PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTA QUINTA-FEIRA

Por G1

 

Uma tempestade atingiu o Rio de Janeiro na noite de ontem, deixando três mortos e dois desaparecidos. Grandes alagamentos pararam a cidade, que entrou em estágio de crise. A Prefeitura pediu à população para não sair de casa e evitar deslocamentos. Na política, Rodrigo Maia (DEM-RJ) afirmou em entrevista à GloboNews que esta é a “última” chance de o Congresso Nacional aprovar a reforma da Previdência Social sem tirar direitos da população. E entenda o que é a liquefação, fenômeno que pode levar barragens ao colapso.

NACIONAIS

Temporal no Rio

Um temporal com ventos fortes atingiu o Rio de Janeiro ontem à noite. Três pessoas morreram – duas na Pedra de Guaratiba, na Zona Norte, e outra na Rocinha, Zona Sul – e outras duas são consideradas desaparecidas. A cidade entrou em estágio de crise às 22h15, e a Prefeitura recomendou aos moradores que evitassem sair de casa. Mais de 60 árvores caíram e 17 bolsões d’água se formaram.

Deslizamentos foram registrados no Rio e na Região Metropolitana. Na Rocinha, carros foram arrastados e sirenes de alerta foram acionadas para que os moradores procurassem lugares seguros. Um homem foi levado pela correnteza na Rocinha, mas conseguiu se salvar e passa bem.

Um trecho da ciclovia Avenida Niemeyer caiu. Duas pessoas haviam morrido em um desabamento na mesma ciclovia em abril de 2016.

Temporal provoca alagamentos na Gávea, no Rio, nesta quarta (6) — Foto: Stephanie Luyten / Arquivo pessoal

Temporal provoca alagamentos na Gávea, no Rio, nesta quarta (6) — Foto: Stephanie Luyten / Arquivo pessoal

Previdência

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), concedeu entrevista à GloboNews nesta quarta (6) — Foto: Reprodução / GloboNews

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), concedeu entrevista à GloboNews nesta quarta (6) — Foto: Reprodução / GloboNews

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou em entrevista à GloboNews que esta é a “última” chance de o Congresso Nacional aprovar a reforma da Previdência Social sem tirar direitos da população. Para ele, o ambiente na Câmara para votar a proposta é “bom”. Ele prevê que o plenário vai analisar o tema até a segunda quinzena de maio.

Tragédia em Brumadinho

A liquefação, apontada como uma das causas para o rompimento da barragem de Mariana, que provocou a morte de 19 pessoas em 2015, também pode ter motivado a tragédia de Brumadinho, segundo um funcionário da secretaria de Meio Ambiente de Minas Gerais. Entenda o que é a liquefação, fenômeno que pode levar barragens ao colapso.

Carnaval no Rio

O agito de pré-carnaval do Rio continua a todo vapor, com ensaios das escolas de samba, blocos e feijoadas. Confira a agenda de eventos carnavalescos que vão agitar a cidade.

Carnaval em SP

A escola de samba Rosas de Ouro faz esta noite mais um ensaio técnico no Sambódromo do Anhembi. A Camisa Verde e Branco, do Grupo de Acesso, também ensaia. A entrada é gratuita.

Curtas e Rápidas:

Futebol

  • 21h: Ferroviário x Corinthians
  • 19h15: Bahia x Liverpool (URU)

Previsão do tempo

Previsão do tempo tem alerta de fortes chuvas para Rio e SP

Previsão do tempo tem alerta de fortes chuvas para Rio e SP

Hoje é dia de…

  • Dia Nacional da Luta dos Povos Indígenas

Fonte: G1

 

Governo vai restringir concursos públicos e cortar 21 mil cargos

O governo vai apertar as regras para todos os órgãos que pedirem ao Ministério da Economia a abertura de novos concursos públicos e cortar 21 mil cargos, comissões e funções gratificadas. A área econômica já tem pronto um decreto para “blindar” essas funções comissionadas de nomeações que não sejam técnicas. Indicações de pessoas sem experiência e qualificação não serão aceitas, segundo o ministério.

O corte de cargos será feito em fases nos próximos três a quatro meses, e integra um pacote de medidas de reforma do Estado, em elaboração pela equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, para dar mais eficiência aos gastos com a folha de pagamentos, um dos itens mais pesados das contas públicas.

