PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTA SEGUNDA-FEIRA

Por G1

 

As buscas continuam pelo 4º dia em Brumadinho. Militares de Israel reforçam os trabalhos de resgate. São 58 mortes confirmadas e 305 pessoas desaparecidas. Bolsonaro é operado em SP para retirada da bolsa de colostomia. Sai o resultado do Sisu, e começa a matrícula virtual da Fuvest.

NACIONAIS

Bombeiros procuram por corpos na região do Córrego do Feijão, em Brumadinho, dois dias depois do rompimento da barragem da Vale — Foto: Douglas Magno/AFP

Bombeiros procuram por corpos na região do Córrego do Feijão, em Brumadinho, dois dias depois do rompimento da barragem da Vale — Foto: Douglas Magno/AFP

Desastre em MG

As operações de busca e resgate continuam pelo 4º dia em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte. Até a noite de ontem, foram confirmadas 58 mortes e 305 pessoas desaparecidas no rompimento da barragem da mineradora Vale, na sexta-feira.

O que há de novo:

O que se sabe até agora:

  • Dos 58 mortos confirmados, 19 foram identificados (veja lista).
  • 192 sobreviventes foram resgatados.
  • Entre as 305 pessoas desaparecidas, há moradores locais e funcionários da Vale. No sábado, a mineradora divulgou uma lista com nomes de pessoas que não foram encontradas (veja);
  • Familiares de desaparecidos buscaram informações no IML de BH. Uma força-tarefa foi formada, mas a identificação dos corpos é difícil;
  • Bombeiros divulgaram lista de 183 nomes de pessoas que foram achadas vivas (veja);
  • A Vale já teve três bloqueios de recursos, de R$ 1 bilhão, e dois de R$ 5 bilhões (veja) e recebeu multas no total de R$ 350 milhões;
  • As Polícias Federal e Civil abriram inquéritos sobre o rompimento (veja);
  • O presidente Jair Bolsonaro, ministros, o governador Romeu Zema e a procuradora-geral da República Raquel Dodge sobrevoaram a área e prometeram ações de investigação, punição e prevenção;
  • A ONU emitiu nota de pesar e ofereceu ajuda nos esforços de busca.
 — Foto: Betta Jaworski/G1

— Foto: Betta Jaworski/G1

Para saber mais:

Cirurgia de Bolsonaro

Bolsonaro posta vídeo no Twitter após ser internado para retirar bolsa de colostomia — Foto: Reprodução/Twitter/@jairbolsonaro

Bolsonaro posta vídeo no Twitter após ser internado para retirar bolsa de colostomia — Foto: Reprodução/Twitter/@jairbolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro passa por cirurgia no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. O procedimento, que começou às 6h30, é necessário para retirar a bolsa de colostomia, usada por Bolsonaro desde a 1ª cirurgia após levar uma facada, e religar o trânsito intestinal.

Veja como deverá ser a terceira cirurgia de Bolsonaro

Veja como deverá ser a terceira cirurgia de Bolsonaro

Segundo apurou o Fantástico, os médicos poderão optar entre dois procedimentos: unir as duas pontas do intestino grosso que foram separadas para a colocação da bolsa, ou cortar uma parte de 20 centímetros do intestino grosso e ligar a outra ponta diretamente ao intestino delgado, que tem mais irrigação sanguínea do que o intestino grosso. Veja no vídeo acima.

presidente chegou a São Paulo ontem pela manhã e deve continuar internado por cerca de 10 dias. Durante a cirurgia e 48 horas após o procedimento, o vice-presidente, General Hamilton Mourão, assume a Presidência e o comando do Palácio do Planalto.

Após este período, o gabinete da Presidência da República será transferido para o Hospital Albert Einstein, enquanto o presidente estiver se recuperando.

Saiba mais:

Educação

As inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) foram encerradas às 23h59 de domingo, e as listas de aprovados em primeira chamada nas universidades públicas participantes devem sair nesta segunda no site http://sisu.mec.gov.br/. Os alunos que não forem aprovados podem se inscrever em lista de espera.

Curtas e rápidas…

Fonte: G1

 

Servidores federais se aposentam aos 57 anos em média

Era de 57 anos a média de idade dos mais de 385 mil servidores públicos federais que se aposentaram desde 1995. Desses, apenas 90 mil (23%) não recebem aposentadoria integral. Só no mês de dezembro de 2018 mais 1.476 servidores se aposentaram do serviço público federal com vencimentos integrais até o fim da vida, ao contrário do que ocorre com os demais trabalhadores. As informações são do Painel Estatístico de Pessoal da Secretaria de Planejamento.

