PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTA QUINTA-FEIRA

Por G1

 

No centro da primeira grande crise do governo Bolsonaro, o ministro Gustavo Bebianno diz que não pretende pedir demissão. E o presidente afirma que já mandou a PF investigar suspeita sobre repasses do PSL quando o ministro comandava a sigla e, que se houver irregularidade, Bebianno deverá ‘voltar as origens’. O STF retoma o julgamento sobre a criminalização da homofobia e da transfobia. No Rio, a despedida da diva dos palcos Bibi Ferreira. Nos EUA, deputados devem aprovar acordo no orçamento para evitar nova paralisação do governo. E terminam as inscrições do Fies. O que é notícia nesta quinta-feira:

INTERNACIONAIS

Estados Unidos

O Congresso dos Estados Unidos deve aprovar nesta quinta-feira uma proposta para evitar outra paralisação do governo federal. O presidente Donald Trump criticou o acordo de gastos alcançado na segunda-feira (11) entre os negociadores republicanos e democratas porque inclui apenas um quarto dos US$ 5,7 bilhões que ele pede para construir um muro na fronteira com o México.

Fim do maior avião do mundo

o Airbus A380 tem 73 metros de comprimento e transporta 850 pessoas — Foto: Reprodução/TV Globo

o Airbus A380 tem 73 metros de comprimento e transporta 850 pessoas — Foto: Reprodução/TV Globo

Airbus anunciou que vai parar de produzir o A380, o maior avião de passageiros do mundo. o último modelo será entregue em 2021. A empresa decidiu encerrar a fabricação do superjumbo após seu maior cliente da aeronave, a Emirates, reduzir pedidos e substituí-los por modelos menores e mais econômicos.

NACIONAIS

Crise no Planalto

O presidente Jair Bolsonaro afirmou ontem à noite que o ministro da Secretaria-Geral, Gustavo Bebianno, terá de “voltar às origens” se estiver envolvido em supostas irregularidades do PSL. Em entrevista à Record, Bolsonaro disse que já pediu que a PF investigue a suspeita sobre repasses do partido quando o ministro comandava a sigla.

O presidente disse ainda ser “mentira” que tenha tratado do assunto com o ministro, endossando o que já tinha falado o filho, Carlos Bolsonaro. Numa rede social, Carlos divulgou um áudio do pai e disse que Bebianno mentiu ao dizer que falou com o presidente 3 vezes na terça-feira.

Bebianno diz que não pedirá demissão e que não mentiu sobre ter conversado com Bolsonaro

Bebianno diz que não pedirá demissão e que não mentiu sobre ter conversado com Bolsonaro

Em entrevista à Andréia Sadi, o ministro disse que não pretende pedir demissão em razão do episódio e que não se sente pressionado. Afirmou ainda que pretende conversar com Bolsonaro hoje ou amanhã. Bebianno também se defendeu das acusações.

Bibi Ferreira

A atriz Bibi Ferreira em imagem de julho de 2015 — Foto: Nilton Fukuda/Estadão Conteúdo

A atriz Bibi Ferreira em imagem de julho de 2015 — Foto: Nilton Fukuda/Estadão Conteúdo

A atriz e cantora Bibi Ferreira, diva dos musicais brasileiros, morreu ontem, aos 96 anos, no Rio. Também apresentadora, diretora e compositora, ela foi um dos maiores fenômenos artísticos do país. Seu corpo será velado hoje no Theatro Municipal do Rio. A cerimônia, aberta ao público, ocorre de 10h às 15h. Depois, o corpo de Bibi deve ser cremado.

Transferência de presos

Integrantes de organização criminosa de SP são transferidos para presídios federais

Integrantes de organização criminosa de SP são transferidos para presídios federais

Os governos federal e de São Paulo transferiram Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, e mais 21 integrantes de uma facção criminosa para presídios federais. Os presos estavam na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau e em Presidente Bernardes, no interior do estado, e foram levados para presídios federais em Brasília, Mossoró (Rio Grande do Norte) e Porto Velho (Rondônia). Marcola foi levado para o presídio federal de Porto Velho (RO).

