PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTA QUINTA-FEIRA

 

Perto de completar uma semana, o rompimento da barragem em Brumadinho já deixou 99 mortos e 259 desaparecidos. Bolsonaro completa um mês de governo, com gestão marcada por cumprimento de promessa de campanha, recuos e desencontros entre ministros e investigação de um de seus filhos. E o Prouni abre inscrições para número recorde de bolsas de estudo. O que é notícia hoje:

NACIONAL

7º dia de buscas

Times de resgate procuram por vítimas de desastre provocado por rompimento de barragem da Vale em Brumadinho — Foto: Adriano Machado

Times de resgate procuram por vítimas de desastre provocado por rompimento de barragem da Vale em Brumadinho — Foto: Adriano Machado

As buscas por vítimas do rompimento de uma barragem da Vale em Brumadinho entram no 7º dia hoje. Quase 100 corpos foram resgatados e ainda há 259 desaparecidos. Hoje, os bombeiros devem ganhar mais reforços, e técnicos da Vale terminam a barreira de contenção no rio Paraopeba para evitar o avanço da lama.

Números da tragédia:

Um mês de Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro completa amanhã (1º) um mês de governo. Eleito com um discurso de renovação, conservador nos costumes e linha dura na segurança pública, Bolsonaro teve um início de gestão marcado pelo decreto das armas, pela expectativa em torno da reforma da Previdência e pelo rompimento de uma barragem em Minas Gerais. O presidente também teve que lidar com recuos e desencontros entre integrantes de sua equipe e com investigações sobre um de seus filhos. O G1 mostra um resumo dos principais acontecimentos.

Bolsonaro completa 1 mês na Presidência; relembre as principais frases

Bolsonaro completa 1 mês na Presidência; relembre as principais frases

Volta do judiciário

Com o fim do recesso do Poder Judiciário amanhã, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) retomarão os trabalhos e deverão analisar pedidos que aguardavam o primeiro dia útil da Corte para serem julgados. Entre os pedidos está uma reclamação do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) sobre processo envolvendo um ex-assessor. Outro caso que deve ser analisado é o pedido de liberdade do ex-ministro Geddel Vieira Lima. Saiba o que pode ser decidido a partir do dia 1º.

Eleição no Congresso

Reta final das articulações partidárias na véspera da votação que vai eleger os presidentes da Câmara e do Senado. PSD se reúne de manhã para definir apoio na Câmara, e à tarde, no Senado. PT também se reúne para discutir posição na eleição e formalizar um bloco com partidos de oposição ao governo Bolsonaro. O MDB faz reunião para definir o nome que disputará a cadeira no Senado.

Prouni

O Programa Universidade para Todos (Prouni) abriu na madrugada as inscrições para candidatos do Enem de 2018 concorrerem a bolsas de estudo integrais e parciais em universidades privadas do Brasil. Segundo o Ministério da Educação, são oferecidas 243.888 bolsas – um recorde histórico desde o início do programa, em 2005. Veja como e quem pode se inscrever.

Taxa de desemprego

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga hoje a taxa de desemprego em 2018 no Brasil. No último levantamento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), a taxa recuou para 11,6% no trimestre encerrado em novembro – recuo influenciado pelo crescimento do trabalho informal e dos brasileiros que atuam por conta própria.

Estreias do cinema

'Vice': Assista ao trailer

‘Vice’: Assista ao trailer

“O menino que queria ser rei”, “Uma nova chance” e “Vice” chegam aos cinemas no Brasil. As três principais estreias da semana são bem levinhas. Uma ótima opção para quem deseja um filme que faça esquecer os problemas. Confira os trailers.

Desafio da natureza

Piscina natural do Pontal do Atalaia em Fernando de Noronha — Foto: Fábio Tito/G1

Piscina natural do Pontal do Atalaia em Fernando de Noronha — Foto: Fábio Tito/G1

G1 já mostrou as questões ambientais que desafiam Fernando de Noronha, para além do paraíso e das selfies. Hoje, a série ‘Desafio da Natureza’ dá dicas para curtir ao máximo e com responsabilidade a ilha, que é uma área de proteção ambiental. Do mergulho à praia mais bonita do mundo, saiba o que fazer em Fernando de Noronha.

