PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTA SEGUNDA-FEIRA

Por Fantástico

 


Golpe do auxílio-reclusão desvia milhões do INSS e atrapalha a vida de pessoas inocentes

Golpe do auxílio-reclusão desvia milhões do INSS e atrapalha a vida de pessoas inocentes

O auxílio-reclusão é um benefício pago pelo INSS aos dependentes de uma pessoa presa em regime fechado ou semiaberto, desde que ela trabalhe, contribua para a Previdência e seja de baixa renda.

De janeiro a outubro de 2018, foram pagos pouco mais de R$ 510 milhões em auxílio-reclusão para as famílias de 47 mil presos. Criminosos viram nesses números e – nas fragilidades de controle – uma oportunidade.

A Polícia Federal descobriu uma quadrilha que forjava vínculo de emprego entre presidiários e empresas de fachada. Pra mostrar a facilidade com que bandidos produzem documentos falsos para os golpes, o Fantástico foi até um mercadão de falsificação de documentos na Praça da Sé, em São Paulo. E encontrou um “especialista” no assunto.

Fonte: G1

Por G1

 


Pelo menos 150 concursos estão com inscrições abertas nesta segunda-feira (19) com o objetivo de contratar mais de 14 mil profissionais. As oportunidades são para pessoas de todos os níveis de escolaridade, com postos de trabalho em diversos estados.

Além das vagas abertas, há concursos para formação de cadastro de reserva – ou seja, os candidatos aprovados são chamados conforme a abertura de vagas durante a validade do concurso.

Somente na Prefeitura de Cuiabá, há 2.254 vagas para profissionais com ensino médio e superior. Os salários chegam a R$ 3.319,20 e as inscrições vão até o dia 29 de novembro. Veja aqui o edital.

Nesta segunda-feira (19), pelo menos 13 concursos abrem inscrições com o objetivo de contratar 1300 profissionais. No Comando da Aeronáutica da Força Aérea Brasileira (FAB) são 417 vagas de nível superior para profissionais da área de saúde, além de assistente social. Na Prefeitura Guarapuava (PR), são 154 vagas, com salários de até R$10.753. Veja lista abaixo:

Concursos que abrem inscrição nesta segunda

órgão encerramento das inscrições vagas salário máximo escolaridade
Força Aérea Brasileira (FAB) 30/11/2018 417 superior
Prefeitura de Bom Jesus do Sul (PR) 04/12/2018 17 R$ 2.872,06 fundamental, médio e superior
Prefeitura de Guarapuava (PR) 06/12/2018 154 R$ 10.753,83 fundamental, médio e superior
Prefeitura de Piraquara (PR) 09/12/2018 17 R$ 10.920,74 fundamental, médio e superior
Agência de Fomento do Amapá – AFAP 10/01/2019 229 R$ 3.319,77 médio e superior
Prefeitura de Campo Grande (MS) 20/11/2018 40 superior
Polícia Militar de Minas Gerais 20/12/2018 150 R$ 3.506,41 superior
Prefeitura de Comendador Gomes (MG) 20/12/2018 52 R$ 2.728,49 fundamental, médio e superior
Prefeitura de Jardim de Piranhas (RN) 21/11/2018 84 R$ 10.000,00 fundamental, médio e superior
Prefeitura de Gaspar (SC) 22/11/2018 8 R$ 14.407,88 médio e superior
Prefeitura de Castelo (ES) 23/11/2018 54 R$ 2.683,57 superior
Prefeitura de São José de Mipibu (RN) 23/11/2018 30 R$ 1.600,00 fundamental, médio e superior
Prefeitura de Pedra Bela (SP) 30/11/2018 48 R$ 3.161,51 fundamental, médio e superior

Veja os editais:

Fonte: G1

Por Bárbara Muniz Vieira, G1 SP — São Paulo

 


Sacerdote de umbanda fala sobre violência contra adeptos de religiões de matriz africana

Sacerdote de umbanda fala sobre violência contra adeptos de religiões de matriz africana

O número de denúncias de discriminação religiosa contra adeptos de religiões de matriz africana no Brasil feitas pelo Disque 100, serviço de atendimento 24 horas do Ministério de Direitos Humanos, aumentou 7,5% em 2018. Foram 71 denúncias do tipo feitas de janeiro a junho deste ano, contra 66 no mesmo período de 2017.

Já as denúncias feitas por discriminação contra todas as religiões caíram de 255 para 210, queda de 17% no mesmo período.

Os dados foram obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). Nesta terça-feira (20) é celebrado o Dia da Consciência Negra.

