PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTA QUINTA-FEIRA

Por G1

 

A três dias do 2º turno, candidatos aos governos de 13 estados e do DF participam de debates promovidos pela TV Globo e afiliadas, com transmissão do G1. Na disputa presidencial, saiba o que economistas têm a dizer sobre as propostas apresentadas por Bolsonaro e Haddad para o equilíbrio das contas públicas, e sobre mudanças na Previdência, nos impostos e nas estatais. Nos EUA, as investigações e a repercussão do envio de supostos pacotes-bomba para Obama, Hillary Clinton e à sede da CNN. O que é notícia nesta quinta-feira:

INTERNACIONAIS

Terror nos EUA

Democratas viram alvo de pacotes com explosivos nos EUA

Democratas viram alvo de pacotes com explosivos nos EUA

Pacotes com dispositivos que aparentam ser explosivos mandados para diferentes personalidades americanas foram interceptados ontem nos EUA. Nenhum deles chegou a explodir. O G1 acompanha o caso.

NACIONAIS

Debates em 13 estados e no DF

 — Foto: Editoria de Arte / G1

— Foto: Editoria de Arte / G1

G1 transmitirá hoje à noite, ao vivo, os debates entre os candidatos ao governo de 13 estados e do Distrito Federal em que há segundo turno. Os encontros são promovidos pela TV Globo e pelas afiliadas. As transmissões começam após a novela “Segundo Sol” nos seguintes estados: AM, AP, MS, MG, PA, RJ, RN, RS, RO, RR, SC, SE, SP e no DF.

Corrida presidencial: propostas

Os candidatos à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, e pelo PT, Fernando Haddad — Foto: Tânia Rêgo e Marcelo Camargo / Agência Brasil

Os candidatos à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, e pelo PT, Fernando Haddad — Foto: Tânia Rêgo e Marcelo Camargo / Agência Brasil

As propostas para economia dos dois candidatos à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), são bem diferentes em diversos pontos, mas igualmente vagas e com pouco detalhamento sobre os principais temas. Economistas ouvidos pelo G1criticam a falta de clareza nos programas e apontam uma série de fragilidades, contradições e dúvidas sobre a viabilidade das propostas apresentadas.

Mega-Sena

 — Foto: Marcelo Brandt / G1

— Foto: Marcelo Brandt / G1

O concurso 2.091 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 20 milhões para quem acertar as seis dezenas. O sorteio ocorre às 20h (horário de Brasília) em Jequié (BA). Excepcionalmente, serão três concursos nesta semana, como parte da “Mega Semana da Sorte”: o primeiro foi na terça (23); o último será no sábado (27).

Waters e Marielle

Roger Waters usa camisa com a frase "Lute como Marielle Franco" — Foto: Carlos Brito

Roger Waters usa camisa com a frase “Lute como Marielle Franco” — Foto: Carlos Brito

Roger Waters faz show histórico no Maracanã e participa de ato em homenagem a Marielle Franco. O artista inglês apresentou grandes sucessos do Pink Floyd para público de 47 mil pessoas. Músico também recebeu no palco a filha, a irmã e a viúva da vereadora assassinada. Veja como foi o show no Rio.

Curtas e Rápidas:

'Halloween': assista ao trailer

‘Halloween’: assista ao trailer

Previsão do tempo

Veja a previsão do tempo para a quinta-feira (24.10) em todo o Brasil

Veja a previsão do tempo para a quinta-feira (24.10) em todo o Brasil

Hoje é dia de…

  • Dia da Saúde Dentária
  • Dia Nacional da Saúde Bucal
  • Dia Nacional do Macarrão
  • Dia Nacional do Patrono da Construção Civil e dos Profissionais de Engenharia Civil: Santo Antônio de Sant’Ana
  • Institui o Dia Nacional de Combate ao Preconceito contra as Pessoas com Nanismo

Fonte: G1

Campanha de Bolsonaro pede ao TSE arquivamento de ação sobre WhatsApp

A defesa do candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, pediu nesta quarta-feira, 24, o arquivamento da ação aberta pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para apurar as acusações de que empresas compraram pacotes de disparos em larga escala de mensagens no WhatsApp contra o PT e a campanha de Fernando Haddad.

A apuração foi aberta pelo ministro Jorge Mussi, corregedor-geral da Justiça Eleitoral, a pedido do Partido dos Trabalhadores, fundamentada em matéria publicada pelo jornal Folha de S. Paulo.

