PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTA QUINTA-FEIRA

16 de agosto, quinta-feira

Bom dia! Aqui estão os principais assuntos para você começar o dia bem-informado.

 

NACIONAIS

Menos jovens votando

A proporção de eleitores com voto facultativo nas eleições deste ano é a mais baixa pelo menos desde 2002, apontam dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Dos mais de 147 milhões de pessoas aptas a votar no pleito de outubro, 17,9 milhões se enquadram no voto facultativo, o que corresponde a 12,1% do eleitorado. Entenda logo mais no G1.

  • Começa a corrida presidencial nas ruas e na internet, e o G1acompanha
  • Nº de eleitores jovens cai por desilusão com política e falta de identificação com os partidos, avaliam especialistas
  • Presidenciáveis arrecadam R$ 1,3 milhão com ‘vaquinhas virtuais’, mostra levantamento

Economia

Apesar de ter conseguido recuperar em junho boa parte das perdas registradas em maio por conta da greve dos caminhoneiros, a economia brasileira patinou no 2º trimestre e após a divulgação de uma série de indicadores antecedentes aumentaram as apostas de que o país pode ter registrado a primeira queda trimestral, depois de 5 períodos seguidos no azul. O G1 explica.

Emprego

 (Foto: Valdecir Galor / SMCS)

(Foto: Valdecir Galor / SMCS)

O IBGE divulga hoje o resultado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) trimestral. No 1º trimestre, faltou trabalho para 27,7 milhões de brasileiros. A taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 24,7%, a maior da série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012.

Prisma Fiscal

O Ministério da Fazenda divulga o relatório Prisma Fiscal, com estimativas do mercado financeiro para o déficit das contas do governo neste ano e em 2019.

Abono do PIS-Pasep

 (Foto: Reprodução / Rede Amazônica Acre)

(Foto: Reprodução / Rede Amazônica Acre)

Começa nesta quinta o pagamento do segundo lote do abono salarial PIS-Pasep calendário 2018-2019 (ano-base 2017). No caso do PIS, o pagamento será para trabalhadores da iniciativa privada nascidos em agosto, e no do Pasep é para servidores públicos com final da inscrição 1. O valor varia de R$ 80 a R$ 954, dependendo do tempo em que a pessoa trabalhou formalmente em 2017.

Madonna, 60

Madonna em 1986 (Foto: Divulgação)

  Madonna em 1986 (Foto: Divulgação)

Sexo, religião e lucro: desde que começou a carreira, Madonna não para de testar os limites. Ela completa 60 anos hoje e continua provocadora, agora na pele de uma mulher madura e sem complexos.

  • Vídeo: relembre todas as facetas da rainha do pop
  • Vídeo: fãs relembram loucuras e comemoram 60 anos da cantora

Japonês da Federal

Newton Ishii, o 'Japonês da Federal', durante o programa 'Conversa com Bial' (Foto: Reprodução / TV Globo)

Newton Ishii, o ‘Japonês da Federal’, durante o programa ‘Conversa com Bial’ (Foto: Reprodução / TV Globo)

Antes de ganhar fama em todo o país como o “Japonês da Federal”, Newton Ishii trabalhou para a ditadura militar, na década de 1970. Ele confessou no programa “Conversa com Bial”, que foi ao ar na TV Globo no início da madrugada desta quinta-feira (16), que foi um espião durante os anos de chumbo.

Loteria

 (Foto: Marcelo Brandt / G1)

(Foto: Marcelo Brandt / G1)

O concurso 2.069 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 7,5 milhões para quem acertar as seis dezenas. O sorteio ocorre às 20h (horário de Brasília) desta quinta (16) no município de Coribe, na Bahia.