Criminalização da homofobia

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma hoje o julgamento sobre a criminalização da homofobia e da transfobia. O julgamento teve início ontem, com a leitura do relatório (resumo dos pedidos das ações) pelos ministros relatores. Em seguida, advogados começaram a sustentar suas posições na tribuna. O segundo dia de julgamento deve começar pelo voto do ministro Celso de Mello. A expectativa é que Edson Fachin também leia seu voto.

Fies

Hoje é o último dia para inscrições para a seleção do primeiro semestre do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Segundo o Ministério da Educação, o resultado será divulgado em 25 de fevereiro. As inscrições devem ser feitas no endereço http://fiesselecao.mec.gov.br.

Carnaval

Erika Januza, musa da Grande Rio, em ensaio exclusivo do G1 — Foto: Marcos Serra Lima/G1

Erika Januza, musa da Grande Rio, em ensaio exclusivo do G1 — Foto: Marcos Serra Lima/G1

Dedicação e euforia. É isso que Erika Januza garante não faltar em seu carnaval. Mas, a musa da Grande Rio no carnaval carioca e também da Vai-Vai, em São Paulo, não quer deixar que seu excesso de empolgação atrapalhe seu segundo carnaval desfilando. No ensaio que o G1 publica hoje, ela fala sobre sonho de ser rainha de bateria.

Curtas e Rápidas:

Futebol

  • 20h30: Flamengo x Fluminense
  • 21h30: Corinthians x Racing

Previsão do tempo

Veja a previsão do tempo para a quinta-feira (14)

Veja a previsão do tempo para a quinta-feira (14)

 Fonte: G1

Enterrado vivo, Bebianno vira uma assombração

Azedaram-se os humores de Gustavo Bebianno em relação a Jair Bolsonaro. O ministro palaciano considera-se vítima de uma deslealdade. O que parecia apenas mais um destempero de Carlos Bolsonaro revelou-se, aos olhos de Bebianno, uma emboscada tramada junto com o pai-presidente. Ao se dar conta de que fora enterrado vivo, Bebianno recusou o papel de morto, prolongando a encenação.

Aconselhado a sair de fininho, o ministro revelou-se, num primeiro momento, disposto a pedir demissão. Depois, deu meia-volta. Se mantiver a disposição, arrastará Bolsonaro para a beira da cova. É como se desejasse forçar o capitão a imprimir as digitais no cabo da última pá de cal. Não convive bem com a ideia de ser demitido via Twitter pelo desafeto Carlos Bolsonaro. Prefere que o dono do “pitbull” assuma a responsabilidade de rubricar o ato de exoneração.

Em diálogos privados que manteve na noite de quarta-feira, Bebianno mostrou-se aborrecido com a entrevista concedida por Bolsonaro à TV Record. Nela, o presidente disse ter encomendado investigação da Polícia Federal sobre os repasses de dinheiro público do fundo eleitoral para candidatos cítricos do PSL. Acrescentou que, se Bebianno estiver envolvido com o laranjal do partido, “lamentavelmente o destino não pode ser outro a não ser voltar às suas origens.”

A entrevista fora gravada no hospital Albert Einstein, antes de Bolsonaro voar de volta para Brasília. Ficou claro para Bebianno que a postagem em que Carlos Bolsonaro o chamara de mentiroso horas depois era parte de uma trama. A irritação do ministro aumentou depois que Jair Bolsonaro reproduziu em suas redes sociais as postagens do filho e o pedaço da entrevista em que ele próprio aproximou sua cabeça da bandeja.

Afora os enroscos do filho-senador Flávio Bolsonaro com o Coaf, o capitão comanda um ministério carunchado. Inclui um condenado por improbidade administrativa (Ricardo Salles), um denunciado por fraude em licitação e tráfico de influência (Luiz Henrique Mandetta), um investigado por transações suspeitas com fundos de pensão (Paulo Guedes), uma citada em delação da JBS (Tereza Cristina), um beneficiário confesso de caixa dois (Onyx Lorenzoni) e outro suspeito de envolvimento no caso dos candidatos laranjas do PSL (Marcelo Álvaro Antônio). O capitão convive harmoniosamente com todos. De repente, decidiu oferecer o escalpo de Gustavo Bebianno num ritual de purificação ética do seu governo. A encenação pode custar caro.