Para a campanha de Bolsonaro, as alegações são “vazias”, “sem fundamento” e “sem qualquer prova que pelo menos evidencie a conduta ilegal” atribuída a Bolsonaro e seu vice, o general Hamilton Mourão (PRTB).

Ao abrir a ação, Mussi rejeitou o pedido do PT de realização de busca e apreensão de documentos na sede da empresa Havan – que teria comprado o serviço de disparo em massa de mensagens contra o PT, segundo o jornal Folha de S.Paulo – e na residência de seu dono, Luciano Hang. Mussi também negou determinar que o WhatsApp aja para suspender o “disparo em massa de mensagens ofensivas ao candidato Fernando Haddad e aos partidos da coligação”.

Os advogados de Bolsonaro também argumentam que a Justiça Eleitoral não tem competência para investigar empresas e pessoas físicas.

Para a defesa de Bolsonaro, a frágil tese que sustenta a ação é “apenas uma única matéria (que sequer consta dos autos), de um único jornal, não corroborada por nenhum outro veículo, nem embasada em quaisquer outros meios comprobatórios”.

“Trata-se apenas disso. Sim, o espanto é compreensível: a Ação de Investigação Judicial Eleitoral movida pela campanha petista, que se encontra em posição muito inferior nas pesquisas eleitorais, não se baseia em nada”, sustentam os advogados de Bolsonaro.

Para os advogados do candidato do PSL, a coligação de Fernando Haddad busca criar “fato político inverídico e a partir daí produzir celeuma midiática”, além de acentuar a polarização política.

Defesa de Bolsonaro cita pesquisa Ibope

A manifestação da defesa de Bolsonaro ainda destaca pesquisa Ibope/Estado/TV Globo que informou que 73% dos entrevistados disseram não ter recebido críticas ou ataques a candidatos via WhatsApp na semana que antecedeu o primeiro turno.  “Em outras palavras, eleitores não são ‘formigas’, e sim, seres humanos racionais capazes de avaliar criticamente o que estão vendo e lendo”, afirma a defesa.

ESTADÃO CONTEÚDO

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Bolsonaro sugere políticos do DEM em eventual governo

O candidato do PSL à Presidência da RepúblicaJair Bolsonaro, indicou que, se eleito, poderá compor seu primeiro escalão com nomes do DEM além do deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), já apresentado como virtual titular da Casa CivilLíder nas pesquisas de intenção de voto, Bolsonaro disputa o segundo turno da eleição para o Palácio do Planalto com Fernando Haddad, do PT.

Em encontro na terça-feira, 23, com 32 representantes da Frente Parlamentar da Segurança Pública, o capitão reformado disse que levará para seu eventual governo dois deputados do DEM que não se reelegeram: Alberto Fraga (DF), atual líder da “bancada da bala” no Congresso, e Pauderney Avelino (AM).

Bolsonaro prometeu durante a campanha formar uma equipe de primeiro escalão técnica, livre de indicações políticas e interferência partidária.

Os deputados negam que existam em andamento conversas formais com o DEM para composição do governo, mas uma “identificação pessoal” de Bolsonaro com os integrantes da legenda e com o programa conservador do partido.

O ex-capitão do Exército indicou Fraga como possível “coordenador” da base aliada – papel atualmente do ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência – durante o encontro com os parlamentares no Rio. “Anuncio aqui que quem vai coordenar a bancada, lá do Planalto, vai ser o Fraga”, disse Bolsonaro, em meio a risos e aplausos.

Oficial da reserva da Polícia Militar, o deputado perdeu a disputa pelo governo do Distrito Federal. Fraga negou que tenha recebido convite formal e afirmou ter sido surpreendido com a fala do presidenciável. “Foi um comentário despretensioso.”

No mesmo encontro, o presidenciável gravou vídeo ao lado de Pauderney Avelino, a quem chamou de “grande companheiro” e amigo. Eles convivem desde 1991, quando eram filiados ao PDC. “Ele (Pauderney) fará parte, com toda certeza, do nosso governo, e fará intermediação com esse Estado próspero e maravilhoso (Amazonas), mas que precisa de alguns reparos, para que vocês possam, na economia e em outras áreas também, crescer na região”, diz Bolsonaro na gravação.

Questionado pela reportagem, Pauderney ponderou. “Primeiro tem que ganhar a eleição, depois vamos ver”, disse. “Acho que posso, sim, fazer parte (de um eventual governo Bolsonaro).”

