PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTA QUARTA-FEIRA

Por G1

 

Milionários nas Assembleias. O número de deputados estaduais com patrimônio superior a R$ 1 milhão aumentou no Brasil, mas a riqueza declarada pelos políticos caiu. Veja a lista com os deputados milionários por partido. Na disputa presidencial, continua a busca de Bolsonaro e Haddad por apoio na corrida do 2º turno. Nos EUA, o furacão Michael avança rumo à Flórida. E no futebol brasileiro, começa a decisão da Copa do Brasil. O que é notícia nesta quarta-feira:

NACIONAIS

Milionários nas Assembleias

 — Foto: TRE/Divulgação

— Foto: TRE/Divulgação

número de milionários eleitos deputados estaduais cresce no Brasil, mas o patrimônio médio caiu. São 388 políticos com patrimônio superior a R$ 1 milhão. O número é maior que o das últimas legislaturas. Mas o patrimônio médio é inferior ao de 2014. E também há mais eleitos sem bens. Entenda os números.

Quem apoia quem

Os candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) disputam o 2º turno presidencial — Foto: Paulo Whitaker e Nacho Doce / Reuters

Os candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) disputam o 2º turno presidencial — Foto: Paulo Whitaker e Nacho Doce / Reuters

Partidos que ficaram de fora da corrida presidencial no 2º turno continuam as movimentações para definir suas posições e apoios na reta final das eleições. As executivas de PPS, Solidariedade, PDT, Podemos e Rede se reúnem hoje e podem anunciar apoio a Haddad, Bolsonaro ou optarem pela neutralidade. PSDB, Novo, PP e DC decidiram não apoiar nem Jair Bolsonaro nem Fernando Haddad; PTB apoiará Bolsonaro; PSOL, PSB e PPL apoiarão Haddad. Veja as alianças já definidas.

Tormenta

Imagem de satélite mostra Michael, no Golfo do México, quando ainda era uma tempestade tropical — Foto: Courtesy NOAA GOES-East/ Reuters

Imagem de satélite mostra Michael, no Golfo do México, quando ainda era uma tempestade tropical — Foto: Courtesy NOAA GOES-East/ Reuters

furacão Michael subiu para a categoria 4 – de um máximo de 5 – com ventos máximos constantes de até 210 km/h em seu avanço pelo Golfo do México em direção ao estado da Flórida. A tormenta deixou 13 mortos na América Central. O G1 acompanha.

Pobreza

 — Foto: Agência Brasil

— Foto: Agência Brasil

O percentual de famílias que vivem em extrema pobreza aumentou em quase todos os estados do Brasil nos últimos quatro anos, em especial no Nordeste, apontou um estudo. A condição de extrema pobreza atinge pessoas com renda familiar per capita de até R$ 85 por mês, segundo a medição do governo. Leia hoje no G1.

Loteria

 — Foto: Marcelo Brandt / G1

— Foto: Marcelo Brandt / G1

O concurso 2.086 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 23 milhões para quem acertar as seis dezenas. O sorteio ocorre às 20h (horário de Brasília) em Joaçaba (SC).

Roger Waters

Roger Waters, baixista e um dos fundadores do Pink Floyd, se apresenta na turnê solo 'Us + Them' no Allianz Parque, na Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo. É o primeiro show da turnê no Brasil — Foto: Fábio Tito/G1

Roger Waters, baixista e um dos fundadores do Pink Floyd, se apresenta na turnê solo ‘Us + Them’ no Allianz Parque, na Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo. É o primeiro show da turnê no Brasil — Foto: Fábio Tito/G1

Roger Waters é vaiado e aplaudido em São Paulo depois de exibir #elenão em show para 45 mil. Início de passagem pelo Brasil teve produção grandiosa com clássicos do Pink Floyd. Turnê que critica políticos pelo mundo incluiu Bolsonaro em lista de ‘neofascistas’; plateia teve disputa de gritos ‘ele não’ e ‘fora PT’. Veja como foi.

Curtas e Rápidas:

Futebol

Mineirão vai ser palco do 1º jogo da final da Copa do Brasil — Foto: Luiz Martini/GloboEsporte

Mineirão vai ser palco do 1º jogo da final da Copa do Brasil — Foto: Luiz Martini/GloboEsporte

Cruzeiro e Corinthians começam a decidir hoje quem será o campeão da Copa do Brasil. Os times duelam no Mineirão a partir das 21h45, com transmissão ao vivo da TV Globo. A 2ª partida está marcada para o dia 17, em São Paulo.