Parlamentares do PSL receiam que Bebianno evolua rapidamente do estágio de zumbi para o de assombração. A pedido de Bolsonaro, ele presidiu o PSL desde a pré-campanha presidencial. Só devolveu o comando da legenda ao seu dono, o deputado Luciano Bivar (PSL-PE), depois que Bolsonaro foi guindado ao Planalto. Ex-coordenador da campanha de Bolsonaro, insinua que colecionou segredos que o presidente talvez preferisse manter a salvo da curiosidade alheia.

JOSIAS DE SOUZA

NÃO PRECISA DE OPOSIÇÃO: Família Bolsonaro fabrica as suas próprias crises

As coisas poderiam estar perfeitas para Jair Bolsonaro. O presidente acaba de receber alta hospitalar, o Renan Calheiros levou uma paulada no Senado, o Lula continua preso e o PT se diverte discutindo se Gleisi Hoffmann errou ao comparecer à posse de Nicolás Maruro, na Venezuela. Entretanto, embora a conjuntura sorria para o presidente, seu governo parece decidido a adotar o tiro contra o próprio pé como esporte predileto. Sem oposição, o governo cria suas próprias crises. Faz isso com o luxuoso auxílio da família Bolsonaro.

A penúltima crise foi produzida pelo vereador Carlos Bolsonaro, o ‘Zero Dois’ da prole presidencial, o filho que o presidente chama carinhosamente de ‘Meu Pitbull’.  Pois bem, Carlos mordeu o ministro palaciano Gustavo Bebianno. Chamou-o de mentiroso. Para mostrar que não acionava as mandíbulas sozinho, o “pitbull” jogou nas redes o áudio do pai se recusando a atender ao ministro que jurava ter se comunicado com ele.

Governar o Brasil deve ser algo prazeiroso. O horário é flexível, o dinheiro é razoável, há um carro oficial na garangem e um avião no hangar. Além disso, há sempre a possibilidade de executar a demissão de alguém como Gustavo Bebianno. Deve ser uma sensação boa afastar um ministro cuja serventia no Planalto é algo ainda pendente de demonstração. Mas Bolsonaro resolveu terceirizar ao filho a desmoralização do ministro.

Aos pouquinhos, a família Bolsonaro vai se revelando uma usina de encrencas. O próprio presidente ainda deve à plateia explicações sobre o depósito feito pelo ex-assessor de Flávio Bolsonaro, o filho-senador, na conta da primeira-dama Michelle. Quando um presidente não tem oposição e fabrica suas próprias crises, a coisa vai mal. Quando as crises nascem no seio familiar, elas tedem a se tornar duradouras e insolúveis.

JOSIAS DE SOUZA

Bolsonaro diz que ‘baterá martelo’ sobre proposta da Previdência nesta quinta

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que decidirá sobre a proposta final de reforma da Previdência nesta quinta-feira (14).

Ele concedeu entrevista ao Jornal da Record nesta quarta-feira (13), pouco antes de deixar o hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde passou por cirurgia.

Bolsonaro não fechou questão em torno da idade mínima para se aposentar. Ele, porém, indica o que já anunciara antes: mulheres e homens terão tratamento diferenciado.

“A minha grande dúvida na verdade foi se passaria para 62 ou 65 [anos para] os homens, e, para mulheres, para 57 ou 60. E isso será decidido amanhã [quinta-feira]”, afirmou Bolsonaro.

Segundo ele, a depender de sua escolha, haverá um período de transição até depois de 2030. “Se for o 62 e 57, haverá transição, obviamente. Por outro lado [60 e 65], a transição seria até 2030 ou 2032, aproximadamente.”

O presidente afirmou que a reforma é necessária para que a economia do país não entre em colapso. “Eu gostaria de não fazer reforma nenhuma da Previdência, mas seremos obrigados a fazer, porque, caso contrário, o Brasil quebrará em 2022 ou 2023.”

A proposta que o ministro da Economia, Paulo Guedes, vai levar a Bolsonaro tem impacto nas aposentadorias maior do que o texto final do ex-presidente Michel Temer, de 2017.

Apesar do posicionamento do presidente, Guedes tem o desejo de enviar ao Congresso uma reforma que crie idade mínima de 65 anos para trabalhadores de ambos os sexos.

A assessores, porém, o ministro reconheceu que, por causa da ala política, a versão final deverá prever patamar mais baixo para as trabalhadoras. Seriam 60 anos —uma das idades citadas pelo presidente à TV Record.