Atualmente, são cerca de 130 mil cargos comissionados (ocupados, temporariamente, por servidores e não servidores) e gratificados (quando alguém de dentro da administração é deslocado para uma outra função, com um ganho extra no salário). A economia prevista com a redução de pessoal é de R$ 220 milhões por ano.

Para diminuir a necessidade de novas contrações, será exigido que cerca de mil serviços oferecidos por meio presencial e em papel sejam totalmente digitalizados e feitos pela internet nos próximos dois anos, entre eles benefícios do INSS e matrículas de universidades federais. Com essa medida, os servidores que hoje fazem esses serviços poderão ser realocados para outras funções.

O secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Paulo Uebel, antecipou ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, que o decreto 6.944, que trata de normas de concursos públicos, será alterado para “racionalizar” os pedidos dos órgãos que hoje são frequentes: mais concursos, mais orçamento e mais cargos. Ele classificou as medidas de “guarda-chuva” da reforma do Estado.

O novo decreto, que será publicado no Diário Oficial ainda em fevereiro, definirá que, antes de pedir novos concursos de servidores, os órgãos terão de cumprir uma lista de exigências, como digitalizar 100% dos serviços que podem ser oferecidos pela internet, converter os processos administrativos que estão ainda em papel para o formato eletrônico e rever as políticas de cessão de pessoas para outros ministérios, Estados e municípios.

“Com o mesmo quantitativo de servidores, é possível ter um resultado maior e melhor. Vamos primeiro focar na eficiência operacional”, disse Uebel. Segundo ele, é necessário verificar a urgência e pertinência dos serviços públicos.

Outra medida que estará prevista no decreto é que todos os órgãos façam uma descrição do trabalho de cada cargo para evitar “vagas genéricas”. “Com isso, conseguiremos monitorar melhor a efetividade das vagas”, disse o secretário. Segundo o secretário adjunto de Desburocratização, Gleisson Rubin, as novas regras devem valer para os concursos que já estão “correndo”, como para as Polícias Federal e Rodoviária Federal.

Para testar o modelo de corte a ser implementado, o Ministério da Economia já deu o pontapé inicial com a redução de 3 mil cargos e funções, com uma economia de R$ 43 milhões por ano. Segundo o secretário, foi feita uma redução dos níveis hierárquicos, sem prejudicar o funcionamento dos órgãos. Havia áreas com até seis níveis de chefe. Com informações do Estadão Conteúdo.

NOTÍCIAS AO MINUTO

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Petrobrás estuda cortar verbas de patrocínio de projeto cultural, mídia e comunicação

As mudanças na política cultural e de publicidade prometidas pelo presidente Jair Bolsonaro no período eleitoral chegaram à Petrobrás. A empresa avalia romper contratos firmados nos governos anteriores, principalmente com grandes grupos de teatro e cinema e com a imprensa profissional. Na nova gestão, o dinheiro deve ir para as redes sociais e artistas menos conhecidos, segundo apurou o Estadão/Broadcast.

A decisão foi mal recebida internamente por executivos da área de comunicação, que interpretaram a medida como interferência política e ideológica. Um deles chegou a entregar o cargo. A principal reclamação é uma suposta falta de critério para definir os novos beneficiados. Até então, o foco eram projetos alinhados com a imagem que a empresa pretende transmitir aos seus consumidores – de inovação, alto potencial e capacidade técnica única. Com esse propósito, a petroleira patrocinou mais de 4 mil projetos culturais desde 2003, quando foi criado o Programa Petrobrás Cultural, que passou a ser a maior seleção pública do tipo no País.

Juntas, as áreas de cultura e imprensa consumiram quase R$ 160 milhões da estatal no ano passado. Os gastos com publicidade foram de cerca de R$ 120 milhões e com patrocínios culturais, de R$ 38 milhões. A empresa, por meio de sua assessoria de imprensa, respondeu apenas que “está revisando sua política de patrocínios e seu planejamento de publicidade”. “Os contratos atualmente em vigor estão com seus desembolsos em dia”, afirma a assessoria.

Na mira dos cortes estão contratos ainda vigentes, firmados com grupos culturais de grande visibilidade que recebem verba da estatal há anos. É o caso das companhias de teatro Galpão, de Minas Gerais, que possui contrato ativo de R$ 4,2 milhões até abril de 2020, e Poeira (R$ 1 milhão até fevereiro de 2019), do Rio de Janeiro; da Companhia de Dança Deborah Colker (R$ 4,9 milhões até junho de 2020), do Rio; além da Casa do Choro (R$ 950 mil até março de 2019), no Rio, e o Festival de Cinema do Rio (R$ 750 mil até março de 2019).

