PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTA QUINTA-FEIRA

9 de agosto, quinta-feira

Bom dia! Aqui estão os principais assuntos para você começar o dia bem-informado.

Por G1

 

Após longa discussão, que só terminou nesta madrugada, o Senado argentino rejeitou legalizar o aborto no país. No Brasil, saem os números da violência segundo o Anuário Brasileiro da Segurança Pública, com dados inéditos sobre violência doméstica. Na economia, o IBGE divulga os números da produção agrícola. E um retrato da leitura entre os brasileiros: o mercado de livros melhorou no 1º semestre, mas a ‘crise das livrarias’ ainda preocupa. Você vai ler hoje no G1:

INTERNACIONAIS

Argentina e o aborto

Reações de ativistas pro e contra legalização do aborto na Argentina (Foto: Eitan Abramovich e Alberto Raggio / AFP)
Reações de ativistas pro e contra legalização do aborto na Argentina (Foto: Eitan Abramovich e Alberto Raggio / AFP)

Senado da Argentina rejeitou na madrugada desta quinta-feira (9) o projeto de lei que legalizaria o aborto no país. Aprovado em junho pela Câmara, ele foi recusado no Senado por 38 votos contra, 31 a favor e duas abstenções, após uma longa sessão.

NACIONAIS

Violência

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública divulga hoje os números da violência no país.

Produção agrícola

 (Foto: Reprodução / EPTV)

(Foto: Reprodução / EPTV)

O IBGE divulga nesta quinta-feira os dados da produção agrícola e da produção industrial por regiões. Confira logo mais no G1.

Sérgio Cabral

 Nuzman, João Havelange e Sérgio Cabral juntos em Paris, em 2009 (Foto: Reprodução)

O ex-governador do Rio Sérgio Cabral (MDB) será interrogado pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal. A audiência é decorrente da Operação Unfairplay, que investiga a suposta compra de votos para a realização da Olimpíada no Rio. Festa em Paris conhecida como Farra dos Guardanapos pode ter sido comemoração antecipada da fraude na eleição, diz MPF. Braço direito de Nuzman também é ouvido.

Livros

Os três livros mais vendidos no Brasil no 1º semestre de 2018 (Foto: Divulgação)

Os três livros mais vendidos no Brasil no 1º semestre de 2018 (Foto: Divulgação)

O mercado de livros fechou o primeiro semestre de 2018 com alta, mas analistas do setor ouvidos pelo G1 consideram o crescimento discreto e avaliam que não há motivos para tanta comemoração. Entenda.

  • Julia Faria e Daiana Garbin debatem autoimagem da mulher na Bienal Internacional do Livro

Fonte: G1

Pesquisas não poderão simular cenários sem Lula após dia 15

Especialistas questionam a possibilidade de o nome do ex-prefeito Fernando Haddad(PT) constar em pesquisas eleitorais das eleições 2018 a partir do dia 15 de agosto, quando o PT deve solicitar o registro da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso e condenado na Lava Jato, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Isso porque a Justiça Eleitoral exige que, a partir desse período, institutos de pesquisas coloquem os nomes de todos os candidatos que tenham requerido o registro na Justiça Eleitoral, o que não permitiria a apresentação de cenários sem Lula.

Até o momento, com a perspectiva de que a candidatura de Lula seja barrada na Justiça Eleitoral, as pesquisas têm simulado pelo menos dois cenários: um com o ex-presidente e outro com seu provável substituto, o ex-prefeito Fernando Haddad. A partir do dia 15, no entanto, essa situação abre margem para que adversários ou o Ministério Público questionem o expediente, avaliam especialistas consultados pelo Estadão/Broadcast. O cenário sem Lula e com Haddad, com base nesse entendimento, só poderia voltar às pesquisas quando houver a substituição do candidato. Até lá, as empresas terão que avaliar a capacidade de transferência de votos de Lula com perguntas específicas ao eleitor, afirmam.

A resolução do TSE sobre pesquisas diz que “a partir das publicações dos editais de registro de candidatos, os nomes de todos os candidatos cujo registro tenha sido requerido deverão constar da lista apresentada aos entrevistados durante a realização das pesquisas”. A lei não proíbe expressamente a inclusão de nomes que não são candidatos, mas obriga a presença de todos os registrados no TSE.

