PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTA QUINTA-FEIRA

Por G1

 

Eleições 2018: em 6 semanas de campanha, os presidenciáveis visitaram 130 cidades e quase todos priorizaram as capitais dos estados, que concentraram mais da metade das viagens dos candidatos. Termina hoje o prazo para tirar a 2ª via do título de eleitor. E se você ainda não escolheu seu candidato, o Sintonia Eleitoral pode te ajudar. Mais de 500 mil já testaram afinidade com os presidenciáveis. Nos EUA, o indicado por Trump para a Suprema Corte falará ao Senado, assim como uma das mulheres que o acusam de abuso sexual. O que é notícia nesta quinta-feira:

NACIONAIS

Candidatos pelo país

Os candidatos à Presidência da República que têm feito agendas públicas visitaram 130 cidades desde o início da campanha, em 16 de agosto, até ontem. Juntos, municípios que receberam algum candidato ao Planalto abrigam 40% da população brasileira. Capitais foram destino de mais da metade das viagens dos postulantes.

Título de eleitor

 — Foto: TSE / Divulgação

— Foto: TSE / Divulgação

Termina hoje o prazo para quem precisa tirar a 2ª via do título eleitoral. O pedido deve ser feito em cartório da zona em que o eleitor está cadastrado. Para emitir o documento, o eleitor não pode ter multas pendentes. Saiba mais aqui.

Sintonia Eleitoral

 — Foto: Karina Almeida / G1

— Foto: Karina Almeida / G1

Mais de 500 mil já testaram afinidade com os candidatos à Presidência com ajuda do Sintonia Eleitoral, ferramenta do G1 que mostra as propostas dos candidatos que mais têm a ver com as suas ideias. FAÇA O TESTE

Economia

O Banco Central divulga hoje, às 8h na internet, o relatório trimestral de inflação com estimativas para o PIB. Já a Fundação Getúlio Vargas divulga o IGP-M de setembro, utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis.

Curtas e Rápidas:

Futebol

  • 20h: Santos x Vasco

Previsão do tempo

Hoje é dia de…

  • Dia Nacional dos Vicentinos
  • Dia do Bacharel em Turismo
  • Dia Nacional da Doação de Órgãos
 Fonte: G1

Bolsonaro pega voo nesta sexta para casa

Jair Bolsonaro já marcou passagem para o Rio de Janeiro.

Segundo O Globo, ele “deve ter alta amanhã e, em seguida, embarcará no voo de carreira, da ponte aérea, das 15h da Gol, embora tenha recebido várias ofertas de empresários de cessão de jatinho para fazer esse trajeto. Já foram emitidas as passagens, incluindo as de 12 agentes da Polícia Federal.”

O ANTAGONISTA

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Brasileiros atacam papa por post contra armas: ‘Petralha, esquerdopata’

Brasileiros atacam papa por post contra armas: 'Petralha, esquerdopata'
© Clodagh Kilcoyne/Reuters

Por Notícias ao Minuto

Dezenas de brasileiros atacaram a conta do papa Francisco no Twitter, após o pontífice publicar uma mensagem, nesta quarta-feira (26), contra os programas de armamento e a favor de programas de desenvolvimento social.

“Rezemos para que no mundo prevaleçam os programas de desenvolvimento e não aqueles para os armamentos”, escreveu o papa na rede social.

Logo após a publicação da mensagem, vários internautas publicaram mensagens ofensivas contra o religioso. Alguns deles declaravam voto ao candidato à Presidência Jair Bolsonaro em sua foto de perfil na rede social. Veja abaixo!

Notícias ao Minuto

Notícias ao Minuto

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Debate presidencial promovido por UOL, Folha e SBT mostrou que o jogo está jogado e polarizado

O debate presidencial promovido por UOL, Folha e SBT não produziu nenhum lance capaz de despolarizar a sucessão de 2018. Ao contrário. O programa potencializou a sensação de que o jogo do primeiro turno está jogado. Sem muita presença de espírito, Bolsonaro beneficiou-se da ausência de corpo propiciada pela hospitalização. Presente, Haddad saboreou os ataques que o vincularam a Lula. A lulodependência tornou-se para ele uma espécie de kriptonita às avessas, pois é da cadeia de Curitiba que vem o superpoder que o fez voar nas pesquisas, saindo de um dígito para mais de 20% das intenções de voto.

