PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTA SEXTA-FEIRA

14 de setembro, sexta-feira

Bom dia! Aqui estão os principais assuntos para você começar o dia bem-informado.


Por G1

 

Há 6 meses, uma pergunta está sem resposta: quem matou Marielle e Anderson? A polícia ainda busca provas que levem aos mandantes e executores do crime contra a vereadora e o motorista dela. O inquérito do caso já chega a 2 mil páginas, e 40 mil dados de celulares são vasculhados na busca pelos assassinos. Eleições 2018: O G1 e a CBNcontinuam a série de entrevistas ao vivo com os candidatos à Presidência da República. Hoje o entrevistado é João Goulart Filho, do PPL. Nos EUA, o avanço do furacão Florence, que deve tocar o solo da costa leste. Ontem, já provocava inundações. Vai dar praia no fim de semana? Bitucas de cigarro, tampas de garrafa, canudinhos e outras toneladas de lixo: saiba quais são os 10 itens mais encontrados no litoral brasileiro pela ONU. O que é notícia nesta sexta-feira:

NACIONAIS

Eleições 2018

Eleições 2018 — Foto: Editoria de Arte / G1

Eleições 2018 — Foto: Editoria de Arte / G1

G1 e a CBN realizam série de entrevistas com os candidatos à Presidência da República. Nesta sexta-feira, o convidado é João goulart Filho, do PPL. A entrevista começa às 8h e terá uma hora de duração. O candidato responderá a perguntas enviadas pelos internautas e ouvintes e também a perguntas elaboradas pelos jornalistas. No final, passará por uma espécie de “pinga-fogo”, em que será sabatinado e poderá responder apenas com “sim” ou “não”. Interessados em fazer perguntas podem usar a hashtag #cbng1 nas redes sociais. Só serão aceitas questões pertinentes ao processo eleitoral.

Funciona assim

 — Foto: Reprodução / G1

— Foto: Reprodução / G1

Quais as funções dos três poderes? A nova série do G1, ‘Funciona Assim’, explica as principais responsabilidades dos cargos de presidente, governador, senador, deputados federal e estadual. Hoje: o que faz o governador

Quem matou Marielle?

Mônica Benício exibe tatuagem em homenagem a Marielle Franco — Foto: Marcos Serra Lima / G1

Mônica Benício exibe tatuagem em homenagem a Marielle Franco — Foto: Marcos Serra Lima / G1

As mortes da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, em 14 de março passado, ainda são um mistério para a Polícia Civil do Rio de Janeiro. Passados seis meses do crime, a polícia ainda busca pistas e provas que levem aos mandantes e executores do crime. O G1 lembra o caso e os passos da investigação.

Furacão

Imagem do furação Florence registrada pela Nasa — Foto: Nasa / Via Reuters

Imagem do furação Florence registrada pela Nasa — Foto: Nasa / Via Reuters

O furacão Florence se aproxima da Carolina do Norte e da Carolina do Sul, na costa leste dos EUA. A tormenta deve ser a mais forte a atingir a região em 3 décadas e há risco de alagamentos. Houve ordem de retirada para mais de 1 milhão de moradores da costa. Acompanhe em tempo real.

Bituca e canudinho na praia

ONU Meio Ambiente recolheu 49.994 bitucas de cigarro no litoral do Brasil — Foto: sulox32/Pixabay

ONU Meio Ambiente recolheu 49.994 bitucas de cigarro no litoral do Brasil — Foto: sulox32/Pixabay

Foram mais de 23,7 toneladas de lixo recolhidas por 2,8 mil voluntários mobilizados pela Organização das Nações Unidas (ONU) Meio Ambiente no Brasil. Foram 124 km percorridos em praias de 10 estados brasileiros. O projeto é uma mobilização da organização internacional no país. A campanha se chama #MaresLimpos e cria ações de limpeza no litoral do Brasil. Saiba quais são os 10 itens mais encontrados nas areias.