Na proposta da Economia, a idade mínima para aposentadorias da iniciativa privada começaria em 60 anos (homens) e 55 anos (mulheres) e subiria gradualmente.

Esse calendário teria início já neste ano, o que dependeria da aprovação e promulgação da PEC (proposta de emenda à Constituição).

Com isso, Guedes conseguiria atingir o rigor que julga necessário para o ajuste fiscal, com idade mínima final mais alta, e ao mesmo tempo não contraria Bolsonaro, que defende um patamar mais baixo em seu governo.

O ponto de partida desenhado pelo ministro é mais elevado que o previsto na reforma do governo anterior, na qual a idade mínima de 60 anos para homens seria alcançada em 2028, e a de 55 anos para mulheres, em 2022.

Guedes quer chegar a 65 anos para trabalhadores e 60 para trabalhadoras em dez anos, ou seja, em 2029.

FOLHAPRESS

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FALTA SÓ COBRAR PARA IR AO BANHEIRO: Latam vai cobrar por marcação de assentos em voos internacionais

A partir desta quarta-feira, passageiros que comprarem bilhetes das tarifas Top e Plus para voos internacionais da Latam Airlines Brasil terão que pagar uma taxa extra se quiserem marcar seus assentos no avião. O custo pode variar de US$ 6 a US$ 20, dependendo do destino e do bilhete adquirido pelo passageiro. São isentos apenas clientes do programa de fidelidade nas categorias Black Signature, Black e Platinum.

Segundo a companhia, quem voa do Brasil para países da América do Sul e México pagará, nas tarifas Light e Promo, respectivamente, US$ 6 e US$ 8. Já nos voos para Estados Unidos, Europa e Ásia, os custos nas duas tarifas são de US$ 15 e US$ 20. Os pagamentos podem ser feitos com cartões de crédito e débito pelo site da empresa ou diretamente no aeroporto.

Como a medida acaba de ser divulgada, a companhia também está garantindo o serviço, sem custos adicionais, para quem comprou passagem antes do dia 13 para voos após 17 de fevereiro.

A cobrança já acontecia em voos nacionais: R$ 20 para clientes que adquirem o bilhete na tarifa Light e R$ 30, na tarifa Promo. Em voos para dentro ou fora do país, a escolha pode ser feita até 40 minutos antes do horário de partida. Os passageiros que optarem por não escolher previamente o assento terão a seleção feita de forma automática cerca de 48 horas antes do voo.

Outras companhias

A Latam não é a primeira companhia aérea a cobrar no Brasil pela marcação de assentos em voos internacionais, mas é a que tem menos flexibilidade para quem não quer um gasto extra. A Avianca, por exemplo, só cobra o valor adicional a quem quer sentar nas primeiras fileiras ou nas saídas de emergência. Nos voos para o exterior, o serviço custa a partir de R$ 85. Nos voos nacionais, a partir de R$ 30. Os preços variam de acordo com a demanda, disponibilidade e rota.

Já a Gol, desde fevereiro de 2018, cobra de R$15 a R$ 30 para marcar o assento em voos  internacionais e nos nacionais a quem quer garantir o  seu lugar com mais de 48 horas de antecedência da data do voo. A marcação passa a ser gratuita nas 48 horas que antecedem a saída do voo. Apenas os clientes das tarifas Plus e Max podem realizar a marcação a qualquer momento sem pagamento de valor adicional.

A Azul é a única das aéreas que não cobra em nenhum caso pela marcação de assentos em voos internacionais. Mas a escolha nos destinos domésticos custa R$ 15 e pode ser feita até dois dias antes da viagem. Clientes TudoAzul Diamante, TudoAzul Safira e os que adquirirem a tarifa MaisAzul ficam isentos da cobrança.

O GLOBO

 

Senado pede ajuda de Moro e PF para desvendar fraude em votação; seis senadores são suspeitos

A corregedoria doSenadopediu a ajuda do ministro da Justiça, Sérgio Moro, para descobrir se houve fraude na votação da presidência da Casa, no dia 2, quando Davi Alcolumbre (DEM-AP) foi eleito. Na ocasião, foram encontradas 82 cédulas na urna de votação, um a mais do que o número de senadores na Casa. Seis parlamentares estão sob suspeita.