Em 2018 foram 19.905 aposentadorias do serviço público federal. Quase todas (19.179) aposentadorias integrais.

São 77% os servidores públicos federais que embolsam durante toda a aposentadoria o valor completo do último salário que recebeu.

Também o governo do Distrito Federal vive a rotina de buscar recursos  para pessoal. Foram 18 mil aposentadorias em doze anos.

CLAUDIO HUMBERTO

 

Neymar tem constatada nova fratura no quinto metatarso no pé direito e pode ser operado

Paris Saint-Germain constatou uma nova fratura no quinto metatarso do pé direito de Neymar, na mesma região em que ele foi operado em março de 2018, pouco antes da Copa do Mundo da Rússia.

Segundo a imprensa francesa, anova lesão é menos grave do que a anterior. No entanto, o clube parisiense não descarta outra cirurgia. A decisão será tomada em conjunto com o médico da seleção brasileira, Rodrigo Lasmar, que viaja a Paris ainda esta semana.

O técnico do PSG, Thomas Tuchel, já anunciou que não conta com Neymar para a partida contra o Manchester United, pelas oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa. O jogo de ida está marcado para o dia 12 de fevereiro, enquanto o de volta acontecerá no dia 6 de março. Além disso, ele deve ficar fora dos amistosos que a seleção disputará em março, em preparação para a Copa América.

Por enquanto, Neymar vem realizando um tratamento intenso de fisioterapia a fim de adiantar o processo de recuperação.

Neymar se machucou na quarta-feira passada, na vitória do PSG sobre o Strasbour, pela Copa da França.

NOTÍCIAS AO MINUTO

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TRF-1 avalia ação em que Ministério Público cobra impostos da Igreja Universal

O TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região) coloca em pauta, nesta segunda-feira (28), o julgamento da competência do Ministério Público Federal (MPF) de propor uma ação civil pública contra a Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd).

CORPO…

Na ação, aberta em 2006, o MPF questiona a “imunidade tributária” alegada pela igreja para o não pagamento de impostos referentes aos períodos-base de 1991 a 1994, cujo total calculado pela procuradoria chega a R$ 98,3 milhões.

… FECHADO

O Ministério Público aponta que, na época, auditores fiscais da Receita Federal em SP “desconsideraram a imunidade tributária da entidade” para cobrar tributos como PIS e Imposto de Renda.

PASSADO

“Inconformada com a decisão” a Iurd interpôs recurso, diz o texto. Após avaliação do então Conselho de Contribuintes, hoje o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (​Carf), a dívida da entidade foi reduzida em quase R$ 92 milhões —valor cobrado pelo MPF, que alega “defesa do patrimônio público lesado”.

NÃO PODE

A Iurd diz que “o pedido do MPF contraria julgamentos do Superior Tribunal de Justiça”. “O MPF não pode cobrar na Justiça impostos, pois existe um órgão público com esta função, a Receita Federal”, afirma a instituição.

MÔNICA BERGAMO / FOLHA

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Queiroz indicou sete funcionários para o Gabinete de Flávio Bolsonaro

Pivô da crise que atingiu o deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), o ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz foi o responsável pela nomeação de pelo menos sete funcionários do gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio.

A influência de Queiroz beneficiou a própria família e ajudou a estabelecer ligações com o entorno do miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega — seu amigo dos tempos de 18º BPM, conforme admitiu nesta semana.

Adriano é apontado pelo MP como líder do grupo paramilitar que controla a comunidade de Rio das Pedras e principal articulador do Escritório do Crime, que reúne matadores de aluguel. Ele foi um dos alvos da Operação Os Intocáveis, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP e pela Polícia Civil, e encontra-se foragido.

A primeira nomeação na conta do ex-assessor, que atuava como motorista e segurança de Flávio Bolsonaro, foi a de Márcio da Silva Gerbatim, em maio de 2007 — menos de dois meses depois da chegada de Queiroz à equipe de Flávio. Márcio é ex-marido da atual mulher de Queiroz, Marcia Aguiar, também indicada por ele para o gabinete.