Fonte: G1

QUADRILHÃO MDB: Procuradoria pede que TCU bloqueie R$ 6 bi de Temer, Henrique Alves, Geddel, Cunha, Moreira, Padilha e Loures

Os procuradores da força-tarefa Greenfield, do Ministério Público Federal no Distrito Federal, solicitaram ao Tribunal de Contas da União (TCU) a instauração de processo de fiscalização e o bloqueio de cerca de R$ 6 bilhões de pessoas físicas e jurídicas investigadas nas operações Sépsis, Cui Bono? e Patmos.  Entre os alvos das operações citadas pelo MPF estão os ex-ministros Geddel Vieira Lima e Henrique Eduardo Alves e o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha. Segundo o MPF, o bloqueio de bens também deve mirar o MDB, partido dos principais investigados nas operações.

“No caso específico, em que há a demonstração cabal de direcionamento de parte dos recursos a campanhas políticas (de 2010 a 2014, inclusive) de membros de renome nacional do PMDB (aqui se destacam as campanhas presidenciais), a constrição patrimonial e financeira deve atingir o maior beneficiário das demandas e dos recebimentos ilícitos aqui descritos, qual seja, o antigo PMDB, atual MDB”, afirmam os procuradores no ofício que será encaminhado ao TCU.

A abertura de tomada de conta e bloqueio de bens por parte do TCU, segundo o MPF, tem como objetivo mensurar os prejuízos à União causados pelos crimes praticados dos integrantes do MDB da Câmara dos Deputados na Petrobras, Furnas, Ministério da Integração Nacional, Caixa, Secretaria de Aviação Civil, Ministério da Agricultura e Câmara dos Deputados.

De acordo com o MPF, “resta claro que inúmeras pessoas, físicas e jurídicas, foram beneficiadas com o esquema ilícito de pagamento e arrecadação de propina, que tem, indubitavelmente, como causa e consequência simultâneas, a manutenção do poder político pelo mesmo grupo criminoso, deturpando a lógica do sistema democrático”.

No entendimento dos procuradores, o valor do bloqueio em cerca de R$ 6 bi está lastreado na multiplicação por 10 do valor da propina recebida pelos investigados. Esse valor, segundo o MPF,  foi de R$ 587.1 milhões. O bloqueio de bens, segundo o MPF, deve incidir sobre os responsáveis (não colaboradores) cujas irregularidades geraram prejuízo ao erário e, de forma solidária, nas pessoas jurídicas não colaboradoras beneficiadas com os delitos.

Em ofício, a força-tarefa ainda pede ainda ‘para que o Tribunal de Contas da União atente para a existência (pública e notória) de ações penais apresentadas pelo Ministério Público Federal nas quais se denuncia a existência de organizações criminosas’ envolvendo agremiados do MDB do Senado, do Partido Progressista (PP) e do Partido dos Trabalhadores (PT).

Estão denunciados à Justiça pelo ‘quadrilhão do MDB’ na Câmara o presidente Michel Temer e de seus aliados Eduardo Cunha, Henrique Alves, Geddel Vieira Lima, Rodrigo Loures, José Yunes, Coronel Lima, Eliseu Padilha e Moreira Franco.

A denúncia contra emedebistas havia sido apresentada pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em setembro de 2017, contra Temer e seus principais aliados. Após a Câmara barrar a abertura de uma ação penal contra o presidente, o caso foi desmembrado e a investigação envolvendo pessoas sem foro privilegiado foi encaminhada para a 10.ª Vara Federal em Brasília e para a 12ª Vara.

Em ofício ao TCU, o Ministério Público Federal também detalha que há denúncias oferecidas contra ex-vices da Caixa Econômica Federal, ex-diretores da Petrobrás e outros agentes públicos apontados como integrantes de uma suposta organização criminosa ligada ao MDB.

A reportagem procurou as defesas de Vieira Lima, Henrique Alves e o MDB, mas até a publicação da reportagem não havia recebido respostas.

COM A PALAVRA, TEMER, MOREIRA E PADILHA

O Planalto não vai comentar.

COM A PALAVRA, O ADVOGADO DELIO LINS E SILVA JR, QUE DEFENDE EDUARDO CUNHA

“A pretensão de bloqueio de bens é absurda, pois se baseia em fatos que ainda estão em início de apuração no âmbito criminal, configurando mais um ato de perseguição do Ministério Público em relação a Eduardo Cunha”.

COM A PALAVRA, O ADVOGADO MARCELO LEAL, QUE DEFENDE HENRIQUE ALVES

A defesa de Henrique Eduardo Alves reitera sua inocência e tem certeza que ele será absolvido das acusações de corrupção como, aliás, já o foi na ação penal decorrente da Operação Sépsis que trata de assuntos correlatos.

