PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTA QUARTA-FEIRA

29 de agosto, quarta-feira

Bom dia! Aqui estão os principais assuntos para você começar o dia bem-informado.


Por G1

 

Quantos somos? O IBGE divulga hoje as estimativas com os números de habitantes no Brasil em 2018. No ano passado, a população do país era de pouco mais de 207 milhões. Eleições 2018: Em entrevista ao Jornal Nacional, o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, diz que policial que ‘matar 10, 15 ou 20’ deve ser condecorado. Educação: a Faculdade de Medicina da USP não alcançou meta de cota racial que começou este ano. O que é notícia no G1:

NACIONAIS

População do Brasil

O IBGE divulga hoje as estimativas da população brasileira. Os números referem-se a 1º de julho de 2018. Em 1º de julho do ano passado éramos 207.660.929 habitantes. Em 2016, a população do país era estimada em pouco mais de 206 milhões de habitantes.

Eleições 2018

Jair Bolsonaro (PSL) é entrevistado no Jornal Nacional

Jair Bolsonaro (PSL) é entrevistado no Jornal Nacional

O candidato do PSL a presidente, Jair Bolsonaro, afirmou em entrevista ao Jornal Nacional, que um criminoso não pode ser tratado como “um ser humano normal” e, por isso, se um policial “matar 10, 15 ou 20 com 10 ou 30 tiros cada um” deve ser condecorado e não processado. Ele foi o segundo entrevistado da série do JN com presidenciáveis. O primeiro foi Ciro Gomes (PDT). Hoje, será a vez de Geraldo Alckmin (PSDB), e, amanhã, de Marina Silva (Rede). Luiz Inácio Lula da Silva, presidenciável do PT, está preso e proibido pela Justiça de dar entrevistas.

Cota racial

 (Foto: Divulgação / UnB Agência)

(Foto: Divulgação / UnB Agência)

G1 no Enem

 (Foto: Reprodução G1)

(Foto: Reprodução G1)

O aplicativo G1 Enem, jogo de perguntas e respostas voltado para os estudantes que prestarão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), passa a contar com um ‘chatbot’ dentro da página do G1 Enem no Facebook. Ele pode ser acessado pelo endereço https://www.facebook.com/g1enem. É uma espécie de robô baseado em sistemas de inteligência artificial. Veja como usar.

Chacina de Vigário Geral: 25 anos

Faixa colocada no viaduto próximo à comunidade de Vigário Geral, na Zona Norte do Rio (Foto: Cristina Leonardo / Arquivo pessoal)

Faixa colocada no viaduto próximo à comunidade de Vigário Geral, na Zona Norte do Rio (Foto: Cristina Leonardo / Arquivo pessoal)

Há exatos 25 anos, a vida de Jadir Inácio mudava para sempre. Ele é um dos sobreviventes da chacina de Vigário Geral, na Zona Norte do Rio, que vitimou 21 moradores da comunidade no dia 29 de agosto de 1993. Jadir tomou cinco tiros, mas conseguiu escapar. Hoje, mesmo morando fora da comunidade, ele não consegue sair de casa na mesma data em que ocorreu a chacina. Relembre o caso e o drama de Jadir.

Vida nova no Brasil

Transexuais venezuelanas buscam nova oportunidade para recomeçarem suas vidas (Foto: Marcos Serra Lima / G1)

Transexuais venezuelanas buscam nova oportunidade para recomeçarem suas vidas (Foto: Marcos Serra Lima / G1)

Quatro transexuais venezuelanas que fugiram de seu país em busca de melhores condições de vida conseguiram chegar ao Rio, através de um programa de interiorização do governo federal. Duas delas conversaram com o G1 e relembraram as dificuldades pelas quais passaram para recomeçar suas vidas – incluindo casos de agressões e homofobia.

Mega-Sena

 (Foto: Marcelo Brandt / G1)

(Foto: Marcelo Brandt / G1)

O concurso 2.073 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 40 milhões para quem acertar as seis dezenas. O sorteio ocorre às 20h (horário de Brasília) no município de São José do Cedro (SC).