Em todo o ano 2017, foram 145 denúncias de discriminação religiosa em todo o país. São Paulo teve 29 denúncias por meio do canal. O estado só fica atrás do Rio de Janeiro, com 34 denúncias.

Nem todos os casos são denunciados pelo telefone do ministério. O G1ouviu adeptos de religiões afro que sofreram violência, e nenhum deles conhecia o canal.

Imagem de preto-velho, entidade cultuada em religiões de matriz africana como a umbanda — Foto: Fábio Tito/G1

Imagem de preto-velho, entidade cultuada em religiões de matriz africana como a umbanda — Foto: Fábio Tito/G1

Ao mesmo tempo em que crescem as denúncias de violência, as religiões afro-brasileiras registraram crescimento de 43,8% no número de adeptos em São Paulo, de acordo com o estudo “Diversidade Étnico-racial e Pluralismo Religioso no Município de São Paulo”, publicado em dezembro de 2016.

Ao todo, 50.794 pessoas declararam ser de umbanda, 18.058 do candomblé e 854 de outras religiosidades afro-brasileiras. A soma representa 0,6% das 48 religiões ou convicções filosóficas declaradas. “Muitos de seus fiéis preferem não se identificar publicamente por receio de discriminação religiosa”, diz o estudo.

Alexandre Cumino posa no Colégio Pena Branca, terreiro de umbanda que ele está à frente no bairro do Ipiranga, Zona Sul de SP — Foto: Fábio Tito/G1

Alexandre Cumino posa no Colégio Pena Branca, terreiro de umbanda que ele está à frente no bairro do Ipiranga, Zona Sul de SP — Foto: Fábio Tito/G1

Invasão e destruição

A casa de candomblé Ilê Asé Ojú Oyá, localizada em Guaianases, bairro da Zona Leste da capital, foi atacada em março deste ano. Paula Torrecilha Ty Ayrá, 31 anos, conta que o local foi invadido, teve objetos furtados e quebrados.

“Quando chegamos, encontramos tudo revirado, todos nossos objetos sagrados no chão, espalhados, coisas vandalizadas, quebradas. Na cozinha jogaram todos nossos alimentos no chão. Muita coisa foi roubada”, disse.

“Em um primeiro momento, ficamos bem fragilizados, com medo de que acontecesse novamente e nos tornasse vítimas de violência física, além da violência psicológica que um caso desses submete não só os integrantes da casa, mas toda a comunidade. Mexer com um acaba abalando o todo”, conta Paula.

Segundo ela, a casa é formada majoritariamente por mulheres lésbicas, bissexuais, trans negras e periféricas. “Somos todas de luta. Esse ataque, que queria nos fragilizar, nos destruir, só serviu para nos unir e fortalecer. Descobrimos juntas um meio de restabelecer nosso Asé que foi profanado, reerguer tudo que foi levado e destruído.”

A casa de candomblé Ilê Asé Ojú Oyá, localizada em Guaianzes, Zona Leste da capital, foi atacada em março deste ano — Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação

A casa de candomblé Ilê Asé Ojú Oyá, localizada em Guaianzes, Zona Leste da capital, foi atacada em março deste ano — Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação

Para Alexandre Cumino, sacerdote de umbanda e diretor da Associação Umbandista e Espiritualista do Estado de São Paulo (Aueesp), a intolerância religiosa é advinda do preconceito em relação ao negro, à cultura do negro e à religião do negro.

“Boa parte dos casos [de violência] está relacionada a segmentos religiosos que têm uma discriminação e um preconceito na sua pregação doutrinária e identificam o Deus do outro como o diabo”, explica ele.

Cumino é autor do livro “Exu não é o diabo”, que desmistifica a ideia de que o orixá Exu é o representante do mal e por isso deve ser combatido.

“Há pessoas de outras religiões que acreditam que nosso orixá o Exu é o diabo. Quando se identifica o nosso orixá como o diabo e o diabo como o responsável por todos os males, então na cabeça torpe e infame do ignorante, se acabar com a minha religião, vai acabar com o diabo”

Trabalho para Exu com ponto riscado, padê e vela no Colégio Pena Branca — Foto: Fábio Tito/G1

Trabalho para Exu com ponto riscado, padê e vela no Colégio Pena Branca — Foto: Fábio Tito/G1

Segundo Cumino, que é bacharel em ciências da religião, não existe diabo na umbanda e no candomblé. Essas religiões não ‘culpam’ o diabo pelo mal ou por seus erros.