Curtas e rápidas…

Noivos se casam em boteco na Zona Norte do Rio — Foto: Berg Silva/Divulgação

Noivos se casam em boteco na Zona Norte do Rio — Foto: Berg Silva/Divulgação

Previsão do tempo

Onda de calor continua em boa parte do país

Onda de calor continua em boa parte do país

Fonte: G1

Flávio Bolsonaro diz ser perseguido e nega desgaste no governo

Filho do presidente Jair Bolsonaro, o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) afirmou ser “vítima de perseguição” na investigação sobre movimentações financeiras atípicas na sua conta e na de seu ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz.

“Está todo mundo vendo que eu sou vítima de perseguição”, afirmou ele ao ser questionado sobre ao caso durante visita ao Congresso, nesta quarta-feira (30), para fazer o registro biométrico necessário para que deputados e senadores participem de votações.

Flávio, que é deputado estadual no Rio, assume a vaga de senador nesta sexta-feira (1º).

Ele se recusou a responder perguntas sobre quando irá ao Ministério Público prestar esclarecimentos. “Já falei o que eu tinha de falar, não tenho novidade nenhuma”, afirmou o futuro senador, que no dia 10 de janeiro faltou a encontro com promotores.

Na época, Flávio foi chamado para esclarecer suspeitas contra Queiroz, que, segundo levantamento do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), movimentou R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017.

Flávio Bolsonaro volta atrás e se mantém na presidência do PSL no Rio

Parte do valor, considerado incompatível com o patrimônio de Queiroz, veio de repasses de oito colegas do gabinete –o que levanta a suspeita de prática de “rachadinha”, que ocorre quando alguém determina a retenção de uma parte dos salários de servidores nomeados.

Dias depois, o próprio Flávio apareceu na lista de movimentações atípicas, por ter recebido 48 depósitos fracionados que totalizaram R$ 96 mil entre junho e julho de 2017, sem que houvesse a identificação da origem.

O senador eleito tem negado irregularidades e diz que os depósitos foram feitos por ele com dinheiro recebido de uma permuta de imóveis. Afirma ainda que cabe a Queiroz, que o assessorava até outubro, dar as explicações sobre suas movimentações atípicas.

Perguntado se o governo começava a nova legislatura desgastado com as suspeitas que envolvem a família de Bolsonaro, Flávio afirmou que as investigações não têm nada a ver com a Presidência.

“Não tem nada a ver com o governo. Por mais que vocês queiram, não tem nada a ver com o governo. Estamos muito bem, obrigado. Estamos todos trabalhando bem, com liberdade”, afirmou.

Antes crítico à candidatura de Renan Calheiros (MDB-AL) à presidência do Senado, Flávio mudou de conduta e disse que todos os candidatos têm sintonia com a pauta do governo de seu pai.

“Qualquer candidato que chegue espero que seja alinhado com as pautas do governo, com a responsabilidade e pelo que eu saiba todos os nomes colocados estão nesta linha”, afirmou Flávio, quando questionado se uma eventual vitória de Renan significaria uma derrota para o Palácio do Planalto.

A bandeira branca do filho de Bolsonaro foi levantada um dia depois que Renan se declarou publicamente favorável à agenda econômica do governo. Além disso, Renan já havia acenado diretamente pra Flávio há duas semanas, quando, em entrevista à Folha de S.Paulo, disse que o senador eleito não deveria ser investigado pela Casa.

“Temos com relação a ele as melhores expectativas, de que é um moço que quer trabalhar, que quer fazer um bom mandato, que tem posições e defende-as. O que nós queremos é o melhor dele neste momento complexo da vida nacional. A expectativa que nós temos é a melhor possível”, disse Renan em 18 de janeiro.

Perguntado sobre que leitura fazia deste aceno, Flávio minimizou o afago.

“Não tem nada demais, é a opinião dele. Como qualquer senador, respeita qualquer senador”, afirmou.

Com informações da Folhapress e Notícias ao Minuto

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Disputa no Senado tem recorde de candidatos

O número de parlamentares que se apresentam como candidatos à presidência do Senado, na véspera da votação, é recorde, podendo transformar a eleição desta sexta-feira, 1.º, na mais disputada desde a redemocratização. Ao todo, nove senadores anunciaram disposição de disputar o pleito. Até então, o maior número de concorrentes havia sido registrado na eleição de 2001, quando três candidatos disputaram o cargo. A oficialização das candidaturas será feita pouco antes do início da sessão.

