POLÍTICA: QUEM FORAM OS GRANDES PERDEDORES NESSAS ELEIÇÕES?

Nessas eleições de 2018 não foi apenas o PT e Fernando Haddad que saíram derrotados não. Teve muito mais gente que perdeu e perdeu muito mais do que possa imaginar a nossa vã filosofia! Esses perdedores não perderam apenas uma eleição e cargos políticos que poderiam vir a ter. Perderam a sua maior relíquia: a credibilidade. Sim o maior tesouro de um órgão de comunicação e jornalismo é a credibilidade, pois noticiar a verdade é o mais importante e principal princípio da imprensa. Um veículo de comunicação que mente, que inventa ou distorce a notícia não merece nem tem a menor credibilidade. Nesse caso os maiores perdedores foram os que fazem parte da grande Mídia, os quais estão relacionados no texto abaixo, escrito por Raul Sturari, OS GRANDES PERDEDORES. Foi realmente incrível essa vitoria de Jair Bolsonaro, pois foi contra tudo e contra todos, sem estrutura, com pouquíssimo dinheiro, e ainda conseguiu uma sobra de campanha de R$ 2 milhões que resolveu doar. Isso nunca aconteceu antes na história da nossa república democrática. Estamos começando muito bem. Parabéns Jair Bolsonaro!

OS GRANDES PERDEDORES
Raul Sturari

Não foram só os partidos e os políticos de esquerda que perderam essas eleições. Muitos analistas de todos os matizes continuam tentando entender como é que um candidato ganhou a eleição para Presidente do Brasil sem estrutura, sem marqueteiro, praticamente sem recursos próprios, sem tempo de TV e sem aceitar o Fundo Especial de Financiamento de Campanha.

Em 2014, Dilma gastou R$ 350,5 milhões e Aécio, R$ 223,4 milhões, de acordo com os dados informados ao TSE. Neste ano de 2018, o Fundo Especial de Financiamento de Campanha ofereceu a bagatela de R$ 1,72 bilhões aos 35 partidos. Desse montante, coube ao MDB mais de R$ 234 milhões a ao PT mais de R$ 212 milhões. Bolsonaro foi eleito gastando cerca de R$ 1,5 milhão na campanha. Como sua vaquinha virtual arrecadou R$ 3,5 milhões, Bolsonaro decidiu doar as sobras de campanha para a Santa Casa de Juiz de Fora, que o socorreu depois do atentado a facada. Esse hospital é mantido exclusivamente com recursos do Sistema Único de Saúde (SUS).

Mas muitos analistas continuam sem entender. Bolsonaro venceu com toda a grande mídia contra ele e, pelo menos no segundo turno, a favor do candidato do PT: Organizações Globo (TV aberta, Globonews, Jornal O Globo e Rádio CBN); Organizações Bandeirantes (TV aberta, Bandnews TV, Rádio Bandnews); SBT (TV aberta); jornal Folha de São Paulo; jornal O Estado de São Paulo; revistas Veja, Isto É, Época etc. E outros veículos de comunicação, de menor importância. Todos, sem exceção, trabalharam sem máscaras e abertamente contra Bolsonaro, desde o momento em que ele se lançou candidato. Primeiro o ignoraram solenemente, especialmente quando era recebido por milhares de pessoas nos aeroportos de todo o País ou quando fazia palestras em diversos fóruns. A estratégia deu errado.

Depois, quando as pesquisas se tornaram irrefutáveis, passaram a agredir, de todas as maneiras. Artistas foram convocados. Comentaristas foram instruídos. Críticos e formadores de opinião ganharam espaço. Eventuais apoiadores foram excluídos. Contudo, para essa grande mídia, nada deu certo. E muitos analistas continuam sem entender. Não foi somente porque a maior parte da população não suporta mais o PT e seus periféricos. Ou porque muitos cidadãos não toleram mais as  imposições político-ideológicas que afrontam seus mais caros princípios e valores. Foi também — e principalmente — porque os brasileiros não são mais reféns dos veículos tradicionais de comunicação; porque se informam pela internet; porque interagem com outras milhões de pessoas pelas plataformas de mídias sociais; porque são, atualmente, muito menos influenciados por aquilo que veem, escutam ou leem por intermédio da grande mídia; porque jornalistas e donos das grandes empresas de comunicação não controlam mais a opinião pública brasileira; porque as máscaras caíram e, com isso, jornalistas, articulistas e comentaristas perderam a credibilidade; porque agora há alternativas, na internet e nas redes sociais, que permitem ao cidadão delinear suas próprias opiniões.

São esses jornalistas, articulistas, comentaristas e controladores das grandes empresas de comunicação OS GRANDES PERDEDORES, nessas eleições de 2018.

Brasília, DF, 29 de outubro de 2018.

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