Cinema

'O Candidato Honesto 2': Diretor e equipe falam dos improvisos de Leandro Hassum

‘O Candidato Honesto 2’: Diretor e equipe falam dos improvisos de Leandro Hassum

  • Vídeo: ‘Candidato Honesto 2′ tem Leandro Hassum improvisando como Donald Trump; veja bastidores do filme
  • Karine Teles faz do filme ‘Benzinho’ retrato de família de classe média baixa com ‘amor sem pieguice’

Curtas e Rápidas:

  • Abelhas invadem a Times Square, em Nova York, e polícia é acionada
  • Justiça concede seguro-desemprego a 13 transexuais vítimas de trabalho escravo em Franca, SP
  • Capitão da PM vai a júri popular por morte de dois adolescentes em 2011, no ABC Paulista
  • Projeto em Rio Claro transforma lixão em horta comunitária e emprega 250 pessoas
  • Astrônomos analisam galáxia a 12,4 bilhões de anos-luz que tem ritmo intenso de criação de estrelas

Futebol

  • 19h30: Atlético-PR x Vasco
  • 19h30: Ceará x Bahia
  • 21h45: Cruzeiro x Flamengo
  • 21h45: Corinthians x Colo-Colo

Fonte: G1

TSE nega recurso de Lula para garantir cobertura jornalística na TV

Por 6 a 1, o plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu na noite desta terça-feira (28) negar um recurso da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que emissoras de TV incluíssem em suas coberturas jornalísticas o dia a dia da campanha presidencial do petista e sua coligação, intitulada “O Povo Feliz de Novo”.

Esta foi a primeira vez que o plenário do TSE se debruçou sobre uma questão levantada pela campanha de Lula desde que foi oficializado o registro do petista, em 15 de agosto.

O ex-presidente, que tem o ex-prefeito Fernando Haddad como vice na chapa, está presoem Curitiba desde 7 de abril, após ser condenado em segunda instância por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá.

“O candidato à Presidência da Republica Luiz Inácio Lula da Silva, não obstante se encontra muito bem posicionado nas pesquisas, está sujeito à segregação imposta pela Justiça comum. Não existe agenda de campanha do candidato”, disse o relator do processo, ministro Sérgio Banhos, que negou na sexta-feira passada o pedido da defesa de Lula para garantir cobertura jornalística na televisão.

O único voto a favor do ex-presidente veio do ministro Napoleão Nunes, para quem “é uma discriminação o que a mídia está fazendo”. Napoleão deixa a composição titular do TSE na próxima quinta-feira, 30. A vaga será preenchida pelo ministro Og Fernandes.

Durante o julgamento, o vice-procurador-geral eleitoral, Humberto Jacques, destacou a importância da liberdade de imprensa.

“Não cabe ao Poder Judiciário decidir se algo é ou não é noticioso. No campo da liberdade, essas decisões tomadas pelos veículos de imprensa, essas escolhas feitas pelos veículos são julgadas pelo maior severo juiz: o público, a audiência, quem assiste àquele canal, quem segue aquele site, aquele blog. É sua majestade, o público, que decide quem é o melhor candidato e o veículo que ele segue”, disse Jacques.

O advogado José Perdiz, defensor da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), por sua vez, ressaltou que os veículos de imprensa adotam critérios absolutamente jornalísticos em suas coberturas.

“Não há espaço no jornalismo para que se torne possível cobrir fatos que uma coligação ou outra diga  ‘jornalistas, eu quero divulgar essa questão’”, declarou Perdiz.

ESTADÃO CONTEÚDO

Fonte: Blog do BG

PT e PR receberam elogios pagos de influenciadores na internet através de aplicativo. Lindbergh Farias, Gleise Hoffmann, Tiririca entre os clientes

Documentos obtidos pelo GLOBO revelam que pelo menos 14 candidatos do PT e do PR tiveram conteúdos de campanha disseminados a partir de aplicativo desenvolvido pela agência Follow, do deputado e candidato ao Senado por Minas Gerais, MiguelCorrêa (PT). A empresa criou duas ferramentas — Follow e Brasil Feliz de Novo — que possibilitam a usuários cadastrados no aplicativo compartilhar, em troca de dinheiro, as notícias elogiosas de candidatos produzidas pela agência.