Uma das possíveis explicações para esse crescimento é a pulverização de partidos no Senado desde 2015. Os resultados das urnas estabeleceram um quadro com parlamentares de 21 legendas, número muito superior às 15 siglas com representantes eleitos quatro anos atrás. Com as negociações partidárias e o troca-troca de legendas, a Casa deve começar a próxima legislatura, no entanto, com um número menor: 17 siglas representadas.

Por conta disso, caso nenhum dos pré-candidatos desista de participar, os 81 senadores poderão ter de escolher entre Alvaro Dias (Podemos-PR), Ângelo Coronel (PSD-BA), Davi Alcolumbre (DEM-AP), Esperidião Amin (PP-SC), José Reguffe (Sem partido-DF), Major Olímpio (PSL-SP), Renan Calheiros (MDB-AL), Simone Tebet (MDB-MS) e Tasso Jereissati (PSDB-CE).

Um símbolo dessa pulverização é que até mesmo a maior bancada do Senado, o MDB, com 13 senadores até o momento, pode registrar o fenômeno de ver dois de seus senadores disputarem os mesmos votos no plenário. A decisão final da bancada em relação a essa disputa deve sair nesta quinta-feira, 31, mas, mesmo se a bancada optar por Renan, a senadora Simone Tebet cogita se lançar como “candidatura avulsa”.

“É natural (esse número de candidaturas), nunca o Senado teve tantos partidos. Isso é relação direta da fragmentação”, disse Amin.

Entre os candidatos, há até senadores recém-eleitos que nunca tiveram mandato no Senado, como é o caso de Ângelo Coronel e Major Olímpio – um perfil considerado incomum para o Senado. “Eu não sou candidato só por ser candidato, eu sou o único até agora que trouxe propostas”, afirmou Angelo Coronel, que tem sugerido que o Senado crie uma espécie de “ministérios paralelos” para fiscalizar os ministros do governo Bolsonaro.

‘Anti-Renan’. O único aspecto em comum entre tantas candidaturas é a oposição ao nome de Renan Calheiros, que tenta se eleger pela quinta vez para a presidência da Casa. Os oito adversários do emedebista se reúnem hoje, pela segunda vez, para tentar um consenso que unifique o voto “anti-Renan”. Ainda assim, nenhum dos nomes colocados dá sinais de que pode abrir mão da eleição. O PSDB, de Tasso Jereissati, era a única legenda que flertava com um apoio a Simone Tebet, mas recuou depois que o MDB decidiu deixar apenas para hoje a decisão final sobre quem será o indicado pela legenda.

Como forma de constranger Renan, legendas como o próprio PSDB, o PSD e a Rede resolveram defender o voto aberto e anunciaram que seus senadores darão publicidade sobre como vão votar. “Se eu pudesse dar um conselho a ele (Renan) neste momento, eu recomendaria que ele não fosse candidato. Não é um bom momento”, disse o líder da Rede, senador Randolfe Rodrigues (AP).

No PSD, essa medida criou constrangimento até mesmo com a cúpula da sigla. A reportagem apurou que, num jantar na segunda-feira, o presidente do partido, Gilberto Kassab, chegou a negociar com Renan a entrega de oito votos favoráveis a ele.

Pelo acordo, a legenda receberia em troca a presidência da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e a Primeira-Secretaria. À reportagem, Kassab negou a existência dessas negociações e afirmou que os senadores do partido “estão livres” para votar nos candidatos que desejarem.

ESTADÃO CONTEÚDO

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Flávio Bolsonaro volta atrás e decide permanecer presidente do PSL no Rio

Um dia após confirmar que deixaria a presidência do PSL no Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro recuou e, agora, afirma quepermanecerá no comando do partido no estado até junho, quando encerrará seu mandato como presidente interino. Nesta terça-feira (29), o deputado estadual e senador eleito dissera que já havia “cumprido sua missão” como presidente do PSL-RJ e que, por conta da mudança para Brasília, deixaria o posto. Segundo fontes, a mudança de postura ocorre para dissipar o clima de disputa, entre alas do PSL, que ganhou força com a revelação, pelo GLOBO, da saída de Flávio.