ESTADÃO CONTEUDO

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Garoto de 6 anos é encontrado na estrada 2 dias após acidente que matou os pais em Minas

Três pessoas da mesma família foram encontradas mortas após um acidente na BR-050

 

Uma criança de seis anos foi encontrada na estrada após seus pais e o irmão morrerem em um acidente, na BR-050, entre Uberlândia e Araguari, interior de Minas Gerais. O garoto foi achado no acostamento na terça-feira (8) pela manhã.

Morreram no acidente o pastor Alessandro Monare, 37, a mulher, Belkis da Silva Miguel Monare, 35, e Samuel da Silva Miguel Monare, 8.

A família, que era de Campinas (93 km de SP), havia ido comemorar o aniversário de Belkis em Rio Quente (GO). Eles estavam desaparecidos desde a manhã do domingo.

Segundo parentes das vítimas relataram à polícia, pai, mãe e os dois filhos saíram de Rio Quente no domingo, por volta das 8h30. A previsão era que chegassem em Campinas à tarde.

O pastor iria participar de um culto às 20h, na Igreja Batista Vista Alegre, da qual fazia parte havia seis anos.

Como não tinham notícias da família, parentes comunicaram o desaparecimento à polícia e aos bombeiros.

Na segunda-feira, dois carros de familiares saíram de Campinas e refizeram o trajeto até a cidade de Goiás.

O menino de 6 anos foi encontrado no acostamento da rodovia por um caminhoneiro que passava pelo local e foi e levado até pronto-socorro do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia.
O estado de saúde dele é estável.

O carro com os corpos das vítimas foi encontrado caído em uma ribanceira. A polícia rodoviária suspeita que o motorista tenha perdido o controle do veículo.

General Mourão: ‘Não sou vice anencéfalo’

Após ser desautorizado em rede nacional por Jair Bolsonaro, o vice do candidato do PSL, general Hamilton Mourão admitiu que o presidente é Bolsonaro, mas que isso não quer dizer que, caso a chapa vença a eleição presidencial, que ele será um “vice anencéfalo”. “Falei para ele proceder com sua visão. Tenho minhas críticas. Agora, o presidente, como ele disse, é ele. Só não sou um vice anencéfalo. Tenho minhas opiniões”, disse Mourão para a jornalista Andréia Sadi, da GloboNews.

Na segunda-feira, Bolsonaro disse ao Jornal Nacional que não irá convocar uma nova Constituinte e criticou o vice pelas opiniões controversas sobre a Constituição e sobre a fala de “autogolpe”. “Sou sim um crítico a Constituição”, disse Mourão. “A nossa abrange muita coisa. Defendo uma de princípios e valores, mas é minha opinião pessoal, tenho minha personalidade. E já fiz mea culpa das minhas escorregadas”, afirmou o vice.

BR 18 / ESTADÃO

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Alckmin classifica Doria de ‘temerista’ e ‘traidor’

Uma intervenção de João Doria durante reunião da Executiva Nacional do PSDB acendeu o pavio de Geraldo Alckmin. Fora de si, Alckmin mostrou a mágoa que tem por dentro. Chamou de “temerista” o seu afilhado político. “Fique calmo”, reagiu Doria, pedindo “discernimento” e “equilíbrio” ao padrinho. Numa explosão que lhe deu a aparência de um ex-Alckmin, o presidente nacional do PSDB insinuou que Doria é um “traidor”.

O tempo fechou no encontro do PSDB num instante em que Doria, candidato tucano ao governo de São Paulo, defendia a necessidade de o partido avaliar os erros cometidos durante a campanha de 2018. “Terminada a eleição no segundao turno, aí sim, podemos fazer uma avaliação completa”, disse ele a certa altura. “O PSDB não cumpriu o seu papal, quando poderia ter cumprido melhor.”

Alckmin enxergou nas observações do afilhado um questionamento à condução da sua campanha presidencial. Mais: interpretou as palavas de Doria como uma preparação para questionar a sua presença no comando do partido. “O temerista não era eu, não. Era você”, reagiu Alckmin. Doria tentou contemporizar. Mas Alckmin não se deu por achado. “Você, você, você”, disse, elevando o timbre de voz a cada repetição do vocábulo.

Olhando ao redor, Doria argumentou que o apoio à gestão de Michel Temer foi uma decisão partidária, não individual. “Geraldo, você está aqui diante de dois ex-ministros do governo Temer”, declarou. “Acredito que você não queira desrespeitar nem o José Serra (ex-Itamaraty) nem o Bruno Araújo (ex-Cidades). Fizeram parte desse governo.  Foram bons ministros. (…) Outros participaram. Vamos ter discernimento em relação a isso.”