Os registros internos da agência mostram que esse sistema irregular de campanha foi utilizado para propagar materiais de 14 candidatos a diferentes cargos nestas eleições, incluindo o nome do PT à Presidência, o ex-presidente Lula, preso em Curitiba desde abril. De postulantes ao Senado, como o petista Lindbergh Farias (RJ), a candidatos aos governos estaduais, como os petistas Fernando Pimentel, em Minas; Wellington Dias, no Piauí; Luiz Marinho, em São Paulo; Márcia Tiburi, no Rio de Janeiro; e Décio Lima, em Santa Catarina. Também foram impulsionados candidatos a vagas na Câmara, como Tiririca (PR-SP), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Kátia Sastre (PR-SP), Andréia Gonçalves (PR-SP) e Luciana Costa (PR-SP). A maioria dos citados nega ter pago pela publicidade positiva. Tiririca não respondeu. Luciana e Andréia não foram localizadas.

O artigo 24 da resolução publicada pelo TSE sobre a campanha de 2018 diz: “É vedada a veiculação de qualquer tipo de propaganda eleitoral paga na internet, excetuado o impulsionamento de conteúdos, desde que identificado de forma inequívoca como tal e contratado exclusivamente por partidos políticos, coligações e candidatos e seus representantes”.

A partir dos documentos da agência que citam os nomes dos candidatos, O GLOBO localizou no Twitter notícias produzidas e propagadas a partir do aplicativo.

O esquema de pagamento a influenciadores digitais para fazer elogios ao PT veio à tona no domingo. Os donos das empresas que assumiram trabalhar com os chamados “influencers” e com “monitoramento de redes” também são ligados ao deputado Miguel Corrêa. Os aplicativos funcionam da seguinte forma: há uma cartela de notícias em que o “ativista digital” pode capturar o endereço e compartilhar em suas redes. Quanto mais notícias os recrutados compartilham, mais pontos eles ganham — e, por tabela, mais dinheiro. O aplicativo também sugere o cumprimento de “missões”, como postar comentários pessoais favoráveis aos candidatos.

O conjunto de empresas ligadas a Miguel Corrêa fica em uma das áreas mais nobres de Belo Horizonte. Com uma equipe de recém-formados da área de Comunicação e jornalistas freelances, a estrutura começou a funcionar em meados deste ano e, segundo fontes ouvidas pelo GLOBO, as contratações se intensificaram no período pré-eleitoral. São 10 jornalistas produzindo conteúdo para 14 candidatos.

O grupo era formado por quatro equipes, uma de monitoramento, uma de produção de conteúdo, uma de captação de ativistas e uma para contatar influenciadores digitais dispostos a falar bem dos candidatos em troca de dinheiro. Em relação aos candidatos do PR, porém, essa última etapa não chegou a ocorrer. Por meio de nota, o partido admite ter contratado uma das empresas de Miguel, a Fórmula, mas nega que o objeto do contrato seja a eleição.

O aplicativo permite driblar os mecanismos de bloqueio das redes sociais, pois não se tratam de robôs ou perfis falsos, mas de pessoas que compartilham e tentam viralizar conteúdo de apoio a determinados candidatos.

Em um vídeo de 37 minutos que circula nas redes sociais, funcionários da Follow explicam a usuários dos aplicativos como ganhar dinheiro ao compartilhar notícias favoráveis a candidatos petistas.

— Vamos ter provavelmente três níveis de ativistas: o que vai receber R$ 125 por semana, que no total dá R$ 500 por mês. Nós vamos ter o ativista que recebe R$ 175 por semana, que é R$ 50 a mais por semana. E nós vamos ter o ativista de R$ 225 por semana, quer dizer, ele vai receber no total R$ 1 mil por mês se permanecer nesse top 10, vamos chamar assim — diz Breno Nolasco, que foi assessor de Miguel Corrêa.

Uma funcionária da Follow, sentada ao lado de Nolasco, enfatiza a oportunidade de faturar com o negócio. Quando perguntada sobre a forma de pagamento, ela responde:

— Todo mundo vai ser pago.

No vídeo, Nolasco fala sobre as campanhas de Lidbergh Farias e Márcia Tiburi:

— Da Márcia e do Lindbergh, a partir de amanhã, vão ter de duas ou três notícias todos os dias. Tá, galera?