Apadrinhados

Em setembro de 2007, Queiroz emplacou mais dois nomes na Alerj. No dia 6, Danielle Mendonça da Costa Nóbrega, mulher de Adriano, passou a trabalhar no gabinete de Flávio. Raimunda Veras Magalhães, mãe de Adriano, também ocupou cargos ligados a Flávio entre março de 2015 e novembro do ano passado. Antes de ir para o gabinete do senador eleito, Raimunda esteve lotada na liderança do PP — partido do senador eleito naquele momento.

Em 20 de setembro de 2007, foi a vez de Nathália Melo de Queiroz, filha do ex-assessor, que ocupou inicialmente um posto na liderança do PP.

Nathália passou por vários cargos até deixar a Alerj em dezembro de 2016 — abandonando uma função no gabinete de Flávio para assumir um lugar na equipe de Jair Bolsonaro, na Câmara dos Deputados. Em seu lugar, Queiroz indicou sua outra filha, Evelyn Melo de Queiroz, para o mesmo cargo.

Na retaguarda

O ex-assessor ainda conseguiu espaço para a enteada, Evelyn Mayara de Aguiar Gerbatim, nomeada em agosto de 2017. Ela permanece no cargo até hoje.

Se demonstrava poder na montagem do gabinete, Queiroz era discreto da porta para fora. No dia a dia da Alerj, não costumava acompanhar Flávio em reuniões e não frequentava o plenário — onde ocorrem as votações da Casa.

Sua presença, porém, era notada fora da Alerj, onde sempre estava perto de Flávio. O ex-assessor chegou a impedir um assalto na porta da Assembleia.

— Há cerca de um ano, o Flávio estava chegando à Alerj e um sujeito assaltou uma mulher na Rua da Assembleia. O Queiroz saltou do carro e correu atrás do assaltante. Tiros foram disparados, e o cara foi detido. Não sei se foi o Queiroz que atirou — lembra um deputado.

Queiroz era presença constante entre a sede da Alerj e o prédio anexo, nos fundos, onde ficam os gabinetes dos parlamentares. Segundo uma funcionária da casa, ele costumava aguardar a saída do chefe.

— Estava sempre ali por baixo. Ficava perto do Flávio quando ele entrava ou saía da Assembleia —afirma uma funcionária da Alerj.

Um assessor parlamentar lembra de ver Queiroz na agência do banco Itaú na Alerj — onde parte significativa de sua movimentação flagrada pelo Coaf foi feita. No mesmo local foram feitos os 48 depósitos de R$ 2 mil na conta de Flávio Bolsonaro.

— Fiquei na fila do caixa e ele estava do lado conversando com os seguranças, demonstrando intimidade —conta o funcionário.

O GLOBO

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Governadores eleitos com discurso de renovação começam a aderir a práticas que lembram o passado

Impulsionados pela onda de renovação que marcou as eleições de 2018, sete dos 27 governadores chegaram ao poder sem nenhuma experiência prévia na política. Sob a promessa de representar “o novo”, derrotaram sobrenomes de peso e surpreenderam institutos de pesquisa. Todos, com exceção de Ibaneis Rocha (MDB-DF), tiveram em comum o apoio ao presidente Jair Bolsonaro no primeiro turno. A exemplo da administração federal, o primeiro mês desses governos foi marcado por recuos e falta de intimidade com a máquina pública. E alguns deles se aproximaram do que chamam de velha política.

Governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), despontou na eleição depois de manifestar apoio a Bolsonaro no debate da TV Globo, às vésperas do primeiro turno. Com uma agenda de choque de gestão, defendida durante a campanha, Zema inaugurou seu mandato com 6 mil demissões que causaram entraves à máquina, levando-o a readmitir temporariamente pelo menos 800 pessoas. Em outro momento controverso, foi criticado por ter usado um avião do governo para visitar Bolsonaro em Brasília, descumprindo uma promessa.

Sem experiência política prévia e herdeiro de uma rede de lojas mineiras, Zema, diante do desafio de gerir um dos maiores estados do país, convocou o ex-prefeito de Juiz de Fora Custódio de Mattos (PSDB) para a Secretaria de Governo. Ele foi secretário de Desenvolvimento Social do tucano Aécio Neves entre 2007 e 2008. Outro quadro aproveitado de gestões anteriores, embora técnico, foi Germano Vieira. Secretário de Meio Ambiente de Fernando Pimentel (PT), foi mantido no cargo por Zema.