Vestibular

Candidatos fazem a prova de redação e português da Fuvest — Foto: Flavio Moraes / G1

Candidatos fazem a prova de redação e português da Fuvest — Foto: Flavio Moraes / G1

A Fuvest vai encerrar às 12h desta sexta-feira as inscrições para o vestibular 2019, que oferece mais de 8,4 mil vagas em cursos de graduação da Universidade de São Paulo (USP). As inscrições devem ser feitas no site da Fuvest (veja o Manual do Candidato). A primeira fase ocorrerá no dia 25 de novembro e a segunda fase será nos dias 6 e 7 de janeiro de 2019.

  • Inscrições para o 1º Vestibular Indígena da Unicamp terminam nesta sexta-feira

Emprego

 — Foto: Fernando Madeira / Divulgação

— Foto: Fernando Madeira / Divulgação

Pesquisa aponta que 86% dos profissionais desempregados entrevistados estão dispostos a aceitar uma proposta salarial inferior à do último emprego para voltar ao mercado de trabalho. Leia hoje no G1.

  • IBGE divulga pesquisa mensal de serviços

Carros

Chevrolet Spin LTZ 2019 — Foto: Chevrolet / Divulgação

Chevrolet Spin LTZ 2019 — Foto: Chevrolet / Divulgação

Vídeo: Chevrolet Spin ganha novo visual e mantém versatilidade. O G1testou.

  • Jipe ‘raiz’, Mercedes Classe G renovado chega ao Brasil por mais de R$ 1 milhão
  • Blog do Denis Marum: Entenda o que é cristalização, espelhamento ou vitrificação

Música

O sambista Arlindo Cruz — Foto: Divulgação

O sambista Arlindo Cruz — Foto: Divulgação

Fonte: G1

No meio da crise, folha de pagamento de todo o Judiciário cresceu R$ 8,1 bilhões de 2014 para 2017

O gasto de todo o Poder Judiciário brasileiro com folha de pagamento cresceu 11% (ou R$ 8,1 bilhões) de 2014, ano que marca o início da crise econômica, a 2017. No mesmo período, a economia do país se retraiu 5,6%.

A despesa com salários, benefícios e penduricalhos na Justiça subiu acima da inflação, mostra o relatório Justiça em Números 2018, do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

O documento reúne dados das Justiças Estaduais, Federal, do Trabalho e Militar e dos tribunais estaduais, regionais e superiores, exceto o STF (Supremo Tribunal Federal).

No ano passado, a remuneração custou R$ 82,2 bilhões ao país e bateu recorde. O montante representa 90,5% do Orçamento do Judiciário, distribuído a 448,9 mil funcionários.

Há quatro anos, os gastos de ministros, desembargadores, juízes, servidores, trabalhadores terceirizados, estagiários e outros auxiliares da Justiça foram de R$ 74,1 bilhões, atualizados pela inflação.

“A Justiça brasileira tem uma enorme autonomia administrativa e financeira. Diversas decisões sobre gastos do Poder Judiciário são tomadas pelos próprios magistrados, como abertura de concursos e verbas indenizatórias”, diz Luciano da Ros, professor do Departamento de Ciência Política da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).

Municípios, estados e União têm reduzido o consumo do governo –gastos com salários, serviços e bens que asseguram o funcionamento da máquina pública.

A queda por três anos consecutivos, de 2015 a 2017, em razão da crise, entre outros fatores, tem impacto no crescimento do país.

O PIB teve alta de 0,5% em 2014. Nos dois anos seguintes, houve encolhimento de 3,5%. No ano passado, ao sair da recessão, o Brasil cresceu 1%.

A Justiça, no entanto, aumentou seus gastos totais e com a folha ano após ano.

Os recursos destinados ao pessoal cresceram 4,9% em 2017 em relação ao ano anterior. Em 2016, auge da crise, quando o país se retraía pelo segundo ano seguido, o Judiciário registrou 1,2% de alta com salários, benefícios e penduricalhos.

Todo o Orçamento do Judiciário alcançava 1,2% do PIB há quatro anos. No ano passado, essa relação foi de 1,4%.