Rio de Janeiro

Tanque do Exército derruba barreiras colocadas por traficantes em rua da Vila Kennedy, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. (Foto: Jose Lucena / Futura Press / Estadão Conteúdo)

Tanque do Exército derruba barreiras colocadas por traficantes em rua da Vila Kennedy, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. (Foto: Jose Lucena / Futura Press / Estadão Conteúdo)

Passados seis meses desde que foi decretada intervenção federal na segurança no Rio, completados nesta quinta-feira (16), moradores da Vila Kennedy, comunidade da Zona Oeste considerada modelo de atuação das Forças Armadas, relatam que, com a saída das tropas, só restou o medo. Segundo pessoas ouvidas pelo G1, o domínio de traficantes está de volta, e com novas restrições.

Fonte: G1

VEJAM QUANTO CADA UM: Candidatos a presidente declaram patrimônio que soma R$ 833 milhões

Os candidatos à Presidência da República neste ano declararam à Justiça Eleitoral valor recorde em patrimônio: R$ 833 milhões, somados os bens dos 13 concorrentes à sucessão do presidente Michel Temer. Na última eleição presidencial, a soma dos bens informados pelos 11 candidatos era de R$ 11 milhões (em valores nominais).

Esta é a primeira eleição geral em que os candidatos estão proibidos de arrecadar dinheiro de empresas para custear as campanhas. Só pessoas físicas podem realizar doações. No entanto, os próprios candidatos foram autorizados a bancar a totalidade de seus gastos, por meio do chamado autofinanciamento, até o limite para cada cargo em disputa. A regra beneficia candidatos ricos. No caso de presidente, o teto é de R$ 70 milhões no primeiro turno, e de R$ 35 milhões no segundo.

O valor do patrimônio dos presidenciáveis chega perto do orçamento de 2018 do Fundo Partidário (R$ 888 milhões), criado para bancar as despesas de funcionamento das siglas, mas que pode ser aplicado nas campanhas. Além disso, a atual eleição será a primeira a contar com outra fonte de recursos públicos, o Fundo Especial de Financiamento de Campanha, criado no ano passado com remanejamento de R$ 1,7 billhão de outros gastos e renúncias da União.

Dois estreantes na disputa pela Presidência impulsionaram as cifras: o engenheiro João Amoêdo (Novo), dono de R$ 425 milhões, e o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles (MDB), cuja fortuna é de R$ 377 milhões. Amoêdo e Meirelles, ambos com carreira profissional desenvolvida em bancos, representam juntos 96% do total de patrimônio – sendo que mais da metade pertence ao fundador do partido Novo. Ambos já manifestaram que pretender aplicar recursos próprios em suas campanhas.

O candidato do Novo nunca havia feito declaração pública de bens. Amoêdo disse, no Twitter, que suas posses forem conquistadas “com muito estudo, trabalho, dedicação e responsabilidade”. Os bens mais valiosos do presidenciável são aplicações financeiras, imóveis, objetos colecionáveis (obras de arte e joias), embarcações, automóveis e quotas de empresas e ações. Só de aplicação de renda fixa ele diz ter R$ 217 milhões.

Já Meirelles também foi candidato em 2002, quando se elegeu deputado federal pelo PSDB goiano. Ele, porém, renunciou ao cargo. À época, o ex-ministro informou um total de R$ 45 milhões em bens, a maior parte nos Estados Unidos, onde morava até voltar ao País. Agora, o patrimônio de Meirelles é formado, em sua maior parte (R$ 283 milhões) por ações de empresas negociadas em bolsa no Brasil, segundo a campanha do emedebista. O candidato de Temer possui ainda R$ 58 milhões em fundos de investimento e quatro apartamentos avaliados em R$ 21 milhões, além de R$ 6,8 milhões depositados em conta corrente no exterior.

Os bens de nenhum dos candidatos aparecem detalhados na página oficial da Justiça Eleitoral, por causa de uma modificação no sistema do Tribunal Superior Eleitoral, que acelerou o processo de registro de candidatura, mas reduziu a transparência. O tribunal trabalha para retomar, ainda neste ano, uma discriminação dos bens na auto-declaração apresentada pelos candidatos.