Para a advogada Marilda Silveira, especialista em Direito Eleitoral, o objetivo da pesquisa eleitoral é definir um cenário para o eleitor, e não confundi-lo. Um candidato não registrado após o prazo, argumenta, não poderia estar nas sondagens, embora a lei não proíba a possibilidade explicitamente. “Não há vedação para que eles façam a pesquisa incluindo o nome de outros políticos. Mas também é bastante sustentável a tese de que não se pode cogitar outros nomes a partir do momento em que os registros já estão definidos e os candidatos já estão colocados na mesa. A lei define o que é candidato e candidato é quem pediu o registro de candidatura”, comenta Marilda.

Para ela, se Haddad for colocado em pesquisas, o TSE poderá ser provocado. “Certamente, se alguém tentar fazer uma pesquisa com alguém que não é candidato, será judicializado. Difícil que algum candidato conteste, porque para eles é interessante avaliar o cenário, mas o Ministério Público pode questionar.”

O professor de Direito Constitucional Daniel Falcão, da Universidade de São Paulo (USP) e do IDP (Instituto de Direito Público), é enfático ao afirmar que uma pesquisa não pode ir a campo com um nome que não solicitou o registro da Justiça Eleitoral como candidato. “Não vejo essa possibilidade. Não tem nada na lei proibindo, mas está implicitamente claro que só candidatos devem ser colocados”, afirma. Ele lembra que o impasse é inédito porque esta é a primeira eleição presidencial em que um candidato “sabidamente inelegível” é registrado com a estratégia para substituí-lo expressada publicamente.

O que está autorizado, diz o professor, é o instituto de pesquisa apresentar a chapa registrada no TSE, com o nome do candidato e do vice juntos. No caso do PT, poderia ser colocado ao eleitor a opção “Lula/Haddad”, já que o ex-prefeito será registrado inicialmente como vice de Lula. Essa estratégia, no entanto, não conseguiria levantar a capacidade de transferência de votos do ex-presidente.

O advogado eleitoral Gustavo Guedes concorda que os institutos não poderão, a partido do registro das candidaturas, colocar um cenário sem o ex-presidente Lula, que deverá ser candidato até ter sua condição avaliada pela Justiça. “Não recomendaria um questionário completo com o Fernando Haddad e sem o Lula”, diz. A saída para os institutos de pesquisa, aponta, é fazer uma pergunta específica citando a possibilidade de Lula não ser candidato e questionando ao eleitor qual é a intenção de voto nessa situação. “As pesquisas não são estanques e têm que apreender a realidade, então não vejo nada ilegal de se fazer essa pergunta específica ao final do questionário”, diz. Ele também afirma que é possível perguntar aos eleitores de Lula em quem eles votariam caso o ex-presidente fosse impedido de concorrer.

O Ministério Público, candidatos, partidos e coligações podem entrar com processo de impugnação da divulgação das pesquisas após o registro dos levantamentos. No registro, é possível ter acesso aos questionários das entrevistas e antecipar quais nomes estarão nos cenários considerados. “Não tenho a menor dúvida que, se fizeram isso, colocar uma pergunta com o nome de Lula e outra com o nome de Haddad, haverá impugnação da pesquisa”, comenta Daniel Falcão.

Em resposta ao Estadão/Broadcast, o TSE informou apenas que as regras para as pesquisas eleitorais são regulamentadas por resolução do Tribunal e que a Justiça Eleitoral só pode se manifestar sobre situações não esclarecidas nas normas, como a inclusão de nomes que não são oficialmente candidatos em pesquisas, se a situação for questionada no âmbito judicial.

Advogado do PT diz que pesquisas poderão incluir Haddad mesmo após registro de Lula

O advogado Luiz Fernando Casagrande Pereira, que assessora o PT no registro da candidatura presidencial, afirma que o ex-prefeito Fernando Haddad poderá ser incluído nas pesquisas eleitorais mesmo após o partido solicitar a candidatura de Lula como cabeça de chapa.

“O que não pode é fazer uma pesquisa inteira sem o Lula. Mas colocar uma pergunta com Lula e outra pergunta com Haddad, pode”, diz o advogado.

