PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTA QUINTA-FEIRA

Por G1

 

Chegando a hora… A três dias da eleição, a TV Globo realiza o último debate com os candidatos a presidente. O encontro será depois da novela ‘Segundo Sol’. Hoje também é o último dia da propaganda eleitoral no rádio e na televisão. Os números detalhados da pesquisa Ibope, por sexo, idade, escolaridade, renda, região, religião e raça. Em São Paulo, o carro do candidato a governador Major Costa e Silva é alvo de disparos; ele não foi atingido. O que é notícia nesta quinta-feira:

Debate presidencial

 — Foto: Editoria de Arte / G1

— Foto: Editoria de Arte / G1

A Globo realiza hoje, depois da novela “Segundo Sol”, o debate entre candidatos à Presidência da República. Mediado pelo jornalista William Bonner, o debate será realizado nos estúdios da emissora no Rio de Janeiro. Dividido em 4 blocos, este será o último debate entre os candidatos antes da votação em primeiro turno das eleições, no próximo domingo (7). O internauta também poderá acompanhar o debate no G1.

Fim da propaganda eleitoral

Hoje é o último dia de transmissão da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. É também o prazo final de propaganda política com comícios e aparelho de som fixo. O G1 contará como foi o dia dos candidatos e também como foi o último programa eleitoral do primeiro turno.

Pesquisa Ibope

Ibope divulga nova pesquisa de intenção de votos para presidente

Ibope divulga nova pesquisa de intenção de votos para presidente

O Ibope divulgou ontem o resultado da mais recente pesquisa de intenção de voto na eleição presidencial. A pesquisa ouviu 3.010 eleitores na segunda (1º) e na terça-feira (2). Nos votos totais, os resultados foram os seguintes:

  • Jair Bolsonaro (PSL): 32%
  • Fernando Haddad (PT): 23%
  • Ciro Gomes (PDT): 10%
  • Geraldo Alckmin (PSDB): 7%
  • Marina Silva (Rede): 4%
  • João Amoêdo (Novo): 2%
  • Henrique Meirelles (MDB): 2%
  • Alvaro Dias (Podemos): 1%
  • Cabo Daciolo (Patriota): 1%
  • Guilherme Boulos (PSOL): 0%
  • Vera Lúcia (PSTU): 0%
  • João Goulart Filho (PPL): 0%
  • Eymael (DC): 0%
  • Branco/nulos: 11%
  • Não sabe/não respondeu: 6%

Hoje, o G1 mostra a pesquisa Ibope para presidente por sexo, idade, escolaridade, renda, região, religião e raça: Haddad cresce entre os menos escolarizados, e Bolsonaro, no ensino médio. Veja também a rejeição por sexo, idade, escolaridade, renda, religião, raça e região.

Propostas dos presidenciáveis

Ao longo da campanha de 2018, o G1 procurou representantes das campanhas dos candidatos ao Planalto para saber como se posicionavam sobre questões relevantes dessas áreas. Hoje, as equipes falam sobre medidas para garantir recursos na área da educação pública do ensino infantil ao superior.

Tiros em São Paulo

Carro do candidato ao governo de SP, Major Costa e Silva é alvo de tiros em Ribeirão Preto

Carro do candidato ao governo de SP, Major Costa e Silva é alvo de tiros em Ribeirão Preto

carro do candidato da Democracia Cristã (DC) ao governo do estado de São Paulo, Major Costa e Silva, foi alvo de disparos na noite de ontem na Estrada Cooperativa, em Ribeirão Pires, na Grande São Paulo. O caso foi registrado na delegacia do município. Segundo o boletim de ocorrência, candidato e seu coordenador de campanha voltavam de um evento político. O veículo acabou caindo em um córrego e os dois foram levados para hospital. Ninguém se feriu. O G1acompanha desdobramentos do caso.