O GLOBO

Fonte: CommentsBlog do BG

Jair Bolsonaro fez do JN sua ‘plataforma de tiro’ e atropelou a bancada

 

POR JOSIAS DE SOUZA

“A mesa é giratória, avisou William Bonner, recomendando a Jair Bolsonaro que ocupasse sua cadeira “com cuidado”. O capitão exonerou o anfitrião de suas preocupações: “Isso aqui tá parecendo uma plataforma de tiro de artilharia. Então, estou confortável aqui.” Elevado à categoria de mito por 22% do eleitorado, o imponderável carregava suas virtudes no coldre. Não tinha respostas a oferecer. Distribuiu rajadas. Mostrou que, bem treinado, adapta-se a qualquer cenário —ao Vietnã das redes sociais tanto quanto à trincheira da Rede Globo.

Bonner quis saber, por exemplo, como o entrevistado faria para combater a violência com “mais violência” sem ferir a “gente honesta e trabalhadora” que vive nas favelas brasileiras. Sem piscar e sem remorsos, Bolsonaro reiterou que o policial tem que ter licença para “ir com tudo para cima” dos bandidos. “…Se matar dez, 15 ou 20 —com dez ou 30 tiros cada um, ele tem que ser condecorado e não processado.”

Em certos momentos, Bolsonaro parecia não enxergar entrevistadores à sua frente. Não falava para Bonner e Renata Vasconcelos. Dirigia sua mensagem à plateia que o assistia em casa. Não chegou ao topo das pesquisas entregando-se a dúvidas ético-existenciais sobre o direito de um presidente de exterminar a bandidagem. A violência é o próprio pretexto para Bolsonaro. E o eleitorado do capitão, na frente do televisor, eliminando o inimigo sem sair do sofá. Matando de mãos limpas, com o auxílio luxuoso da “plataforma de tiro” do Jornal Nacional.

A surra que tomou de Marina Silva no debate da Rede TV! deixou Bolsonaro em estado de alerta. Treinado, foi à jugular de Renata Vasconcelos quando indagado sobre a desigualdade de gênero. Chegando ao Planalto, não fará nada para evitar que mulheres recebam contracheques 25% menores que os dos homens?

Confrontado com suas contradições, Bolsonaro recorreu a uma velha tática de guerra: semeou a cizânia nas fileiras do inimigo. “Estou vendo aqui uma senhora e um senhor, eu não sei ao certo, mas com toda certeza há uma diferença salarial aqui, parece que é muito maior para ele do que para a senhora…”

Antes que Bonner balbuciasse uma resposta, Renata viu-se compelida a tomar as rédeas da reação: “…Vou interromper vocês dois. Eu poderia até, como cidadã, e como qualquer cidadão brasileiro, fazer questionamentos sobre os seus proventos, porque o senhor é um funcionário público, deputado há 27 anos, e eu, como contribuinte, ajudo a pagar o seu salário. O meu salário não diz respeito a ninguém. E eu posso garantir ao senhor, como mulher, que eu jamais aceitaria receber um salário menor de um homem que exercesse as mesmas funções e atribuições que eu.”

Como que decidido a evitar que a jornalista virasse uma segunda Marina Silva, Bolsonaro preocupou-se em dar a última palavra. Insinuou que há dinheiro público também nos vencimentos dos entrevistadores: “Vocês vivem em grande parte aqui de recursos da União. São bilhões que recebem o sistema Globo, de recursos da propaganda oficial do governo.”

Bolsonaro não estava interessado em redimir-se de eventuais pecados. Convencido de que seus eleitores perdoam tudo, queria dividir culpas. Como pode se apresentar como um cultor de novas práticas se recebeu auxílio-moradia da Câmara mesmo tendo apartamento em Brasília?, quis saber Renata. E Bolsonaro: “Agora, vão me desqualificar por ter recebido auxílio-moradia, que é legal, como a ‘pejotização’ de vocês também é legal?”

Diante da insistência da entrevistadora, Bolsonaro aproveitou a audiência do telejornal mais assistido do país para divulgar um anúncio da sessão de imóveis: “Meu apartamento está à venda. Quem quiser comprar está à disposição. Agora estou morando num funcional”, disse, antes de insinuar novamente que os jornalistas também recorrem a subterfúgios legais para pagar menos imposto: “A forma de vocês receberem por PJ (Pessoa Jurídica) também é legal. Está na lei. E eu não estou criticando isso aí.”