O corregedor, senador Roberto Rocha (PSDB-MA), disse ao Estadão/Broadcast que ligou para o ministro para solicitar a ajuda da Polícia Federal na análise das imagens capturadas. Além dos vídeos, também estão sob análise mais de 11 mil fotografias.

Ele disse que já analisou as imagens, mas que é necessário equipamento de alta tecnologia para concluir a investigação. Além da PF, ele cogita também solicitar auxílio da Universidade Federal de Brasília (UnB). Para o corregedor, “é pouco provável” que o voto duplo tenha sido um equívoco, mas sim um ato intencional.

“Alguém por equívoco ou má fé, não posso dizer ainda, embora seja muito pouco provável que tenha sido um equívoco deixou de botar a cédula dentro do envelope para colocar duas cédulas dentro da urna, sem envelope”, disse. “Alguém substituiu um envelope por uma segunda cédula. Em que momento foi isso? É o que estamos olhando nas imagens”, disse.

Pelo conteúdo analisado até agora, o corregedor disse que também é possível que a cédula a mais tenha sido colocada na urna durante os últimos votos, já no sábado pela manhã.  “Na primeira mãozada já veio os dois votos”, disse Rocha.

Os últimos a votar foram os senadores de Roraima (Chico Rodrigues, Mecias de Jesus e Telmario Mota), Amapá (Davi Alcolumbre, Lucas Barreto e Randolfe Rodrigues), Tocantins (Eduardo Gomes, Irajá Abreu e Kátia Abreu) e Rondônia (Marcos Rogério, Confúcio Moura e Acir Gurgacz).

Após análise das imagens, Rocha afirmou ter observado que, dos 81 senadores, não é possível ver com clareza o momento da votação de seis deles. Os seis, que não tiveram seus nomes revelados, são considerados suspeitos.

“Mesmo com as imagens tem uma meia dúzia de casos que não dá pra ver com os recursos que temos. Estou tentando ver se conseguimos um recurso mais específico ou da PF, da UnB ou dos dois. Aí, eles poderão dizer, ‘está aqui no zoom (a fraude)’”, disse.  Corregedor lamentou a falta de preservação das provas que poderiam ajudar na investigação. “Se a gente tivesse as cédulas, seria mais fácil. Mas rasgaram as cédulas”, disse.

Em entrevista ao Estadão/Broadcast no dia seguinte da votação, o presidente da sessão, José Maranhão (MDB-PB) disse que as duas cédulas do voto duplo estavam assinadas apenas pelo secretário da Mesa no dia, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE).

Os papéis precisavam estar assinados por Maranhão e Bezerra. Questionado se as cédulas em questão poderiam ter sido assinadas previamente, antes do início da eleição, o corregedor demonstrou não ter certeza sobre essa possibilidade. Já o senador Major Olímpio (PSL-SP), que pediu a abertura da investigação, não descartou esta hipótese.

Rocha pediu a Alcolumbre mais três servidores para auxiliá-lo na investigação.

ESTADÃO CONTEÚDO

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Eduardo Bolsonaro diz que falta a Mourão “traquejo político”

Em entrevista divulgada na madrugada desta quarta-feira pela Rede TV, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do Presidente Jair Bolsonaro, ampliou a luta interna no Planalto ao dizer que faltava ao vice-presidente, Hamilton Mourão, “um pouquinho de traquejo político”. No final de novembro, Mourão já tinha sido alvo de Carlos. O vereador escreveu no Twitter que a morte do pai “interessa aos que estão muito perto”.

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CRISE EXPLODE: Desmentido por Bolsonaro, Bebianno diz que não vai deixar o cargo

O embate entre o vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, jogou o Planalto nesta quarta-feira, 13, em sua pior crise nos 44 dias de governo. Após receber alta do hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde ficou internado por 17 dias, o presidente tomou o lado do filho na briga e desautorizou Bebianno, sugerindo até mesmo que ele pode deixar o cargo.

Em entrevista à TV Record, Bolsonaro disse que o ministro mentiu quando afirmou ao jornal O Globo que eles conversaram nesta terça-feira, 12, três vezes pelo telefone sobre rumores de crise no governo. O presidente informou que determinou à Polícia Federal a abertura de inquérito para apurar suspeitas de desvios de recursos do Fundo Partidário destinados ao PSL por meio de candidaturas laranjas nas eleições de 2018.

