PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTA QUARTA-FEIRA

Por G1

 

Quais as propostas de Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) para o ensino a distância? Com posições divergentes sobre o tema, ambos se posicionaram durante a campanha sobre o assunto. O G1 mostra os planos de cada um e quais são as regras atualmente em vigor no Brasil. Em São Paulo, Corinthians e Cruzeiro decidem hoje quem leva para casa o título de campeão da Copa do Brasil de 2018.

NACIONAIS

Ensino à distância

Saiba mais sobre as propostas de Bolsonaro e Haddad para o ensino a distância — Foto: Alexandre Mauro / G1

Saiba mais sobre as propostas de Bolsonaro e Haddad para o ensino a distância — Foto: Alexandre Mauro / G1

Os dois candidatos à Presidência da República que disputarão o segundo turno da eleição, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), têm posições distintas para o ensino a distância. A proposta não é citada no programa de governo de nenhum deles, mas apareceu em entrevistas de ambos durante a campanha. G1 mostra os planos de cada um e quais são as regras atualmente em vigor no Brasil.

Enem e o horário de verão

Enem 2018: veja o horário LOCAL de fechamento dos portões do exame nos dias 4 e 11 de novembro — Foto: Arte G1

Enem 2018: veja o horário LOCAL de fechamento dos portões do exame nos dias 4 e 11 de novembro — Foto: Arte G1

No dia 4 de novembro, 1º dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), mais de 3 milhões de candidatos precisarão adiantar o relógio em uma hora para se adequar ao horário de verão, que nesse ano coincide com o exame. Eles representam 56% do total de 5,5 milhões de candidatos com inscrição confirmada nas provas.

Maconha legalizada

Funcionárias se preparam para colocar logotipo em uma vitrine coberta da Quebec Cannabis Society (SQDC), um dia antes de o Canadá legalizar a maconha recreativa — Foto: Reuters/Christinne Muschi

Funcionárias se preparam para colocar logotipo em uma vitrine coberta da Quebec Cannabis Society (SQDC), um dia antes de o Canadá legalizar a maconha recreativa — Foto: Reuters/Christinne Muschi

Canadá põe fim à proibição da maconha hoje com os objetivos de deter o mercado negro e seu uso entre os jovens, em meio a preocupações em torno da saúde pública e a segurança da legalização. Entenda.

Curtas e rápidas

Fonte: Blog do BG

Travesti é morta a facadas em bar de SP sob gritos de ‘Bolsonaro

Travesti é morta a facadas em bar sob gritos de 'Bolsonaro'

 

Uma briga na madrugada dessa terça-feira (16) causou a morte de uma travesti em frente a um bar, no Largo do Arouche, região da República, Centro de São Paulo. Segundo testemunha, durante a discussão, homens gritavam o nome do candidato do PSL à Presidência Jair Bolsonaro.

“Ela estava com quatro ou cinco homens em frente ao bar. E daí eu comecei a ouvir gritos, uma discussão, uma briga. Chamavam ela de vários nomes, agressões verbais, e gritavam ‘Bolsonaro’”, disse uma vizinha ao bar.

De acordo com a Polícia Militar, o crime ocorreu por volta das 4h50 de terça (16).

A vítima foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros ao Pronto-Socorro da Santa Casa, mas morreu a caminho do hospital. Ela ainda não foi identificada.

Outra testemunha disse que chegou a ouvir gritos de “Bolsonaro, ele sim!” durante a discussão.

O caso foi registrado no 3º Distrito Policial (Campos Elíseos). A Secretaria da Segurança Pública ainda não se pronunciou.

NOTÍCIAS AO MINUTO

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Whatsapp avalia propostas para conter disseminação de notícias falsas. Entre elas diminuir o “repassando”

Tela de celular exibe ícone do WhatsApp
Foto: Fábio Motta/ Estadão

 

Depois de entrar na mira da Justiça Eleitoral por conta da disseminação de notícias falsas no primeiro turno das eleições 2018, o WhatsApp prometeu avaliar sugestões do Conselho Consultivo Sobre Internet e Eleições do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para combater as “fake news”, segundo apurou o Estadão/Broadcast. Uma das ideias apresentadas na reunião realizada nesta terça-feira, 16, foi a de reduzir ainda mais a quantidade de vezes que uma mesma mensagem pode ser compartilhada – das atuais 20 para 5, como é feito na Índia.

Na reunião, realizada via teleconferência com representantes do WhatsApp, o aplicativo também colocou em mesa as suas propostas, que agora serão avaliadas pela área técnica do TSE. “Eles se propuseram de oferecer ao TSE algumas ferramentas que não são comuns para o usuário ordinário. E o TSE vai avaliar a utilidade dessas ferramentas para os interesses da Justiça Eleitoral”, contou o vice-procurador-geral eleitoral, Humberto Jacques, sem entrar nos detalhes na proposta.

