PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTA QUINTA-FEIRA

30 de agosto, quinta-feira

Bom dia! Aqui estão os principais assuntos para você começar o dia bem-informado.

 

Trump anunciou que vai aliviar a tarifa de cotas de importação de aço e alumínio, decisão que beneficia Brasil, Argentina e Coreia do Sul. Eleições 2018: termina hoje o prazo para os advogados de Lula apresentarem ao TSE a defesa da candidatura dele, alvo de 16 contestações. Em entrevista ao Jornal Nacional, o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, diz que presídios não são controlados por facção e nega irregularidades no Rodoanel em SP. O governo leva a leilão três distribuidoras da Eletrobras, que fornecem energia para Acre, Rondônia e Roraima. O que é notícia no G1:

INTERNACIONAIS

Guerra comercial dos EUA

Presidente dos EUA, Donald Trump (Foto: Carlos Barria / Reuters)

Presidente dos EUA, Donald Trump (Foto: Carlos Barria / Reuters)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou ontem à noite que vai aliviar as cotas de importação de aço e alumínio que excedam as cotas livres do pagamento das sobretaxas impostas pelo governo em março. A decisão de flexibilizar a tarifa, publicada no portal da Casa Branca, beneficia Brasil, Argentina e Coreia do Sul. Com isso, as empresas americanas que comprarem aço do Brasil não vão precisar pagar 25% a mais sobre o preço original. Leia no G1.

Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Ricardo Moraes / Reuters)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Ricardo Moraes / Reuters)

Termina hoje o prazo de sete dias para a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que está preso, apresentar seus argumentos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a viabilidade de sua candidatura à Presidência nas eleições de outubro. O pedido de registro de Lula foi alvo de 16 contestações na Corte com base na Lei da Ficha Limpa: oito impugnações (apresentadas pelo Ministério Público, partidos, coligações e candidatos) e oito notícias de inelegibilidade (apresentadas por cidadãos).

Eleições 2018

Geraldo Alckmin (PSDB) é entrevistado no Jornal Nacional

Geraldo Alckmin (PSDB) é entrevistado no Jornal Nacional

O candidato a presidente da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin, negou ontem, em entrevista ao Jornal Nacional, que os presídios de São Paulo – estado governado por ele durante 11 anos – sejam controlados por facção criminosa. Ele também negou irregularidades na obra do Rodoanel, em São Paulo. Alckmin foi o terceiro entrevistado da série do JN com presidenciáveis. O primeiro foi Ciro Gomes (PDT) e o segundo, Jair Bolsonaro (PSL). Hoje, Marina Silva (Rede) encerrará a série.

Terceirização de trabalho

 (Foto: Jana Pessôa / Setas-MT)

(Foto: Jana Pessôa / Setas-MT)

Leilão de distribuidoras da Eletrobras

Leilão de distribuidora da Eletrobras no Piauí em julho (Foto: Reprodução / B3)

Leilão de distribuidora da Eletrobras no Piauí em julho (Foto: Reprodução / B3)

O governo vai realizar nesta quinta-feira o leilão de três distribuidoras da Eletrobras: Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre), Centrais Elétricas de Rondônia (Ceron) e Boa Vista Energia, de Roraima. As três fazem parte do conjunto de seis distribuidoras que o governo planejou privatizar até o fim do ano. Em julho, o governo vendeu a Companhia Energética do Piauí (Cepisa) para a Equatorial Energia.

Desemprego

Sai hoje a taxa de desemprego de julho no Brasil. Em junho, a taxa caiu para 12,4% no trimestre, na terceira queda mensal consecutiva, mas ainda atingia 13 milhões de brasileiros, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da pesquisa Pnad Contínua.

Violência no Rio

número de pessoas mortas em chacinas – assassinatos com três ou mais vítimas em um mesmo local – cresceu 166% no Rio de Janeiroquando comparados os oito primeiros meses de 2018 com o mesmo período do ano passado. Em 2017, houve 21 chacinas que resultaram em 71 pessoas mortas, segundo números do Labotário de dados Fogo Cruzado. Neste ano, em 47 ocasiões, o levantamento da instituição contabiliza 189 assassinatos. Os dados revelam que mais que dobrou a letalidade e a violência em diferentes cidades do estado.