ESTADÃO CONTEÚDO

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BAND: Primeiro debate das eleições 2018 promete críticas a Temer, terá ausência do PT e performance de Bolsonaro

Em meio ao clima de incerteza nas campanhas sobre a eficiência de ataques diretos a adversários, o primeiro debate presidencial das eleições 2018 na televisão deverá ser permeado de críticas ao governo do presidente Michel Temer. O confronto, agendado para as 22 horas desta quinta-feira, 9, pela TV Bandeirantes, também tem boas chances trazer uma performance de Jair Bolsonaro (PSL) e declarações ácidas de Ciro Gomes(PDT), se depender das previsões traçadas pelas próprias campanhas.

Líder nas pesquisas, o deputado do PSL, cuja campanha trabalha com a expectativa de que ele seja alvo dos ataques no debate, disse que usará o espaço para mostrar “o que pretende fazer para o Brasil”. E o fará independentemente do que lhe for perguntado. “O cara pode perguntar de abóbora e eu responder só abacaxi”, disse Bolsonaro nesta semana, quando questionado sobre seu plano para o debate. A estratégia não é nova. Já foi usada no passado, por exemplo, pelo ex-governador do Rio Anthony Garotinho(PRP), em entrevistas coletivas.

Ciro, por sua vez, não economizará nas respostas, de acordo o presidente do PDTCarlos Lupi. “A gente não leva desaforo para casa”, disse o dirigente. Lupi ponderou que Ciro pretende usar debates e outros eventos eleitorais para compensar o tempo escasso no horário eleitoral gratuito no rádio e na TV. Ainda assim, aproveitou para alfinetar o tucano Geraldo Alckmin ao falar sobre a partilha de tempo no horário eleitoral. “Acredito que Alckmin vai fazer igual Ulysses Guimarães em 1989 – vai ter tempo de TV demais, mas é um sonífero bom”, disse.

Apesar de parte das campanhas trabalharem com a expectativa de que Alckmin poderia protagonizar um embate com Bolsonaro, a campanha do tucano nega que a ideia seja partir para o confronto. Como relatou nesta quarta-feira a colunista do jornal O Estado de S. Paulo, Vera Magalhães, o clima nos partidos é de insegurança sobre a melhor estratégia para atacar o primeiro colocado nas pesquisas quando se retira do cenário o ex-presidente Lula. “Não vamos ficar em cima de candidato. O Brasil tem que discutir como aprovar as reformas, não embate pessoal”, diz o coordenador do programa de governo tucano, Luiz Felipe D’Ávila.

Debate paralelo

O debate da Band, o primeiro entre presidenciáveis nas eleições 2018, não terá a presença do candidato do PT, uma vez que o partido decidiu registrar a chapa encabeçada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – condenado e preso na Operação Lava Jato – com o ex-prefeito e virtual plano B do partido Fernando Haddadna vice. Embalado pelo discurso de que Lula deveria estar presente no evento, o PT decidiu realizar uma transmissão paralela pela internet com Haddad. No vídeo, o ex-prefeito vai comentar o que os candidatos disseram na Band.

O PT deve investir no discurso crítico contra o governo Temer para atingir adversários. A ideia é associar Alckmin ao emedebista, sob o argumento de que os partidos do Centrão que fecharam com o tucano estão na base do atual governo e endossam medidas impopulares, como a reforma da Previdência e o teto dos gastos públicos. Para tentar neutralizar essa estratégia, a campanha tucana vai sustentar que uma aliança ampla é a condição para a aprovação de reformas. “Reforma se aprova com o voto da maioria do Congresso. Sem aliança não dá para fazer o que propomos”, disse D’Ávila.

O discurso crítico a Temer deve ter ressonância também nas falas de Ciro ou ainda na exposição da ex-senadora Marina Silva. No caso da candidata da Rede, a ideia é usar o assunto para atacar a polarização histórica entre PT e PSDB. De acordo com interlocutores, ela dirá que ambos os partidos – e as legendas de ‘centro’ que os acompanham –, são parte do problema pelo qual passa a democracia brasileira. Marina também tentará capitalizar com a desistência de Manuela D’Ávila (PCdoB), que aceitou ficar no banco de reservas para depois assumir posteriormente a vice na chapa presidencial petista. Nesse caso, Marina tentará fazer “saltar aos olhos” o fato de ser a única mulher entre debatedores.