Doria insistiu: “Fique calmo. Discernimento e equilíbrio, aliás, sempre foram características que você teve. Não [reaja] de forma passional.” Alckmin não se conteve. Língua em riste, sapecou: “Traidor eu não sou”. E Doria, insistindo em manusear panos quentes: “Vamos ter uma conduta com calma e equilíbrio”.

A explosão de Alckmin chegou com enorme atraso. Veio depois de uma derrota desconcertante. Dono de 43% do horário eleitoral, Alckmin terminou o primeiro turno da corrida presidencial em quarto lugar, com humilhantes 4,76% dos votos. Ficou na mesma região do mapa eleitoral em que estavam João Amoedo (2,5%), Cabo Daciolo (1,26%) e uma desidratada Marina Silva (1%).

Foi a primeira vez desde 1994 que o eleitor excluiu o PSDB do rol de protagonistas de uma disputa pelo Planalto. Nas últimas seis sucessões, o partido vencera duas no primeiro turno, com Fernando Henrique Cardoso, e perdera quatro no segundo turno —duas para Lula e duas para Dilma.

Patrono da eleição de Doria à prefeitura de São Paulo, em 2016, Alckmin vinha se queixando do comportamento do afilhado desde o ano passado. Em privado, acusara Doria de invadir sua trincheira, ao se insinuar como uma opção de candidato à Presidência. Depois, queixara-se da decisão do pupilo de abandonar o mandato de prefeito para disputar o governo paulista.

Inicialmente, o palanque de Alckmin em São Paulo seria o do governador Marcio França (PSB). Com a entrada de Doria no jogo, vendeu-se a ideia de que Alckmin passaria a dispor de dois palanques. Na prática, tornou-se um sem-palanque. Hoje, Doria e França medem forças no segundo turno. E Alckmin vive o inferno dos derrotados.

Na véspera do encontro da Executiva, Doria dissera, em entrevista ao UOL, que defenderia o apoio do PSDB à candidatura presidencial de Jair Bolsonaro. O mesmo Bolsonaro que aplicou uma surra eleitoral em Alckmin, roubando-lhe os eleitores e o papel de anti-PT que o tucanato desempenhou nas últimas duas décadas.

Ao final da renião, Alckmin anunciou que o PSDB permanecerá no segundo turno em seu habitat natural: o muro. O partido “decidiu liberar os seus militantes e os seus líderes”, informou Alckmin. “Nós não apoiaremos nem o PT nem o candidato Bolsonaro. O partido não apoiará nem um nem outro e libera seus filiados e líderes para que decidam de acordo com sua consciência, com sua convicção e com a realidade de seus Estados”.

JOSIAS DE SOUZA

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PT troca ‘nós contra eles’ por ‘todos contra ele’

O PT chega ao segundo turno da eleição presidencial um pouco como o personagem da anedota, que mata pai e mãe e, no dia do julgamento, pede misericórdia com um pobre órfão. O PT quer a compreensão de todos para formar uma “frente democrática” de combate a Bolsonaro, personagem que o partido mesmo ajudou a criar com suas cleptogestões e seus pendores hegemônicos. A diferença entre o PT e o ”órfão” da piada é que o PT deseja que o perdoem sem pedir perdão

Ao receber o apoio de Guilherme Boulos, do PSOL, Haddad insinuou, nesta terça-feira, que deseja atrair para sua caravana gente como Ciro Gomes, Marina Silva e até tucanos como Fernando Henrique Cardoso. Comentou a decisão do PSDB de ficar neutro: ”Sendo uma deliberação partidária, a gente respeita. Mas evidentemente que vai haver pessoas mais ligadas ao Mário Covas que acho que tem outra perspectiva. Existe uma social-democracia ainda” no PSDB.

Para ajudar na articulação política, juntou-se à coordenação do comitê de Haddad o ex-governador baiano Jaques Wagner, eleito senador. Amigo e ex-ministro do pajé do PT, Wagner disse que o slogan “Haddad é Lula” já deu o que tinha que dar. “…Agora as pessoas querem saber mais da personalidade do próprio candidato. Então, é essa tarefa que a gente tem agora. Mostrar quem é o professor Haddad, o pai de família, o tocador de violão, o faixa preta de taekwondo.”

Para que a “frente democrática” do PT vingasse, o partido teria de levar ao prato da balança meio quilo de autocrítica. Haddad teria que desdizer coisas que acabou de declarar no primeiro turno. Descartou, por exemplo, um mea-culpa pelo mensalão e o petrolão. Alegou que os crimes só vieram à tona porque os governos petistas fortaleceram os órgãos de controle, a Procuradoria e o Judiciário. Declarou que a petrorroubalheira nasceu na ditadura.