Crise migratória

Venezuelanos embarcam em avião da FAB rumo a outros três estados no 7º voo de interiorização (Foto: Alan Chaves / G1 RR)

Venezuelanos embarcam em avião da FAB rumo a outros três estados no 7º voo de interiorização (Foto: Alan Chaves / G1 RR)

Mais um grupo de venezuelanos passará pelo processo de interiorização: 60 vão para Goioerê (PR), 25 para o Rio de Janeiro (capital) e 4 para Brasília. O G1 acompanha.

Curtas e Rápidas:

Longa 'Ferrugem', de Aly Muritiba, ganha o Kikito de melhor filme no Festival de Gramado

Longa ‘Ferrugem’, de Aly Muritiba, ganha o Kikito de melhor filme no Festival de Gramado

Futebol

  • 21h45: Palmeiras x Cerro Porteño

Hoje é dia de…

  • Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclorose Múltipla

 

Fonte: G1

Site das Americanas para de vender camisas pró-Bolsonaro e anti-Lula

Os sites das Lojas Americanas e Submarino retiraram do catálogo de vendas as camisetas favoráveis ao candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL).

Os produtos saíram do ar após a Folha de S.Paulo revelar que os sites estavam comercializando os modelos.

+ Uma em cinco pontes ou viadutos precisa de reforma no país

Eram 38 modelos diferentes com frases como “É melhor Jair se acostumando” e “Bolsonaro Presidente”.

No site das Lojas Americanas, também estavam à venda camisetas com a imagem de uma mão com quatro dedos dentro de um círculo com o sinal de proibido onde está escrito “Fora Ladrão”.

As peças custavam de R$ 34,93 até R$ 44,90. Existiam até modelos de roupas para bebês. As vendas eram feitas por empresas terceirizadas.

Procurados, as Lojas Americanas e o Submarino afirmam que: “A companhia desautoriza a venda de qualquer material de campanha política. Os produtos foram retirados dos sites e os sellers, advertidos”.

Com informações da Folhapress.

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Ciro Gomes diz que deseja manter distância dos eleitores de Bolsonaro

O candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, disse nesta quarta-feira, 29, que não quer os votos do candidato do PSLJair Bolsonaro, a quem classificou como “projetinho de Hitler tropical”. Segundo Ciro, “uma fração dos brasileiros” tem uma pedra no lugar do coração, são egoístas e não se preocupam com os 13 milhões de desempregados”. O pedetista afirmou ainda querer “distância dessa gente”.

“Eu não quero buscar os votos de todo mundo, não”, respondeu, quando questionado sobre como faria para conquistar os votos de Bolsonaro nas eleições 2018. “Eu quero buscar os votos dos brasileiros, homens e mulheres, decentes, equilibrados, serenos, que têm solidariedade com os mais pobres. O Brasil tem uma fração da população, que respeito porque é o meu povo e quero ser presidente de todos, mas há uma fração que vive com uma pedra no coração, são egoístas, pouco estão se lixando para os 13 milhões de desempregados, pouco estão se lixando para o problema dos 32 milhões que vivem correndo da repressão nas ruas para vender”, disse.

“Bolsonaro não é ignorante; ele passou na Academia Militar das Agulhas Negras. Bolsonaro é mistificador, perigoso e fascista. (Ele) é um projetinho de Hitler tropical e muito mal preparado, porque Hitler pelo menos era um intelectual razoável”, complementou.

Ciro emendou citando como exemplo o polêmico episódio no qual Bolsonaro se desentendeu com a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS). A discussão rendeu um processo contra o deputado no Supremo Tribunal Federal (STF).

“(Esses brasileiros) estão pouco se lixando se 60 mil mulheres foram estupradas, fazem até piada. Dizem para uma própria colega, como o Bolsonaro disse, que não a estupra porque ela é feia”, lembrou. “Quantos desses estupros aconteceram porque o cara está escorado num candidato popular? Eu não quero agradar essa gente, quero distância dela”.

Ciro também acusou Bolsonaro de “manipular o sentimento do seu eleitorado”, quando foi perguntado sobre o desempenho do candidato do PSL em entrevista do Jornal Nacional, da TV Globo. Em seguida, pediu “pelo amor de Deus” para que os brasileiros “não brinquem com o futuro”.

‘Despreparado’

“Fui disparado melhor que o Bolsonaro (no JN), o que não é vantagem pra mim. Pensa num cabra despreparado, é uma coisa chocante. Não sei como alguém no Brasil, o povo brasileiro do jeito maravilhoso que é, aceita….”, disse, antes de corrigir sua análise. “Até entendo o povo. O Brasil está zangado com a política, sofrido, humilhado, muito assustado com a impotência do Estado de resolver os problemas. Ele (Bolsonaro) interpreta com despudor e desonestidade esses sentimentos instintivos básicos, primatas, de uma fração dos brasileiros. É preciso respeitar as pessoas, mas pedir a elas, pelo amor de Deus, em nome do futuro, que elas não brinquem com o futuro”, argumentou.