Cinema

Venon — Foto: Divulgação

Venon — Foto: Divulgação

Curtas e Rápidas:

Futebol

  • 21h45: Cruzeiro x Boca Juniors
  • 19h30: Fluminense x Deportivo Cuenca

Fonte: G1

Bolsonaro diz que respeitará resultado das urnas

O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) disse, em uma live (vídeo ao vivo publicado em seu Facebook), que respeitará o resultado das eleições, mas que não ligará para o candidato Fernando Haddad (PT), caso este vença. Nas imagens gravadas de sua casa, na noite desta quarta-feira, 3, Bolsonaro disse não acreditar na lisura do sistema eleitoral brasileiro.

“Eu desconfio da lisura no sistema eleitoral. Não há maneira de se fazer uma auditoria. Mas vou respeitar o que acontecer por ocasião das eleições. Só não vou ligar para o Haddad, caso ele venha a vencer. Se bem que eu não acredito nisso”, afirmou.

Bolsonaro também pediu aos eleitores que o ajudem a vencer no primeiro turno. “Está faltando muito pouco para nós ganharmos as eleições no primeiro turno. Nós devemos resolver essa fatura no primeiro turno para não termos o desgaste do segundo turno. Não anulem”, afirmou.

O candidato acrescentou que fará as lives até sexta-feira e disse ter limitações de saúde por conta de sua recuperação da facada. Nesta quarta, assessores próximos ao presidenciável disseram que ele não deverá participar do debate da TV Globo, marcado para esta quinta-feira, 4. O cirurgião Antonio Luiz de Vasconcellos Macedo, que cuidou de Bolsonaro no Hospital Albert Einstein, contraindicou a participação do candidato no debate, pelo nível de estresse e pelo tempo grande de fala de Bolsonaro.

ESTADÃO CONTEÚDO

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Compartilhamento de fake news nas redes cresce até 10 vezes na reta final da eleição

Na reta final da eleição, os conteúdos falsos se multiplicaram nas redes e no WhatsApp. Desde o fim de semana, 11 publicações falsas de grande repercussão — entre textos, fotos e vídeos — foram desmentidas pelo Fato ou Fake, o serviço de checagem do Grupo Globo.

No Facebook, 35 postagens tiveram cerca de 400 mil compartilhamentos e alcançaram milhões de eleitores. Só quatro vídeos publicados na rede social registraram 2,7 milhões de visualizações.

A propagação dos conteúdos falsos está crescendo, e rápido. O Núcleo de Dados do GLOBO analisou 18 páginas que compartilharam mentiras desde o fim de semana. As publicações mais recentes têm, em média, nove vezes mais interações e compartilhamentos do que postagens feitas pelas mesmas páginas nas primeiras semanas de setembro. Em média, cada publicação com conteúdo falso foi compartilhada 13,7 mil vezes. No início do mês, essa média era de 1,4 mil.

As milhares de interações — a soma de reações, comentários e compartilhamentos — ajudam a amplificar o alcance de uma postagem no Facebook. Uma das publicações que viralizou nos últimos dias, da página Planeta Brasil, traz um vídeo dizendo que a foto da manifestação contra o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) no Largo da Batata, em São Paulo, no sábado, era antiga e foi tirada durante o carnaval de 2017. Apesar de ser falso, o vídeo teve mais de 1,5 milhão de visualizações e 83 mil compartilhamentos.

No Facebook, as páginas pesquisadas que publicaram conteúdo falso nos últimos cinco dias se posicionam, majoritariamente, a favor de Bolsonaro. Contudo, isso não significa que a campanha tenha participação na propagação das mensagens e que também não seja alvo.

Um exemplo é o texto publicado em uma conta falsa do PSL no Twitter alertando para o fim do 13º salário caso Bolsonaro seja eleito — seu candidato a vice, general Mourão, já criticou o pagamento do 13º, mas o candidato rechaçou o seu fim.

Os materiais falsos que circulam no WhatsApp são impossíveis de serem rastreados, pois as conversas são criptografadas. Ao mesmo tempo, é fácil encaminhar mensagens recebidas.