Ao todo, a Petrobrás tem contratos de patrocínio ativos firmados em gestão e governos anteriores que somam R$ 3,5 bilhões, segundo dados divulgados em seu site. Alguns deles se estendem até 2021.

A migração da verba de cultura e publicidade para as redes sociais e artistas de menor visibilidade já estava decidida. Diante das divergências internas e alertas para os riscos jurídicos, porém, o tema voltou a ser discutido pelos advogados da empresa, que se sustentam no argumento de corte de custos para justificar as mudanças.

A decisão estava encaminhada a ponto de a área técnica começar a ligar para os responsáveis dos projetos com contratos vigentes para avisá-los da reavaliação dos patrocínios. Pelo menos um deles chegou a ser informado de uma possível suspensão do repasse da verba. Mas, preocupada com questionamentos na Justiça, a empresa resolveu reavaliar o tema. O martelo será batido no próximo dia 12, quando acontecerá nova reunião para decidir a dimensão das mudanças.

Publicidade. Entre os patrocinados, o clima é de expectativa. No meio publicitário, é de descrença de que a Petrobrás será capaz de alterar sua política de comunicação tão radicalmente. Os publicitários já estavam acostumados com a transformação do perfil de gastos da petroleira na última década, período em que estatal realocou parte do dinheiro que era gasto com mídias tradicionais, como TV e jornais, para a internet, e, com isso, incluiu as redes sociais e veículos menos tradicionais entre os agraciados com orçamentos.

De 2008 a 2017, a verba destinada a sites saltou de R$ 2,4 milhões para R$ 33,2 milhões. No mesmo período, o dinheiro para emissoras de televisão aberta minguou de R$ 133 milhões para R$ 59 milhões. Ainda assim, os veículos tradicionais de comunicação nunca chegaram a sair do radar da empresa.

As sinalizações de mudança surgiram antes mesmo de Bolsonaro tomar posse. Em dezembro, pelo Twitter, já eleito, o presidente antecipou que promoveria um rígido controle das concessões feitas por meio da Lei Rouanet. Em sua opinião, “há um claro desperdício” de recursos que poderiam ser aplicados em outras áreas.

Nos primeiros dias do mandato, o governo cancelou um contrato de R$ 30 milhões com a assessoria de imprensa CDN, que cuidava do Palácio do Planalto no exterior. Cortes nas verbas de publicidade da Caixa e do Banco do Brasil também foram anunciados. Segundo afirmou Bolsonaro nas redes sociais, esses gastos são “uma irresponsabilidade em detrimento das reais demandas dos brasileiros e do Estado”.

Grupos esperam não ser afetados

A Companhia de Dança Deborah Colker, o grupo teatral Galpão, a Orquestra Petrobrás Sinfônica e o Grupo Corpo, de dança, esperam não sofrer mudanças no patrocínio da Petrobrás. “Isso porque, no ano passado, cada um acertou novos contratos, alguns com vigência até 2020”, afirma João Elias, diretor executivo de Cia. Deborah Colker. “Mas, se isso acontecer, esperamos que seja apenas uma revisão dos acordos, com alteração nas cifras ou no tempo de validade.”

Elias considera que, se houver modificação no contrato, terá de ser de interesse mútuo. “Pode acontecer de, por exemplo, proporem uma redução do valor, mas um aumento na duração. Aí, faço as contas e vejo se interessa para a companhia.”

Desde 2000 na Cia. de Dança, ele acredita que um dos motivos das mudanças programadas pela Petrobrás no sistema de patrocínio é resquício do período eleitoral. “Ainda não se desarmou o espírito de briga que polarizou a campanha do ano passado.”

O investimento na área cultural feito pela Petrobrás vem diminuindo com o passar dos anos. O grupo Teatro da Vertigem afirma que desde a gestão de Michel Temer não consegue renovar o contrato que foi encerrado no fim de 2018. “Por conta das eleições, a Petrobrás informou que as renovações seriam negociadas posteriormente. O que não aconteceu”, diz a integrante Eliane Monteiro.