O terceiro candidato com maior patrimônio é João Goulart Filho (PPL), dono de R$ 8,5 milhões, a maior parte em quotas de participação empresarial.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT, informou possuir R$ 7,9 milhões, sendo que mais de R$ 6,3 milhões estão aplicados em fundo de previdência privada. Na última eleição disputada pelo petista, quando alcançou a reeleição em 2006, Lula declarou patrimônio de R$ 839 mil.

A quinta maior fortuna pertence a José Maria Eymael, candidato da Democracia Cristã. O dirigente do partido listou bens avaliados em R$ 6,1 milhões, ante R$ 5,1 milhões na eleição de 2014.

O senador paranaense Alvaro Dias, presidenciável do Podemos, é dono de R$ 2,8 milhões, pouco menos que na eleição anterior, quando foi eleito para o atual mandato.

O deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) relatou ao todo R$ 2,2 milhões ao registrar sua candidatura à Presidência. O presidenciável possui a maior parte de seu patrimônio investida em imóveis no Rio de Janeiro. Em 2014, Bolsonaro informara um saldo de R$ 2 milhões.

Candidato do PDT, o ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes, por sua vez, listou bens avaliados em R$ 1,6 milhão, um aumento nominal de quase três vezes em relação aos R$426.840,92 declarados em 2006, quando se elegeu deputado federal. A evolução patrimonial do pedetista se deu, principalmente, pela aquisição de imóveis. Em 2006, Ciro informou ter apenas um apartamento em seu nome, na Praia de Iracema, em Fortaleza, estimado em R$ 259 mil. Neste ano, ele relatou a posse de quatro imóveis (não especificados), sendo três deles avaliados em R$ 300 mil ou mais cada.

O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) declarou R$ 1,3 milhão neste ano, ante R$ 1 milhão no pleito passado. A maior parte do patrimônio do tucano é composta por imóveis no Estado e um plano de previdência privada.

Em sua terceira disputa presidencial, a ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede Sustentabilidade) disse possuir R$ 118 mil, valor inferior aos R$ 135 mil declarados em 2014.

A ativista social e sindical Vera Lúcia Santiago (PSTU) informou a posse de um terreno de R$ 20 mil. Quando disputou a prefeitura de Aracaju (SE), há dois anos, ela não declarou bens.

Guilherme Boulos, presidenciável do PSOL e líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), informou possuir um automóvel avaliado em R$15.416 – e nenhum imóvel.

O deputado federal Cabo Daciolo, candidato do Patriota, não informou nenhum bem à Corte Eleitoral. Em 2014, quando o bombeiro militar conseguiu seu primeiro mandato pelo Rio, ele tinha um carro Nissan Versa, avaliado em R$ 40 mil.

O patrimônio real dos candidatos está possivelmente subestimado, porque o valor de imóveis costuma ser declarado, por orientação da Receita, com base no valor venal da data de aquisição, e não é corrigido ao longo dos anos para o preço de mercado, a despeito de variações imobiliárias.

ESTADÃO CONTEÚDO

Acesse a Postagem Original: http://www.blogdobg.com.br/#ixzz5OKfjM0jh

ENTENDA TODO O CASO: TSE quer barrar Lula antes do horário eleitoral

Fernando Haddad protocola registro da candidatura de Lula, ao lado de Gleisi e Manuela D’Ávila

POR JOSIAS DE SOUZA

O Tribunal Superior Eleitoral deseja aplicar a Lei da Ficha Limpa contra Lula até 31 de agosto. Nesse dia, começa a propaganda política no horário eleitoral de TV e rádio. E a maioria dos ministros do TSE avalia que não faria sentido permitir que Lula fosse ao ar como candidato ao Planalto, pois sua inelegibilidade é incontroversa. A defesa de Lula já se movimenta para atrasar o processo.