Professor de Gestão de Políticas Públicas da Universidade de São Paulo (USP)e um dos coordenadores do Monitor do Debate Político do Meio Digital, projeto que faz o acompanhamento do que é publicado nas redes sociais, Pablo Ortellado explica que momentos de aumento da temperatura política são mais propícios para a circulação de desinformação. Ele alerta para o risco que esse tipo de conteúdo pode gerar:

— Esse aumento da circulação de mensagens falsas é óbvio e esperado em momentos em que a temperatura política também aumenta e isso se confirmou agora, na véspera da eleição. Esses boatos têm um dano terrível para a democracia, pois está sendo forjado um juízo político e há pessoas tomando decisões em cima de informações falsas, o que deturpa muito o jogo político — afirma Ortellado.

Para o cientista político Rafael Sampaio, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), mensagens falsas que circulam nas redes servem para reforçar o voto de quem já se decidiu ou ainda para aumentar a rejeição a certo candidato.

— Geralmente a “fake news” não é positiva, é negativa, para aumentar a rejeição. O perigo disso é que uma pessoa que não era tão radical no começo da eleição vai sendo contaminada e ficando mais radical. O efeito real é sobre aquelas pessoas que até poderiam mudar de candidato, mas que acabam cristalizando o voto — afirma Sampaio.

Peso na hora decisiva

Coordenador do projeto Eleições sem Fake, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Fabricio Benevenuto confirma a sensação de que há muitos conteúdos falsos no WhatsApp. Seu grupo monitora as fotos, vídeos, áudios, textos e links mais compartilhados em cerca de 200 grupos abertos no aplicativo — que podem ser acessados por links de convites oferecidos em páginas na internet.

Na última terça-feira, a ferramenta identificou que o texto mais compartilhado foi uma mensagem falsa que diz que o voto é anulado se o eleitor escolher apenas presidente e votar em branco para os outros cargos. A mensagem falsa foi compartilhada em 23 grupos monitorados pelo projeto da UFMG.

— É uma ferramenta que entrou com um peso muito grande na eleição, mas não conseguimos saber quem são os criadores do conteúdo e rastrear a origem — afirma Fabricio Benevenuto.

O GLOBO

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Eleição do ‘marketing zero’ apaga reinado dos publicitários

As verbas secaram, o tempo encurtou, a tecnologia mudou, e a campanha eleitoral de 2018 se consolida como aquela em que a era dos marqueteiros-estrelas foi atropelada pelo “marketing zero”.

Líder nas intenções de voto, com 32%, segundo o Datafolha desta segunda (1º), Jair Bolsonaro (PSL) nem marqueteiro tem. Com tempo ínfimo na TV, o próprio candidato, seus filhos e o presidente do PSL, Gustavo Bebianno, decidem a estratégia de comunicação.

É uma campanha “amadora”, segundo o candidato a vice, Hamilton Mourão (PRTB).

O acesso dos eleitores a redes sociais ajuda a entender melhor essa mudança: 81% dos eleitores do capitão reformado têm acesso a elas, segundo o Datafolha, acima da média nacional (68%).

Entre os eleitores de Fernando Haddad (PT), só 59% acessam as redes. A parcela sobe a 72% entre os de Ciro Gomes (PDT), mas volta a ficar abaixo da média para Geraldo Alckmin (PSDB), com 53%, e Marina Silva (Rede), 60%.

A diferença é expressiva também no uso do WhatsApp, apontada por especialistas como a mais poderosa (e perigosa) rede social, por ser muito difícil de monitorar. Ataques a concorrentes e notícias falsas podem se disseminar com rapidez sem a possibilidade de direito de resposta ou reações.

São 79% os eleitores de Bolsonaro que usam o WhatsApp, e 40% compartilham por ali notícias sobre a eleição.

Entre seus principais concorrentes, o que chega mais perto é Ciro, com 71% dos eleitores —mas apenas 20% usam a rede para a política.