Segundo Jacques, a dificuldade está em empregar para o aplicativo de mensagens a mesma metodologia de combate às fake news usada nas redes sociais. Jacques listou os três pilares deste enfrentamento aplicados às plataformas abertas: alfabetização midiática (ensinar as pessoas a serem críticas quanto ao que recebem), checagem de informação e o direito de resposta.

“Isso já é factível nas redes sociais, e o WhatsApp está aquém disso. E essa é a nossa conversa”, relatou o procurador, admitindo a dificuldade de se traçar um plano efetivo de enfrentamento a disseminação de informações falsas pelo aplicativo.

Como parte importante do combate as notícias falsas caminha em descobrir quem originalmente produziu o conteúdo, as providências esbarram no “núcleo duro” do WhatsApp, que sustenta a privacidade de seus usuários como algo “sagrado”, destaca Jacques.

“Assim como para vocês da imprensa o sigilo da fonte é sagrado, para um mensageiro como o WhatsApp a privacidade das comunicações é sagrada. Ele considera que aquilo que as pessoas conversam não é visível”, comparou o procurador. “Esse é uma das coisas que o WhatsApp demonstra na conversa conosco, que 90% do tráfico do aplicativo no Brasil é interpessoal. Não é essa megalópole de grupos que as pessoas tendem a imaginar”, completou o vice-procurador-geral eleitoral.

Propostas 

O resultado do encontro desta terça-feira divide conselheiros. Há quem veja o encaminhamento dado ao problema de forma pessimista, entendendo que não há mais tempo para conter os estragos da situação. Essa ala considera que a Corte Eleitoral subestimou o impacto da proliferação de notícias falsas durante a campanha e está “atuando a reboque dos fatos”.

Por outro lado, a perspectiva de eventualmente o WhatsApp efetivar alguma das medidas propostas anima outros integrantes do conselho.

Além de propor um limite mais restrito para o encaminhamento de mensagens via WhatsApp, a ONG SaferNet Brasil, integrante do conselho, também sugeriu que o aplicativo reduza o número de grupos que um único usuário pode criar, de 9.999 para 499, além de limitar o número de grupos que um mesmo usuário pode integrar.

A ONG, que faz parte do conselho desde sua formação, ainda defende a remoção – durante o período eleitoral – da ferramenta “encaminhar” que aparece adjacente a vídeos e áudios, e quer que o aplicativo desenvolva uma ferramenta para auxiliar as pessoas a conferirem a veracidade do conteúdo disseminado na plataforma.

Em nota, o WhatsApp afirmou que teve “uma produtiva conversa”, em referência a reunião realizada com o conselho. “O WhatsApp teve a oportunidade de se reunir com o Conselho Consultivo do TSE por meio de uma videoconferência hoje. Tivemos uma produtiva conversa sobre as ações que tomamos para mitigar o mau uso e como podemos trabalhar juntos para combater a desinformação. Estamos ansiosos para continuar o diálogo durante o período eleitoral”, disse.

ESTADÃO CONTEÚDO

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Sob Bolsonaro, Procuradoria Geral passará por filtro ideológico

Jair Bolsonaro pretende submeter a chefia do Ministério Público Federal a uma patrulha ideológica. Se for eleito, não cogita nomear um procurador-geral da República esquerdista. “O critério é a isenção”, disse ao Jornal Nacional. “É alguém que esteja livre do viés ideológico de esquerda, que não tenha feito carreira em cima disso. Que não seja um ativista no passado por certas questões nacionais”.

O mandato da atual procuradora-geral, Raquel Dodge, vence em setembro de 2019. Como de hábito, a corporação fará uma eleição interna e enviará ao Planalto uma lista com os nomes dos três procuradores mais votados. Bolsonaro avisou desde logo que, se estiver na poltrona de presidente, não se sentirá obrigado a selecionar um dos nomes da lista tríplice.

“Eu quero alguém no MP, caso eu seja presidente, deles, obviamente. Não vai ser do Ministério Público Militar, como tem sido dito por aí. Mas que tenha realmente uma visão macro. E que respeite também a Constituição e os parlamentares, que têm imunidade por suas opiniões palavras e votos”.

Em tese, Raquel Dodge poderia ser reconduzida ao cargo. Entretanto, ao citar a imunidade dos parlamentares, Bolsonaro sinalizou que não concederá um segundo mandato à atual chefe do Ministério Público. Dodge denunciou Bolsonaro no Supremo por racismo praticado contra quilombolas, indígenas, refugiados, mulheres e LGBTs. Acusou-o de usar “expressões de cunho discriminatório, incitando o ódio e atingindo diretamente vários grupos sociais” numa palestra feita no Rio.