O ex-juiz na prática

No Rio, Wilson Witzel (PSC) defendeu a gestão eficiente do estado e chegou a prometer reduzir o número de secretarias de 18 para 11 ou, no máximo, 13, mas aumentou para 20.

A crítica enfática à corrupção sistêmica nos últimos governos levou o ex-juiz federal a reforçar as promessas de combate à corrupção e à chamada velha política no segundo turno. Eleito, iniciou a transição escolhendo o coordenador da campanha do ex-governador Anthony Garotinho para chefiar seu gabinete.

Em outro movimento surpreendente, distribuiu secretarias para quadros conhecidos da política fluminense. A nomeação de Felipe Bornier (Pros), filho do ex-prefeito de Nova Iguaçu Nelson Bornier, para a Secretaria de Esportes provocou reclamações entre eleitores de Witzel nas redes sociais. Nelson Bornier mantinha ligações com o ex-deputado Eduardo Cunha e o ex-governador Sérgio Cabral, ambos presos. . A indicação de Pedro Fernandes, filho da vereadora Rosa Fernandes (MDB), para a pasta de Educação também foi recebida com críticas nos perfis do governador. O ex-juiz acolheu ainda Eduardo Lopes, suplente do prefeito Marcelo Crivella (PRB) no Senado Federal, que não conseguiu se reeleger.

No Distrito Federal, a nova política prometida pelo governador também parece ter ficado no campo das promessas. Advogado, Ibaneis Rocha bancou boa parte dos gastos de sua campanha, defendeu uma nova forma de governar e passou incólume pela impopularidade do correligionário Michel

Temer. Mas a composição do secretariado lembra práticas fisiológicas. A indicação de Sarney Filho (PV), ex-ministro de Temer, para a secretaria de Meio Ambiente coincidiu com a derrota do senador, filho do ex-presidente José Sarney e com domicílio eleitoral no Maranhão, na tentativa de reeleger-se.

Outro integrante da Esplanada de Temer ganhou espaço no Palácio do Buriti: o ex-ministro de Direitos Humanos Gustavo Rocha assumiu a secretaria de Justiça. Cargos também foram reservados para pessoas ligadas aos ex-governadores Joaquim Roriz e José Roberto Arruda.

Em Rondônia, o governador Marcos Rocha, do PSL de Jair Bolsonaro, nomeou a esposa, Luana, como secretária de Assistência e Desenvolvimento Social do estado. Posteriormente, indicou a ex-mulher, Irani Santos, para a direção de uma policlínica estadual. De todos os governadores neófitos, Rocha é o que mais acumula experiência: apesar de ser coronel da Polícia Militar, foi secretário de Educação de Porto Velho na gestão de Mauro Nazif (PSB) e ocupou a mesma pasta na administração do governador Confúcio Moura (MDB).

Tudo também ficou em família para o governador de Rondônia, Antonio Denarium (PSL). Ele nomeou duas cunhadas para as secretarias da Educação e do Trabalho. Durante os 21 dias em que atuou como interventor federal no estado, sua esposa atuou como secretária do Trabalho. Após a posse oficial de Denarium como governador, ela deu lugar a uma de suas irmãs, que já despachava como subsecretária.

Em Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL) exonerou 59 funcionários das chamadas Agências de Desenvolvimento Regional, mas fez 28 novas contratações dois dias depois. Ele também apresentou dois vetos polêmicos a projetos do Legislativo: se disse contra a adoção do nome social para pessoas transexuais no funcionalismo público e a divulgação obrigatória de sua agenda oficial. A Secretaria da Casa Civil ficou a cargo de Douglas Borba, do Partido Progressista (PP), uma das legendas mais implicadas na Lava-Jato. No Amazonas, Wilson Lima (PSC) nomeou – e depois voltou atrás – uma delegada presa por associação com o tráfico de drogas. Ela é acusada pela oposição de recolher dinheiro de criminosos para a campanha do governador.

O GLOBO

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Sobe para 58 o número de mortos em Brumadinho. 305 pessoas estão desaparecidas

A Defesa Civil de Minas Gerais informou, na noite deste domingo, que o número de mortos no desastre de Brumadinho subiu para 58. De acordo com o tenente coronel Flávio Godinho, 305 pessoas ainda estão desaparecidas. Este número cresceu porque novas famílias fizeram cadastros em busca de seus parentes. Ainda de acordo com ele, 192 resgates foram realizado até o momento. Só neste domingo foram encontrados 21 corpos.