“Nunca o marketing foi tão insignificante. Não fez diferença nenhuma o tipo de profissional, sua capacidade ou estratégia”, diz o publicitário Bob Vieira da Costa, especialista em comunicação pública.

A questão não é apenas de plataforma, mas de conteúdo. Desde o começo do ano, pesquisas qualitativas mostravam descrença do eleitor nos políticos e nas promessas de governo. “Não é um processo comum, que um marqueteiro consegue corrigir.”

As pesquisas, segundo o publicitário, mostravam um eleitor à procura de “atitude”: “Uma demonstração mais eloquente de compromisso e disposição”. No diagnóstico de analistas e profissionais da área, há menos razão e mais emoção nesta eleição.

Há também menos espaço para erro numa campanha “de uma onda só”, em oposição às anteriores, de “duas ondas”. A duração caiu à metade —de 90 para 45 dias— e os comerciais na TV ocupam 35 dias, e não mais 45. É preciso definir logo o rumo e corrigir rotas muito rapidamente.

O tempo dos programas encolheu, e quase metade dos eleitores (49%) diz não ter interesse no horário eleitoral, segundo o Datafolha.

Mesmo as inserções publicitárias, apostas dos marqueteiros para atingir mais audiência, não têm correlação com as intenções de voto nestas eleições. Com apenas um comercial a cada três dias, Bolsonaro nunca teve menos que 20% das intenções de voto, enquanto Alckmin, com 12 inserções de 30 segundos por dia, não ultrapassou 10%.

“Não adianta ter tempo maior se não comunicar o que as pessoas esperam ouvir”, diz Vieira da Costa.

“Com o encolhimento da TV, o marketing volta a ter cinco pernas, e não apenas uma superatrofiada”, diz o consultor político Gaudêncio Torquato.

Segundo ele, nas campanhas passadas marqueteiros como João Santana e Duda Mendonça eram considerados tão ou mais importantes que os próprios candidatos.

“Faziam grandes produções com recursos cinematográficos, uma verdadeira mistificação. O candidato passava os dias dentro do estúdio.”

Os escândalos do mensalão e da Lava Jato arranharam a imagem da função, a ponto de quatro ex-marqueteiros ouvidos pela reportagem preferirem não ser identificados.

Regras de financiamento eleitoral aprovadas em 2017 ajudaram emagrecer a perna da comunicação, porque tornaram inviáveis superproduções e os salários pagos em eleições anteriores.

No máximo, cada candidato a presidente pode gastar no primeiro turno R$ 70 milhões —incluindo todas as atividades, como publicidade, aluguel, transporte, alimentação etc. É o equivalente ao que um único marqueteiro diz ter recebido em 2014: João Santana, responsável pela campanha de Dilma Rousseff (PT).

Os envolvidos neste ano não declaram valores, mas profissionais da área falam em honorários de cerca de R$ 1 milhão —menos de 2% do que ganhou Santana em 2014.

Avanços tecnológicos permitiram uma campanha mais barata. Em vez de equipes de TV com equipamento caro e cinco pessoas (repórter, cinegrafista, assistente de áudio, de luz e motorista), há campanhas feitas só com celular.

Desapareceram as longas temporadas em estúdios, com comida e bebida 24 horas por dia e centenas de pessoas.

Por outro lado, diz Torquato, cresce a relevância relativa das outras quatro pernas: a análise de pesquisas, o posicionamento do discurso, a elaboração de propostas e a articulação social e mobilização de massa.

Funções que antes eram segmentadas hoje se integraram. Filmes feitos nas ruas são usados na TV e nas redes sociais.

Analistas e concorrentes reconhecem o sucesso da estratégia de Bolsonaro na internet, mas afirmam que ela não deve ser superestimada. “Sem atitude, as redes ficam mornas, chochas. Ninguém vai se manifestar sobre aquilo que não mobiliza. Fica sem combustível”, diz Vieira da Costa.

Outros limites das redes sociais, segundo marqueteiros, é que elas são mais úteis para destruir que para construir e pregam para convertidos.