A chance dos candidatos desconhecidos

Com o desafio de despistar das críticas a Temer durante o debate, o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles tentará usar o espaço para se apresentar ao eleitor. O emedebista, que segue sem conseguir decolar nas pesquisas, voltará a investir no discurso de que integrou também outros governos – inclusive os petistas – de forma a se desvincular da marca de candidato do governo. Também vai reforçar o lema “chama o Meirelles”, ao afirmar que foi chamado a ajudar em momentos difíceis e contribuiu para que o País saísse melhor de situações desafiadoras.

Alvaro Dias, do Podemos, também tentará usar o debate para tentar ganhar visibilidade. Senador e ex-governador do Paraná, ele tem como desafio se tornar conhecido fora do sul do País, onde se concentra a maior parte de suas intenções de voto. “O que mais escuto na rua é que as pessoas ainda não sabem que sou candidato. Agora, nós podemos chegar a todo o País”, afirmou ao Estadão/Broadcast.

ESTADÃO CONTEÚDO

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TROCO: Banqueiro que lavou dinheiro para H. Stern paga fiança de R$ 90,6 milhões e sai da prisão

Foto: JOSE LUCENA/FUTURA PRESS

 

O banqueiro Eduardo Plass, preso na última sexta-feira, 3, sob a acusação de lavar R$ 90 milhões para uma joalheria que tinha como cliente o ex-governador Sérgio Cabral (MDB), pagou nesta quarta-feira, 8, a fiança de R$ 90,6 milhões estabelecida pelo juiz Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Federal Criminal do Rio, e está autorizado a deixar a prisão, segundo confirmou a Justiça Federal.

O banqueiro, que foi presidente do Banco Pactual e é sócio majoritário do TAG Bank, no Panamá, e da gestora de recursos Opus, foi preso temporariamente na sexta-feira. Na terça, 7, Bretas transformou a prisão em preventiva (que não tem data específica para acabar) e estipulou a fiança, paga nesta quarta.

 

O Ministério Público Federal acusa Plass e duas sócias pelos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Segundo a investigação, ele recebia dinheiro em espécie dos diretores da H. STERN em Ipanema (zona sul do Rio) e começava uma sequência de transferências no exterior até chegar à conta da empresa holding do grupo da joalheria.

Para dar aparência de legalidade às transações, a equipe de Plass assinava contratos fictícios de empréstimos com os diretores da joalheria, muitos deles com datas retroativas ideologicamente falsas.
Durante o período em que se realizaram essas transações ilegais, entre 2009 e 2015, uma série de crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas foi cometida pelos diretores da joalheria, que agora colaboram com as investigações, e por Plass e sua equipe.

Foram entregues em espécie e transferidos no exterior US$ 24,3 milhões (R$ 91,6 milhões). O MPF pediu o bloqueio deste valor a título de reparação de danos e pagamento de valor equivalente, por conta dos danos morais.

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Ministros do STF ignoraram a falência do Brasil e os 13 milhões de brasileiros que estão no olho da rua

Parte dos 11 ministros do STF quer um aumento do salário, hoje fixado em R$ 33,7 mil por mês. A reivindicação ignora a falência do Tesouro Nacional e ofende os 13 milhões de brasileiros que estão no olho da rua. Os salários das supremas togas servem de referência para outros contra-cheques do serviço público. Quando sobem, puxam os demais. No final, a conta do reajuste pode passar dos R$ 5 bilhões por ano.

Há bons argumentos para defender qualquer pedido de aumento salarial, sobretudo num país inflacionário. No caso do Supremo, a má notícia é que não há dinheiro disponível no cofre. A boa notícia é que nenhum ministro está obrigado a permanecer no tribunal. Quem quiser, pode trocar a estabilidade funcional e o salário 20 vezes superior à média remuneratória do país pelos lucros incalculáveis de uma banca advocatícia privada. Em tempos de Lava Jato, cliente não vai faltar.