“Diabo é principalmente uma criação judaico-cristã e mais especificamente católica. O Lúcifer é bem católico mesmo, ele não existe no judaísmo. Você tem lá o Satã ou o Shaitan, que é uma figura muito específica no Velho Testamento. No livro de Jó, Satã senta ao lado de Deus e eles estão conversando o que vão fazer com Jó. Então esse Satã judeu que é um opositor, ele não é nem de perto esse grande diabão que construíram e muito menos os Exus, os orixás, ou as entidades de umbanda ou de candomblé, religiões que não reconhecem nenhum diabo. Quando a gente [adeptos da religião] faz uma coisa errada é a gente mesmo [que fez]”.

Imagens negras do altar do Colégio Pena Branca, terreiro de umbanda no Ipiranga, Zona Sul de SP — Foto: Fábio Tito/G1

Imagens negras do altar do Colégio Pena Branca, terreiro de umbanda no Ipiranga, Zona Sul de SP — Foto: Fábio Tito/G1

A yalorixá (mãe de santo) Gabriela Beck, 39 anos, do Centro Cultural Eyin Osun, na Vila Industrial, extremo Leste de São Paulo, conta que a confusão entre o orixá Exu com Satanás já lhe rendeu ameaças com faca.

“Temos um vizinho que cresceu comigo no bairro e agora é evangélico. Ele acredita que o Satanás está instalado na minha casa. É desesperador. O problema dele é a casa de candomblé, onde também moro com meu pai. Ele nos ameaça com faca, nos ofende. Eu acho que em grande parte porque meu pai é idoso eu sou mulher. Eu tenho medo dele fazer alguma coisa, colocar fogo na minha casa, matar meu pai”, diz ela.

Gabriela Beck no Centro Cultural Eyin Osun, na Zona Leste de SP — Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação

Gabriela Beck no Centro Cultural Eyin Osun, na Zona Leste de SP — Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação

“Racismo religioso”

A maioria dos adeptos de religiões afro-brasileiras na cidade de São Paulo é formada por pessoas brancas, de acordo com uma pesquisa da Secretaria Municipal de Promoção da Igualdade Racial. São 60,6% brancos, 13,1% pretos e 25,5% pardos.

Embora sejam frequentadas mais por brancos, as religiões de matriz africana são majoritariamente associadas e a negros por causa de suas origens, de acordo com a secretária executiva de Promoção de Igualdade Racial da prefeitura de São Paulo, Elisa Lucas Rodrigues.

“Tudo o que se refere a negros há um olhar extremamente preconceituoso aflorado. São crianças agredidas nas escolas e todo tipo de absurdo que vemos todos os dias na televisão, É engraçado porque se você vai a terreiros, vê maior quantidade de brancos. Eu mesma conheço médicos e advogados, gente da classe média, que está aderindo a essas religiões. mas eles também sofrem essas agressões por serem de uma religião que remete a negros”, diz Elisa Lucas Rodrigues, secretária executiva de Promoção de Igualdade Racial da prefeitura de São Paulo

Integrantes do terreiro Ilê Asé Ojú Oyá, em Guaianazes, Zona Leste de SP — Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação

Integrantes do terreiro Ilê Asé Ojú Oyá, em Guaianazes, Zona Leste de SP — Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação

O advogado e ex-secretário da Justiça do estado de SP, Hédio Silva Jr., 57 anos, adotou o termo “racismo religioso” para os casos de preconceito a adeptos de religiões de matriz africana.

“Não é tão comum ofensa a ateu, agnóstico, judeu, as ofensas são direcionadas a umbandistas e candomblecistas. E é assustador a apropriação de espaços públicos por grupos privados, por exemplo nas escolas, onde funcionários tornam a escola pública extensão do seu centro religioso”, diz ele.

Objetos ritualísticos usados em terreiro na Zona Sul de SP — Foto: Fábio Tito/G1

Objetos ritualísticos usados em terreiro na Zona Sul de SP — Foto: Fábio Tito/G1

Segundo o advogado, o papel do estado pelo que determina a Constituição é o de assegurar que todos os segmentos religiosos possam se manifestar em clima de harmonia e paz. “O estado acaba sendo cúmplice na propagação dessas violências em um país como o nosso, que tem uma riquíssima geografia de identidade cultural”.

Hedio criticou o primeiro pronunciamento de Jair Bolsonaro (PSL) que citou versículos da Bíblia sagrada no domingo (28), logo após ser eleito.