Na área de literatura, escritores lamentam a possibilidade do fim de investimentos como o prêmio Petrobrás Cultural de Criação Literária. “Sem esse apoio eu dificilmente teria escrito os livros Guia de Ruas Sem Saída e Noite Dentro da Noite”, afirma o escritor Joca Reiners Terron.

ESTADÃO CONTEÚDO

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Bolsonaro volta a nomear ministro do Turismo

Em ato assinado em conjunto com o ministro Sergio Moro (Justiça), o presidente Jair Bolsonaro voltou a nomear Marcelo Álvaro Antônio para o cargo de Ministro do Turismo. A decisão foi divulgada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (7).

Álvaro Antônio foi exonerado nesta quarta (6) da função para tomar posse como deputado federal, cargo para o qual foi eleito em outubro pelo PSL de Minas.

Inicialmente sem explicações, sua saída gerou desconfianças sobre se teria relação com o esquema de candidaturas laranjas em Minas, que direcionou verbas públicas de campanha para empresas ligadas ao gabinete de Álvaro Antônio Câmara, conforme revelou reportagem da Folha  desta última segunda-feira (4).

Após indicação do PSL de Minas, presidido à época pelo próprio ministro, o comando nacional do partido de Bolsonaro repassou R$ 279 mil a quatro candidatas. O valor representa o percentual mínimo exigido pela Justiça Eleitoral (30%) para destinação do fundo eleitoral a mulheres candidatas.

Após a divulgação de sua exoneração, o ministro foi às redes sociais explicar que se tratava de decisão temporária para assumir mandato na Câmara e que ele retornará no dia seguinte ao Ministério.

Álvaro Antônio foi ao Plenário da Câmara em cadeira de rodas, permaneceu apenas o tempo necessário para que fosse cumprido o protocolo da posse e depois deixou a Casa. Ele disse que realizou uma cirurgia na perna, mas que a partir desta quinta estará recuperado para reassumir a pasta do Turismo.

FOLHAPRESS

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Governo estuda criar modelo em que jovens poderiam abrir mão de férias e 13º salário

A reforma da Previdência que será enviada ao Congresso deve incluir uma alteração profunda no modelo trabalhista vigente. As mudanças seriam destinadas apenas aos mais jovens, que devem ser enquadrados no modelo de capitalização, no qual cada trabalhador contribui para sua própria aposentadoria. Segundo fontes envolvidas nas discussões, o governo avalia deixar de fora direitos trabalhistas, inclusive os que estão previstos no artigo sétimo da Constituição Federal, como FGTS, férias e 13º salário.

Como esses direitos são considerados cláusula pétrea, o Estado não pode simplesmente acabar com eles. A alternativa que vem sendo discutida é criar condições para que o próprio empregado faça a opção, abrindo mão de todos eles, ficando, assim, de fora da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). De acordo com fontes a par do que vem sendo analisado, já existe uma base legal para isso que é a reforma trabalhista. Em vigor há pouco mais de um ano, ela permite que o acordado prevaleça sobre o legislado.

O objetivo do governo é reduzir os encargos para os empregadores e estimular a geração de empregos, sobretudo para os jovens. O governo deve usar a data de nascimento para definir a linha de corte para os trabalhadores que terão a chamada carteira verde e amarela. Os celetistas continuarão com a carteira de trabalho tradicional, a azul.

Segundo uma fonte da equipe econômica, a ideia é copiar o que foi feito com o FGTS no passado, quando os trabalhadores abriram mão da estabilidade no emprego em troca do Fundo. Depois, o FGTS se tornou obrigatório. Como os novos trabalhadores ficarão de fora da CLT, eles poderão procurar a Justiça comum, caso sejam prejudicados. Assim, explicou a fonte, a Justiça Trabalhista tenderia a se tornar obsoleta com o tempo.

O novo regime vai constar no projeto de lei complementar que o Executivo enviará ao Congresso e que vai definir os detalhes do regime de capitalização. Eles terão uma conta individual — uma espécie de poupança, visando a uma renda complementar na aposentadoria. Serão definidas algumas situações de saque em caso de desemprego e doenças. Quem tem FGTS poderá transferir parte do saldo para essa conta.

A ideia é seguir países que já adotaram o regime de capitalização e criar contribuição para os empregadores para ajudar a engordar a poupança dos funcionários. As alíquotas ainda serão definidas e, no caso do empregador, o percentual deverá ficar abaixo dos 20% pagos atualmente sobre a folha.