Imunizado contra o veneno de sua dependência em relação ao economista Paulo Guedes, Bolsonaro ensaiara também a resposta para a previsível pergunta sobre os riscos de uma separação. Provocado por Bonner, o candidato injetou na resposta um sujeito oculto: Fátima Bernardes.

“Bonner, quando nós nos casamos —eu com a minha esposa, você com a sua— nós juramos fidelidade eterna. E aconteceu um problema no meio do caminho, que não cabe a ninguém discutir esse assunto. Duvido, pelo que conheço de Paulo Guedes, (…) que esse descasamento venha, esse divórcio venha a acontecer.”

E se acontecer? “O único insubstituível nessa história sou eu, que daí troca todo o ministério. Fora isso, se por ventura vier a acontecer, pode ter certeza, né?, que não será por um capricho meu ou o capricho dele. Que nós estamos imbuídos, eu e Paulo Guedes estamos imbuídos, em buscar dias melhores para o nosso Brasil. E nós não queremos uma aventura nesse processo.”

No final da entrevista, Bonner questionou Bolsonaro sobre a pregação intervencionista do seu vice, o general Hamilton Mourão. “Vou ler aqui a frase dele: ‘Os poderes terão que buscar solução. Se não conseguirem, chegará a hora que nós teremos que impor uma solução’. (…) Que solução seria essa que os militares teriam que impor ao Brasil?” E o capitão: “Isso aconteceu em 64, e na forma da lei…” Bonner perdeu até a noção do tempo: “Nós estamos em 2021, candidato.”

Bolsonaro ensaiou uma defesa do golpe militar. Bonner atalhou: “Os historiadores sérios se referem a 1964, candidato, como um golpe militar…” A cena seguinte deixaria o entrevistador surpreso. Repetindo algo que fizera em sabatina da Globonews, o capitão escorou sua retórica num editorial escrito pelo fundador do Grupo Globo há 34 anos. “O senhor vai repetir isso?”, reagiu Bonner. Bolsonaro não se deu por achado: “…Deixa os historiadores pra lá. Eu fico com Roberto Marinho, o que ele declarou no dia 7 de outubro de 1984, vou repetir aqui.”

Bolsonaro recitou de cor o texto de Marinho: “Participamos da revolução democrática de 1964, identificados com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica, distúrbios sociais, greves e corrupção generalizada”. E completou: “Repito a pergunta aqui: Roberto Marinho foi um ditador ou um democrata? É a história…”

Está virando uma praxe. Pela segunda vez, o capitão empurrou a Globo para a defensiva. Assim como a sabatina da TV por assinatura, a entrevista no canal aberto terminou com uma nota de esclarecimento: “…O candidato Bolsonaro esqueceu-se, porém, de dizer que, em 30 de agosto de 2013, O Globo publicou editorial em que reconheceu que o apoio editorial ao golpe de 1964 foi um erro…”

Bolsonaro aproveitou a “plataforma de tiro” da Globo para disparar mensagens repetidas aos seus fieis. Com ridículos oito segundos no horário eleitoral que começará a ser veiculado no sábado, ganhou de presente 27 minutos de vitrine nacional. Seu sucesso representa a decadência do sistema político. A dúvida é se Bolsonaro conseguirá amplificar o discurso para além do cercadinho em que está confinado o seu rebanho.

Os convertidos que deram a Bolsonaro o prestígio que o levou ao Jornal Nacional parecem decididos a promover um encontro da política com os seus limites. Os adversários do capitão colocam a culpa no povo, que ainda não aprendeu a votar.

O diabo é que as pesquisas informam que o capitão está bem posto nos nichos mais escolarizados e endinheirados do eleitorado. Nesse universo, há muita gente que está tão ocupada fazendo a história que não consegue compreendê-la. Há pessoas que querem virar a página de qualquer jeito. Nem que seja para trás. O cardápio de candidatos estimula a autoflagelação.

Fonte: Blog do BG

INTERNACIONAIS

CRISE GRANDE: Em luta por poder no Vaticano, conservadores tentam ligar abusos a gays e colocam Papa Francisco no rolo

POR FOLHAPRESS

Desde o início de seu papado, Francisco enfureceu os conservadores católicos por defender uma igreja mais receptiva e afastá-la das questões das culturais, como o aborto ou a homossexualidade.