“Se isso já é bastante difícil de conceber em tempos de normalidade, em momentos de crise chega a ser uma afronta ao interesse público ter cada vez mais recursos e o PIB cada vez mais comprometido com o funcionamento de um sistema de Justiça tão pouco transparente”, diz Luciana Zaffalon, doutora em administração pela FGV, que estuda o tema, e coordenadora-geral do IBCCrim (Instituto Brasileiro de Ciências Criminais).

FOLHAPRESS

Apoiadores de Bolsonaro fazem investigações virtuais e preocupam PF

A Polícia Federal tem se preocupado com uma espécie de apuração coletiva informal, realizada na internet por apoiadores do candidato à Presidência nas eleições 2018 Jair Bolsonaro (PSL), para apontar envolvidos no atentado a faca sofrido pelo deputado. A “caçada virtual” levou pessoas apontadas erroneamente como “suspeitas” a denunciarem o caso às autoridades. Essa movimentação em busca de culpados causou apreensão também entre integrantes da campanha, que vieram a público pedir cautela. O objetivo é evitar que pessoas sem vínculo com o atentado, entre eles um segurança do candidato, virassem alvo de agressões.

Entre os perfis apontados como suspeitos de participação do atentado pelos “investigadores virtuais” pelo menos duas mulheres com nome de Aryane Campos, ambas de Juiz de Fora, foram ameaçadas pela internet de morte e tiveram de comparecer à delegacia. Uma foi a pesquisadora em genética e doutora em Ciências Biológicas Aryane Campos Reis, da Universidade Federal de Juiz de Fora.

A outra é a estudante Aryane Campos, de 18 anos, que contou à reportagem que estava em casa com a mãe quando Bolsonaro foi atacado. A reportagem identificou outros seis nomes com perfis divulgados em redes sociais, vinculados erroneamente ao atentado. O pizzaiolo Hugo Ricardo Bernardo, de 27 anos, chegou a brigar com militantes no PSL na passeata e foi hospitalizado. Detido e depois liberado, ele disse desconhecer o servente de pedreiro Adélio Bispo de Oliveira, de 40 anos, preso em flagrante pelo ataque a Bolsonaro.

A prática de investigações coletivas por meios virtuais não é uma novidade. Nos Estados Unidos, uma investigação desse tipo resultou em suspeita infundada em casos de repercussão mundial, como o atentando da Maratona de Boston, em 2013. Na ocasião, homens identificados erroneamente foram ameaçados depois de expostos na internet e em capas de tabloides sensacionalistas do País. Internacionalmente, a prática ficou conhecida por termos como crowdsourced crime-solving e crowdsourced investigation.

Suspeitos de crimes identificados por engano na internet também já foram expostos e agredidos no Brasil. Um dos casos mais graves ocorreu em 2014, no Guarujá (SP). A dona de casa Fabiane Maria de Jesus, de 33 anos, foi espancada publicamente até a morte, depois de ser confundida com o retrato falado, divulgado em redes sociais, de uma suposta sequestradora de crianças.

Logo após a facada em Bolsonaro e a prisão de Adélio, o círculo político mais próximo ao presidenciável passou a colocar em dúvida a tese de que o criminoso agiu sozinho – a mais forte até agora na investigação da PF. Esse simpatizantes de Bolsonaro promoviam uma caçada à identidade de pessoas que apareciam nos vídeos gravados no momento do ataque, distribuídos por redes sociais e aplicativos como Facebook, WhatsApp e Twitter e a plataforma Reddit, espécie de fóruns para colagem de conteúdo sobre um mesmo assunto. O auge da ação ocorreu entre sexta-feira e a segunda-feira passadas.

Coube a personalidades influentes entres os seguidores de Bolsonaro fazer os primeiros pedidos de cautela. A advogada Janaína Paschoal, coautora do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e hoje candidata do PSL a deputada estadual em São Paulo, foi uma delas. Ela afirmou ter ficado preocupada e decidiu fazer o alerta por conta própria depois de receber vídeos e imagens em grupos Whatsapp de militantes, sem ter identificado nenhum núcleo de pessoas que esteja promovendo a investigação por conta própria.