“Nós somos uma diversidade, somos um país plural inclusive do ponto de vista religioso. O primeiro mandatário do pais ignorar essa diversidade e assumir publicamente que tem compromisso com uma religião, significa que ele vai atuar por uma fé apenas e isso é péssimo. A crença ou a descrença são matérias do âmbito privado e da autonomia individual. As autoridades públicas não podem tomar uma atitude que afeta toda a população orientadas com base em normas religiosas e privilegiar um grupo com critérios religiosos porque aí já não é uma democracia.”

A casa de candomblé Ilê Asé Ojú Oyá, localizada em Guaianzes, Zona Leste da capital, foi atacada em março deste ano — Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação

A casa de candomblé Ilê Asé Ojú Oyá, localizada em Guaianzes, Zona Leste da capital, foi atacada em março deste ano — Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação

Punição

A impunidade é um dos motivos para que crimes de violência contra adeptos de religiões de matriz africana sigam acontecendo em todo o Brasil, de acordo com Hédio.

“O sistema penal funciona segundo os valores da elite branca, para eles esse tipo de crime não é relevante. Há uma subestimação da gravidade. De acordo com a ONU, 75% dos conflitos armados, em curso tem alguma motivação cultural ou religiosa, então é gravíssimo porque esse tipo de violência vulnera a dignidade e compromete a paz”, opina.

Hédio relembrou o caso do pastor Sergio von Helder, da Igreja Universal do Reino de Deus, que em 1995 chutou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida durante a apresentação do programa “Palavra de Vida” na Record.

“Não é porque achamos que o intolerante tem de ir pra a cadeia, mas é que a impunidade retroalimenta a intolerância. Há uma banalização e uma naturalização contra as religiões afro-brasileiras, coisa que não acontece com as demais religiões. Você se lembra da comoção social quando um pastor chutou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida? Fatos muito mais graves atingem cotidianamente os terreiros e não geram a mesma repercussão”, diz Hédio.

Alexandre Cumino posa no altar do Colégio Pena Branca — Foto: Fábio Tito/G1

Alexandre Cumino posa no altar do Colégio Pena Branca — Foto: Fábio Tito/G1

Em São Paulo, a deputada estadual Leci Brandão tem um Projeto de Lei (226/2017, de 25/04/2017) que tramita na Alesp (Assembleia legislativa de São Paulo que dispõe sobre penalidades administrativas a serem aplicadas pela prática de atos de discriminação por motivo religioso. A multa por reincidência pode chegar a R$ 77 mil.

“Existe uma dificuldade desse projeto ser aprovado porque não é de interesse de todos, mas acredito que com leis mais duras, casos de violência seriam coibidos. Quando a pessoa é obrigada a colocar a mão no bolso, percebe que aquilo não é uma brincadeira. A pessoa xinga e ofende, mas ninguém quer ser processado”, opina Elisa.

Já existem leis que punem a intolerância religiosa. Os artigos 1º e 20 da Lei nº 9459, de 13 de maio de 1997 dizem que prática, indução ou incitação de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional é passível de reclusão de um a três anos e multa.

Também há o artigo 208 do código penal e o artigo 5º da Constituição, que diz que é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias.

Para Hédio, o problema é a interpretação para o cumprimento das leis. “Nós temos boas leis para o enfrentamento da intolerância, o problema é a interpretação que o sistema penal dá a essas leis. Um dos desafios do período temeroso que vamos enfrentar é garantir uma interpretação dessas leis para que elas sirvam, de fato, para punição.”

Altar do Colégio Pena Branca, na Zona Sul de SP — Foto: Fábio Tito/G1

Altar do Colégio Pena Branca, na Zona Sul de SP — Foto: Fábio Tito/G1

Sacrifício animal é julgado no STF

Uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) questiona uma lei do Rio Grande do Sul que, em 2006, autorizou o sacrifício de animais em cultos de religiões cuja matriz seja africana. O julgamento foi suspenso no dia 9 de agosto após dois votos serem apresentados.

Na ocasião, os ministros Marco Aurélio Mello e Edson Fachin votaram a favor da prática. Alexandre de Moraes pediu vista, ou seja, mais tempo para analisar o caso. Ainda não há data para uma nova votação.

Para o Ministério Público do estado, a lei não pode dar tratamento privilegiado a um grupo religioso.

“Inúmeras outras expressões religiosas valem-se de sacrifícios animais, como a dos judeus e dos muçulmanos, razão pela qual a discriminação em favor apenas dos afro-brasileiros atinge frontalmente o princípio da igualdade, com assento constitucional”, argumentou o MP.