Bebianno presidiu o partido durante o período eleitoral. “Se (o Bebianno) estiver envolvido e, logicamente, responsabilizado, lamentavelmente o destino não pode ser outro a não ser voltar às suas origens”, afirmou o presidente à Record.

Reportagens do jornal Folha de S.Paulo apontaram suspeitas de candidaturas laranjas em Minas Gerais e em Pernambuco.

Bolsonaro acrescentou na entrevista à TV que o pedido de abertura de investigação foi feito ao ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, que disse ter “carta branca” para determinar investigações do caso. “O partido tem que ter consciência. Não são todos, é uma minoria do partido que está aí nesse tipo de operação que nós não podemos concordar.”

A entrevista ocorreu antes de Carlos Bolsonaro postar no Twitter a mesma acusação de que o ministro havia mentido. O filho do presidente foi além e divulgou o áudio enviado por Bolsonaro a Bebianno, pelo WhatsApp, no qual ele se recusa a atender ao subordinado.

A cronologia deixou militares da equipe de Bolsonaro desorientados. A leitura no Planalto, até então, era a de que Carlos estava descontrolado e havia usado o Twitter para atacar o ministro sem o conhecimento do pai. Um general já havia sido escalado para orientar Bolsonaro a controlar os filhos. O temor agora é que Bebianno deixe o governo atirando. Ele foi o principal coordenador da campanha de Bolsonaro.

O post de Carlos dizia: “Ontem (terça-feira) estive 24h do dia ao lado do meu pai e afirmo: ‘É uma mentira absoluta de Gustavo Bebianno que ontem teria falado 3 vezes com Jair Bolsonaro para tratar do assunto citado pelo Globo”.

Ele anexou na mensagem um áudio do próprio presidente. “Gustavo, está complicado ainda. Não vou conversar, não vou conversar com ninguém, a não ser o estritamente essencial. Estou em fase final de exames para poder ter baixa hoje, OK? Boa sorte”, gravou Bolsonaro. Não fica claro o que Bebianno queria conversar com o presidente.

Na entrevista à Record, Bolsonaro afirmou: “Em nenhum momento conversei com ele.” Ao Estado, Bebianno reiterou que trocou mensagens com Bolsonaro, uma delas para cancelar sua viagem ao Pará, onde iria em comitiva com outros ministros tocar projetos do governo.

A conta oficial de Bolsonaro no Twitter reproduziu os posts de Carlos e destacou os “principais trechos” da entrevista à Record, resumidos aos comentários sobre Bebianno. As declarações sobre a reforma da Previdência, por exemplo, foram ignoradas. Com a temperatura elevada, um integrante do governo não descarta a queda de Bebianno, que estaria “ferido” e teria dificuldades de vencer um duelo com o filho do presidente.

Longa data. A disputa entre Carlos e Bebianno começou ainda na fase de transição. O filho do presidente se revoltou quando o então presidente do PSL precipitou uma articulação na cúpula do futuro governo e divulgou que ele, Carlos, comandaria a comunicação do Planalto. Apoiadores de Bolsonaro criticaram o eventual caso de nepotismo e Carlos perdeu a chance de despachar ao lado do pai no Planalto.

Por causa das divergências com Carlos, Bebianno foi orientado a não visitar Bolsonaro no hospital e evitar telefonemas. O filho do presidente passou o tempo todo ao lado dele durante a internação. O pedido evitou um encontro do filho de Bolsonaro com o ministro.

A guerra recrudesceu após o Estado divulgar relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que apontou movimentações “atípicas” de um ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). Flávio procurou o pai para acusar o empresário Paulo Marinho, seu suplente no Senado, e Bebianno de alimentarem uma rede de intrigas entre aliados e setores da imprensa para estender a crise. Carlos ganhara um aliado na luta para derrubar o ministro.

Numa entrevista divulgada na madrugada desta quarta-feira pela Rede TV, um terceiro filho de Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), ampliou a luta interna no Planalto ao dizer que faltava ao vice-presidente, Hamilton Mourão, “um pouquinho de traquejo político”. No final de novembro, Mourão já tinha sido alvo de Carlos. O vereador escreveu no Twitter que a morte do pai “interessa aos que estão muito perto”.