Para Haddad, a recessão e o desemprego não são obras do governo empregocida de Dilma. O fiasco seria decorrência de sabotagens de tucanos, que se uniram a Eduardo Cunha para implodir a gestão Dilma. De resto, Haddad não considera Lula como um corrupto de segunda instância. Ele o vê o padrinho como uma inocente criatura, perseguida pela Procuradoria e pelo Judiciário.

Ou Haddad reconhece que o PT assaltou e permitiu que assaltassem os cofres públicos ou ficará entendido que o crime pode se repetir com sua chegada ao Planalto. Ou o candidato admite que Dilma foi um desastre ou a plateia ficará autorizada a suspeitar que haveria um replay num hipotético governo de Haddad.

Sem um mínimo de simancoldo PT, a tal “frente democrática” ganhará a aparência instantânea de um pacto contra a lógica e a probidade. A essa altura, Jair Bolsonaro já deve ter acendido uma vela pelo sucesso do plano do PT de trocar o ‘nós contra eles’ pelo ‘todos contra ele’.

JOSIAS DE SOUZA

Fonte: Blog do BG

LOCAIS

Rosalba definha em Mossoró

FOTO: PolÍtica em Foco

O BG reproduz texto do jornalista Bruno Barreto

A noite de domingo foi devastadora para a prefeita de Mossoró Rosalba Ciarlini (PP) e seus seguidores. Todos apostavam nas reeleições de Beto Rosado (PP) e Larissa Rosado (PSDB) além de vitórias dos candidatos apoiados pela prefeita na capital do Oeste.

A resposta do eleitor mossoroense foi devastadora para os interesses palacianos. Beto e Larissa até foram os mais votados na cidade, mas aquém do esperado.

O deputado federal só obteve 16.241 votos. O número é assustador para o Rosalbismo que já levou o pai de Beto, Betinho Rosado, a conquistar 32.245 sufrágios em Mossoró no ano de 2010.

Já com relação à deputada estadual tucana as projeções pessimistas indicavam que ela recebesse algo em torno de 20 mil votos e as otimistas apontavam para 30 mil. Nem uma coisa nem outra: foram 17.753 sufrágios. Em 2014, Larissa recebeu 24,585 (sem qualquer estrutura), com o apoio da prefeita foram 6.832 votos a menos.

Para piorar o quadro de corrosão eleitoral de Rosalba, ela entregou apenas 19.721 votos a Garibaldi Alves Filho (MDB) e 18.747 a Antônio Jácome (PODE). Há oito anos os candidatos de Rosalba eram o mesmo Garibaldi e o senador José Agipino Maia (DEM) que receberam respectivamente 80.539 e 76.599 votos. Sem contar que na condição de candidata com apoio palaciano em 2014, e apoio velado da então governadora Rosalba, Fátima Bezerra (PT) recebeu 59.726 votos numa eleição em que o eleitor tinha apenas uma opção de voto, diferentemente deste ano quando podia votar duas vezes.

Na capital do Oeste, os mais votados em 2018 foram o capitão Styvenson Valentim (REDE) e Zenaide Maia (PHS). O primeiro não tinha um único político lhe dando apoio. A segunda tinha uma estrutura pequena na cidade. O militar recebeu 64.011 votos e a deputada 39.727.

Mas a derrota mais dolorosa para a prefeita foi na disputa pelo Governo do Estado. Ela passou praticamente 45 dias se dedicando a campanha de Carlos Eduardo Alves (PDT) cujo filho dela, Kadu Ciarlini (PP), é o candidato a vice-governador.

Carlos Eduardo apostou todas as fichas no apoio de Rosalba para receber uma grande votação em Mossoró, mas terminou derrotado por uma candidata que mal pôs os pés na cidade e, de quebra, estava com o diretório local do partido recheado de problemas internos.

Fátima recebeu 46.634 votos contra 37.243 do candidato do palanque rosalbista. À título de comparação, Francisco José Junior quando era prefeito (e no auge da popularidade) entregou 52.886 sufrágios a Robinson Faria (PSD) no primeiro turno em 2014.

Virar o jogo no segundo turno é possível? É. Mas ficou comprovado de que a força da prefeita neste momento nem se compara com os feitos dela no passado em Mossoró. A gestão é mal avaliada e isso se refletiu nas urnas.

O capital eleitoral da prefeita está corroendo.

Fonte: Blog do BG

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