“Quem sou eu para julgar?”, disse o papa certa vez , quando perguntado sobre os padres gays.

O tamanho da irritação de seus inimigos políticos e doutrinários ficou claro no último fim de semana, quando uma carta cáustica publicada pelo ex-principal diplomata do Vaticano nos EUA culpou pelos abusos sexuais uma “corrente homossexual” na hierarquia da igreja.

carta pedia a renúncia de Francisco, acusando-o de encobrir um cardeal que caiu em desgraça, Theodore McCarrick.

Com a carta —divulgada durante a visita do papa à Irlanda—, uma oposição com motivação ideológica transformou em arma a crise de abusos sexuais da igreja para ameaçar não somente a agenda de Francisco, mas todo o seu papado. No mínimo, ela trouxe para o centro do debate o tema da homossexualidade na Igreja Católica, que muitos conservadores acreditam estar por trás da crise de abusos.

As intrigas e lutas por poder no Vaticano não são novidade, mas geralmente ficam dentro de seus muros medievais ou voam acima das cabeças dos fiéis católicos do mundo todo.

Esta batalha, porém, está sendo travada de uma maneira excepcionalmente aberta e brutal. Ela é alimentada pela mídia da era moderna, a relutância do papa em calar seus críticos e uma questão —o abuso sexual de crianças— que, talvez mais que qualquer outra, provocou deserções entre os fiéis.

As acusações na carta continuam sem comprovações. Indagado no domingo à noite (26) sobre sua validade, Francisco disse que não daria a dignidade de uma resposta.

Mas elas são sérias, e a resposta vaga do papa só aumentou o interesse do público, particularmente na acusação principal —de que ele sabia da história de relações sexuais de McCarrick com seminaristas e não fez nada a respeito.

“É um problema sério”, disse Sandro Magister, um observador veterano do Vaticano na revista L’Espresso, segundo o qual o notável ataque público é um indício da enorme frustração entre os conservadores em relação a Francisco. Ele duvida de que o papa, que basicamente ignorou esses tiros no passado, conseguirá fazer o mesmo desta vez.

“Com esta questão”, disse Magister, “o impacto público é muito mais forte, e nesse campo ele está bastante vulnerável.”

A não resposta de Francisco combina com sua relutância em dar oxigênio a um grupo pequeno —embora influente e ruidoso— de prelados e escritores conservadores alinhados com o autor da carta, o arcebispo Carlo Maria Viganò, ex-principal diplomata do Vaticano nos EUA.

(mais…)

 

LOCAIS

Governo do Rio Grande do Norte inicia pagamento da folha de agosto nesta sexta

Na quinta-feira, 6, recebem todos os servidores ativos da Saúde, independente da faixa salarial, e os servidores ativos e inativos das demais secretarias que ganham até R$ 4 mil

Robinson Farias - Governador (44)
José Aldenir / Agora RN
Governo já pagou o décimo-terceiro para 75% dos servidores, sendo 81% pago no caso dos policiais militares

O Governo do Rio Grande do Norte paga, a partir de sexta-feira, 31, os salários de agosto do funcionalismo. Na sexta, 31, recebem os servidores da Educação, Detran, Ipern, Idema, Jucern, DEI e Arsep.

Na quinta-feira, 6, recebem os servidores da área de segurança: Sesed, Sejuc, PC, PM, CBM, Itep e policiais do GAC e da Vice-Governadoria (ativos, reformados e pensionistas).

Ainda na quinta, 6, recebem todos os servidores ativos da Saúde, independente da faixa salarial, e os servidores ativos e inativos das demais secretarias que ganham até R$ 4 mil. Na segunda, 10, recebem todos os servidores que ganham acima de R$ 4 mil, totalizando 100% da folha de agosto paga.

O décimo-terceiro já foi pago para 75% dos servidores, sendo 81% pago no caso dos policiais militares. Sobre os 25% restantes do décimo, para salários acima de R$ 4 mil, o Governo informa que segue acompanhando as receitas, para anunciar em breve a finalização do pagamento.

Fonte: AGORA RN

 

 

 

Veja como fica o tempo na quarta-feira (29)

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