Interlocutores civis e militares do presidente ouvidos pela reportagem relataram que a postura de Carlos de desmentir um ministro é algo “grave”.

No Planalto, militares e ministros civis avaliaram que o general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), era a pessoa indicada para sugerir ao presidente que “domasse” seus filhos, mas ele não quer se envolver em assunto de família. A interlocução de Mourão foi descartada. O mais provável é que o ministro Carlos Alberto Santos Cruz, da Secretaria de Governo, cumpra essa missão.

ESTADÃO CONTEÚDO

Fonte: Blog do BG

 

LOCAIS

Em apenas dois dias, 3,2 toneladas de drogas são apreendidas no Porto de Natal

A Polícia Federal encontrou 2 toneladas de cocaína no Porto de Natal na tarde desta quarta-feira (13). De acordo com a PF, a droga estava escondida em um carregamento de melões e seria levada para a Holanda. Essa passa a ser a maior apreensão já feita no porto. Ao todo, foram recolhidas 160 caixas com tabletes da droga. A PF contou com o apoio da Receita Federal na ação.

A nova descoberta acontece um dia depois da Polícia Federal encontrar 1,2 tonelada de cocaína também no Porto de Natal, que era até então a maior apreensão já feita, sendo ultrapassada pela dessa quarta-feira. A droga, que estava dividida em 998 tabletes, também tinha como destino a Holanda e estava misturada em meio a uma carga de mangas. A PF disse que o envio da carga para a Europa seria feito exatamente naquela manhã da terça-feira (12).

Assim, ao todo nesta semana, a Polícia Federal e a Receita Federal apreenderam mais de 3,2 toneladas de cocaína no Porto de Natal.

Entre quinta-feira (7) e domingo passado (10), Receita Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Federal realizaram uma operação padrão de fiscalização no porto, que constatou insuficiência de documentação, diferença de controle e vestígios de drogas em alguns contêineres.

Leitura Potiguar

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Raquel Dodge nega recurso de Agripino e diz que denúncias de corrupção e lavagem de dinheiro são “robustas”

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, defendeu a rejeição de recurso apresentado pelo ex-senador Agripino Maia, em que alega ilicitudes na denúncia por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Para a PGR, não existiram os vícios apontados pela defesa e as nulidades levantadas sequer foram citadas quando da apresentação da resposta da denúncia. “Não há se falar em omissão, ambiguidade ou incoerência que caracterize contradição, em decisão colegiada que sequer teve oportunidade de enfrentar as teses defensivas apresentadas, de forma inovadora, nas razões de embargos. A pretensão declaratória é, portanto, manifestamente inadmissível”, explica na peça.

Raquel Dodge afirma que a denúncia é robusta e atende a todos os requisitos previstos no artigo 41 do Código de Processo Penal. Salienta que os fatos criminosos foram detalhados na peça acusatória, indicando “todos os elementos de materialidade e autoria delitivas apurados no curso da investigação, a qualificação do embargante e a classificação correta dos crimes cuja prática é a ele atribuída”.

Os advogados de defesa apontam ilicitude nas provas colhidas, em um acordo de colaboração e em interceptações telefônicas. Na peça, a procuradora-geral da República esclarece que a defesa, para tentar invalidar o recebimento da denúncia, não pode se valer de supostas nulidades ou de prejuízo decorrente de possível falha da própria defesa. Sendo assim, avalia que os embargos de declaração que objetivam sanar “omissões, ambiguidades e contradições, traduzem, na realidade, mero inconformismo do recorrente com a conclusão adotada e revelam o nítido propósito de obter efeitos infringentes e alterar o mérito da decisão colegiada”.

A PGR cita ainda decisões de ministros do Supremo, em casos similares, e salienta que há orientação jurisprudencial da própria Corte no sentido de que a admissão da denúncia ocorre quando há prova indicativa de materialidade, de autoria e de validade formal da peça inicial de acusação. “A regularidade formal da peça acusatória é suficiente para o presente momento processual, com a narrativa dos fatos e a indicação dos indícios suficientes de materialidade e autoria delitivas”, afirma Dodge. Raquel Dodge requer, além do não conhecimento dos embargos, a imediata conversão do inquérito em ação penal para que o rito processual tenha sequência do STF.

Fonte: Blog do BG

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