Tomado pelo pedido de registro de sua candidatura, protocolado nesta quarta-feira no TSE, Lula é um político ficha limpa. A Polícia Federal, a Procuradoria da República e o Judiciário discordam. Graças à discordância, Lula está preso há 133 dias, com uma sentença de 12 anos e um mês de cadeia grudada em sua biografia. Um inocente convencional exigiria uma manifestação rápida da Justiça Eleitoral, para que pudesse pedir votos ao eleitor de fronte erguida. Dá-se, porém, o oposto. Lula não tem pressa.

Com a velocidade de um raio, a procuradora-geral da República Raquel Dodge ingressou no TSE com uma impugnação do pedido de registro do hipotético candidato petista. Em petição enxuta, cuja íntegra pode ser lida aqui, a chefe do Ministério Público solicitou a “rejeição liminar do requerimento” de Lula, “sem qualquer outro efeito jurídico que o habilite a ser considerado candidato sub judice ou a pretender o financiamento de sua candidatura com recursos públicos, que são destinados apenas a financiar campanhas dos elegíveis.”

Por sorteio, o vice-presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, foi escolhido como relator do registro da postulação de Lula. O petismo alarmou-se, pois Barroso vem se notabilizando no Supremo como um magistrado que os malfeitores consideram duro de roer. Sua tendência, informam os colegas, é a de levar a encrenca para o plenário do TSE com toda a brevidade que a legislação permita.

Como que decidida a conspirar contra o excesso de eficiência do TSE, a defesa do presidiário do PT questionou, ainda na noite de quarta, a escolha de Barroso como relator da encrenca. Os advogados insinuam que a relatoria deveria ficar a cargo de outro ministro: Admar Gonzaga.

Por quê? Antes da impugnação formulada por Raquel Dodge, aportaram no TSE outras duas contestações à candidatura de Lula —uma de Kim Kataguiri, do Movimento Brasil Livre; outra do ator Alexandre Frota. Ambas foram à mesa de Admar Gonzaga. Com isso, o ministro teria se tornado o que no jargão jurídico é chamado de “juiz prevento”. Significa dizer que todas as causas relacionadas ao pedido de registro da candidatura de Lula deveriam ser direcionadas a ele.

Em nota, os advogados de Lula alegam que não se opõem à entrega do processo para Barroso. Preocuparam-se em alertar sobre a “prevenção do ministro Admar” apenas para “evitar eventuais nulidades.” Parlamentares petistas não escondem o que está por trás da “manifestação técnica” dos advogados.

Congressistas do PT recordam que, em junho, Admar fez declarações públicas contra a candidatura de Lula. Deu-se em Curitiba, num debate sobre inelegibilidade, promovido pelo Congresso Brasileiro de Direito Eleitoral. “Quando se almeja cargo de presidente da República, não podemos brincar com o país”, disse Admar Gonzaga no evento.

O ministro prosseguiu: “Não podemos fazer com que milhões de brasileiros se dirijam à urna para votar nulo. Não contem comigo para isso. Na hora que ele (Lula) traz uma certidão e uma prova da sua inelegibilidade e eu sou um juiz, e isso já tem jurisprudência de 50 anos, eu posso rejeitar o registro de ofício (sem a necessidade de provocação de terceiros).”

Em tese, essas declarações fornecem boa matéria-prima para que os advogados de Lula apresentem uma arguição de suspeição contra Admar. Com isso, atrasariam o relógio do TSE. Com Barroso na relatoria, a manobra protelatória ficaria inviabilizada.

Há um ano, Barroso defendeu em público a Lei da Ficha Limpa. Disse que ela “atende algumas demandas importantes da sociedade brasileira por valores como decência política e moralidade administrativa.” Mas jamais comentou publicamente o que pensa sobre a situação jurídica da candidatura de Lula.

Ou seja: o petismo prefere Admar por avaliar que, com ele na relatoria, fica mais fácil atravessar no TSE um debate sobre a suspeição do magistrado, protelando a decretação da inelegibilidade de Lula. É como se o candidato-fantasma e seu Estado-Maior considerassem que Justiça boa é um TSE bastante lento.