Bolsonaro criticou Dodge, alegando que a procuradora-geral não levou em conta o fato de que ele, como parlamentar, dispõe de “imunidade total por quaisquer palavras, opiniões e votos.” No mês passado, a Primeira Turma do Supremo arquivou a denúncia num julgamento de placar apertado: 3 votos a 2.

Bolsonaro não explicou que critérios utilizaria para definir o perfil ideológico do futuro procurador-geral da República. Na Procuradoria, como em toda parte, há pessoas de esquerda, meia esquerda, um quarto de esquerda, três quartos de esquerda, direita dissimulada e até direita Bolsonaro?

Perguntou-se ao candidato como conseguirá ser isento se avisa de antemão que o escolhido será um direitista. E Bolsonaro: “Pode ser que eu tenha me expressado mal. Não queremos à esquerda. Que seja ao centro. Não quero alguém do MP subordinado a mim, como tivemos no passado a figura do engavetador-geral da União, mas alguém que pense grande, que pense no seu país. O MP é muito importante. Agora se tiver um ativismo… Nós não podemos correr o risco de alguém que atrapalhe a nação”.

A corrupção, como se sabe, não tem ideologia. A roubalheira não é de esquerda ou de direita. A questão é que, em qualquer governo, sempre surge uma dúzia de larápios por cima para transformar em assaltados os milhões de contribuintes que estão por baixo. A ideologia costuma ser o caminho mais longo entre a retórica e a ética. De resto, a patrulha ideológica pode facilmente descambar para a picaretagem ideológica.

JOSIAS DE SOUZA

 

Cid Gomes quer sair da propaganda de Bolsonaro

Cid Gomes pode não estar plenamente satisfeito em apoiar o PT na eleição presidencial. Mas isso não quer dizer que o irmão de Ciro Gomes planeja servir como munição para Jair Bolsonaro (PSL) atacar Fernando Haddad. O pedetista entrou na noite desta terça-feira, 16, com uma representação no TSE pedindo para que a campanha do ex-capitão não possa utilizar o vídeo onde Cid faz duras críticas ao PT (confira aqui).  O caso está nas mãos do juiz auxiliar Luis Felipe Salomão.

BR18 / ESTADÃO

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Temer perdeu a reputação e o senso de ridículo

O brasileiro gosta tanto de piadas que Michel Temer imagina que ninguém mais se incomoda de ser presidido por uma anedota. No mesmo dia em que veio à luz a notícia sobre seu indiciamento no inquérito sobre portos, Temer vangloriou-se num discurso para empresários de ter silenciado o asfalto com o sucesso de sua gestão.

“…Nós não tivemos problemas no país, não tinha movimento de rua”, discursou o presidente na Associação Comercial do Paraná, em Curitiba, nesta terça-feira (16). ”Claro que em algum lugar qualquer tem cinco, seis, dez ou 40 que se reúnem e dizem ‘Fora, Temer’. Mas, isso faz parte da democracia, ouço aquilo e digo: ‘Que coisa boa!’ Tem gente se manifestando, é verdade. Mas se bem que agora tem o ‘Fica, Temer’ que está correndo pela rede, não é?”.

Horas depois de flertar com o ridículo, Temer foi pendurado novamente nas manchetes na constrangedora posição de acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Como previsto, a Polícia Federal entregou ao Supremo o relatório final do inquérito que apura se o presidente editou um decreto favorecendo empresas do setor de portos em troca de propinas.

Foram indiciados Temer, sua filha Maristela e mais nove pessoas. A Polícia Federal pediu ao ministro Luis Roberto Barroso, relator do caso na Suprema Corte, a prisão de quatro pessoas. Entre elas o coronel da Polícia Militar paulista João Baptista Lima, amigo e operador do presidente da República.

Folheando-se o processo, percebe-se que, na opinião da Polícia Federal, a poltrona de presidente da República é ocupada por um desqualificado. O pior é que os quase 90% de brasileiros que desaprovam o governo Temer concordam com os investigadores.

Antes do grampo do grampo do Jaburu, Temer apresentava-se ao país como paladino da austeridade e chefe de um governo reformista. Depois da divulgação do seu diálogo vadio com Joesley Batista, abriu os cofres do Tesouro para comprar sua permanência no cargo. Às voltas com duas denúncias, está prestes a colecionar a terceira. A Presidência de Temer já não derrete, apodrece.

Num ambiente assim, discursos engraçadinhos como o que Temer pronunciou para empresários em Curitiba revelam que o presidente não perdeu apenas a compostura e a reputação. Perdeu também o senso de ridículo

JOSIAS DE SOUZA

Fonte: Blog do BG

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