PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTA SEGUNDA-FEIRA

LOCAIS

“Pacto” é confirmado e Dagô volta a Câmara após arranjo com Kleber Fernandes 

Suplente do Democratas havia recebido promessa do deputado federal Felipe Maia de que Carlos Eduardo o colocaria na Câmara

 

Dagô do Forró foi vereador até 2016, mas acabou ficando na suplência do pleito

O “pacto” revelado em setembro do ano passado, envolvendo o deputado federal Felipe Maia, do DEM, e o prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT), deve ser confirmado nos próximos dias: o retorno de Dagô do Forró à Câmara Municipal de Natal. Para isso, foi feito um “arranjo” político/administrativo mediante a nomeação de Kleber Fernandes, do PDT, para a Secretaria Municipal de Governo, abrindo uma vaga para Dagô, que é suplente de vereador, ser empossado no Legislativo Municipal.

A nomeação de Kleber Fernandes para a SMG já era esperada há alguns dias. Na verdade, desde que Carlos Eduardo Alves (PDT) renunciou a Prefeitura de Natal para disputar o Governo do Estado com o apoio do DEM de Felipe Maia e do senador José Agripino. Na chefia do Executivo, Carlos Eduardo deixou Álvaro Dias, do MDB, que já havia anunciado que manteria todo o secretariado de seu antecessor, com exceção da SMG, onde colocaria alguém “de confiança dele”.

Saiu, então, Homero Grec, nome de Carlos Eduardo, e assumiu outro nome do ex-prefeito: Jonny Costa, presidente municipal do PDT. Jonny, porém, sempre ressaltou que estava no cargo de forma interina, enquanto Álvaro não definisse que assumiria a pasta definitivamente, fato que deve se confirmar na próxima semana, com a nomeação de Kleber Fernandes.

Curiosamente, apesar de poder ser também um nome de confiança de Álvaro Dias, Kleber Fernandes sempre teve muita identificação com Carlos Eduardo. Foi apoiado por ele na disputa eleitoral de 2016, quando foi eleito vereador, e chegou a ser defendido pelo, agora, ex-prefeito na disputa pela presidência da Câmara Municipal, mesmo sendo vereador em seu primeiro mandato.

Pacto
Em setembro do ano passado, por meio de áudio de Whatsapp compartilhado nas redes sociais, Dagô do Forró cobrou do “amigo” Felipe Maia a nomeação dele na Câmara Municipal de Natal e recebeu do parlamentar a promessa dele e de Carlos Eduardo. “Amigo Dagô. Essa é boa. Boa notícia que o amigo traz nessa noite de quarta-feira, terça-feira, véspera de feriado, quinta-feira. Vamos aguardar as publicações e cobrar o compromisso do prefeito, que disse que chamaria alguém pro amigo assumir a Câmara Municipal. Muito boa notícia. Parabéns! Vamos juntos para essa vitória”, disse Felipe Maia no áudio.

Fonte: AGORA RN

NACIONAIS

Nova regra para cartão de crédito pode elevar endividamento

A partir de 1º de junho, o pagamento mínimo da fatura, hoje em 15%, será definido pelos bancos

SÃO PAULO

A nova regra do pagamento mínimo do cartão de crédito tem potencial para reduzir as taxas de inadimplência desse tipo de crédito, mas, ao mesmo tempo, pode aumentar o risco de endividamento das famílias, criando o chamado efeito “bola de neve”.

Hoje, o cliente é obrigado a quitar 15% da fatura do cartão de crédito. Mas, a partir de 1º de junho deste ano, os bancos podem decidir qual vai ser esse percentual de acordo com o consumidor.

Segundo essa nova regra, em caso de alteração desse percentual mínimo de pagamento da fatura, o cliente deve ser comunicado com 30 dias de antecedência.

A expectativa de analistas é que os bancos reduzam —e não elevem— o percentual mínimo do cartão. Diante de uma exigência menor, caem as chances de o cliente não honrar esse pagamento mínimo, reduzindo os calotes.

Por outro lado, ao diminuírem para menos de 15% o percentual mínimo, os bancos poderiam abrir espaço para que até 100% da fatura pudesse ser rolada a uma taxa de juro que, embora tenha mostrado trajetória de queda, ainda é alta. Antes, os juros seriam cobrados sobre até 85% da conta.

Para Vitor Meira, consultor da empresa especializada em varejo financeiro Boarnerges&Cia, o cliente que recorre ao rotativo do cartão geralmente está com as finanças fora de controle.

Com a nova regra, afirma ele, o banco poderá reduzir ou até eliminar o pagamento mínimo, abrindo espaço para que essa pessoa financie toda a fatura do cartão.

“O efeito disso sobre a inadimplência tende a ser positivo, mas mascara o problema de descontrole sobre as finanças ao ‘tirar’ ainda mais juro desse consumidor”, diz Meira.