Por meio de nota, a PF orientou que relatos sobre crimes devem ser feitos preferencialmente de forma presencial nas delegacias e que outra opção é a ouvidoria do órgão na internet. “Em casos de grande repercussão é natural que um elevado número de comentários, críticas e denúncias correlatas cheguem à PF, pelos mais diversos meios. Preferencialmente, esses relatos devem ser feitos nas delegacias, de forma presencial, por parte do denunciante. A PF conta também com um serviço de ouvidoria em seu sítio na internet”, disse ao Estado a assessoria de imprensa.

ESTADÃO CONTEÚDO

Robôs crescem nas redes após ataque contra Jair Bolsonaro e 64,2% dos perfis que falam sobre eleição presidencial se opõem ao Presidenciável

A atividade de robôs no debate político sobre os candidatos à Presidência nas eleições 2018 dobrou uma semana após o atentado ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), revela monitoramento da Diretoria de Análise de Políticas (DAPP) da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Entre 5 e 11 de setembro, interações de robôs no Twitter totalizaram 788 mil compartilhamentos, o dobro da semana anterior. No período, houve 9,9 milhões de publicações originais e 7,3 milhões de compartilhamentos (retuítes) sobre os presidenciáveis. O volume de citações feitas por perfis automatizados respondeu por 10,8% do total dos retuítes.

O monitoramento de robôs, obtido com exclusividade pelo Estado, leva em conta as interações provenientes de perfis automatizados com base nos retuítes. O aumento foi verificado em todos os principais grupos de discussão.

Nos que apoiam o candidato do PSL, o avanço foi de 18,4%. No grupo de Ciro Gomes(PDT), de 12,1%, no de Fernando Haddad (PT), de 11,6%, e nos de João Amoêdo (Novo) e Geraldo Alckmin (PSDB), o avanço foi de 6,1%.

Desconsiderando a presença de robôs, o mapa de interações sobre presidenciáveis identificou que 64,2% dos perfis que falam sobre candidatos se opõem a Bolsonaro. Os que apoiam o militar reformado representam 13,4% dos perfis, seguidos pelo grupo alinhado ao PT, com 12%.

Para o professor Marco Ruediger, diretor do DAPP e um dos responsáveis pelo monitoramento, o número mostra que os usuários aproveitaram a onda de atenção que o atentado atraiu para defender seus candidatos. “É uma busca por espaço para tentar fazer campanha, inclusive usando o fato de que Bolsonaro não está nas ruas, para tentar balancear as dificuldades da disputa eleitoral, com menos tempo de TV”, explica.

As publicações sobre Bolsonaro feitas por seus apoiadores refutam as especulações de que o atentado teria sido forjado, desejam boa recuperação ao candidato, questionam o seu suposto baixo apoio entre mulheres e criticam o candidato Ciro Gomes (PDT).

De acordo com a FGV, mais de 75% dos compartilhamentos feitos por mecanismos automáticos vieram do campo de apoio ao candidato do PSL.

Ciro Gomes e Fernando Haddad (PT) foram os candidatos que mais tiveram destaque no debate econômico. Numa análise do conteúdo, a FGV identificou que Ciro recebe apoio por sua proposta de tirar nomes do SPC. Por outro lado, ele foi alvo de críticas pelo posicionamento crítico ao aplicativo de transporte Uber. O estudo diz que Ciro é o candidato em torno do qual gira o debate sobre propostas efetivas para a área econômica, de forma favorável ou crítica. “É possível observar reações positivas e demonstração de conhecimento sobre propostas para a área”, diz o estudo do DAPP.

Haddad, por sua vez, foi vinculado a discussões sobre as posições contrárias à reforma trabalhista e ao teto dos gastos públicos adotado no governo do presidente Michel Temer(MDB)

Segundo Ruediger, os ataques pessoais têm perdido relevância e dado lugar a discussões sobre propostas concretas. “Quando os candidatos falam de temas relevantes para a sociedade, têm vocalização maior nas redes”, explica. “Agressões pontuais podem ser negativas e contraditórias para as imagens dos candidatos.”