Diferentes grupos se movimentam para suceder a Flávio no diretório estadual. Os favoritos para ocupar o comando do partido são o secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Leonardo Rodrigues; o deputado federal eleito Márcio Labre, o empresário Paulo Marinho, e a deputada estadual eleita Alana Passos. Leonardo Rodrigues é apontado como homem de confiança de Flávio e conta com a simpatia de parte da bancada de deputados estaduais eleitos; Alana é pessoa de confiança do vereador Carlos Bolsonaro (PSC) e foi uma das poucas políticas a contar com a presença de Jair Bolsonaro em sua campanha na televisão; Paulo Marinho é visto como integrante da cota de Gustavo Bebianno, ex-presidente do PSL nacional e um dos mandachuvas do partido. Já Márcio Labre conta com o apoio de boa parte da bancada de deputados federais eleitos.

Uma fonte do PSL ouvida pelo GLOBO avalia que o adiamento da saída de Flávio é uma medida paliativa que não solucionará o clima de disputa pela sucessão:

— É inevitável que, quando chegar perto da eleição para definir o diretório estadual, em junho, essa atmosfera de disputa entre os grupos volte a ser criada.

Algumas pessoas que vivem o dia a dia do partido acreditam que Flávio não permanecerá na presidência da legenda até junho. Segundo elas, seria inviável o senador eleito ficar em Brasília e, ao mesmo tempo, receber candidatos a prefeito e vereador que já estão com a cabeça nas eleições do ano que vem.

— Você já imaginou o Flávio, cheio de questões para resolver em Brasília, recebendo a nominata de vereadores de Porciúncula? — indagou um.

Outra versão para a permanência de Flávio no comando do partido no Rio é que, desta forma, ele não demonstraria perda de força diante das investigações envolvendo relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que expuseram movimentações “atípicas” em sua conta e na de seu assessor Fabrício Queiroz.

Flávio assumiu o comando do partido de forma interina em 2018, quando o clã Bolsonaro decidiu migrar do PSC para o PSL. De acordo com resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), todos os partidos com comissões provisórias têm até 28 de junho para definir seus diretórios efetivos.

O GLOBO

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Dividido, MDB decide entre Renan e Simone Tebet para se manter no comando do Senado

Montagem com fotos de Renan Calheiros (AL) e Simone Tebet (MS), que disputam a candidatura pelo MDB à presidência do Senado
Montagem com fotos de Renan Calheiros (AL) e Simone Tebet (MS), que disputam a candidatura pelo MDB à presidência do Senado – Fabiano Accorsi/Senado Federal e Alan Marques/Folhapress

 

Em busca de se manter na presidência do Senado, posto que tem ocupado nos últimos 12 anos, o MDB tenta chegar a um consenso na noite desta quinta-feira (31) e definir quem disputará a eleição de sexta-feira (1º) como representante do partido.

A sigla tem 13 senadores, mas, como está fragmentada, teme ver interrompida a tradição de que a maior bancada comanda a Casa.

Fora do governo e sem ter conseguido reeleger nomes como o atual presidente do Senado, Eunício Oliveira (CE), e o presidente da sigla, Romero Jucá (RR), o MDB tem nesta eleição sua principal perspectiva de manutenção de poder.

Nas duas últimas eleições, o partido havia chegado à véspera da disputa com consenso na bancada. Primeiro, Renan foi o presidente e Eunício o líder da bancada. Depois, eles inverteram as funções. Agora, não há previsão de nada parecido.

Renan já declarou não ter interesse na liderança e Tebet deixou o posto nesta semana.

Até o momento, há nove nomes na disputa —Renan Calheiros (MDB-AL), Simone Tebet (MDB-MS), Davi Alcolumbre (DEM-AP), Tasso Jereissati (PSDB-CE), Alvaro Dias (Pode-PR), Esperidião Amin (PP-SC), Angelo Coronel (PSD-BA), Major Olímpio (PSL-SP) e Reguf fe (sem partido-DF). O senador Fernando Collor (AL), que nesta semana trocou o PTC pelo Pros, não admite candidatura, mas é dado como candidato por outros senadores.