Em matéria salarial, o Supremo funciona como sindicato de si mesmo. Cabe à própria Corte pedir à inclusão do auto-reajuste no Orçamento de 2019. Entre os maiores defensores do aumento, ironia suprema, estão ministros adeptos da política de celas abertas. Com uma mão, libertam corruptos. Com a outra, pedem um aumento que os cofres públicos não podem pagar. O patrão do Supremo se chama contribuinte. Consultado, negaria o reajuste. Se pudesse, demitiria certos ministros.

JOSIAS DE SOUZA

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Bolsonaro constrange Alckmin no berço do PSDB

Formado em medicina pela Universidade de Taubaté, Geraldo Alckmin especializou-se em anestesia. Mas nem recorrendo a todos os seus conhecimentos profissionais o presidenciável tucano conseguiria explicar o estado de torpor que leva parte do eleitorado paulista a reagir com indiferença às suas pretensões eleitorais. Pesquisa do instituto MDA informa que, no cenário sem Lula, Alckmin (15%) continua numericamente atrás e tecnicamente empatado com Jair Bolsonaro (18,9%) em São Paulo. Se não diagnosticar rapidamente a causa do fenômeno, o doutor arrisca-se a transformar o berço do PSDB no túmulo de sua candidatura.

Em São Paulo, o tucanato desfruta de uma hegemonia política que dura mais de duas décadas. Entre todos os tucanos, Alckmin foi o que governou o Estado por mais tempo: quatro mandatos. Dono de um carisma anestésico, reivindica o rótulo de “gestor”. Comparada à ruína do Rio, que levou Sérgio Cabral para Bangu 8, sua obra administrativa seria um ativo político. Mas um pedaço do eleitorado dá de ombros, flertando com o capitão.

Por quê? A imagem de Alckmin pode ter sido corroída pela ferrugem que toma conta do PSDB e pela radioatividade que o governo de Michel Temer transmite aos partidos que o ajudaram a sentar no trono. Ainda que consiga transferir o contágio de Temer para o rival Henrique Meirelles (MDB), Alckmin terá de lidar com logomarcas e nomes que aceleram a corrosão de sua candidatura: Odebrecht, Rodoanel, Centrão, Alston, Simens, Paulo Preto, Aécio…

Com 33 milhões de eleitores, São Paulo é o maior colégio eleitoral do país. Alckmin precisaria registrar um desempenho retumbante no seu Estado para compensar os votos que o PSDB não possui no Norte e no Nordeste e os que perdeu no Sul e no Centro-Oeste, sobretudo para Bolsonaro e para o ex-tucano Alvaro Dias. Ou o presidenciável tucano se recompõe no berço do seu partido ou se arrisca ficar de fora do segundo turno. Alckmin alega que o jogo está apenas começando. Sustenta que escalará as pesquisas quando for ao ar a propaganda eleitoral, a partir de 31 de agosto. Será?

JOSIAS DE SOUZA

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LOCAIS

Câmara discute vandalismo contra estátua de Iemanjá e intolerância religiosa

A Câmara Municipal de Natal realizou, na tarde desta quarta-feira (8), uma audiência pública para discutir os constantes atos de vandalismo praticados contra a estátua de Iemanjá e a situação de intolerância religiosa em Natal. o debate foi uma proposição do mandato da vereadora Natália Bonavides (PT).

A vereadora Natália explicou que o debate foi motivado por vários relatos de invasão a terreiros, de pessoas que foram agredidas por manifestar sua religião e pelos ataque vandalismo que acontece sempre e que isso simboliza intolerância religiosa com caráter racista. Ela adiantou que o debate serviu para buscar encaminhamentos de combate ao racismo, à intolerância religiosa e ainda de preservação à imagem sacra.

“Nós tiramos uma série de encaminhamentos. Não só sobre estátua, mas também contra o racismo na cidade. Sobre a estátua, vamos buscar o reconhecimento dela como patrimônio cultural de Natal, vamos buscar emendas no orçamento, como a do vereador Fernando Lucena que prevê a restauração dela, e outros encaminhamentos como o Plano Municipal de Combate ao Racismo e a criação de órgãos que atuem nessa pauta”, disse.