De acordo com a minuta da reforma da Previdência, o regime de capitalização terá caráter obrigatório, e os trabalhadores poderão escolher no mercado onde aplicarão seus recursos, com liberdade para transferir sem custo e sem carência. Caberá ao governo fazer o credenciamento das instituições que farão a gestão dessas reservas.

O GLOBO

 

Temporal no Rio de Janeiro deixa três mortos e dois desaparecidos

Pelo menos três pessoas morreram em razão das fortes chuvas que atingem o Rio de Janeiro desde o início da noite desta quarta-feira, 6. A informação foi confirmada pela Prefeitura da capital fluminense. O prefeito Marcelo Crivella decretou luto oficial de três dias. O temporal também causou um deslizamento que provocou o desabamento de um trecho da Ciclovia Tim Maia.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, uma das vítimas é uma mulher que morreu após o desabamento de uma casa em Guaratiba, na zona oeste da cidade. No mesmo local, outros dois homens ficaram feridos e foram encaminhados ao Hospital Municipal Lourenço Jorge.

A segunda vítima seria uma pessoa que também estava no imóvel que desabou em Guaratiba. A informação, entretanto, não foi confirmada pelas autoridades. A terceira morte foi registrada na Rocinha, zona sul da cidade, onde uma pessoa ficou soterrada após o deslizamento de uma barreira soterrar uma casa.

Segundo Crivella, um ônibus foi atingido por uma árvore após a quebra de outra barreira na Avenida Niemeyer, em São Conrado, na zona sul. Em entrevista à TV Globo, o prefeito disse que o motorista conseguiu deixar o veículo e foi socorrido, mas informou que outras duas pessoas estavam no carro. Até às 4h10, elas permaneciam desaparecidas.

No total, foram registradas 64 quedas de árvores e 17 bolsões de alagamentos em ruas do Rio. Crivella afirmou que 600 agentes da Prefeitura trabalham para amenizar os efeitos das chuvas pela cidade. Segundo ele, a maior parte das vias interditadas devem ser liberadas na manhã desta quinta-feira, 7.

Rio em estágio de crise

O Centro de Operações da prefeitura do Rio informou que a cidade entrou em estágio de crise às 22h15 desta quarta diante das fortes chuvas na capital, com intensas rajadas de vento. O fenômeno causou alagamentos em ruas e estabelecimento comerciais, interditou vias e deixou bairros às escuras. A administração municipal recomendou que a população somente se desloque “em caso de extrema necessidade” e alertou que moradores de áreas de risco precisam ficar atentos aos alertas sonoros.

estágio de crise, de acordo com o Centro de Operações, é o terceiro nível em uma escala de três e significa chuva forte a muito forte nas próximas horas, podendo causar alagamentos e deslizamentos.

As sirenes da Rocinha e Sítio Pai João foram acionadas às 21h48 para indicar aos moradores que desocupassem as residências e se encaminhassem a pontos de apoio. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra um homem sendo arrastado pela água na região, mas ele não sofreu ferimentos graves.

ESTADÃO CONTEÚDO

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Moro ajusta projeto ‘anticrime’ após críticas de governadores e de decano do STF

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, atendeu a reivindicações de governadores e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello e, dois dias depois de apresentar o pacote anticrime, anunciou mudanças no texto. O projeto de Moro criminaliza o caixa 2 nas campanhas eleitorais e endurece penas para crime organizado e corrupção.

Nesta quarta-feira, 6, Moro apresentou o texto a cerca de cem deputados, na Câmara, em encontro promovido pela Frente Parlamentar de Segurança. A reunião ocorreu a portas fechadas, mas deputados do PSL e do PSOL ignoraram o sigilo e transmitiram parte dela ao vivo em suas redes sociais.

No seu primeiro teste político no Congresso, Moro afirmou aos deputados que o pacote anticrime não tem ideologia e os convocou a apoiar o texto. “É uma proposta de responsabilidade do governo e do Congresso”, disse o ministro.

A tentativa da oposição de constranger Moro com perguntas sobre investigações envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, e o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, foi frustrada. O deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), chegou a ser vaiado por criticar o ministro. “O senhor Moro vai falar até as 16 horas para não responder as perguntas?”, gritou.

Os governistas reagiram pedindo “mais respeito” e que o colega parasse com “a palhaçada”. “O clima não foi dos melhores porque ele fala uma hora e escuta um minuto. Ele precisa entender que deixou de ser juiz da Lava Jato”, disse o deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ).

