ELEIÇÕES 2018: BOLSONARO DÁ ENTREVISTA AO SBT NA NOITE DA TERÇA-FEIRA

Veja principais temas da entrevista de Jair Bolsonaro ao SBT e adianta nomes de parte dos seus ministros. Fala sobre economia, previdência e segurança pública.

Bolsonaro no SBT: “No Brasil, não existe o mais rico”

by Metrópoles

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, falou na noite desta terça-feira (16/10), em entrevista de dez minutos ao SBT, sobre seu eventual ministério, a presença de muitos militares em seu entorno, como seu vice, o general Hamilton Mourão, e comentou sobre a reforma da Previdência, economia e a carga tributária do país. As informações são do portal Catraca Livre.

De sua casa, no Rio, o deputado afirmou que não é favorável à taxação sobre grandes fortunas, porque “no Brasil, não existe o mais rico. Está todo mundo sufocado”. Ele também voltou a negar a criação de impostos, como um novo tipo de CPMF, o imposto do cheque. A proposta havia sido ventilada por seu vice.

Bolsonaro, líder nas pesquisas de intenção de votos no segundo turno, com 18 pontos à frente do seu adversário, Fernando Haddad, afirmou que, se eleito, pretende ter um ministério “enxuto”, com cerca de 15 nomes.

Três já estão definidos: Paulo Guedes, na Economia, o deputado federal Ônyx Lorenzoni (DEM-RS), na Casa Civil, e o general da reserva Augusto Heleno, na Defesa. Quanto ao seu vice, Mourão, afirmou se tratar de uma pessoa “bastante preparada, culta, patriota” e que “respira o Brasil”. Negou que ele tenha falado sobre acabar com o 13º salário.

Ao ser questionado por Nascimento se seu governo seria militar, a julgar pela presença maciça de integrantes das Forças Armadas tanto na campanha quanto na formação de um eventual ministério, o capitão da reserva afirmou que existe “preconceito” com militares. Ele afirmou que “confia nos civis” e que há “bons civis do nosso lado”. “Temos nomes que vão surpreender, positivamente, a sociedade, com certeza”, ressaltou o peesselista.

Segurança pública

“Não pretendemos sair da lei em hipótese alguma”, disse, ao ser questionado sobre propostas para a segurança pública que não seriam constitucionais. “Algumas mudanças queremos fazer no Código Penal. Não só o policial, mas nós também temos que ter o excludente de ilicitude”, afirmou, sobre a situação já prevista no Código em que a pessoa, mesmo cometendo um crime, não será considerada uma criminosa. “Policial hoje tem que esperar o bandido atirar para reagir e nisso nós queremos mexer”.

Sobre a atuação contra o crime organizado, Bolsonaro defendeu o uso da “inteligência para seguir o dinheiro”, sem detalhar como isso seria incrementado ao que hoje já é feito pelas polícias.

O presidenciável defendeu a autonomia da Polícia Federal para atuar, mas ressaltou que irá mexer em “pequenos senões”, citando que uma suposta “politização” da PF tem de acabar.

A economia ficará totalmente a cargo do “posto Ipiranga” Paulo Guedes. “Eu levo sugestões e ele que decide”, destacou o presidenciável.

Questionado sobre o desemprego, afirmou que “não tem resposta imediata”: “Temos que facilitar a vida de quem produz e dá emprego”, alegou o deputado.

Previdência

Haverá também uma reforma da Previdência, diferente da apresentada pelo governo Temer, mas não foram citados detalhes. “Vamos fazer a nossa [reforma]. Não podemos penalizar quem tem direito adquirido. Temos ideias e propostas para mexer, mas ninguém será penalizado”, garantiu.

A respeito de ser chamado de fascista, nazista e despreparado pela mídia estrangeira, Bolsonaro afirmou que são rótulos que estão sendo “desmistificados”: ” Não sou nada disso. Agora, o outro lado que está disputando comigo diz sobre controle social da mídia, diz sobre criar mais estatais, é completamente oposto do meu. Os estrangeiros e os brasileiros vão se orgulhar das nossas propostas”, finalizou Bolsonaro.

Fonte: va.newsrepublic.net

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