Para as próximas semanas, Ruediger enumera quatro frentes em que as discussões devem se desenvolver: o prosseguimento das investigações sobre as motivações do ataque a Bolsonaro, o crescimento de Ciro Gomes nas pesquisas e nas redes, já observado nas últimas semanas, o debate em torno da candidatura de Fernando Haddad, agora oficializado como candidato do PT à Presidência nas eleições 2018, e as estratégias de Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (Rede) para crescerem nas intenções de voto.

Ao Estado, o Twitter afirmou, em nota, que levantamentos sobre o impacto de automação indevida na rede social “levam em consideração apenas sinais externos e muito limitados, além de não considerarem as ações anti-spam da plataforma.”

ESTADÃO CONTEÚDO

Rodrigo Maia: impeachment devolveu PT ao jogo

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), avalia que o impeachment de Dilma Rousseff fez muito bem ao Partido dos Trabalhadores. “O PT voltou a ser um ator político relevante”, declarou Maia em entrevista ao blog., nesta quinta-feira (13). Para ele, “o governo Michel Temer, da forma como está terminando, foi muito bom para o PT.” Acha que a situação seria outra se Dilma ainda estivesse no Planalto. “Nós íamos para uma convulsão social”, declarou Maia. O desemprego teria vitimado “mais de 20 milhões de brasileiros”. A inflação estaria “acima de 20%, 30%”. Haveria “um colapso.”

A despeito de tudo o que enxerga no retrovisor, Rodrigo Maia não se arrepende de ter ajudado a articular o impeachment, em 2016. Declarou que havia na época duas alternativas: manter o PT no Planalto para a oposição “ganhar a eleição em 2018” ou afastar Dilma e “reorganizar as contas públicas”. “Eu fiquei com a responsabilidade”, afirmou o deputado, hoje candidato à reeleição.

Preferido dos partidos do chamado centrão para continuar no comando da Câmara a partir de 2019, Maia disse torcer para que o Brasil atravesse os próximos quatro anos sem um novo impeachment. “Não é bom”, disse o deputado, antes de tentar explicar por que a gestão de Temer tornou-se um mico: construiu-se “um governo parlamentar sem o parlamentarismo. Quer dizer: você teve a ocupação parlamentar do governo sem a prerrogativa de o Parlamento poder trocar o governo se o governo não vai bem.”

A avaliação de Rodrigo Maia é paradoxal, pois a Câmara, sob seu comando, teve duas oportunidades de se livrar de Michel Temer na fase pós-grampo do Jaburu. Entretanto, em vez de autorizar o Supremo a abrir ações penais que resultariam no afastamento do presidente, a maioria dos deputados preferiu enviar as acusações ao freezer. Deu-se algo diferente com Dilma, apeada graças a uma grande articulação. “Claro que teve atuação política”, declarou Maia. Mas o resultado foi “um governo muito pulverizado, muito dividido, muito de varejo.”

Rodrigo Maia estima que o petista Fernando Haddad, substituto de Lula na corrida presidencial, subirá rapidamente nas pesquisas, alcançando nos próximos dias um patamar acima de 15%. Aliado de Geraldo Alckmin, o deputado avalia que a ascensão fulminante de Haddad pode estimular o voto útil, aquele que vai para qualquer lugar, com a condição de que o PT não retorne ao Planalto. Ciro Gomes pode ser uma opção do eleitor antipetista, declarou Maia. Mas ele acredita que Alckmin será “o principal depositário” desse tipo de voto.

Na opinião do presidente da Câmara, o pedaço do eleitorado que torce o nariz para o PT se moverá quando a ascensão de Haddad se misturar a pesquisas que sinalizem as dificuldades de Bolsonaro de prevalecer num eventual segundo turno. Nessa hora, antevê Maia, os eleitores estacionados em candidaturas como as de João Amoêdo (3%) e Henrique Meirelles (3%) tendem a tonificar os índices de Alckmin. “Mas como o Geraldo não é um campeão de carisma, as coisas dele são lentas. Acho que só vai acontecer ali, faltando três, quatro dias.” O deputado definiu o estilo de Alckmin com três palavras: “Devagar, devagar, devagar.”

JOSIAS DE SOUZA

Fonte: Blog do BG

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