Porta-voz do Corpo de Bombeiros, o tenente Pedro Aihara afirma que um ônibus foi encontrado. Não há informações, entretanto, de quantas pessoas estavam dentro do coletivo. Os bombeiros estão trabalhando para conseguir estabelecer um canal de acesso ao ônibus para retirar os corpos. Não há vítimas vivas.

— Não existe risco de um novo rompimento. Boa parte da água da que estava na barragem já foi bombeada. O que resta são 140 mil metros cúbuicos de água. O monitoramento está sendo feito e o grau de segurança hoje é maior — afirmou Aihara, durante coletiva.

De acordo com ele, são 14 pontos prioritários de buscas. Um deles é um refeitório, onde a lama atingiu 15 metros. Perto dali, há uma residência com três vítimas sem vida.  Os trabalhos de resgate prosseguem mesmo durante à noite.

Toda a área de risco foi isolada para que os resgates sejam feitos com mais segurança. Aihara reforçou, ainda, que não é preciso de ajuda de voluntários, já que trata-se de um local de risco. O tenente disse que a corporação está monitorando as condições climáticas, e que não há possibilidade de materiais radioativos. A lama já foi enviada para análise de toxicidade.

O GLOBO

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Bloqueios de R$ 11 bilhões contra Vale representam metade do caixa da empresa

Os próximos pregões da Bolsa devem ser turbulentos para a Vale, que já viu seus papéis no exterior derreterem na sexta-feira, após o rompimento da barragem de Brumadinho (MG). Como a Bolsa brasileira não operou no último dia 25, as ações da empresa só começarão a refletir o impacto do desastre nesta segunda-feira, 28.

Na última sexta-feira, os ADRs (como são chamados os recibos de papéis de ações) da Vale negociados em Nova York fecharam em queda de mais de 8%. A expectativa dos analistas é de que as ações da empresa negociadas na Bolsa brasileira tenham um desempenho parecido nesta segunda, ou pior.

“A queda lá fora foi grande, mas ainda não se tinha a dimensão da tragédia. O mercado deve punir a Vale”, diz Fabio Silveira, da Macrosector. O economista-chefe da Eleven Financial Research, Adeodato Netto considera que os efeitos para a companhia são negativos de curto prazo, mas menos relevantes no longo prazo.”

Após o rompimento, no entanto, a agência de classificação de risco S&P anunciou que poderá rebaixar a nota da Vale. Segundo a S&P, o fato de uma tragédia semelhante ter acontecido há tão pouco tempo potencializa os riscos. A nota da Vale, que é BBB- em escala global, entrou em observação.

Além do reflexo do desastre nas ações, também pesam os pedidos de bloqueio de recursos da empresa para garantir auxílio às vítimas. Somados, os pedidos na Justiça chegam a R$ 11 bilhões. A Vale encerrou o terceiro trimestre do ano passado com cerca de US$ 6,1 bilhões em caixa, lembra Glauco Legat, da consultoria Necton. Os recursos de R$ 11 bilhões representariam 48% do caixa.

“A empresa pode arcar com o valor, mas não deixa de ser uma soma elevada. O mais provável é que a Vale tente substituir esse congelamento por outro tipo de garantia, como fianças bancárias”, avalia Legat.

Os analistas ponderam que a Vale está em situação melhor do que na época de Mariana. “Ela reduziu sua dívida. O bloqueio é ruim, mas não compromete o curso da empresa”, diz Adeodato Netto, da Eleven Financial Research.

Já Silveira, da Macrosector, considera que os investidores devem pressionar para que haja uma mudança na direção da empresa. “Não duvido que o mercado peça a cabeça do presidente, Fabio Schvartsman.”

A agência de classificação de risco S&P anunciou que poderá rebaixar a nota da Vale. O fato de uma tragédia semelhante ter acontecido há tão pouco tempo potencializa os riscos. A nota, que é BBB- entrou em observação.