Colégio Pena Branca, na Zona Sul de SP — Foto: Fábio Tito/G1

Colégio Pena Branca, na Zona Sul de SP — Foto: Fábio Tito/G1

Para Cumino, há sacrifício animal em outra religiões, como o judaísmo, islamismo e hinduísmo, mas só o candomblé (a umbanda não faz sacrifício animal) é atacado por causa do ato.

“No Judaísmo também tem sacrifício animal, no Velho Testamento da Bíblia Deus explica como fazer. Mas o único sacrifício animal que incomoda é o sacrifício [da religião do] negro? O bicho que você come tem de morrer para você comer. Mas nas religiões africanas, o bicho que você vai comer, você sacrifica ele em ritual para depois você comer. As partes que você não come são entregues em oferenda a uma dividade, isso é lindo, é um ritual. Você não mata bicho a torto e a direito, nenhuma religião faz isso.”

Altar do Colégio Pena Branca, na Zona Sul de SP — Foto: Fábio Tito/G1

Altar do Colégio Pena Branca, na Zona Sul de SP — Foto: Fábio Tito/G1

Para Cumino, a intolerância é advinda do preconceito, que, por sua vez, provém da ignorância, que está disseminada.

“Isso se combate com informação, com esclarecimento e com alguns casos deve-se combater com a Justiça. Os adeptos das religiões afro-brasileiras, a umbanda e o candomblé principalmente, não agridem ninguém. Nós não acreditamos que a nossa religião é melhor do que a religião do outro, nós acreditamos que todas as religiões são importantes. A melhor religião é a que faz de você uma pessoa melhor. Agora como é que eu bato e agrido em nome de Cristo?”

Para o sacerdote, pessoas que cometem crimes em nome de Cristo estão “enganadas”

“Religião é a prática do bem, não importa qual religião. Todas as religiões praticam única e exclusivamente o bem, Isso vale para a religião judaica, cristã, o islã, o budismo, vale para todas as religiões de matriz africana, vale para a umbanda. Quando não for assim, é um engano. Agora, muitas pessoas estão enganadas, né? Há pessoas enganadas no cristianismo, há pessoas enganadas na umbanda, no candomblé, e ateus também. Todos têm o direito de viver como quer, mas tem o dever de respeitar como o outro quer viver.”

Gabriela Beck posa no terreiro, na Zona Leste de SP — Foto: Arquivo Pessoal/Instagram

Gabriela Beck posa no terreiro, na Zona Leste de SP — Foto: Arquivo Pessoal/Instagram

Saiba como denunciar

Os tipos de violação relacionadas à discriminação religiosa de matriz africana recebidos pelo Disque 100 são:

  • Abuso financeiro e econômico/violência patrimonial
  • Discriminação
  • Negligência
  • Outras violações/outros assuntos relacionados a direitos humanos
  • Tortura e outros tratamentos ou penas cruéis, desumanos ou degradantes
  • Violência física
  • Violência institucional
  • Violência psicológica
  • Violência sexual

O Disque 100 funciona diariamente, 24 horas por dia, incluindo sábados, domingos e feriados.

As ligações podem ser feitas de todo o Brasil por meio de discagem gratuita, de qualquer terminal telefônico fixo ou móvel (celular), bastando discar 100.

Em São Paulo capital, também é possível denunciar casos de violência e discriminação religiosa através da ouvidoria na Secretaria de Direitos Humanos pelo telefone 3113-8697 ou procurar a coordenação 3113-9689. As denúncias também podem ser feitas pessoalmente, na Rua Libero Badaró, 119, 9º andar, ou pelo email combateaoracismo@prefeitura.sp.gov.br.

As denúncias recebidas são encaminhadas para o Ministério Público e para o Decradi – Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância, onde também é possível denunciar.

Alexandre Cumino posa no Colégio Pena Branca, na Zona Sul de SP — Foto: Fábio Tito/G1

Alexandre Cumino posa no Colégio Pena Branca, na Zona Sul de SP — Foto: Fábio Tito/G1

Fonte: G1

Por Fantástico

 

Caso Daniel: investigação mostra que Edison Brittes pode ser parte de rede criminosa

Caso Daniel: investigação mostra que Edison Brittes pode ser parte de rede criminosa

No domingo (11), o Fantástico mostrou que dois dias depois do assassinato do jogador Daniel, a família Brittes se reuniu com outros três homens num shopping em Curitiba para combinar a versão que seria contada sobre o crime.

