Grandes Homens

Mais um texto iluminado de HUBERTO ROHDEN, vale a pena ler.

Quem faz jus ao título de “grande homem”?
Não sei… O homem inteligente?
Não basta ter inteligência para ser grande…
O homem poderoso?
Há também poderosos mesquinhos…
Não basta qualquer forma de religião.
Podem todos esses homens possuir muita inteligência, muito poder, e certo espírito religioso e nem por isso serem grandes homens.
Pode ser que lhes falte certo vigor e largueza, certa profundidade e plenitude, indispensáveis à verdadeira grandeza.
Podem os inteligentes, os poderosos, os virtuosos não ter a necessária liberdade de espírito…
Pode ser que as suas boas qualidades não corram com essa vasta e leve espontaneidade que caracteriza todas as coisas grandes.
Pode ser que a sua perfeição venha mesclada com um quê de acanhado e tímido, com algo de teatral e violento.


O grande homem é silenciosamente bom…
É genial, mas não exibe gênio…
É poderoso, mas não ostenta poder…
Socorre a todos, sem precipitação…
É puro, mas não vocifera contra os impuros…
Adora o que é sagrado, mas sem fanatismo…
Carrega fardos pesados, com leveza e sem gemido…
Domina, mas sem insolência… É humilde, mas sem servilismo…
Fala às grandes distâncias, mas sem gritar…
Ama, sem se oferecer…
Faz bem a todos, antes que se perceba…
O grande homem “Não quebra cana fendida, nem apaga a mecha fumegante, nem se ouve o seu clamor nas ruas…”
Rasga caminhos novos sem esmagar ninguém…
Abre largos espaços, sem arrombar portas…
Entra no coração humano, sem se saber como…
Tudo isto faz o grande homem, porque é como o sol, esse astro assaz poderoso para sustentar um sistema planetário, e assaz delicado para beijar uma pétala de flor…
Assim é, e assim age o homem verdadeiramente grande, porque é instrumento nas mãos de Deus…
Desse Deus de infinita potência e de supremo amor…
Desse Deus, cuja força governa a imensidade do cosmos – e cuja paciência tolera as fraquezas do homem…
O grande homem é, mais do que ninguém, imagem e semelhança de Deus.

(Esse excelente texto foi extraído do livro “De Alma Para Alma”; Huberto Rohden; Editora Martin Claret.)

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