Os rivais de Bolsonaro e Haddad serviram aos espectadores mais do mesmo. Em sua versão “doce de coco”, Ciro não perdeu a calma nem quando Cabo Daciolo lhe perguntou por que preferiu o Sírio Libanês a um hospital público quando precisou tratar da próstata, na noite anterior. Soou insincero ao dizer que tomaria distância do PT se fosse eleito. Alckmin recorreu ao velho blá-blá-blá quando lhe esfregaram na face a corrupção do PSDB. “Todos os partidos estão fagilizados”, disse. “Não passamos a mão na cabeça de ninguém”. Marina gastou baldes de saliva dirigindo apelos ao eleitorado feminino, que não a escuta. Escaldada pelo apoio dado a Aécio em 2014, absteve-se de assumir novos compromissos. Meirelles, Dias e Boulos esforçaram-se para aparecer. Mas tiveram um desempenho de sub-Daciolo.

Embora frequente a cena eleitoral sem nenhuma chance de virar presidente da República, Cabo Daciolo revelou-se um candidato imbatível ao posto de piada. Nas suas considerações finais, Daciolo vestiu-se de profeta: ”Estou profetizando à nação brasileira que vou ser o próximo presidente da República, para honra e glória do Senhor Jesus, em primeiro turno, com 51% dos votos. (…) Deus está controle.” O Todo-Poderoso, como se sabe, existe. Por isso, é improvável que o Apocalipse ocorra em 7 de outubro. Mas o Cabo fala em Deus com tal convicção que muita gente fica tentada a acreditar que Ele talvez não mereça existir.

Deve doer em Ciro, Alckmin, Marina e nos outros presidenciáveis a ideia de que fazem o papel de figurantes numa peça confusa em que os personagens principais são um admirador da ditadura militar e um poste fabricado na cadeia. Mas é improvável que a plateia tenha enxergado no debate qualquer coisa que se pareça com um fato novo capaz de modificar o enredo da polarização. Os candidatos e seus argumentos rodam como parafusos espanados.

POLÍTICA

Ataque à imprensa alcançou escala inédita com Bolsonaro

No já célebre “Como as Democracias Morrem”, Steven Levitsky e Daniel Ziblatt mostram como a intimidação à mídia está conectada à falência do Estado de Direito. O ataque sistemático à imprensa, que passa a ser apresentada como inimiga de políticos e regimes, está fartamente descrito no livro como parte do processo de fragilização das democracias pelo mundo.

O fenômeno não é, portanto, criação do Brasil. Nem novo é por aqui. Ganhou, porém, escala e organização inéditas na disputa eleitoral deste ano, protagonizado —sem exclusividade, é verdade, mas com destaque— por apoiadores de Jair Bolsonaro (PSL).

Qualquer reportagem que incomode o candidato ou seus simpatizantes é descrita como fake. O Judiciário, o Congresso, os partidos e os adversários são alvos de tratamento semelhante. Até a Polícia Federal, exaltada por muitos dos que são “contra tudo o que está aí”, recebeu pedradas. Nenhuma instituição parece merecer voto de confiança.

Mas aqui vou me ater a ofensas contra jornalistas. Ah, não vai falar sobre a esquerda? Vou. Em 2013, fui cobrir pela Folha o ato de dez anos do PT no governo. Houve tumulto na entrada. Fui checar. Militantes viram meu crachá. Tomei um chute pelas costas e fui chamada de coisas como “cadela do PIG” —termo usado por detratores quando a imprensa era chamada de golpista, e não de esquerdista como agora.
A direção do PT emitiu nota lamentando o ataque e afirmando respeito —não expresso no discurso de seus líderes— aos profissionais de comunicação.

Em 2014, fiz reportagem que desagradou eleitores do PSDB. Um blogueiro do partido, já morto, escreveu: “Repórter que levou pontapés da esquerda ataca a direita liberal”. Novamente, pedidos de desculpas de líderes da sigla.

O episódio mais recente de manifestação de ódio veio neste ano e em grande escala, após o programa Roda Viva com Bolsonaro. Peço desculpas aos leitores que defendem a moral, os bons costumes e os valores da família, mas o que reproduzo abaixo foi expresso por quem diz pregar ideias parecidas.

“Vagabunda”, “filha da puta”, “piranha”, “mentirosa”, “bandida”, “jumenta”, “você é do tipo que merece receber menos do que os homens”, “você merece morrer”. Foi em julho. Não parou mais.

Neste mês, gravei um programa na internet sobre pesquisas. “Essa repórter é filha do cão. Petralha imunda. Nordeste, sai do Brasil!”. Outro: “Essa boca só serve para mamar mesmo”.

Na terça (25), os repórteres Rubens Valente e Marina Dias, da Folha, revelaram documento do Itamaraty que registra que, em 2011, uma ex-mulher de Bolsonaro disse ao órgão que havia fugido do país sob ameaça de morte. Hoje ela nega —a negativa já constava da reportagem antes de ela produzir vídeo contra o que chama de “mídia suja”.