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Editora Abril dona da Revista Veja entra com pedido de recuperação judicial

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Grupo Abril, responsável por títulos como “Veja” e “Exame”, protocolou pedido de recuperação judicial nesta quarta-feira, 15. O movimento ocorre uma semana depois de realizar uma forte reestruturação de seus ativos, com o encerramento de revistas e um enxugamento de funcionários que deverá atingir um total de 800 vagas.

Em comunicado, a companhia informou que o pedido engloba todas as companhias do grupo, incluindo a Dipar Participações e a Tex Courier. “Esse movimento se deve à necessidade do grupo de buscar proteção judicial junto a bancos e fornecedores e, dessa forma, garantir sua continuidade operacional.”

O grupo tem uma dívida total  de aproximadamente R$ 1,6 bilhão, apurou o Estado. Há cerca de três semanas, a consultoria americana Alvarez & Marsal assumiu o comando do dia a dia da companhia.

Entre os títulos encerrados dentro da reestruturação anunciada na semana passada estão revistas femininas, como “Elle” e “Cosmopolitan”, e dedicadas ao setor de decoração, como “Casa Claudia”, “Arquitetura” e “Minha Casa”. A “Boa Forma” também deixará de circular.

Na semana passada, a empresa informou que continuarão a circular 15 títulos, entre revistas impressas e sites. Entre eles estão “Veja”, “Exame”, “Claudia”, “Vip”, “Você S/A” e “Superinteressante”.

Abril está em processo de reestruturação

A Abril vem em um processo de reestruturação que já dura cerca de um ano. Em outubro do ano passado, a empresa Legasi (antiga 44 Capital) começou um processo de cortes com o objetivo de reduzir o endividamento do grupo. O prejuízo da empresa no ano passado foi superior a R$ 330 milhões, de acordo com relatório da PriceWaterhouseCoopers. Uma das medidas da Legasi foi a mudança da sede da empresa, para reduzir custos.

Conhecida por assumir negócios em dificuldades, como a Casa & Vídeo e a Brasil Pharma (negócio de farmácias do BTG), a Alvarez & Marsal colocou um executivo próprio – Marcos Haaland – como presidente da Abril, há cerca de três semanas.

Com a entrada de Haaland, Giancarlo Civita, neto do fundador do grupo, deixou a presidência do grupo. Ele havia assumido o comando da companhia em março deste ano, após duas trocas de liderança em quatro meses.

ESTADÃO CONTEÚDO

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Temer deve rejeitar aumento a ministros do Supremo

O presidente Michel Temer já indicou a auxiliares que não vai enviar ao Congresso nenhum projeto de lei para autorizar o aumento de 16,38% aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2019, sancionada na quinta-feira, 9, pelo presidente, não traz essa permissão.

Só Temer pode encaminhar uma proposta de mudança, mas de acordo com fontes do Planalto, que falaram sob a condição de anonimato, ele não vai comprar esse desgaste em momento de forte crise econômica e com o orçamento “super arrochado”.

Interlocutores de Temer dizem que “a bola está com o Congresso”, mas na quinta-feira o ministro do Planejamento, Esteves Colnago, disse que a Constituição exige que propostas de aumento sejam autorizadas na LDO e o texto aprovado pelo Congresso para 2019 não traz essa permissão.

Mesmo com o Judiciário incluindo a dotação orçamentária para bancar o reajuste, Temer precisa enviar um projeto de lei para alterar a LDO e colocar a autorização expressa para novos aumentos. Essa proposta só pode ser enviada pelo Poder Executivo, ou seja, não é algo que esteja ao alcance dos parlamentares.

Até mesmo com a aprovação do projeto que está no Senado, ainda é necessária a autorização do presidente. O texto foi aprovado na Câmara, mas os senadores também não têm demonstrado disposição em conceder o reajuste.