Moro pediu desculpas pela demora em sua apresentação e disse que está de portas abertas para receber os deputados que tiverem interesse em dialogar com ele sobre o tema.

Mudanças. No Supremo, ministros como o decano Celso de Mello apontaram falhas que já levaram Moro a fazer alterações na proposta.

Uma delas obrigará o titular da Justiça a encaminhar dois e não um projeto ao Congresso. Isso para evitar erro de procedimento, uma vez que nem todas as mudanças propostas podem ser feitas por lei ordinária.

Moro também aceitou alterar alguns pontos, após acatar sugestões de governadores feitas a ele em reunião nesta segunda-feira, 5. A primeira delas prevê que as audiências de presos em estabelecimentos fora da comarca devem ocorrer “obrigatoriamente” por videoconferência. O texto original usava o termo “preferencialmente”.

Além disso, Moro fez um acréscimo no trecho segundo o qual o juiz deve negar liberdade provisória a presos em flagrante que forem reincidentes ou integrantes de organização criminosa. Agora, a regra irá se estender a presos em flagrante por porte de arma de fogo de uso restrito em circunstâncias que indiquem ser membro de grupo criminoso.

Outro ajuste permitirá que presos fiquem mais de três anos em penitenciárias de segurança máxima. Na versão original essa medida era “excepcional”.

No total, o projeto altera 14 leis do Código Penal, Código de Processo Penal, Lei de Execução Penal, Lei de Crimes Hediondos e Código Eleitoral.

ESTADÃO CONTEÚDO

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Petistas falam em ‘maldade’ e ‘processo viciado’ após nova condenação de Lula

Petistas criticaram na Câmara a decisão que condenou o ex-presidente Lula no caso do sítio de Atibaia, nesta quarta-feira (6).

“É um processo totalmente viciado, contaminado por uma conduta ideológica”, afirmou o líder do partido na Câmara, Paulo Pimenta (RS). “É uma sentença ilegal, que contraria toda a jurisprudência.”

A presidente do partido, Gleisi Hoffmann (PR), também questionou o processo que deu origem à sentença de 12 anos e 11 meses de reclusão, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

“Nós ficamos nos perguntando por que tanta maldade com o Lula”, disse ela a jornalistas.

O ex-senador Lindbergh Farias (PT-RJ) também acusou o processo de ser partidarizado contra o petista.

“Ele é muito perigoso porque representa e fala no coração do povo pobre desse país. O mundo inteiro sabe que Lula é um preso político”, disse o petista, em rede social.

O ex-presidenciável Guilherme Boulos (PSOL) questionou o fato de Lula estar preso enquanto outros políticos investigados permanecem livres.

A ex-presidente Dilma Rousseff (PT), sucessora de Lula no Planalto, afirmou em rede social que a intenção da nova condenação é a retirada de Lula da vida política. “Na prática, as duas condenações somadas tentam lhe impor uma prisão perpétua”, escreveu.

Outros parlamentares também repercutiram a condenação do ex-presidente na Lava Jato.

“Uma condenação judicial não tem o que se dizer. Condenação judicial se cumpre e se recorre”, disse o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Já o filho do presidente Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), usou o microfone do plenário da Casa para comemorar a condenação.

“O Lula está preso, babaca”, gritou para o deputado petista Henrique Fontana (RS), usando frase de Cid Gomes (PDT-CE) da campanha eleitoral que virou meme entre os apoiadores do presidente.​

Também do PSL-SP, o senador Major Olímpio comemorou a condenação de Lula e afirmou que o Brasil “está deixando de ser o país da impunidade para corruptos”. “A nova condenação do Lula, mais do que justa, é exemplar e um recado que o Brasil está mudando para muito melhor e a Justiça está colaborando com isso”, disse, em rede social.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), também foi às redes sociais para elogiar a sentença proferida pela juíza substituta de Moro na Lava Jato.

“Parabéns à juíza Gabriela Hardt. Lula continuará preso com mais esta condenação e não sairá tão cedo da cadeia. A Lava Jato segue em boas mãos!”​

Folhapress

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Fies vai oferecer 100 mil vagas a juro zero para alunos de baixa renda

O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) vai ofertar 100 mil vagas na modalidade juro zero e 450 mil na modalidade P-Fies. Os números foram divulgados há pouco pelo Ministério da Educação (MEC). As inscrições para o programa começam amanhã (7) e vão até o dia 14.