Os dois repórteres foram alvo de um levante. Parte dos bolsonaristas errou a mira e atacou uma homônima de Marina. Um amigo foi às redes dizer que haviam pego a pessoa errada para Cristo. Em vão. “Olhem a cara dessa vagabunda. Putas de rua têm mais decência do que essa cadela.”

Jornalistas da TV Globo, de O Globo, do Estadão, de blogs, sites de checagem… Todos estão com as redes cheias dessas mensagens. O motim é contra a imprensa livre, crítica e profissional. Reportagem com documento oficial, três fontes e outro lado não presta. Vídeo de youtuber com teoria da conspiração sem qualquer prova? Esse vale.

Bolsonaro não representa ameaça à democracia, dizem seus apoiadores. Bolsonaro não é misógino, insistem. Ele e seus aliados, então, deveriam desencorajar oficialmente esse tipo de conduta —o que não foi feito até a conclusão desse texto. Afinal, o que dizer desses eleitores?

Daniela Lima

É editora do Painel / FOLHA

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Sucessão escancara falta de quadros da política

De todas as evidências que a sucessão de 2018 escancara, a mais incômoda é a absoluta falta de quadros da política nacional. O líder das pesquisas, Jair Bolsonaro, era até ontem um deputado com 27 anos de mandato e nenhuma obra relevante a exibir. O vice-líder é Fernando Haddad, um ex-prefeito cujo mandato o eleitor de São Paulo se recusou a renovar, impondo-lhe uma derrota de primeiro turno.

O país está de novo às voltas com uma disputa do tipo PT versus anti-PT. A diferença é que o eleitor anti-petista se deslocou da centro-deireita para a extrema-direita. Incompetência do PSDB. Há 16 anos fora do Planalto, o tucanato não conseguiu oferecer esperança que justificasse o seu retorno. Aécio, a oferta de 2014, virou lama. Alckmin, a aposta de 2018, está na posição do jogador que corre o risco de levantar da mesa de pôquer sem dinheiro para o táxi.

O PT celebra a ascensão meteórica de Haddad como um renascimento. Nada mais ilusório. Depois de dois mega-escândalos e um impeachment, tudo o que o petismo foi capaz de oferecer foi um novo poste. O único líder do partido com luz própria está na cadeia. Sofrerá novas condenações. Ainda que eleja mais um preposto, Lula talvez não consiga mais disputar eleições. Costuma-se dizer que o brasileiro não sabe votar. Mas a verdade é que o eleitor não pode escolher o que não está na vitrine.

JOSIAS DE SOUZA

Fonte: Blog do BG

 

LOCAIS

Zenaide: “É revoltante os juros praticados pelas instituições financeiras no Brasil”

A deputada federal Zenaide Maia, também candidata ao Senado pelo Partido Humanista da Solidariedade (PHS), voltou a criticar os juros praticados pelas instituições financeiras, após o Banco Central divulgar, nesta quarta-feira (26), o aumento nos juros médios cobrados no cartão de crédito rotativo – subiram para 274% ao ano em agosto.

A parlamentar é autora da PEC (proposta de emenda à Constituição) que proíbe que os juros cobrados pelas instituições sejam maiores que o triplo da taxa básica estabelecida pelo Banco Central. O texto ainda está em análise na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara do Deputados.

“A PEC está parada a pedido do ministro. É revoltante. Só para ter uma noção. Se um cidadão compra uma geladeira no cartão de crédito, ao final, ele vai ter pago o equivalente a três geladeiras. Isso não existe. Isso é uma extorsão. A gente precisa mudar essa realidade”, afirmou Zenaide.

Fonte: Blog do BG

 

INTERNACIONAIS

Kavanaugh fala ao Senado

Brett Kavanaugh durante audiência no Senado, em Washington, em 5 de setembro — Foto: Saul Loeb / AFP

Brett Kavanaugh durante audiência no Senado, em Washington, em 5 de setembro — Foto: Saul Loeb / AFP

O juiz Brett Kavanaugh, indicado por Trump para a Suprema Corte dos EUA, fala hoje ao Senado norte-americano. Ele deve se defender das acusações de abuso sexual que pesam sobre ele. A primeira das 3 mulheres que acusaram Kavanaugh também irá testemunhar perante o Comitê Judicial do Senado. Ela afirma que quando ambos estavam no ensino médio, durante uma festa, ele tampou sua boca e tentou tirar sua roupa.

Fonte: G1

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