O segredo de Bolsonaro foi consolidar uma rede de apoiadores fora da internet. Como outras decisões da campanha, não foi um trabalho de profissional de marketing, mas do núcleo próximo do candidato.

Essa articulação no mundo real —com sindicatos e movimentos sociais— ajudou partidos como o PT e o PDT a ampliar sua bolha, dizem analistas.

PT tem dificuldade de encontrar estratégia para conter Bolsonaro

A campanha de Fernando Haddad (PT) ainda não conseguiu elaborar uma estratégia para reagir ao avanço da onda conservadora em apoio a Jair Bolsonaro (PSL).

O temor dos petistas é que o discurso econômico com apelo ao eleitor mais pobre —defendido por parte deles como o trunfo nesta reta final— não seja suficiente para frear a escalada de rejeição ao candidato do ex-presidente Lula.

Por enquanto, a ordem no QG de Haddad é antecipar os ataques ao capitão reformado, previstos inicialmente apenas para o segundo turno, já que uma possível derrota na primeira fase da eleição começou a ser vislumbrada por alguns petistas.

Após as pesquisas recentes mostrarem diferença de dez pontos ou mais entre Bolsonaro e Haddad, uma espécie de operação de emergência foi colocada em curso para que o candidato de Lula chegue de fato ao segundo turno.

O medo do PT é que essa tendência de alta do capitão reformado carregue outros setores da sociedade e estimule uma enxurrada de voto anti-petista a quatro dias do primeiro turno.

Só a partir de domingo (7), de acordo com o resultado da votação, os principais assessores de Haddad dizem que será possível traçar um cenário mais claro para o eventual confronto direto com Bolsonaro.

Segundo o Datafolha divulgado nesta segunda (2), Bolsonaro subiu quatro pontos desde a semana passado e chegou a 32%, seguido por Haddad, que tinha 22% e agora aparece com 21%.

Em um eventual segundo turno, os dois estão tecnicamente empatados: Bolsonaro cresceu de 39% para 44% e Haddad oscilou de 45% para 42%. A rejeição do petista, porém, disparou de 32% para 41%, ante 45% do candidato do PSL.

Diante do quadro, os assessores de Haddad elegeram pelo menos três “fatores determinantes” para o crescimento bolsonarista: 1) forte onda do voto evangélico contra o petista, intensificada por fake news divulgadas nas redes sociais, segundo eles, por apoiadores de Bolsonaro; 2) perda de votos entre o eleitorado historicamente lulista, como pobres e nordestinos; 3) migração rápida de setores do PSDB que estavam com Geraldo Alckmin e agora já embarcam na candidatura do PSL, visto que o tucano não deslanchou.

Aliados de Haddad reclamam da estrutura do PSDB nos estados, principalmente no sul e sudeste, que já trabalham há dias pelo capitão reformado.

Nesta quarta (3), o candidato do PT acusou, pela primeira vez de forma direta, a campanha de Bolsonaro de distribuir nas redes sociais informações “falsas e vulgares” contra sua família para prejudicá-lo na corrida presidencial.

“Isso está acontecendo nos últimos dias, sobretudo relacionado ao público evangélico, que cultiva valores que nós também cultivamos”, afirmou Haddad em São Paulo. “A quantidade [dessas mensagens] está nos assustando”, completou, apesar de, publicamente, ainda afastar a possibilidade de o adversário vencer no primeiro turno.

Desde a semana passada, importantes líderes evangélicos, como o bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus, e o pastor José Wellington, presidente da Assembleia de Deus – Ministério Belém, declararam voto em Bolsonaro. O candidato do PSL também recebeu apoio da bancada ruralista e a indicação de que a Confederação das Associações Comerciais do Brasil endossará seu nome até o fim da semana, como informou o Painel.