A polícia já prendeu Edison, a mulher e a filha, além de três outros suspeitos de participar no assassinato. Essa semana foi preso o sétimo suspeito de envolvimento no crime: Eduardo Purkote Chiuratto. Ele é um dos homens que aparece na reunião da família Brittes no shopping.

Para entender o que de fato se passou no dia do crime, o Ministério Público abriu investigação sobre os bens de Edison Brittes. O que descobriram é que Brittes pode ser parte de uma quadrilha criminosa.

Fonte: G1

NÃO PRECISA MAIS A PARTIR DO DIA 23: Lei acaba (mais uma vez) com ‘reconhecimento’ e ‘autenticação’ em cartórios

Está em vigor desde outubro a Lei 13.726/2018, que acabou mais uma vez o reconhecimento de firma e autenticação de fotocópias, além de livrar o cidadão da exigência de apresentar documentos ou declarações que o governo já tem em seu poder. O lobby dos cartórios tornou letra morta a extinção dessas mesmas exigências, no governo João Figueiredo, quando Hélio Beltrão foi ministro da Desburocratização, entre 1979 e 1983. Pouco a pouco, tudo voltou. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

A “indústria da desconfiança” rendeu aos cartórios R$15,7 bilhões retirados do bolso dos brasileiros somente em 2017.

O cidadão era obrigado a deixar algum para que os cartórios, em troca de um carimbo, atestassem que sua assinatura era mesmo dele. A validade da lei, publicada em 9 de outubro, inicia no próximo dia 23 porque não há no texto a data da vigência. Nesse caso, aplica-se a normal geral de iniciar a validade 45 dias após a publicação.

A lei 13.726 foi proposta no Senado e incorpora iniciativas do presidente da República, Michel Temer.

A lei também impede que órgãos exijam do cidadão a apresentação de certidão ou documento expedido por outro órgão do mesmo Poder.

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Deputados novatos dobram número de votos e gastam menos

Graças à onda de renovação na eleição de 2018, políticos “novatos” receberam 30% dos votos nominais dos eleitos para a Câmara dos Deputados – quase o dobro da parcela obtida em 2014. Apesar desse crescimento, a tradição na política mostrou que ainda tem força: sete em cada dez votos dos deputados eleitos foram dados para “veteranos” que já haviam exercido ao menos um mandato eletivo – como prefeitos ou nas esferas estaduais ou federais do Executivo ou do Legislativo.

Um avanço ainda maior dos novatos pode ter sido brecado por ação das grandes máquinas partidárias. PTPSDB e MDB, as três legendas que dominaram a política brasileira nos últimos 30 anos, tiveram renovação baixa: em média, 90% dos votos dos eleitos dessas bancadas foram para concorrentes que disputavam a reeleição ou já haviam exercido mandatos eletivos. Eles também tiveram mais dinheiro para fazer campanha: nos três partidos, os veteranos abocanharam 92% dos recursos entre os eleitos.

A diferença fica clara quando se compara o PT ao PSL, por exemplo. As legendas, que formaram as maiores bancadas para a nova legislatura, têm lógicas inversas: dentre os petistas, 50 dos 56 eleitos já ocuparam algum cargo eletivo; no partido do presidente eleitoJair Bolsonaro, 47 dos 52 são novatos.

A proporção de votos nominais espelha a representação que os novatos terão na Câmara a partir do ano que vem. Dentre os 513 parlamentares eleitos, 161 deles, ou 31%, serão pessoas cuja estreia na política se dará na Casa. Considerando todas as bancadas, os novatos gastaram apenas 18% dos recursos. Ou seja, tiveram aproveitamento melhor, já que obtiveram 30% dos votos nominais.

As campanhas deles custaram, em média, R$ 6 por voto — metade do custo para os veteranos, que desembolsaram cerca de R$ 12 por cada eleitor, numa divisão das despesas de campanha pelo número de votos. “Isso pode estar ligado a um perfil diferente de político, que usou muito as redes sociais, e pelo efeito de manada dos grandes puxadores de voto”, disse a cientista política Lara Mesquita, da FGV.

Alguns casos são emblemáticos e ilustram bem o cenário que as urnas pintaram em outubro. O voto mais “barato” para deputado em todo o País foi o de Alexandre Frota(PSL-SP), com média de nove centavos – conforme revelou o Estado. Ele não recebeu verbas do partido.

Outro caso de destaque é o de Joice Hasselmann, também do PSL paulista, que desembolsou cerca de 22 centavos por eleitor. Ambos são ativos nas redes sociais e ajudaram, mesmo com pouco dinheiro declarado à Justiça Eleitoral, a difundir o bolsonarismo, que teve na internet sua maior arma de campanha.