O reajuste que os ministros do STF querem aprovar no próprio salário para 2019 pode gerar uma fatura extra de até R$ 4,1 bilhões a ser dividida entre os demais Poderes da União e os Estados, segundo cálculo das consultorias de Orçamento da Câmara e do Senado.

Sem o reajuste do STF, a folha de pagamento da União chegará a R$ 328 bilhões no ano que vem. Enquanto isso, a margem para despesas de investimento e custeio cairá a R$ 90 bilhões, o que impõe severas restrições ao funcionamento dos órgãos.

Na avaliação de assessores palacianos, faltou sensibilidade aos ministros do Supremo em aprovarem reajustes passando seus próprios salários de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil, em um momento de baixo crescimento econômico, com o rombo nas contas públicas que pode chegar a R$ 159 bilhões este ano, e uma projeção ainda bem dramática, de até R$ 139 bilhões para 2019. Em um cenário como este, avaliam auxiliares do presidente Temer, “não há espaço para fazer cortesia com o chapéu alheio.”

FOLHAPRESS

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LOCAIS

Velório de Luís Benes Júnior terá início às 07h desta quinta-feira (16) no Cemitério Morada da Paz

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O velório de Luís Benes Leocádio de Araújo Júnior, 16 anos, filho do ex-prefeito e candidato a deputado federal Benes Leocádio, terá início às 07h desta quinta-feira (16) no Cemitério Morada da Paz, em Emaús, onde às 15h ocorrerá uma Missa. O sepultamento será em Lajes.

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Operação Tubérculo

MP divulga áudio em que vereador oferece propina em nome do prefeito Batata

Na gravação, “Lobão” oferece a Zaqueu Fernandes até cinco cargos na administração e R$ 30 mil em troca de voto a favor de Batata para evitar apuração da Câmara sobre sua gestão

José Aldenir / Agora RN
Prefeito de Caicó Robson Batata (PSDB) foi preso após deflagração da Operação Tubérculo

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) liberou um áudio que mostra um diálogo entre os vereadores Zaqueu Fernandes e Raimundo Inácio Filho, o “Lobão”. O pedido de prisão preventiva ajuizado pelo MPRN, que resultou na operação Tubérculo, deflagrada na terça-feira, 14, mostra que Zaqueu tinha sido procurado por Lobão para que votasse a favor do prefeito Robson Batata na Comissão Especial de Inquérito (CEI) que foi instalada para apurar a responsabilidade de todas as gestões públicas municipais desde a criação da Contribuição para Custeio dos Serviços de Iluminação Pública (Cosip). Zaqueu gravou a conversa e entregou ao Ministério Público.

No diálogo, Lobão oferece a Zaqueu o valor de R$ 30 mil e até cinco cargos na administração municipal. A oferta é realizada em nome do prefeito. Veja no final da matéria.

A operação do MPRN prendeu nesta terça-feira (14) o prefeito de Caicó, um vereador da cidade e ainda um lobista suspeitos de corrupção ativa e passiva, associação criminosa, tráfico de influência, lavagem de dinheiro e dispensa indevida de licitação. A operação Tubérculo cumpriu três mandados de prisão, e outros seis mandados de busca e apreensão na cidade seridoense e em Natal. Além de presos preventivamente, o prefeito Robson de Araújo e o vereador Raimundo Inácio Filho foram afastados dos cargos. O lobista Edvaldo Pessoa de Farias teve prisão temporária decretada.

A operação Tubérculo é desdobramento das operações Cidade Luz, deflagrada em julho de 2017 e que desvendou um esquema criminoso instalado na Secretaria Municipal de Serviços Urbanos de Natal através da constituição de cartel entre empresas pernambucanas que prestavam serviços de iluminação pública na cidade; e Blackout, realizada em agosto do mesmo ano e que apurou superfaturamento e pagamento de propina para manutenção do contrato de iluminação pública em Caicó.

Fonte: AGORA RN

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