Representando o Ôgan do Ilê Olorum, Richardson Carvalho criticou a intolerância religiosa que acontece, segundo ele, de forma velada, em Natal e a ausência da presença do Poder Público para proteger a estátua de Iemanjá e a liberdade religiosa. Na visão dele, existe um discurso de ódio praticado por alguns integrantes de religiões.

“Esses ataques nada mais são do que um ataque social que vigora na sociedade brasileira. Esse preconceito contra as religiões de matriz africana é algo comum. Infelizmente. Não estamos falando só da estátua da nossa mãe Iemanjá, mas também os templos e os corpos dos religiosos. Isso devemos combater. Isso é o que mais nos preocupa. Nós estamos combativamente ativos para combater a intolerância e o preconceito

O professor universitário, antropólogo e pesquisador Luiz Assunção vê com preocupação os constantes ataques à estátua mostram uma ação de vandalismo, mas também preconceituosa e racista

“É importante o debate, porque trás a público uma questão que não é de hoje e que faz parte da história. Não devemos aceitar qualquer prática de tolerância. As pessoas precisa aprender a respeitar qualquer prática de religião. Esses ataques preocupam. Temos várias imagens religiosas, mas só a estátua sofre constantes ataques, que são ataques revestidos de preconceito e racismo”, observou.

Tombamento

Mesmo se tratando de uma das imagens religiosas mais conhecidas de Natal, a imagem não é tombada. O diretor do Departamento de Patrimônio Cultural da Fundação Capitania das Artes (Funcarte), Hélio Oliveira, recomendou aos membros e praticantes de religiões de matriz africana a buscarem o tombamento da estátua, porque hoje ela integra um espaço considerado como praça pública. Com tombamento, a imagem passa a ter um critério a mais de segurança.

“Enquanto patrimônio, mesmo não sendo formalmente tombado, todos nós temos uma responsabilidade com a estátua, mas não é competência da Funcarte realizar essa proteção. Seria se ela fosse tombada oficialmente. Qualquer cidadão pode pedir o tombamento de um bem cultural. mas para que seja efetivado o tombamento é necessário um dossiê completo com estudos históricos, iconográfico, estético e artístico com vários registros, para que a Funcarte possa encaminhar para o Conselho de Cultura, que é quem vai dar o aval final. A partir do tombamento, a imagem teria um elemento a mais de proteção”, explicou.

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Nelter Queiroz solta nota de esclarecimento sobre bloqueio de bens

O deputado estadual Nélter Queiroz, do MDB, emitiu uma nota sobre a decisão da Justiça que bloqueou os bens dele e de Kadydja Rosely, suposta servidora fantasma da Assembleia Legislativa. Na nota ele afirma ser inocente, diz que não foi beneficiário de qualquer dinheiro ilícito e garantiu que nunca participou de atos ilegais.

Na ação, o Ministério Público apontou que a dupla desviou recursos dos cofres da Assembleia por meio do “cheque salário” e transferências bancárias destinados a servidores inseridos fraudulentamente na folha de pagamento. Foi determinado o bloqueio de até R$ 1.018.825,71. O órgão investiga ato de improbidade desde 2005.

Confira nota na íntegra

Nota de esclarecimento

A respeito da notícia sobre a reforma da decisão da Justiça potiguar referente ao processo movido pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), e por dever de compromisso com o povo de nosso Estado, esclareço que:

1)Recebi com surpresa a notícia hoje, pela mídia, já que o Juiz, na 1ª instância, havia negado o pedido em liminar do MPRN – o que deixou claro que a acusação contra mim é absurda –, e por que tenho consciência de que não fiz nada que justificasse isso;

2)Não fui beneficiário de um único centavo, sequer, de maneira ilícita, e também não fui partícipe de qualquer ilegalidade, como supõe a acusação;

3)Não tenho qualquer responsabilidade em relação aos fatos objeto da ação judicial e isso será provado em juízo novamente, pois cumpro com minhas atribuições parlamentares rigorosamente.

Aos amigos e às amigas da luta diária e incansável pelo bem do nosso Estado, reafirmo a tranquilidade de quem confia na justiça, ciente de que este mal entendido (que me associarem à investigação em curso) será reparado brevemente.

Natal, 8 de agosto de 2018.

NELTER LULA DE QUEIROZ SANTOS
Deputado Estadual (MDB/RN)

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