Além da maior flexibilidade para o piso de 15% para o pagamento, o CMN (Conselho Monetário Nacional) aprovou também o fim da taxa mais cara cobrada daqueles que não pagavam o mínimo do cartão.

Hoje, esses clientes entram em uma categoria não regular, com taxas de juros de 397,6% ao ano, enquanto aqueles que atingem o mínimo pagam juros um pouco menos elevados, de 243,5%.

Para a Abecs, associação que representa as companhias do setor, a mudança vai ajudar a ampliar a concorrência e a reduzir os juros cobrados de consumidores.

“Agora, cada emissor [de cartão] vai poder fixar um percentual [no pagamento mínimo] de acordo com sua estratégia comercial e o risco de cada cliente”, diz Ricardo Vieira, diretor-executivo da entidade, que descarta a possibilidade de as empresas elevarem o mínimo.

O diretor da Abecs ressalta ainda a importância de comunicar com clareza ao consumidor a mudança.

“Quando coloca uma regra à população, tem gente que está acima e está abaixo. É importante que a comunicação seja clara e que consumidor não entenda isso como uma oportunidade de não pagar nada. Se ele não fizer essa amortização mínima, 30 dias depois ele tem de liquidar o rotativo, porque não pode ficar mais de 30 dias nisso.”

Desde abril do ano passado, o cliente que paga o mínimo do cartão e fica mais de 30 dias no rotativo é encaminhado pelo banco a uma linha de crédito parcelado.

Com relação ao pagamento mínimo, Vieira afirma que o mercado vai regular isso de alguma forma.
“Se um emissor estabeleceu 15% e outro 10%, essas coisas tendem a se equilibrar”, diz o diretor da Abecs.

No entanto, Michael Viriato, professor do Laboratório de Finanças do Insper, afirma que esse benefício concorrencial não é tão evidente.

“É difícil entender a consequência, com o sistema financeiro ainda tão concentrado como o nosso”, avalia. “É quase similar à questão de cobrança de bagagem para diminuir o preço das passagens aéreas [que não se confirmou após a aprovação da medida].”

Fonte: FOLHA DE SÃO PAULO

Imposto de Renda 2018: prazo para entregar declaração termina nesta segunda-feira

Quem não declarar ou entregar fora do prazo deve pagar multa de, no mínimo, R$ 165,74. Valor máximo pode chegar a 20% do imposto devido.

Termina nesta segunda-feira (30), às 23h59, o prazo para declarar o Imposto de Renda 2018, com ano base de 2017. O contribuinte que não enviar a declaração ou enviar o documento fora do prazo terá que pagar multa de, no mínimo, R$ 165,74. O valor máximo da multa corresponde a 20% do imposto devido.

Quase 25 milhões de contribuintes já prestaram contas com o Leão até às 16h do último domingo. A expectativa do órgão é receber 28,8 milhões de declarações neste ano.

Aqueles que enviaram a declaração no começo do prazo, sem erros, omissões ou inconsistências vão receber mais cedo as restituições do IR – caso tenham direitos a elas. Idosos, portadores de doença grave e deficientes físicos ou mentais têm prioridade. O governo começará a restituir os contribuintes, que não caíram em malha fina, a partir de 15 junho. O pagamento acontece até 17 de dezembro.

 Imposto de Renda no G1 (Foto: Ilustração: Karina Almeida/G1)

Declaração incompleta

Para os contribuintes que não tiverem todos os documentos necessários para entregar a declaração, uma opção é entregar a declaração incompleta e depois realizar uma declaração retificadora. Quem encontrou problemas na declaração já entregue também pode utilizar essa opção para corrigir os erros.

Para quem já entregou a declaração e vai retificar, é importante lembrar que ela deve estar no mesmo modelo da declaração original (completa ou simplificada). Também é necessário ter o número de entrega da declaração anterior para informar no novo documento.

Quem deve declarar?

De acordo com a Receita Federal, deverá declarar, neste ano, o contribuinte que recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2017. O valor é o mesmo da declaração do ano passado. Também devem declarar:

  • Contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 40 mil no ano passado;
  • Quem obteve, em qualquer mês de 2017, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas;
  • Quem teve, em 2017, receita bruta em valor superior a R$ 142.798,50 em atividade rural;
  • Quem tinha, até 31 de dezembro de 2017, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil;
  • Quem passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês do ano passado e nessa condição encontrava-se em 31 de dezembro de 2017.

Veja vídeo com o passo a passo de como declarar o IR:

Em meio a investigação de decreto dos portos, Temer cancela viagem à Ásia

Ida a quatro países estava prevista para o dia 5. Temer é suspeito de receber propina para beneficiar setor portuário mas, segundo interlocutores, cancelamento se deve a votações no Congresso.

Fonte: G1

Deixe uma resposta

Fechar Menu