GEOPOLÍTICA: EUA CONGELAM BENS DA ESTATAL VENEZUELANA PDVSA E BLOQUEIAM ACESSO AO DINHEIRO DA VENDA DO PETRÓLEO

Na sessão GEOPOLÍTICA desta quarta-feira entenda tudo que está se passando com a Venezuela e a relação diplomático-comercial com os EUA e os países da América Latina.

EUA congelam bens da estatal de petróleo da Venezuela (O Antagonista)

A Casa Branca acaba de anunciar o congelamento dos bens da PDVSA, a estatal venezuelana de petróleo, informa a rede de TV americana NBC.

Cidadãos dos EUA também estão proibidos de negociar com a empresa.

Com isso, Donald Trump aumenta a pressão para que o ditador Nicolás Maduro saia do poder e Juan Guaidó, na qualidade de presidente interino, convoque novas eleições.

EUA bloqueiam acesso de Maduro a dinheiro da venda do petróleo (no ESTADÃO)

WASHINGTON – O governo americano impôs nesta segunda-feira, 28, sanções à estatal do petróleo venezuelana PDVSA. Todo dinheiro obtido com a compra da commoditty pelos Estados Unidos irão para contas bloqueadas que só poderão ser sacadas quando “um governo democraticamente eleito estiver no controle da Venezuela”, segundo o secretário do Tesouro Steve Mnuchin. O objetivo das sanções é impedir o acesso da cúpula chavista e do presidente Nicolás Maduro à renda do petróleo e pressionar os militares, que comandam atualmente a PDVSA, a mudar de lado.

As sanções também vão congelar quaisquer bens que a PDVSA possuir nos Estados Unidos e impedir empresas americanas de fazer negócios com a estatal. “Os Estados Unidos estão punindo os responsáveis pelo declínio trágico da Venezuela e seguirão usando medidas diplomáticas e econômicas para apoiar o presidente interino Guaidó”, disse Mnuchin.

“Essa medida também impedirá Maduro de desviar recursos da PDVSA. O caminho para a remoção das sanções será transferir o controle da empresa para o presidente interino e um governo democraticamente eleito”, acrescentou.

EUA congelam bens da estatal de petróleo da Venezuela (O Antagonista)

Assessor de Segurança Nacional John Bolton e secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, falam sobre a Venezuela Foto: AP Photo/ Evan Vucci

Nesse sentido, pouco antes do anúncio, o líder opositor venezuelano, Juan Guaidó, que na semana passada se declarou presidente interino do país, disse nesta segunda-feira, 28, que dará início ao processo de nomeação de novos diretores da PDVSA, a estatal venezuelana do petróleo, e da Citgo, a filial americana da empresa. Guaidó afirmou também que o Parlamento assumirá o controle de contas do Estado venezuelano em instituições financeiras internacionais.

Reconhecido por grande parte da comunidade internacional, principalmente no continente americano, Guaidó pretende com isso ter acesso a recursos financeiros que antes eram controlados pelo presidente Nicolás Maduro.

As exportações de petróleo venezuelano para os Estados Unidos caíram bastante nos últimos anos, principalmente a partir do agravamento da crise no país sul-americano. Em 2017, segundo o Departamento de Energia, os Estados Unidos compravam diariamente 500 mil barris, frente a 1,2 milhão de 2008.

Apesar disso, a Venezuela oscila entre o terceiro e o quarto lugar de maior fornecedor de petróleo dos Estados Unidos, com cerca de 6% das compras americanas no mercado mundial da commodity.

Para economistas, a crise deve ter, no entanto, grave impacto na população. Maduro, que por enquanto parece ter o respaldo da cúpula das Forças Armadas, acusa os Estados Unidos de planejar um golpe de Estado contra ele ao apoiar a decisão de Guaidó e incentivar outros países a fazerem o mesmo.

Chavismo sem acesso a recursos

A estratégia arriscada e incomum de reconhecer um governo alternativo sem poder de facto tem por trás um objetivo econômico: bloquear o acesso do regime chavista aos recursos provenientes da exportação de petróleo e ativos venezuelanos no exterior, o que traz consigo inúmeras implicações jurídicas e financeiras.

O principal alvo dessa estratégia é a Citgo, a filial americana da PDVSA com sede em Houston, responsável por grande parte das receitas da empresa. Outro alvo são os US$ 1,2 bilhão em reservas de ouro depositadas no Banco da Inglaterra, que correspondem a 15% das reservas em moeda forte do país.

Jornalista brasileiro é ameaçado por militares na Venezuela

Rodrigo Lopes, do jornal gaúcho Zero Hora, ficou retido em uma unidade militar na Venezuela por duas horas na última sexta-feira (25), registra a Folha.

Ele estava cobrindo um ato de apoiadores do ditador Nicolás Maduro quando foi abordado por um homem não identificado. Levado à unidade militar, teve o passaporte e o celular apreendidos, foi interrogado e impedido de ligar para a embaixada.

Ao ser liberado, Lopes recebeu de volta o celular e o passaporte, mas foi ameaçado pelo homem em trajes civis que o escoltava, que tirou fotos de seu rosto.

“Agora, o senhor está fichado conosco, conhecemos tua cara e sabemos onde escreves. Se te pegarmos novamente, tu vais ser preso e responderá processo segundo as leis venezuelanas”, disse o homem.

Lopes já voltou ao Brasil. O Grupo RBS, que edita a Zero Hora, decidiu retirá-lo da Venezuela, “uma vez que não havia mais condições mínimas de segurança”.

Maduro ‘já está derrotado’, diz Guaidó em entrevista a TV

Em entrevista à emissora espanhola TVE, Juan Guaidó afirmou que Nicolás Maduro e seus aliados “já estão derrotados”, informa a agência de notícias Efe.

O presidente da Assembleia Nacional disse ainda que hoje Maduro é “sustentado somente pelas armas, como em qualquer sequestro de banco”, e pediu uma manifestação mais clara da União Europeia contra o ditador.

Crusoé em Caracas: as marcas da revolta contra Maduro

Duda Teixeira, de Crusoé, gravou um vídeo em Caracas mostrando as mensagens nas ruas contra o ditador Nicolás Maduro.

Clique no link abaixo para assistir.

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