O Fies a juro zero é voltado para alunos cuja renda familiar bruta mensal por pessoa não ultrapasse três salários mínimos. Já o P-Fies, para estudantes cuja renda familiar bruta mensal por pessoa não exceda cinco salários mínimos.

O financiamento mínimo na modalidade juro zero é de 50% do curso escolhido, desde que o limite financiável não passe de R$ 42.983,70 por semestre. Essa condição passou a valer a partir da edição do segundo semestre de 2018.

Podem participar os estudantes que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a partir da edição de 2010, e obtiveram média das notas nas provas igual ou superior a 450. Além disso não podem ter zerado a redação.

Os bolsista parciais do Programa Universidade para Todos (ProUni), ou seja, aqueles que têm bolsa de 50% da mensalidade, poderão participar do processo seletivo do Fies e financiar a parte da mensalidade não coberta pela bolsa.

Cronograma

O Fies oferece financiamento para cobrir os custos das mensalidades de instituições privadas de ensino superior. Na página do Fies está disponível uma sessão de perguntas e respostas para tirar as dúvidas, como como será feito o pagamento do financiamento, quais as taxas que serão cobradas e quais os benefícios concedidos.

O resultado da pré-seleção referente ao processo seletivo do primeiro semestre de 2019 para as modalidade Fies e P-Fies será divulgado no dia 25 de fevereiro.

Os candidatos pré-selecionados na modalidade Fies, deverão acessar o FiesSeleção, e complementar sua inscrição para contratação do financiamento no referido sistema, no período de 26 de fevereiro a 7 de março. A pré-seleção dos participantes da lista de espera será de 27 de fevereiro a 10 de abril.

Agência Brasil

 

LOCAIS

Advogado Kaleb Freire será empossado hoje como Comodoro do Iate Clube de Natal

Será nesta quinta-feira, dia 07, a partir das 19 horas, a solenidade de posse do advogado Kaleb Freire como Comodoro do Iate Clube de Natal. O evento reunirá autoridades civis e militares, além de representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Após ser empossado, o Comodoro e a diretoria  do Iate oferecem aos convidados um coquetel, a cargo do restaurante “Mar Sereno”, que funciona no próprio clube.

Para Kaleb Freire, que já é Comodoro do Iate Clube e será empossado em um novo mandato para o triênio 2019/2021, a sua gestão tem como foco a implementação de reformas estruturantes, que permitem que o Iate Clube de Natal se insira entre os principais clubes náuticos do Nordeste. “O Iate é cada vez mais um clube moderno e bem estruturado. Investimos fortemente em melhorias de sua estrutura física, para garantir mais conforto e comodidade para nossos sócios e seus convidados”, explica.

O Comodoro reeleito também está investindo na execução de programas de responsabilidade social, como o projeto “Escolinha de Vela”, voltado às crianças carentes de bairros como Rocas, Ribeira e Paço da Pátria, que ganham a oportunidade de aprender a velejar e ingressar no mundo do iatismo. Esse programa é desenvolvido com o apoio do velejador e campeão olímpico brasileiro, Lars Grael.

Na solenidade também estará sendo empossado como Vice-comodoro o advogado Pedro Siqueira, além de diretores e o presidente do Conselho Deliberativo do clube, empresário Alberto Serejo e o vice-presidente, jornalista Paulo Macedo.

Segue abaixo os nomes que compõem a nova diretoria do Iate Clube de Natal:

*COMODORO:* KALEB CAMPOS FREIRE  

*VICE COMODORO:* PEDRO HOMEM DE SIQUEIRA

*DIRETORES:*

Francisco Edson Queiroz Fernandes – Diretor Secretário

Luciano Soriano Veneziani – Diretor Tesoureiro

Ricardo Tavares Barbosa – Diretor Administrativo

Cleto de Freitas Barreto – Diretor Jurídico

Petros Lucas de Brito Dantas – Diretor de Obras e Patrimônio

José Francisco Correia – Diretor de Pesca Oceânica

Graco Aurélio Câmara de Melo Viana – Diretor de Meio Ambiente

Magnus Augusto Costa Delgado – Diretor da Sede Campestre do Bonfim

Diógenes Fernandes da Cunha – Diretor de Tênis

Airton Ferreira Viegas – Diretor de Vela

Salomão Luiz de Lima – Diretor de Motonáutica

Fonte: Blog do BG

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