PONTO DE VISTA: NA ATUAL CIRCUNSTÂNCIA NÃO HÁ CLIMA NEM ESTRUTURA PARA QUE LULA SAIA DA CADEIA PARA UM LUGAR PÚBLICO

PONTO DE VISTA

Caro(a) leitor(a),

Infelizmente essa loucura dos petistas por Lula é algo irracional. Não dá pra conversar com essas pessoas porque elas não param pra raciocinar. É só emoção, pura emoção. Quem assistiu o filme da Lava Jato teve a oportunidade de ver o caldeirão que se tornou aquele aeroporto no dia que Lula foi levado coercitivamente para depor. A coisa ficou bastante inflamada e quase houve uma tragédia naquele dia. Quando os petistas alegam que em 1980 ele foi liberado para ir ao enterro da mãe eles esquecem que naquela ocasião Lula não tinha 10% da notoriedade e do carisma que tem hoje. Naquele tempo ele podia andar livremente pelas ruas sem ser molestado a favor nem contra. Hoje a coisa mudou e apesar da retórica do PT ser de paz e amor eles só agem incitando a violência. Convocando a militância para ir pra rua fazer barulho. Por essas razões a juíza Carolina Lebbos não liberou Lula para ir ao enterro do irmão. Sem falar que da parte dele não existe sentimento nenhum, já que na morte de dois outros irmão ele podia, mas não compareceu aos enterros. A única intenção é aprecer na mídia, fazer muito barulho como fez no enterro da esposa, onde usou o seu caixão como palanque. Sim, porque ele não perde uma oportunidade para inflamar a sua militância e se fazer de vítima e de perseguido. Por todos esses fatos penso que a justiça agiu corretamente.

O desespero das lideranças e o falecimento de mais uma narrativa do PT

Depois de a Polícia Federal responder negativamente ao pedido da defesa de Lula para que deixasse a prisão temporariamente a fim de comparecer ao enterro de seu irmão Genival Inácio da Silva, o Vavá, a juíza Carolina Lebbos, responsável pela execução da pena de Lula, confirmou a negativa publicada no início da madrugada desta quarta-feira (30). As lideranças do Partido dos Trabalhadores usaram as redes sociais para protestar contra a decisão das autoridades.

(A juíza Carolina Lebbos e os irmãos Vavá e Lula)

O primeiro dos motivos que levaram as autoridades a negar a decisão está relacionado a questões logísticas. A presença de Lula certamente exigiria um aparato de segurança maior do que seria possível à Polícia Federal oferecer. Em relatório enviado à magistrada, o superintendente da PF no Paraná, delegado Luciano Flores de Lima, apontou a possibilidade da presença de militância em massa ao local. Em comunicado anexado nos autos, o secretário de Segurança Pública paulista, João Camilo Pires dos Santos, havia informado sobre a impossibilidade de garantir a tranquilidade do evento não só para o ex-presidente, como também para as demais pessoas que comparecessem no local.

Em segundo, a Coordenação de Aviação Operacional da PF informou que os helicópteros que não estão em manutenção estão sendo utilizados para apoio aos resgates das vítimas de Brumadinho. O PT informou que disponibilizaria aeronave para o deslocamento de Lula. No entanto, o que prevaleceu na decisão foi a segurança do ex-presidente.

As lideranças do PT, com a decisão em definitivo, partiram para as redes sociais para manifestar o caráter “despótico” da decisão. Na página de Lula houve menção à sua presença no velório de sua mãe, nos tempos do Regime Militar, quando também estava preso:

Gleisi Hoffman, atualmente eleita deputada federal e presidente do PT, culpou até Moro pela negativa:

Lindbergh Farias, ex-senador derrotado nas últimas eleições, também fez menção aos tempos dos militares, mencionando também texto recente da jornalista Mônica Bergamo:

Maria do Rosário, deputada federal do RS, também usou a sua rede para atribuir a Moro o caráter decisório sobre o impedimento:

Na mesma postagem de Maria do Rosário, alguns dos seus seguidores não pouparam críticas à parlamentar, lembrando: que Lula, quando presidente, não foi ao enterro de dois irmãos; que fez do velório da esposa um comício político; e que parasse de atribui a Moro toda e qualquer influência sobre as decisões judiciais. Veja:

O enterro de Vavá estava marcado para hoje (30), às 13h, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.

Cesar Augusto Cavazzola Junior

Advogado (OABRS 83.859). MBA em Business Law (FGV) e Pós-MBA em Negociação (FGV). Mestre em Direito (Unisinos). Autor dos livros “Manual de Direito Desportivo” (EDIPRO) e “Bacamarte” (GIOSTRI). Coautor da obra “Ensino Jurídico no Brasil: 190 anos de história e desafios” (OAB/RS).

Fonte: Jornal da Cidade On Line

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