ESTADÃO CONTEÚDO

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‘Nos guiamos pelo cheiro dos corpos’, relata brigadista em Brumadinho

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Limite da equipe é de seis metros lama adentro Foto: André Borges/Estadão

 

A busca é feita pelo cheiro, pelo olhar atento que percorre a superfície da lama fétida, em busca de algum sinal de corpo humano, ou do que restou dele. Os brigadistas apontam para algo no meio do barro. Acompanho de longe, ao lado da casa que foi engolida pelo rejeito. Dali, não consigo ver nada além de entulho. “É um corpo. Vamos até lá”, diz um deles.

Na equipe, são 11 brigadistas em operação. Dois deles entram no mato e voltam carregados de galhos para lançar sobre o barro mole. Vão fazendo uma ponte improvisada até chegar ao que parece ser parte de alguém. Um brigadista se volta para mim. Penso que serei expulso. A área foi isolada e não há mais ninguém ali. Ele pede ajuda. “Ei, você, me dá essa madeira aí no canto, rápido”, diz ele, apontando um pedaço da porta que restou de um guarda-roupas. Entrego a madeira. Eles lançam sobre o barro.

Caminhar na lama ainda é impossível. Dois dias depois da enxurrada de rejeito da Valevarrer o Córrego do Feijão e estraçalhar tudo o que encontrou pela frente, o barro ainda segue mole. Um passo em falso e você afunda até as canelas, sem conseguir sair. Para a equipe de brigadistas que trabalha nas margens do desastre, nesta região de Brumadinhoconhecida conhecida como “Berço Alberto Flores”, o limite do salvamento são cinco, seis metros lama adentro. “Qualquer coisa para além disso, é risco de não conseguir voltar”, me diz um deles. “Procuramos sobreviventes, sempre. Mas aqui, a verdade é que estamos nos guiando pelo cheiro dos corpos ou pelo o que conseguimos ver.”

Andando sobre as madeiras, eles chegam ao que seria um corpo humano. É. Com luvas, um deles se abaixa e passa a recolher órgão de alguém. Vísceras, estômago, fígado. Roupa. Em fila indiana, passam de mão em mão o que encontraram pela frente, até depositar as partes sobre uma manta metálica no chão.

Rapidamente recolhem o material e somem pela mata. O deslocamento de vítimas que têm sido encontradas próximas de estradas é feito por meio de ambulâncias. Em áreas mais remotas, o trabalho é apoiado pelo helicópteros, que não param de cruzar o céu.

Olho para o horizonte do mar de lama que se abriu na mata. Ao longe, nos cantos da vegetação, é possível ver mais mantas metálicas espalhadas, aguardando para serem recolhidas.

“É melhor você ir agora”, me diz um dos brigadistas. “Essa região ainda não está segura e foi isolada, o solo ainda está muito movediço.”

Me despeço e saio pela mata. Toda a região foi cercada pela polícia e os acessos pelas estradas estão proibidos. Meu acesso à equipe de brigadeiros se deu casualmente, quando decidi entrar por uma estrada de terras que seguia até o curso do Rio Paraopeba, outra vítima fatal da catástrofe. Sítios e chácaras que não foram inundados estão vazios, com as portas trancadas. A polícia ronda a região, por causa de saques que ocorreram em algumas áreas.

Uma dessas casas é a chácara “Recanto Feliz”, número 126, bem na beira da estrada que foi interditada pelo mar de rejeitos de minério de ferro. Sobraram sinais da felicidade por ali. Brinquedos de crianças largados no sofá. Na pia, louça suja de um almoço feito dois dias atrás. Na varanda, uma casinha de madeira para as crianças com vista para o que era o córrego. Não há mais vista. Nem crianças.

ESTADÃO CONTEÚDO

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“Guru” de Bolsonaro detona Mourão e Heleno

Olavo de Carvalho acusou o general Augusto Heleno e o general Hamilton Mourão de usarem Jair Bolsonaro como “boi de piranha” no trato com a imprensa:

“Você não tem vergonha, Heleno? Mourão, você não tem vergonha de ir puxar o saco desse Jean Wyllys? (…)

O que o governo constituído fez até agora contra seus inimigos? Nada, nada, nada! Porque está cercado de generais que lhe dizem para não fazer nada. Está cercado de generais que, quando são entrevistados por repórteres, se sentem maravilhados, como um garotinho de escola que foi posto no show. Essa é a cara do general Heleno e essa é a cara do general Mourão quando aparecem na televisão.

Militar, quando está diante de repórteres ou de figuras do show business, se mija nas calças, de temor reverencial e de prazer.”

O ANTAGONISTA

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