Ciro ainda comentou um episódio apelidado por Bolsonaro como “kit gay”, em referência a um material didático preparado pelo Ministério da Educação durante o governo Dilma Rousseff. O candidato do PDT disse que não veria problema se seu filho, de dois anos de idade, brincasse com uma boneca.

“Isso é uma grande baboseira, uma imensa baboseira que vai predispondo o estigma contra pessoas que, só por uma orientação sexual diferente, amam diferente do tradicional. O que nós temos com isso?”, questionou. “Eu tenho um filho de 2 anos e oito meses e, se ele ficar brincando com a boneca, eu brinco junto. Qual é o problema? Ou alguém acha que alguém vai afirmar a sua orientação sexual por causa de um brinquedo? Isso é de uma ignorância estapafúrdia.”

As declarações foram feitas em visita à sede da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior no Brasil, em Brasília, onde Ciro assinou compromissos na área de educação.

ESTADÃO CONTEÚDO

Temer abre cofres e aperta o botão de ‘dane-se’ ao autorizar o aumento do judiciário

Ao assumir o trono, Temer prometia tirar as contas públicas do vermelho. Falava em “recolocar o país nos trilhos”. A quatro meses do fim do mandato, comanda um trem fantasma. Entregará ao sucessor, entre outras almas penadas, uma cratera fiscal de R$ 139 bilhões para 2019.

Com os cofres no osso, Temer desistiu de congelar os reajustes salariais do funcionalismo. Pior: aceitou incluir no Orçamento do ano que vem o aumento dos contracheques do Judiciário.

Caótico, o governo Temer promoveu, nas pegadas do impeachment de Dilma Rousseff, uma farra salarial. Numa madrugada de junho de 2016, sob aplausos do Planalto, a Câmara aprovou 14 projetos com aumentos para 38 carreiras de Estado. Dizia-se na época que os mimos —mais de R$ 50 bilhões até 2019— tinham sido negociados por Dilma e já estavam computados no rombo fiscal.

A equipe econômica tentava agora levar ao freezer o pedaço do reajuste dos servidores previsto para o ano que vem. Coisa de R$ 6,9 bilhões. Temer parecia concordar. Mas decidiu tratar uma verba pública inexistente como se fosse dinheiro grátis. Liberou os reajustes sob o argumento de que cabe ao sucessor evitar o descarrilamento do trem fantasma. Michel Temer apertou o botão de “dane-se”.

JOSIAS DE SOUZA

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No JN, alianças com Centrão e Aécio constrangem Alckmin

Na terceira entrevista do Jornal Nacional com os presidenciáveis nas eleições 2018, o ex-governador Geraldo Alckmin, presidenciável do PSDB, foi questionado sobre a tolerância do partido com tucanos envolvidos em casos de corrupção e confrontado com as alianças que a sigla fez para chegar ao Palácio do Planalto.

O tucano, que é presidente nacional do PSDB, foi pressionado pelos apresentadores a responder por que não tomou medidas no âmbito partidário contra o senador Aécio Neves (MG), que é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta prática de corrupção passiva e obstrução de Justiça no caso da delação da J&F, e o ex-governador mineiro Eduardo Azeredo, preso pelos crimes de peculato (apropriação indevida de bem) e lavagem de dinheiro no caso do mensalão mineiro.

“Aécio não foi condenado. Ele está sendo investigado. Vai responder para a Justiça. Não passamos a mão na cabeça de ninguém. Azeredo já está afastado da política há muito tempo. Vai sair do PSDB. Não precisa nem expulsar”, disse o presidenciável.

O âncora William Bonner insistiu no tema e Alckmin respondeu com uma indireta aos petistas que protestam contra a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Operação Lava Jato. “Nós não vamos na porta da penitenciária para contestar justiça. Não transformamos réu em vítima.”

Os âncoras também questionaram duramente as alianças de Alckmin na campanha e citaram o exemplo do acordo com Fernando Collor (PTC) em Alagoas para constrangê-lo.

O ex-presidente, que sofreu um processo de impeachment em 1992, é candidato ao governo alagoano com apoio do PSDB. “O PTC não me apoia. Ele apoia outro candidato. Não está na minha coligação”, respondeu.