A quarta-feira (30) foi de conversas e discussões sobre questões jurídicas que devem ser levantadas durante a sessão marcada para sexta.

Um dos partidos mais visados era o PSD, que chegou a dez senadores e tornou-se a segunda maior bancada.

O presidente da sigla, Gilberto Kassab, esteve com Renan e Eunício Oliveira (MDB-CE) no início da semana e havia prometido maioria dos votos para o alagoano. No entanto, integrantes do partido dizem que ele deve ter apoio de apenas cinco deles.

A partir das 17h, no MDB, Renan e Simone medem forças diante de seus correligionários.

Ele tem a seu favor a habilidade política de ter sido presidente do Senado quatro vezes e a postura de firme na defesa dos seus pares diante da Justiça.

Apesar de agora se dizer um liberal e favorável às reformas, contra Renan há desconfiança do governo Jair Bolsonaro, além da pressão popular que cobra renovação e levanta bandeira anticorrupção. O senador tem no currículo 18 inquéritos no STF (Supremo Tribunal Federal), nove deles arquivados.

Tebet abraçou a bandeira da renovação política, que garantiu a reeleição de apenas 8 senadores e trouxe 46 novos nomes para o Congresso.

Ela também aposta nas mobilizações #foraRenan e na resistência de outras legendas em apoiar o emedebista.

Mas Tebet chega à reunião que começa no fim da tarde fragilizada pela derrota do início da semana.

Na reunião que o MDB fez na na terça-feira (29), ela foi minoria ao defender que a votação de sexta seja aberta.

O voto fechado —ou seja, secreto— beneficia Renan, já que muitos que o apoiam não fazem isso publicamente para evitar desgaste com as bases.

Senadores anti-Renan reúnem-se pela manhã para discutir se todos manterão suas candidaturas e para afinar posicionamentos diante de questões que serão levantadas no dia da eleição.

Alguns nomes cogitavam abrir mão da disputa para apoiar Tebet, caso ela saísse vitoriosa na bancada. Se isso não acontecer e, mesmo assim, ela resolver tentar como candidata avulsa, esses senadores agora devem se manter no páreo.

Com apoio do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, Davi Alcolumbre vem trabalhando para ganhar musculatura e é vendido como o candidato do governo, o que já provocou reclamações de integrantes do partido de Bolsonaro, o PSL, que lançou Major Olímpio.

“A orientação do presidente é não interferir”, afirmou o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente da República.

Alcolumbre é o único remanescente da Mesa Diretora da legislatura que se encerra nesta quinta e, por isso, tem previsão regimental para presidir a votação.

Acontece que, como também é candidato, o senador vem sendo alvo de críticas de aliados de Renan e este ponto vai ser um dos objetos de questionamento que devem dominar o início da eleição.

A expectativa é que outros dois tópicos sejam questionados no início da sessão: a votação secreta e o número de votos necessários para definir a eleição, se maioria simples ou absoluta (41 votos).

As chamadas questões de ordem provocam longas discussões e podem ser decididas no voto, atrasando a disputa principal, pelo cargo de presidente.

Adversários de Renan querem usar as votações para avaliar as chances do senador e, diante da perspectiva de sucesso dele, não descartam esvaziar a sessão e adiar a eleição.

FOLHAPRESS

 

Governo Federal vai cortar 20 mil cargos em comissão

O presidente Jair Bolsonaro assina nos próximos dias três decretos na área de gestão para reestruturar carreiras e enxugar a máquina. Um deles vai cortar mais de 20 mil cargos comissionados. O anúncio foi feito pelo secretário de Gestão, Paulo Uebel, anunciou nesta noite em jantar do CLP (Centro de Liderança Pública) com integrantes do governo e deputados.

O segundo decreto vai estabelecer regras objetivas para a ocupação de cargos de confiança e o terceiro estabelece critérios de eficiência operacional que terão de ser atendidos pelos órgãos públicos antes de realizar novos concursos públicos para contratação de pessoal. Ele também anunciou como medida futura a reestruturação das carreiras de Estado, com a redução do número. / Vera Magalhães

BR18

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Bolsonaro decide que todos vão entrar na Previdência, inclusive militares, diz Rogério Marinho

O secretário da Previdência, Rogério Marinho, disse na noite desta quarta-feira que, por determinação do presidente Jair Bolsonaro, todos os segmentos da sociedade serão incluídos na reforma previdenciária e que os militares também vão “entrar no processo”. Segundo Marinho, governadores de pelo menos oito estados já se dirigiram a Brasília para oferecer apoio à reforma e expor a situação fiscal dos seus estados.