O DEM liberou os filiados no segundo turno, mas historicamente fez oposição ao PT. O presidente da legenda, o prefeito de Salvador, ACM Neto, declarou voto em Bolsonaro. Segundo ele, não haverá conversa do partido antes da votação do próximo domingo e caberá ao presidente eleito definir “o tom” e “a condução dessa articulação política”.

“O Democratas quer ajudar o Brasil, mas também ninguém vai sair por aí se oferecendo”, afirmou ACM Neto. Ele disse ainda que considera normal e “nada surpreendente” que deputados do partido “que possuem afinidade com Bolsonaro ou por terem sido colegas de Congresso” se aproximem dele.

Rodrigo Maia quer continuar no comando da Casa

Com apoio do Centrão – DEM, PP, PR, PRB e SD –, o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), busca se manter no comando da Casa. Ex-ministro da Educação no governo Michel Temer, o deputado Mendonça Filho (PE), derrotado na disputa ao Senado, colabora com a campanha de Bolsonaro em propostas da área e também é cotado para voltar à Esplanada.

Presidente em exercício do PSL, o advogado Gustavo Bebianno – cotado para ser ministro da Justiça – disse ser positiva para a governabilidade a aproximação com partidos da centro-direita e do centro, como DEM e MDB.

Além de cogitar representantes do DEM, Bolsonaro concedeu à Frente Parlamentar da Agropecuária a prerrogativa de indicar nomes para o cargo de ministro da Agricultura. A bancada ruralista é outro pilar de apoio do candidato no Congresso.

Bolsonaro também acenou participação no governo para os evangélicos, grupo que tem funcionado como uma terceira trincheira de sua campanha. Ele afirmou em entrevista a TVs controladas por igrejas evangélicas que cristãos terão espaço no governo. Bolsonaro disse que o PT “aparelhou” a administração pública “com gente que pensa diferente” dos evangélicos e que “não tem o sentimento cristão como nós temos”.

Nomes do DEM são cotados para compor eventual governo de Jair Bolsonaro

Pauderney Avelino, deputado (DEM-AM)

Em vídeo, Bolsonaro diz que o deputado, que não se reelegeu, fará parte de um eventual governo

Alberto Fraga, deputado (DEM-DF)

Derrotado na disputa pelo governo do DF, é cotado como “coordenador” da base aliada de um governo Bolsonaro

ACM Neto, presidente do DEM

Apoiador de Bolsonaro, prefeito de Salvador diz que aproximação de nomes da sigla com presidenciável é normal

Rodrigo Maia, presidente da Câmara

Deputado (DEM-RJ) quer se manter no comando da Casa, com apoio dos partidos do Centrão

Mendonça Filho, deputado (DEM-PE)

O ex-ministro da Educação do governo Temer colabora com  Bolsonaro e pode voltar à Esplanada

ESTADÃO CONTEÚDO

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Militares defendem mais moderação a campanhas na reta final da eleição

O general da reserva Augusto Heleno Pereira, eleito pelos militares para atuar como moderador de ânimos na retal final da eleição presidencial
O general da reserva Augusto Heleno Pereira, eleito pelos militares para atuar como moderador de ânimos na retal final da eleição presidencial – Adriano Machado – 17.out.2018/Reuters

 

A entrada de elementos militares na discussão entre as campanhas de Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) levou a cúpula da área de Defesa no país a fazer chegar às candidaturas um pedido por moderação na reta final da disputa.

Como Bolsonaro é o favorito para vencer o segundo turno, no domingo (28), as atenções estão mais concentradas no capitão reformado do Exército. Mas o PT, que procurou militares para conversar, também ouviu alertas.

Do lado do PSL, a preocupação maior foi com o vídeo no qual um dos filhos de Bolsonaro, o deputado reeleito Eduardo, diz que é fácil fechar o Supremo Tribunal Federal com “um soldado e um cabo” em caso de contestação judicial da vitória de seu pai.

Ainda que considerem que Eduardo falava em tom de blague, a menção à força militar contra o Judiciário por parte do filho mais midiático de Bolsonaro contrariou oficiais, segundo alguns deles.

Os militares contam com o general da reserva Augusto Heleno, anunciado ministro da Defesa caso Bolsonaro seja eleito, para exercer o papel de moderador desses impulsos.

Heleno, um general de quatro estrelas (topo da hierarquia), deixou o serviço ativo em 2011. Em 2017, começou a atuar na pré-campanha de Bolsonaro, a quem já conhecia, e quase foi seu vice.

A preocupação não é tanto com o Bolsonaro candidato, persona a qual oficiais generais costumam atribuir seus arroubos mais agressivos.

