Paulo Guedes

A cúpula da campanha do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) determinou que seu vice, general Hamilton Mourão, e o responsável pelo programa de governo na área econômica, Paulo Guedes, sejam comedidos em suas declarações em público. Os dois poderão seguir com suas agendas de palestras para grupos fechados, mas foram orientados, com o aval do próprio Bolsonaro, a evitar a imprensa e fugir de temas polêmicos.

Em uma estratégia de contenção de danos após declarações controversas de ambos, a orientação é que o protagonismo volte a Bolsonaro como o único porta-voz da campanha. Internado há 15 dias no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde se recupera de um esfaqueamento, ele seguirá falando aos eleitores por meio de mensagens em suas redes sociais, vídeos ou em transmissão ao vivo pela internet, quando tiver a autorização da equipe médica.

A determinação é consequência direta de declarações controversas da dupla nesta semana: Mourão afirmou que lares apenas com “mãe e avó” são “fábrica de elementos desajustados”, enquanto Guedes, em uma reunião com um grupo de investidores, teria sugerido criar um imposto nos moldes da CPMF.

Segundo interlocutores do PSL, ruídos como esse podem expor a campanha de Bolsonaro, líder nas pesquisas de intenções de votos, a um risco desnecessário.

Os efeitos da nova ordem já foram sentidos ontem. O general Mourão participou, em São Paulo, de uma palestra para empresários na sede da Abimeq, associação que reúne indústrias de máquinas e equipamentos. Diferentemente de outros eventos, foi conciso e evitou sair do seu roteiro escrito em três folhas de papel. Ao responder perguntas da plateia, também não se alongou em seus comentários.

O militar da reserva, que sempre atende à imprensa, foi blindado pela assessoria do PRTB. Ainda durante o evento, jornalistas foram comunicados que o general Mourão não daria entrevistas. A determinação foi uma decisão do PSL.

o economista Paulo Guedes, após receber uma ligação de Bolsonaro, cancelou, alegando “conflito de agenda”, sua participação — também ontem — de um encontro com investidores em São Paulo. Hoje, o economista é esperado em um encontro na Amcham-Brasil.

Os discursos desencontrados forçaram a realização de uma reunião, na última terça-feira, da cúpula da campanha de Jair Bolsonaro. Além de discutir os rumos da candidatura nesta reta final, o objetivo era demonstrar unidade entre os principais aliados, entre eles Paulo Guedes, o presidente do PSL, Gustavo Bebianno e os filhos de Bolsonaro. Ali também ficou determinado que general Mourão, que não estava presente no encontro, não representaria Bolsonaro nos debates e sabatinas.

O clima de conciliação com que foi encerrada a reunião durou pouco. No dia seguinte, a cúpula foi acordada com a notícia da “nova CPMF” que obrigou Bolsonaro a fazer uma ligação a Paulo Guedes.

— O comandante é o Jair, todos os outros são soldados — disse o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidenciável.

O GLOBO

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INTERNACIONAIS

Curtas e Rápidas:

Animais transportados por Tony Alsup na traseira de seu ônibus escolar na Carolina do Sul — Foto: Reprodução / Facebook / Tony Alsup

Animais transportados por Tony Alsup na traseira de seu ônibus escolar na Carolina do Sul — Foto: Reprodução / Facebook / Tony Alsup

Fonte: G1

 

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