Apesar de ser a legenda que mais chama atenção por causa da avalanche de deputados novatos — que propiciaram o aumento superlativo da sigla —, o PSL não foi quem teve o maior porcentual de votos nominais em estreantes para a nova Câmara. O nanico PRP, que elegeu apenas quatro parlamentares, sendo três iniciantes, registrou 72% para esses candidatos. Antes do PSL, ainda aparecem o PHS, com 69%, e o PTB, com 65%. O porcentual de votos em inexperientes do partido de Bolsonaro foi de 64%.

Com dados que mostram o resultado da estratégia aplicada pelos partidos tradicionais neste ano, PT e PSDB têm o menor porcentual de novatos na lista de eleitos: 9% e 11%, respectivamente. O enxugamento dos recursos nos últimos quatro anos, com a proibição da doação empresarial, fez com que as legendas grandes focassem em concentrar o dinheiro do novo fundo eleitoral em candidatos viáveis, sem margem para grandes aventuras.

Funcionou no caso do PT, que, apesar de perder parlamentares por causa do aumento da fragmentação da Casa, saiu das urnas com a futura maior bancada. Os tucanos, por outro lado, sofreram um baque: passaram da terceira legenda com mais representantes eleitos em 2014 para a nona em 2018.

Mato Grosso e Rio de Janeiro são destaques na eleição de iniciantes

O Estado com maior taxa de novatos foi o pouco populoso Mato Grosso, onde cinco dos oito eleitos (63%) para a Câmara dos Deputados não têm experiência prévia em cargos obtidos pelo voto. O destaque, porém, é o segundo colocado na lista: o Rio de Janeiro. Terceiro maior colégio eleitoral do País e berço político de Jair Bolsonaro, o Rio terá 52% de parlamentares novatos.

O PSL foi quem melhor aproveitou o espaço aberto nas terras fluminenses após o colapso das forças que dominaram o Estado nas últimas duas décadas. Elegeu 12 dos 46 deputados.

Mais votado para a Câmara, Hélio Lopes, conhecido como “Hélio Negão”, era “Hélio Bolsonaro” na urna – ele obteve 345,2 mil votos e foi o único a ter Bolsonaro como doador oficial da campanha. Dos R$ 78,7 mil que gastou, segundo o Tribunal Superior Eleitoral, R$ 45 mil foram contribuição do então candidato a presidente.

Hélio, que tem aparecido atrás de Bolsonaro em quase todos os pronunciamentos e entrevistas do presidente eleito, chegou a concorrer a vereador pelo PSC em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, em 2016. Obteve menos de 500 votos e não se elegeu. “Você vai ser o meu cara no Parlamento”, disse Bolsonaro num vídeo compartilhado por Hélio após a vitória do presidenciável no segundo turno.

A unidade da Federação que mais elegeu veteranos, em termos proporcionais, foi a Paraíba. Lá, 11 dos 12 escolhidos para a Câmara já ocuparam algum cargo eletivo antes.

ESTADÃO CONTEÚDO

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Governo Bolsonaro já tem uma cara, a oposição ainda não

Eleito pelo voto do contra, Jair Bolsonaro não adquiriu do dia para a noite o physique du rôle de um presidente da República. Mas o principal atributo que o capitão irradiou no imaginário do seu eleitorado —a sensação de que nada seria como antes— continua presente na montagem do ministério.

Do ponto de vista econômico, o dono da aura de Bolsonaro é o liberalismo radical de Paulo Guedes. E do ponto de vista político, seu governo algemou-se ao prestígio de Sergio Moro, numa manobra cujo êxito dependerá da liberdade que o ex-juiz tiver para infundir na máquina estatal o padrão Lava Jato.

Diante desse cenário pós-tsunami, a satanização de Bolsonaro perdeu relevância. Atônitos, os adversários do novo presidente demoram a perceber algo simples: ninguém se afoga por cair na água, mas por permanecer lá. Restaram à oposição duas alternativas.

Os antagonistas de Bolsonaro podem flutuar agarrados a um feixe de ideias ou ir ao fundo com o sentimento da raiva amarrado ao pescoço. Hoje, a oposição passa a impressão de que procura uma ideia desesperadamente. Mais ou menos como um cachorro que caiu do caminhão de mudança e esqueceu onde escondeu o osso.