Mas sim com o eventual Bolsonaro presidente, cuja palavra poderá ser levada ao pé da letra por estratos sob o guarda-chuva do Estado.

É o proverbial guarda da esquina, que se excede empolgado pelo que crê ser uma carta branca vinda de cima, como teria dito o vice-presidente Pedro Aleixo quando debatia o AI-5, ato que endureceu a ditadura há 50 anos.

Nesse sentido, a fala de Bolsonaro no domingo (21), prometendo “varrer inimigos vermelhos”, prender Haddad e criticar a Folha por suas reportagens sobre o papel do WhatsApp na campanha caiu muito mal na cúpula.

Bolsonaro, fiel a seu estilo à la Donald Trump de bater e depois recuar, até tentou minimizar o que falou, exceto no caso do jornal.

Mas a cúpula espera uma declaração firme, mesmo que depois do resultado do pleito, para amainar ânimos.

Há também uma preocupação com atos violentos após a eleição, como o Painel mostrou nesta quarta (24).

Do lado petista, o desconforto veio pela acusação feita por Haddad na terça (23) de que o general da reserva Hamilton Mourão (PRTB), vice na chapa de Bolsonaro, teria sido um torturador.

O petista repetiu o que dissera o cantor Geraldo Azevedo, preso pela ditadura em 1969, durante uma apresentação. A questão é que Mourão tinha 16 anos na época e estava no colégio militar.

Mourão, general de quatro estrelas, era integrante do Alto Comando do Exército, centro de gravidade militar do país, até o fim de fevereiro.

Se não é unanimidade, é respeitado e influente. Faz parte de uma geração que cresceu no oficialato pós-1985, e considera ter tido de absorver os maiores ônus da transição da ditadura para a democracia.

Um petista procurou militares para tomar pulso da situação e ouviu queixa para transmitir a Haddad.

O petista até se desculpou pelo erro factual, mas voltou a criticar o fato de que Mourão e Bolsonaro declaram admiração aberta por Carlos Alberto Brilhante Ustra, que chefiou o DOI-Codi, centro de torturas na ditadura.

Além de Heleno, o general da reserva Fernando Azevedo e Silva é outro esteio do arcabouço informal que se montou entre as instituições à medida que a candidatura de Bolsonaro passou a ser vista como uma realidade viável.

Ele deixou o Alto Comando e foi assessorar o novo presidente do Supremo, Dias Toffoli, movimento acusado como de tutela no meio jurídico.

Seus apoiadores creem que ele servirá como um facilitador na transmissão de informações, até para reduzir o potencial de crises quando verborrágicos bolsonaristas ocuparem lugares de destaque no novo Congresso.

Silva é um ano mais velho que Bolsonaro na academia de formação de oficiais, e ambos serviram juntos na Brigada de Infantaria Paraquedista.

É uma costura delicada. Como a Folha descreveu nesta segunda (22), a cúpula da área teme que a natural identificação entre as Forças e um eventual governo que se propagandeia como militarizado possa causar danos institucionais.

FOLHAPRESS

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Hipótese de prisão após mandato inquieta Temer

Faltam dois meses e alguns dias para Michel Temer deixar o Palácio do Planalto. Em condições normais, Temer estaria agora sonhando em obter um lugar confortável na história ou articulando os seus próximos movimentos políticos. Mas a posteridade não é um lugar seguro para Temer. E as preocupações do presidente e dos seus principais auxiliares não estão voltadas para a política, mas para a polícia.

Temer está prestes a entrar para um clube que já tem como membros Dilma Rousseff e Lula. Vai virar sócio-atleta da Lava Jato. A operação já engoliu a Presidência de Dilma e encarcerou Lula. Temer está cercado por duas denúncias e um par de inquéritos —um sobre portos, nascido da delação da JBS, e outro sobre verbas negociadas na sobremesa de um jantar no Jaburu, delatado pela Odebrecht.

Nos subterrâneos, auxiliares de Temer discutem a sério o risco de o atual presidente ser preso depois que perder as imunidades do cargo, a partir de janeiro. A julgar pela movimentação do Ministério Público, o receio é justificável. Submetido à primeira instância, Temer pode ser alvo de medidas cautelares. A esse ponto chegamos: Temer gerencia a transição de governo e, simultaneamente, inquieta-se com a perspectiva de receber a visita dos rapazes da Polícia Federal.

JOSIAS DE SOUZA

Fonte: Blog do BG

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