Em outro momento, a jornalista Renata Vasconcellos corrigiu a informação e explicou que os tucanos apoiam Collor em Alagoas. William Bonner, por sua vez, citou o ditado popular “Diga com quem andas, e lhe direi quem é” e lembrou que os aliados do “Centrão’ somam 41 investigados na Lava Jato.

Alckmin então repetiu mais uma vez o mantra de que vai governar “com os melhores quadros de todos os partidos” e afirmou que a coligação é importante “porque o Brasil tem pressa” para aprovar reformas.

O ex-governador defendeu o ex-diretor presidente da Dersa, Laurence Casagrande, que foi preso por suposto superfaturamento nas obras do Rodoanel, e afirmou que seu ex-auxiliar foi “injustiçado”.

Ao ser perguntado sobre a expansão da facção criminosa paulista PCC de dentro do presídio durante seu mandato, Alckmin respondeu com um bordão: “Cana dura. São Paulo prende.”

Estadão Conteúdo

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Solução para risco hidrológico do setor elétrico pode ficar para 2019

Entidades ligadas ao setor elétrico avaliam que, mesmo com a aprovação do projeto de Lei da Câmara (PLC) 77/18, que trata da privatização das distribuidoras, a solução para o principal problema do setor elétrico, o impasse em torno do chamado risco hidrológico (GSF, na sigla em inglês) deve ficar para 2019.

O texto, que está em tramitação no Senado, pode ser votado no esforço concentrado previsto para a próxima semana. Além da privatização das distribuidoras, o projeto também tenta resolver o impasse de uma conta que o setor estima chegar a R$ 13 bilhões no final de 2018.

De acordo com o presidente do Fórum das Associações do Setor Elétrico (Fase), Mario Menel, a privatização das distribuidoras não é a maior preocupação do setor, mas a questão envolvendo débitos do risco hidrológico. A avaliação de Menel é que a saída do senador Romero Jucá (MDB-RR) da liderança do governo enfraquece a possibilidade de votação da matéria.

“Tivemos mais uma mini derrota com a saída do Romero Jucá [da liderança]. Sabemos da capacidade de articulação dele, tinha muita expectativa nele. Outra derrota foi a janela [de votação] da semana passada que se fechou, passou para primeira semana de setembro”, ontem (28) Menel durante o I Encontro em Prol dos Reservatórios no Brasil, que defende a retomada de projetos de construção de usinas com barragens.

De acordo com Menel, o curto prazo para tentar fechar um entendimento em torno da matéria, torna a aprovação mais complexa. “Tínhamos duas janelas, duas semanas de esforço concentrado que virou uma só, a pauta vai ser mais complexa ainda e menor”, afirmou.

Ontem (28) o senador Romero Jucá, apresentou o relatório do projeto sem alterações na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O texto ainda precisa passar por mais duas comissões, antes de ir para votação no plenário.

O problema relacionado ao risco hidrológico envolve diversas ações judiciais questionando valores cobrados no mercado. A Câmara de Comercialização de Energias Elétrica (CCEE), que faz a liquidação financeira das transações, registrou mais de 280 ações judiciais relacionadas ao risco hidrológico.

O imbróglio tem deixado grande parte das empresas do mercado de energia sem receber créditos por suas operações, pagos mensalmente pela CCEE. Em junho, a CCEE só arrecadou R$ 1,99 bilhão de reais de um total de R$ 10,02 bilhões envolvidos nas operações. A baixa na arrecadação está relacionada principalmente às decisões que isentam algumas elétricas de custos gerados pelo GSF.

Pela proposta que transita no Senado, os geradores com contratos no mercado livre poderão repactuar os valores do GSF, com a condição de que desistam de ações judiciais e renegociem seus débitos, em troca da extensão do período de outorga das usinas.

Mesmo que ele seja votado durante o esforço concentrado previsto para o início e setembro, o presidente da Fase acredita que não haverá tempo para resolver a questão, uma vez o projeto prevê que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), terá que regulamentar os procedimentos, com a realização de audiência pública.

“É complicado, e acho que vai ter um processo regulamentar ainda mais demorado, o que me leva a essa conclusão de que vamos atingir os R$ 13 bilhões previstos pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica”, disse. “Se precisaria de três ou quatro meses de [trâmite na] Aneel, para ter, no fim do ano, a aplicabilidade efetiva da lei”, acrescentou.

Agência Brasil

Fonte: Blog do BG

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