– As finanças públicas se deterioraram e também teve uma deterioração gradativa dos serviços públicos. Governadores passaram a ser gestores de folha de pagamento. O presidente Bolsonaro quer uma reforma com justiça social. É importante que essa rede de proteção social seja preservada. Quem tem menos, contribui menos e quem tem mais, contribui proporcionalmente mais. Nosso sistema é injusto e insustentável – disse.

Mais cedo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, reunido com um grupo de prefeitos em Brasília, defendeu a inclusão de todas as categorias na reforma, incluindo militares e funcionários públicos estaduais e municipais, segundo relato dos presentes .

Marinho reforçou para uma plateia de deputados e senadores recém-eleitos, durante evento do Instituto CEP Liderança Pública, realizado em Brasília, que a grande maioria da população se aposenta com pouco mais de um salário mínimo e pediu apoio aos parlamentares:

– Existem no Brasil pessoas que conquistaram privilégios e têm dificuldade de abrir mão desses privilégios. Mas o presidente (Jair Bolsonaro) determinou que todos têm que contribuir. Todos os segmentos. Ninguém vai ficar de fora. (A reforma) Vai levar em consideração todos os segmentos da sociedade brasileira.

O secretário afirmou ainda que o projeto da reforma deverá ser apresentado ao Congresso até o final de fevereiro.

– O parlamentar vai se sentir confortável em votar o projeto que diz respeito a todos os estados e municípios da Federação. O sentimento que os governadores têm é de que não é possível adiar a necessidade de fazer uma nova previdência no país.

O GLOBO

Fonte: Blog do BG

 

LOCAIS

FIERN dentro do Governo Fátima

O BG apurou nesta quarta-feira junto a pessoas próximas a FIERN e ao Governo Fátima que as indicações de Larissa Dantas para a Potigás e de Silvio Torquato para Secretário Adjunto da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do RN passou pela Federação das Industrias do Estado(FIERN) e pelo seu presidente, Amaro Sales.

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Senadora Zenaide participa junto com bancada do RN de audiência com ministro do Desenvolvimento Regional

A Senadora eleita Zenaide Maia participou junto com a bancada federal do RN, nesta quarta-feira (30), em Brasília, de uma reunião no Ministério do Desenvolvimento Regional. Em pauta assuntos como a liberação de recursos para a Barragem de Oiticica; recursos para conter o avanço do mar no litoral potiguar, além da agilização da Transposição do Rio São Francisco beneficiando o Estado.

Para Zenaide Maia, a audiência com o ministro Gustavo Canuto foi importante para que a bancada tenha uma maior aproximação e coloque as necessidades do nosso Estado.

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Álvaro Dias troca secretários e se afasta de vez de Carlos Eduardo

O Prefeito Álvaro Dias (MDB) acelerou mudanças no secretariado tirando nomes ligados a Carlos Eduardo na gestão de Natal há muitos anos.

Ex-secretário de Turismo e de Desenvolvimento do Estado do Rio Grande do Norte, o empresário Fernando Fernandes é o novo secretário de Turismo de Natal. Substituiu Christiane Alecrim.

Claudia Santa Rosa, secretária de educação no Governo Robson, deverá assumir a pasta no município substituindo Justina Iva, que o mês passado se desentendeu com o prefeito e entregou o cargo.

Com a saída de Virgínia Ferreira, que agora compõe o secretariado da governadora Fátima Bezerra (PT), a Secretaria de Planejamento está sem titular. O substituto é o Especialista em Gestão Pública, Marcos Demétrius Fonseca.

A Secretaria de Assistência Social , quem assumirá o cargo vago desde outubro do ano passado, quando Álvaro exonerou Ilzamar Pereira, que era ligada à ex-primeira-dama Andréa Ramalho Alves, será a irmã dele, Andréa Dias.

Mais mudanças devem acontecer até o final de fevereiro.

CommentsFonte: Blog do BG

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