Considerando-se que a presidência-tampão de Michel Temer é herança do petismo, a posse de Bolsonaro representará o fim de um ciclo de 16 anos. Temer foi levado ao trono graças à traição de legendas que sustentaram o PT. E manteve na Esplanada figurões que enfeitaram o primeiro escalão de Lula e da própria Dilma.

Mudança drástica e genuína ocorrerá em 1º de janeiro de 2019. Goste-se ou não, o capitão chegou ao Planalto pelo voto. O que torna despiciendo qualquer debate sobre a legitimidade do resultado. Depois da posse, o governo despejará sobre o Congresso suas propostas. E a oposição terá de informar o que quer da vida.

O economista Paulo Guedes colocará sobre a mesa, por exemplo, uma proposta de reforma da Previdência. O ex-juiz Sergio Moro desembrulhará o seu pacote anticorrupção e anticrime organizado. Como votar contra o equilíbrio fiscal e o combate à roubalheira? A qualidade da oposição depende dessa resposta.

Num instante em que o PT continua embrulhado na bandeira ‘Lula Livre’ e o PSDB está em chamas, abriu-se no Congresso uma avenida para o surgimento de uma nova oposição, menos venenosa e mais ativa. A maioria do petismo quer virar a mesa, não sentar em torno dela. O tucanato prefere ficar embaixo da mesa.

Terceiro colocado na disputa presidencial, Ciro Gomes já enxergou as oportunidades que a conjuntura oferece. Mas o esboço de entendimento que existe entre o seu PDT, o PSB, o PPS e a Rede está longe, muito longe de constituir uma frente sólida de oposição.

Por ora, há em Brasília apenas dois polos nítidos de oposição ao projeto de Bolsonaro: o próprio Bolsonaro e os auxiliares dele. O capitão não passa semana sem atirar contra os seus pés. O último disparo foi a indicação do trumpista Ernesto Araújo para o posto de chanceler. E alguns dos seus auxiliares dedicam-se a transformar a transição de governo numa canoa dividida —metade da tripulação olhando para um lado e metade remando para o outro.

JOSIAS DE SOUZA

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Itamaraty buscará ‘falcatruas’ do PT na diplomacia, anuncia novo chanceler

Por Josias de Souza

Futuro chanceler do governo de Jair Bolsonaro, Ernesto Araújo anunciou que fará um “exame minucioso” da política externa praticada nos governos do PT. O objetivo é buscar “possíveis falcatruas”. Ele fez a revelação ao responder às críticas que recebeu de Celso Amorim. Chefe do Itamaraty nos dois mandatos de Lula, entre 2003 e 2010, Amorim dissera que a escolha de Araújo representa um “retorno à Idade Média.”

Oscilando entre a ironia e a promessa de retaliação, o escolhido de Bolsonaro escreveu no Twitter, na noite deste domingo: “Celso Amorim diz que represento um retorno à Idade Média. Não entendi se é crítica ou elogio, mas informo que não retornaremos à Idade Média, pois temos muito a fazer por aqui, a começar por um exame minucioso da ‘política externa ativa e altiva’ em busca de possíveis falcatruas.”

“Política externa ativa e altiva” é como Amorim define a diplomacia que implantou depois da chegada de Lula ao Planalto. Uma das características enfatizadas por ele é a ausência de alinhamento automático com os Estados Unidos. Araújo, por sua vez, ecoa Bolsonaro na admiração pelo presidente americano Donald Trump, em quem enxerga qualidades para “salvar o Ocidente.”

Após responder a Amorim, o futuro chanceler divulgou, também no Twitter, um quadro no qual enumerou seis tópicos sobre a política que pretende adotar no comando do Itamaraty. Definiu sua plataforma como “nova política externa”. Esclareceu que pretende mantar apenas os pés no chão, não as mãos. Cabeça “erguida”, escreveu, “não enfiada na terra.” Leia abaixo:

Fonte: Blog do BG

LOCAIS

Morre médico envolvido em incidente de atropelamento com promotor em São Miguel do Gostoso

O médico Ugo Lemos Guimarães faleceu neste domingo na Paraíba após complicações resultantes de atropelamento e cirurgia para se recuperar dos traumas.

Lemos, que é paraibano, foi incidentalmente atropelado em São Miguel do Gostoso durante o feriado do Dia de Finados.

O caso aconteceu depois que o promotor de justiça potiguar, John Sidharta perdeu o controle de um quadriciclo e atingiu o médico.

Lemos foi assistido em São Miguel e posteriormente em Natal, onde foi submetido às primeiras intervenções cirúrgicas.

O sepultamento do médico está previsto para esta segunda-feira.

Fonte: Blog do BG

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