Bolsonaro abriu vantagem em relação aos adversários, mas ainda não se aproximou de uma vitória em primeiro turno. Por enquanto, o cenário é considerado improvável, mas pode mudar na reta final, caso o capitão reformado consiga esvaziar seus rivais e passar dos 38% dos votos válidos que tem hoje, segundo o Datafolha, para 50% até domingo.

FOLHAPREE

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Fundador do PSDB deixa o partido e declara voto em Bolsonaro

Xico Graziano foi secretário do Meio Ambiente de José Serra Foto: Eliária Andrade / Agência O Globo
Foto: Eliária Andrade / Agência O Globo

 

Fundador do PSDBe um dos tucanos mais próximos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso , o ex-deputado federal  Xico Grazianodeixou o partido e decidiu apoiar o candidato do PSL e ex-capitão da reserva, Jair Bolsonaro , no primeiro turno. Ex-chefe de gabinete de FH, Graziano escreveu uma carta de desfiliação em que fazcríticas às disputas internas do partido e afirma que o PSDB não soube se diferenciar “nessa tragédia da democracia brasileira”.

Em conversa com o GLOBO, Graziano afirmou que votará contra o PT no domingo e declarou voto em Jair Bolsonaro. O ex-parlamentar diz que discorda de muitas das ideias de Bolsonaro mas que votará no capitão da reserva por considerá-lo o único capaz de vencer o PT na eleição.

— Conheci o Bolsonaro na Câmara quando fomos deputados. Ele é um cara honesto e coerente. Não concordo com várias das ideias dele, mas é inegável que ele é o único que está representando a derrubada desse sistema podre. Prefiro pagar o preço por me manifestar a ficar calado — diz.

No documento em que anuncia sua desfiliação, o ex-parlamentar não cita apoio a Bolsonaro. Na carta, publicada no site “Poder360”, o ex-tucano relembra os primeiros passos do partido quando ele e outros políticos que lutaram “contra o regime militar, defendendo as liberdades democráticas”, mas que discordavam da esquerda radical resolveram fundar o partido.

Graziano destaca o que chamou de período de ouro da sigla, entre 1994 e 2002, durante a Presidência de Fernando Henrique Cardoso e lamenta a morte de Mário Covas. Segundo ele, o ex-governador de São Paulo certamente sucederia Fernando Henrique em 2002.

O GLOBO

 

LOCAIS

Campanha de Robinson e Tião Couto é encerrada com grande mobilização em Mossoró

Os candidatos da coligação Trabalho e Superação, Robinson Faria (PSD) e Tião Couto (PR), encerraram a campanha política do primeiro turno, com uma grande carreata e comício, nesta quarta-feira (03), no bairro Walfredo Gurgel, em Mossoró.

Em seu discurso, Robinson relembrou à população sua votação em 2014, quando as pesquisas de opinião apontavam a vitória do ex-deputado federal, Henrique Alves. “Quero agradecer ao povo potiguar e dizer que, na próxima segunda-feira, começará tudo de novo, pois quando as urnas forem abertas, eu e Tião estaremos no segundo turno”.

Durante a campanha, Robinson destacou programas, projetos e obras importantes de sua gestão em todas as regiões do Estado, melhorando a qualidade de vida das pessoas, a exemplo do Restaurante Popular, Café Cidadão e Sopa Cidadã, onde é possível fazer as três refeições de qualidade ao preço de apenas 2 reais.

Foram dois meses de mobilizações em todos os municípios potiguares, através de carreatas, caminhadas, encontros e reuniões na conhecida Caravana da Verdade. Em todos os eventos, Robinson e Tião estiveram sempre ao lado do povo, escutando os anseios, principalmente, daqueles que mais precisam. “O povo do Rio Grande do Norte reconhece o meu trabalho e minha luta para recuperar o Estado na maior crise de sua história. Levei a verdade a todos nos comícios e debates na TV, mostrando como as velhas oligarquias quebraram o RN e mandaram a conta pra eu resolver sozinho. Portanto, acredito na vitória e se Deus quiser estaremos no segundo turno”, afirmou Robinson

Fonte: Blog do BG

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